Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendi, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Relações…

Nós no tempo…

*&*

Você…  

Que sabe as sombras que tenho

Que espera o amor que desenho

Em rabiscos infantis

Que abre o teu coração como abrigo exclusivo

Que me aguarda evoluir…

*&*

Grato ao tempo infinito acredito que um dia eu chego

Vestindo corpos de brancos ou negros, ainda me educo,

Viagens na vida que me tempera o carma

O direito de ir e vir no universo é comum

Basta que Deus me permita viver

E amigos no chão (terra) pra me receber

E a porta da escola se abre!

*&*

A luz ainda me surpreende no alpendre do firmamento

Espera que meus passos lentos impressionem a longevidade

Dando ideia de eterno cansaço e mesmo assim desse jeito te alcanço

O amor que começa é um grão de areia na concha

Que a dor parece vencer e dominar e criar sequelas

Mas, o tempo tem no seio a arte da vida e da metamorfose,

E em doses de paciência e esforço transforma a areia em pérola

E o amor é uma pérola que elimina sequelas da dor…

*&*

Quando os dons, as conquistas e a liberdade,

Forem os tons do amor e da amizade e afinidade

Toda dor perderá a razão e a identidade

E você vai saber de mim em outros trajes de luz colorida de amor

*&*

Espera,…  A saudade sobrevoa sobre meus passos

E eu ando, eu sorrio e versifico o caminho, a vida e o tempo.

Quebro correntes, levanto âncoras e abro livros.

Exploro praias, os abismos e o deserto.

E em cada verso estou mais perto dos poemas e do fim da dor

Em toda cena o destino se ilumina

E essa luz minha doutrina, raios e rimas de amor!

*&*

Você que me pendura o poema no laço de um pingente espiritual

Espelho da moral que persigo, trigo no meu comensal…

Que vela pela nossa afinidade, sentinela de imortal amizade,

Ciente que depois das tempestades hei de despertar nas asas da liberdade!

Ademário da Silva

18 de novembro de 2018.

 

 

 

 

 

 

 bolé

Anúncios

Retrato sentido…

*&*

É mesmo assim… Desse jeito…

Cada vez que um verso voa entre o verbo e a intuição

Batendo asas na intenção…

Meu coração repousa inteiro no seio da emoção

E se acomoda nos advérbios e provérbios da razão

Toda vez que a inspiração banha meus olhos nas águas da criação

A gratidão é a oração de verso antigo e louvação

*&*

Que então me fala ao abrigo da simplicidade

E a afinidade faz poemas dos sentidos

E os meus ouvidos captam rimas e delírios

Sério fascínio me toma alma no momento

E um sentimento de eternidade me envolve e não me perde

E é mesmo assim que a poesia escorre pelo grafite e a lágrima arde

E o coração sorri e chora e não desiste e não importa

Se é noite alta, meio do dia, madrugada ou bem á tarde.

*&*

Então persiste pra assistir e definir o encontro dos sentimentos e das ideias

Ouço palavras, vejo emoções, me vejo aqui e acolá ao mesmo tempo.

E toda vez que acontece é uma prece que me segura

E a criatura que me abraça então sorri e me garante

Que a partitura da vida tem acordes de amor e de saudades

Que a eternidade é quem rima toda verdade

E a liberdade é não ter sombras de tristezas ou vaidades

E a poesia é a luz que me ilumina já me confina nos caminhos da obrigação

*&*

É mesmo assim que a amizade me obriga á fazer rimas

Compor meus versos, abrir sorrisos, fazer amigos.

E a cada vez que a poesia me visita

Minha desdita tem o tamanho da mostarda

E é por isso que se diz “que Deus tarda, mas não falta”…

Eu já entendo que essa assertiva é controversa e sem consistência

O Pai que cria não desatende a sua cria, se faz presente em cada verso do universo.

Em suas moradas, seus palácios e albergues o homem vive entregue aos seus cuidados.

*&*

Ademário da Silva

17 de novembro de 2018.

 

 

 

 

 

 Apresentação1

Indefinível presença?!?

&

Você é a morte e a vida a minha imensa saudade

É a própria eternidade o meu eco do além

Ás vezes densamente presente

De outras uma rima ausente

Se és a musa ou a minha própria intuição

Não sei…

E quando se veste de versos

És a minha alegria, o meu amor e o meu bem

Se a memória me trai e nem sei onde moras

Se és ontem, amanhã, qualquer dia ou agora,

Só sei que quando não te sinto

Pra mim eu não minto e a tristeza me envolve

Oh! Indefinível presença, não me diga por que,

A inspiração não resolve se a poesia termina

Eu não te vejo menina na casa da intuição

E sem dizer até logo ou qualquer dia eu volto

Desapareces no ar…

Então,… Vou viver a rimar até quando a vida quiser

Costurando sentidos, sentimentos e ideais,

E quando a vida for morte por um momento

A te procurar no firmamento e agora sem cortes

Vou ingressar noutra vida pra te reconquistar!

