Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

ESTUDOS MENSAIS SOBRE O LIVRO LIÇÕES PARA A FELICIDADE

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DIVALDO FRANCO // JOANNA DE ANGELIS = ESPÍRITO

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LIÇÕES PARA A FELICIDADE

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Considerando alguns efeitos perturbadores ocasionados pela moderna globalização, tais como: o excesso de informações repentinas que não pode ser assimiladas pela  razão e nem pela emoção, a violência e a crueldade que esfacelam os sentimentos humanos, a ansiedade que atinge níveis insuportáveis, o medo aterrador, a síndrome do pânico, a miséria socioeconômica em incontáveis lares, as enfermidades cardiovasculares, não se excluindo aqueloutras que decorrem de fatores  endógenos e de fatores de contaminação, verificamos que o progresso intelectual e tecnológico não resolveu as necessidades internas essenciais do ser humano.

Projetado na direção das galáxias, ele não conseguiu sair das charnecas morais onde se detém inquieto, contemplando as estrelas e, sofrido, arrastando-se pelo alagadiço das paixões primevas.

O excesso de notícias rápidas, mais detalhadas quando de referência ao crime e a hediondez, produz desgaste emocional, quase sempre desequilibrando o indivíduo, que se torna indiferente ante o que sucede no mundo ou se equipa de violência para defender-se, sem a necessária sabedoria para administrar-lhe o conteúdo, a fim de ficar em paz.

A predominância da sordidez de caráter em alguns segmentos humanos e sociais, vem respondendo pelos transtornos de comportamento de não pequena cota de pessoas sofredoras.

O contínuo combate contra os valores morais, dando-se primazia ao vulgar, ao chulo, ao perverso e primitivo, com a constante exibição do sexo em desalinho, da exaltação das drogas, da musculação física e da esbelteza exagerada, aturde, gerando inquietações profundas e distonias prejudiciais.

Concomitante, o bruxuleio da fé em milhões de existências que se libertaram os conceitos ortodoxos das religiões majoritárias, ou buscam a confiança em Deus, fanaticamente, por meio de ardis comportamentais para resolverem os seus problemas existenciais e conseguirem destaque na sociedade, transformam-se em fatores de perturbação e agressividade, ao invés de segurança e de consolação.

A fé verdadeira, quando apoiada na razão e direcionada para os nobres objetivos da vida, constitui-se porto de repouso e nau que ajuda a singrar os pélagos vorazes dos tumultuados oceanos do processo evolutivo. 

É natural que as antigas colocações religiosas, estribadas na fé cega e impostas sem o direito de análise, estruturadas na imagem de um Deus vingador e mais cruel que Seus filhos, cedessem lugar á descrença, á indiferença. No entanto, seria de esperar que fossem substituídas por formulações novas e atuais, compatíveis com as conquistas da Ciência, da Razão. Isso, porém, não ocorreu, conforme teria sido ideal.

Por consequência, muita falta faz ao ser humano o conhecimento da doutrina cristã em suas origens, das mensagens de Jesus em sua pulcritude, da comunhão mental com o dever, tornando-se ação equilibrada do dia-a-dia existencial.

O mundo encontra-se em terrível luta neste momento histórico, exigindo decisão lúcida de cada Espírito reencarnado, a respeito de como conduzir-se, a fim de fruir de harmonia, o que não lhe tem sido fácil por desconhecer os roteiros propiciatórios ao êxito do cometimento.

Torna-se necessária uma nova proposta espiritual, que já se encontra na Terra, desde o ano de 1857, quando da publicação de o Livro dos Espíritos, por Allan Kardec.

As lições que apresentamos neste livro não constituem elementos mágicos para que se alcance de imediato a plenitude.

São, porém, sugestões saudáveis, convidando as pessoas a um revisão da própria existência e a uma releitura do Evangelho com visão mais abrangente e moderna estribada na realidade dos dias que passam.

Utilizamo-nos de questões abordadas no referido O Livro dos Espíritos(*), de Allan Kardec, que procuramos comentar, ampliando-lhes o precioso conteúdo, a fim de mais eficazmente ser utilizado como recurso valioso de reflexão e de conduta.

Na  questão de nº 920, da obra em tela, por exemplo, o insigne codificador apresentou oportuna interrogação aos desencarnados Benfeitores da Humanidade, que lhe responderam, conforme segue:

Pode o homem gozar de completa felicidade na Terra?