Oh! Doce musa reclusa no pensamento, na criação,

Eu sei que o laço existe…

Se Deus um dia permite faço ramalhete de rimas

Nas ruas desse universo, flores, perfumes e versos,

Abraços, beijos e lembranças, sorrir como criança, maturidade e ciência,

Dançar na claridade da lua, misturar todas as ruas sem perder o sentido.

E a sua indefinível presença

Será a mais doce sentença de secular permanência!

*&*

Ademário da Silva

16 de novembro de 2018.

 

 

 

 

 

 

 

2.b - diversidades

“Levanta e Anda”

*&*

“Levanta e Anda”…

Acende a luz no próprio tempo

Não é só o momento em que te prendes

Na dor e no sofrimento

Seus ouvidos moucos e desatentos

Essa paraplegia é uma fuga insana

Põe bandanas nos olhos circulando a visão

*&*

“Levanta e Anda”, protagonize seu tempo,

Dirija o destino, deixe de ser menino,

Teimoso e carente nessa luz dissidente

Dissidência incompleta, vaidade põe seta,

Nas curvas do seu caminho

Deficiente é quem para obedecendo a dor

O amor que exiges tem raízes em si

E a canção não tem dó, mesmo que estejas lá,

Querendo compreender por mi

O acorde da luz

Seja seu próprio mestre e aprimore os sentidos

E mesmo assim eu repito

*&*

“Levanta e Anda”, tire a trave do olhar,

Pra dilatar o horizonte, lembra-te daquele Monte,

Não era região praieira, mas das Oliveiras.

Ali, entre recados e leis descobristes o sol,

E como talentos da alma as notas de uma canção

Que liberta o coração da âncora no chão

Se tu ocultas o sabre, abandone o milagre que esperas pra si,

E reconstruas a si mesmo deixe de andar a esmo

Voando em qualquer direção como inseto cego

Se o coração repousa no colo da serenidade

A consciência sobrevoa com as asas da liberdade

Não há quem te pegue no colo ou ofereça mordomia

Semeie flores e frutos nos caminhos longos

Ainda que á passos curtos, mas não percas a viagem.

O dono da estalagem não sabe o preço da vida

E toda espera é engano que não cura feridas,

*&*

“Levanta e Anda” e…

Segue o horizonte não é longe, mesmo que não sejas monge

Vais encontrar teu espaço

Vai se livrar do mormaço e mergulhar noutra brisa

E mudar de camisa pra entrar na festa da luz…

*&*

Ademário da Silva

13 de novembro de 2108.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 cores mistas

Semeando…

Semeadura

*&*

Despertou numa manhã eterna

Semeando rimas num jardim de luz

Colhendo pétalas em versos coloridos

Perfumando poesia e vida em qualquer sorriso

E era vida em pensamentos ricos

E era rica toda essa magia

Que a vida simples lhe oferecia

E ouvia pássaros em versos sonoros

Semeava paz em palavras vivas

Eram provérbios enriquecendo sentimentos

E orações como canções antigas

Que tinham vivas notas, compassos e bordões,

Num ponto qualquer do universo

Só via o que o pensamento alcança

E tinha estrelas parecendo crianças

E planetas construindo esperanças

E as cores pareciam nascer dos olhos

Num arco íris que só a alma livre sonha

Não viu maldade, mau humor e nem mesmo carantonha.

A liberdade um coração saudável

A consciência era mesmo um sol em brasa

Eram tantas casas por esses céus

Que então lembrou-se do escarcéu da Palestina

A sombra cobrando dízimo do Iscariotes

Que deu liberdade transitória ao Barrabás

E a corrupção até hoje não ficou para trás

Sentado num tamborete de nuvens

Desenhava poesias em cores

E os sabores de sentimentos livres

Ecoavam por fonemas em versos

Era melhor esquecer o ontem que o tempo engaveta

Pois, quem já foi vinha compor coral,

E essa canção tinha sabor de maçã e sal

Também não viu a noite naquela esquina

E a poesia mesmo sendo uma menina

Sorria séria no calor de cada rima…

*&*

Ademário da Silva

08 de novembro de 2018…

 

 

 

 

 semeia

IX CAPÍTULO IX

LOCAIS ASSOMBRADOS

&

*132. As manifestações espontâneas verificadas em todos os tempos, e a insistência de alguns Espíritos em mostrarem a sua presença em certos lugares, são a origem da crença nos locais assombrados. As respostas seguintes foram dadas a perguntas feitas a respeito:*

&

*1. Os Espíritos se apegam somente a pessoas ou também a coisas?

— Isso depende da sua elevação. Certos Espíritos podem apegar-se às coisas terrenas. Os avarentos, por exemplo, que viveram escondendo as suas riquezas e não estão suficientemente desmaterializados, podem ainda espreitá-los e guardá-los.*

&

*2. Os Espíritos errantes têm predileção por alguns lugares?

— Trata-se ainda do mesmo princípio. Os Espíritos já desapegados das coisas terrenas preferem os lugares onde são amados. São mais atraídos pelas pessoas do que pelos objetos materiais. Não obstante, há os que podem momentaneamente ter preferência por certos lugares, mas são sempre Espíritos inferiores.*

&

*3. Desde que o apego dos Espíritos por um local é sinal de inferioridade, será também de que são maus espíritos?

— Claro que não. Um Espírito pode ser pouco adiantado sem que por isso seja mau. Não acontece o mesmo entre os homens?*

&

*4. A crença de que os Espíritos frequentam, de preferência, as ruínas tem algum fundamento?

— Não. Os Espíritos vão a esses lugares como a toda parte. Mas a imaginação é tocada pelo aspecto lúgubre de alguns lugares e atribui aos Espíritos efeitos na maioria das vezes muito naturais. Quantas vezes o medo não fez tomar a sombra de uma árvore por um fantasma, o grunhido de um animal o sopro do vento por um gemido? Os Espíritos gostam da presença a e por isso preferem os lugares habitados aos abandonados.*

&

*4 a. Entretanto, pelo que sabemos da diversidade de temperamento dos Espíritos, deve haver misantropos…

&

(*misantropo= ô/ adjetivo substantivo masculino que ou aquele que odeia a humanidade ou sente aversão às pessoas. POR EXTENSÃO… que ou aquele que prefere a solidão, não tem vida social, não gosta da convivência com outras pessoas; eremita, ermitão, solitário.*)

&

* …entre eles, que podem preferir a solidão.

— Por isso não respondi à pergunta de maneira absoluta. Disse que podem ir aos lugares abandonados como a toda parte. É evidente que os que se mantêm afastados é porque isso lhes apraz. Mas isso não quer dizer que as ruínas sejam forçosamente preferidas pelos Espíritos, pois o certo é que eles se acham muito mais nas cidades e nos palácios do que no fundo dos bosques.*

&

  1. As crenças populares, em geral, têm um fundo de verdade. Qual a origem da crença em lugares assombrados?

— *O fundo de verdade, nesse caso, é a manifestação dos Espíritos em que o homem acreditou, por instinto, desde todos os tempos.*

&

 Mas, como já disse, o aspecto dos lugares lúgubres toca-lhe a imaginação e ele os povoa naturalmente com os seres que considera, sobrenaturais. Essa crença supersticiosa é entretida pelas obras dos poetas e pé contos fantásticos com que lhe embalaram a infância. (1)

&

  • *O instinto a que o Espírito se referiu não é o biológico, mas o espiritual: a lembrança instintiva do Outro Mundo, de que ele veio para a Terra.*

 

* Ver, no capitulo IX da segunda parte de O Livro dos Espíritos, o número 522, e na edição da LAKE, a nota do tradutor no fim do capitulo. Deve-se ainda observar, na resposta acima, o problema psicológico da influência dos contos infantis, acentuada pelo Espírito, e a rejeição ao supersticioso e sobrenatural.*(N. do T.)

 

  1. *Os Espíritos que se reúnem escolhem para isso dias e horas de sua predileção?

— Não. Os dias e as horas são usados pelo homem para controle do tempo, mas os Espíritos não precisam disso e não se inquietam a respeito.*

 

7.* Qual a origem da ideia de que os Espíritos aparecem de preferência à noite?

— A impressão produzida na imaginação pelo escuro e o silêncio. Todas essas crenças são superstições que o conhecimento racional Espiritismo deve destruir. O mesmo se dá com a crença em dias e horas mais propícias. Acreditai que a influência da meia-noite jamais existiu a não ser nos contos.*

&

7.a. *Se é assim, porque certos Espíritos anunciam a sua chegada e a sua manifestação para aquela hora e em dias determinados, como a sexta-feira, por exemplo?*

—* São Espíritos que se aproveitam da credulidade humana para se divertirem. É pela mesma razão que uns se dizem o Diabo ou se nomes infernais. Mostrai-lhes que não sois tolos e eles não voltarão.*

&

  1. *Os Espíritos visitam de preferência os túmulos em que repousam os seus corpos?

— O corpo não era mais que uma veste. Eles não ligam mais para envoltório que os fez sofrer do que o prisioneiro para as algemas. A lembrança das pessoas que lhes são caras é a única coisa a que dão valor.*

 

8.a. *As preces que se fazem sobre os seus túmulos são mais agradáveis para eles, e os atraem mais do que as feitas em outros lugares?*  

&

*A prece é uma evocação que atrai os Espíritos, como o sabeis. A prece tem tanto maior ação, quanto mais fervorosa e mais sincera. Ora, diante de um túmulo venerado as pessoas se concentram mais e a conservação de relíquias piedosas é um testemunho de afeição que se dá ao Espírito, ao qual ele é sempre sensível. É sempre o pensamento que age sobre o Espírito e não os objetos materiais. Esses objetos influem mais sobre aquele que ora, fixando-lhe a atenção, do que sobre o Espírito.*

&

  1. *Diante disso, a crença em locais assombrados não pareceria absolutamente falsa? — Dissemos que certos Espíritos podem ser atraídos por coisas materiais: podem sê-lo por certos lugares, que parecem escolher como domicílio até que cessem as razões que os levaram a isso.*

&

9.a.* Quais as razões que podem levá-los a isso?

— Sua simpatia por algumas das pessoas que frequentam os lugares ou o desejo de se comunicarem com elas. Entretanto, suas intenções nem sempre são tão louváveis. Quando se trata de maus Espíritos, podem querer vingar-se de certas pessoas das quais têm queixas. A permanência em determinado lugar pode ser também, para alguns, uma punição que lhe foi imposta, sobretudo se ali cometeram um crime, para que tenham constantemente esse crime diante dos olhos*.(2)

&

(2)* Ver Revista Espírita de fevereiro de 1860: História de um danado (N. de Kardec). O caos mencionado não só confirma a explicação acima, como também representa um dos episódios mais instrutivos da pesquisa espírita realizada por Kardec. Indispensável a sua leitura para a boa compreensão do problema tratado neste capítulo.* (N. do T.)

&

  1. Os locais assombrados sempre o são por seus antigos moradores?

— Algumas vezes, mas não sempre, pois se o antigo morador for um Espírito elevado não ligará mais à sua antiga habitação do que ao seu corpo. Os Espíritos que assombram certos locais quase sempre o fazem só por capricho, a menos que sejam atraídos pela simpatia por alguma pessoa.

10.a. Podem eles fixar-se no local para proteger uma pessoa ou sua família?

— Seguramente, se são Espíritos bons. Mas nesse caso jamais se manifestam de maneira desagradável.

  1. Há alguma coisa de real na estória da Dama Branca?

— É um conto extraído de mil fatos que realmente se verificaram. (3)

 

(3) Branca é uma figura das antigas mitologias escocesas e alemãs que aparece em lendas populares. (N. do T.)

 

  1. *É racional temer os lugares assombrados por Espíritos?

— Não. Os Espíritos que assombram certos lugares e os põem em polvorosa procuram antes divertir-se à custa da credulidade e da covardia criaturas, do que fazer mal. Lembrai-vos de que há Espíritos por toda parte e de que onde estiverdes, tereis Espíritos ao vosso lado, mesmo nas mais agradáveis casas. Eles só parecem assombrar certas habitações porque encontram nelas a oportunidade de marcar a sua presença. *

*4)

 

(4) O filósofo grego Tales de Mileto dizia: O mundo é cheio de deuses. Os deuses antigos eram Espíritos, segundo explica o Espiritismo. A afirmação de Tales concorda com a resposta acima. Há Espíritos por toda parte.

Ver em O Livro dos Espíritos o cap. IX segunda parte: Intervenção dos Espíritos no Mundo Corpóreo. (N. do T.)

 

*13. Há um meio de os expulsar?

— Sim, mas quase sempre o que se faz para afastá-los serve para atraí-los. O melhor meio de expulsar os maus Espíritos é atrair os bons. Portanto, atraí os bons Espíritos, fazendo o maior bem possível que os maus fugirão, pois o bem e o mal são incompatíveis. Sede sempre bons e só tereis bons Espíritos ao vosso lado.*

 

13.a. Mas há pessoas muito boas que vivem às voltas com as tropelias dos maus Espíritos.

— Se essas pessoas forem realmente boas, isso pode ser prova para exercitar-lhes a paciência e incitá-las a serem ainda melhores. Mas não acrediteis que os que mais falam da virtude é que a possuem. Os que possuem qualidades reais quase sempre o ignoram ou nada falam a respeito.

 

*14. Que pensar da eficácia do exorcismo para expulsar os maus Espíritos dos locais assombrados? *

 

—* Vistes muitas vezes esse meio dar resultados? Não vistes, contrário, redobrar-se a tropelia após as cerimônias de exorcismo? E eles se divertem ao serem tomados pelo Diabo. Os Espíritos que não têm más intenções podem também manifestar a sua presença por meio de ruídos ou mesmo tornar-se visíveis, mas não fazem jamais tropelias incômodas. São quase sempre Espíritos sofredores, que podeis aliviar fazendo preces por eles. De outras vezes são mesmo Espíritos benevolentes que desejam provar a sua presença junto a vós, ou, por fim, Espíritos levianos que se divertem. Como os que perturbam o repouso com barulhos são quase sempre Espíritos brincalhões, o que melhor se tem a fazer é rir do que fazem. Eles se afastam ao verem que não conseguem amedrontar ou impacientar. (Ver o cap. V: Manifestações Físicas Espontâneas.)*

 

Resulta das explicações acima que há Espíritos que se apegam a certos locais e neles permanecem de preferência, mas não têm necessidade de manifestar a sua presença por efeitos sensíveis. Qualquer local pode ser a morada obrigatória ou de preferência de um Espírito, mesmo que seja mau, sem que jamais haja produzido alguma manifestação.

*

Os Espíritos que se ligam a locais ou coisas materiais nunca superiores, mas por não serem superiores não têm de ser mau; de alimentar más intenções. São mesmo, algumas vezes, companheiros mais úteis do que prejudiciais, pois caso se interessem pelas pessoas podem protegê-las.

*&*

Livro dos Médiuns:/: Allan Kardec.

*&*

Ver, no capitulo IX da segunda parte de O Livro dos Espíritos, o número 522, e na edição da LAKE.

*Pressentimentos

  1. O pressentimento é sempre um aviso do Espírito protetor?

É o conselho íntimo e oculto de um Espírito que vos quer bem. Também está na intuição da escolha que se haja feito. É a voz do instinto. Antes de encarnar, tem o Espírito conhecimento das fases principais de sua existência, isto é, do gênero das provas a que se submete. Tendo estas, caráter assinalado, ele conserva, no seu foro íntimo, uma espécie de impressão de tais provas e esta impressão, que é a voz do instinto, fazendo-se ouvir quando lhe chega o momento de sofrê-las, se torna pressentimento.* (Livro dos Espíritos / cap. IX)

*&*

(2) Ver Revista Espírita de fevereiro de 1860: História de um danado (N. de Kardec).

&

Allan Kardec.

 

 

Filosofia!

&

Hoje e amanhã tem raiz no seu ontem

E essa dor é uma flor sem perfume

Que o desamor semeou no chão onde pisas,

E o sol se afastou, desidratou os seus queixumes!

&

Mágoas, ressentimentos e revoltas,

É a estranha volta no relógio do orgulho

O tempo passa não deixe a dor envelhecer

E não tem prece que cure o coração egoísta a padecer

&

Choro e reclamação não contempla alforria

Rezas, rituais e ladainhas…

São senhas de uma fé que não persiste

Solte as suas mãos das mãos do medo

E chama inspiração pra outro enredo

&

Saiba que o pano pui e a cor desgasta

Matéria é indumentária passageira

E a alma não deixa rastros pelo chão

E o preço da liberdade é a solidão

Ainda…

Nesta prova que não destrona a expiação

&

Seja o designer da humildade

A eternidade não destrói nenhum dos sonhos

Voltar é sempre uma vontade que se impõe

És o filho imortal do Criador

E o amor é o pão de toda vida

E a luz é o licor dos teus sentidos

Então ame, se ilumine e se renove,

Prova dos noves é pra quem não acredita

&

A vida se estende no universo feito poesia infinita

Saudades, vem de dentro desta cripta

E rimas quais estrelas mais bonitas

Brilhando na oração que verte abrupta!

&

Ademário da Silva

02 de novembro de 2018.borbovelha