“Não, por isso que a vida lhe foi dada como prova ou expiação. Dele, porém, depende a suavização de seus males e o ser tão feliz quanto possível na Terra.”

É verdade, que não se pode desfrutar de felicidade plena durante a jornada carnal, no entanto, por meio dos atos morais cada pessoa pode atenuar as aflições que decorrem das experiências  infelizes originadas em suas existências transatas.

Mediante a orquestração de pensamentos salutares, de leituras edificantes, de aprendizagem enobrecida, de convivência harmônica ao lado de outros indivíduos, conseguirá programar o futuro feliz, libertando-se, a pouco e pouco, do pessimismo, das angústias e aflições, bem como das dificuldades que o desafiam, sabendo como administrá-las.

Todo esse arsenal de instrumentação encontra-se na Doutrina Espírita, que atualiza o pensamento de Jesus, conforme Ele o prometera, abrindo espaços mentais e emocionais para novas conquistas e realizações libertadoras.

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Consciente de haver feito o melhor do quanto se encontra ao meu alcance, ofereço, no amanhecer do Novo Ano, aos gentis leitores o presente livro, que foi elaborado com oportunas lições para a conquista da felicidade relativa que se pode adquirir na Terra.

Salvador, 1º de janeiro de 2003.

Joanna de Ângelis.

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Vocabulário:

Esfacelam: Causar ou provocar esfácelo, isto é, gangrena. / Estraçalhar, destruir; estragar.

 Fatores  endógenos: Significado de doença = //Doença é um conjunto de sinais e sintomas específicos que afetam um ser vivo, alterando o seu estado normal de saúde. O vocábulo é de origem latina, em que “dolentia” significa “dor, padecimento”. Em…

Significado de Cultura

Cultura significa todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente em família, como…

Primevas. : Primitivas, relativo aos tempos primitivos; Antigo.

Alagadiço: Pantanoso, paludoso. Solo úmido e pesado, que serve para cultivo de arroz.

Charnecas: Terreno árido e inculto, onde só medram plantas rasteiras e silvestres (estevas, fetos, giestas etc.).

Sordidez: Estado daquilo que é sórdido; imundície, sujidade. Baixeza, vileza, indignidade: não se envergonha de sua sordidez. Avareza sórdida.

 Primazia: Cuja categoria é superior; que se apresenta de modo excelente; excelência. Que está em primeiro lugar; que ocupa um cargo importante. Que detém a primeira colocação; que ocupa esse primeiro lugar. Em que há prioridade; que se encontra em primeiro.

Distonias: Contração que afeta de modo regular um ou vários músculos ou membros e, por vezes, o eixo corporal, e que se inicia com um movimento voluntário ou por se estar numa posição fixa, desaparecendo com repouso. Distonia neurovegetativa, perturbação do funcionamento dos sistemas simpático e parassimpático, causadora de sintomas múltiplos.

Concomitante: Simultâneo; que acontece ao mesmo tempo que outra coisa. Que pode existir, ao mesmo tempo, com outra(s) coisa(s).Cuja evolução se desenvolve em conjunto com outra coisa. Acústica. Diz-se do som, menos importante, paralelo ao som principal.[Medicina] Que se apresenta, em conjunto, com os indícios e sintomas próprios de uma doença; diz-se do sintoma. Catolicismo. Diz-se da bênção concedida ao homem no momento em que ele age. s.m. Aquilo que acorre ao mesmo tempo com outra(s) coisa(s).

Bruxuleio: Ato de bruxulear. Brilhar tremulamente (luz de lamparina, vela etc.); tremeluzir. Brilhar fracamente; estar prestes a extinguir-se (a luz).

Ortodoxos: Rigoroso; quem segue estritamente as normas e/ou regras estabelecidas por uma religião, ideologia, filosofia, política ou…

Pélagos vorazes : vorazmente adv. De modo voraz; em que há voracidade. (Etm. voraz + mente)

voraz adj. Que é capaz de devorar apressadamente e mastigando mal para engolir a maior quantidade possível; que não se sacia com…

Estribadas: estribado adj (part de estribar) 1 Firmado em estribo, ou apoiado em qualquer objeto. 2 Baseado, fundamentado.

estribar v.i. Meter os pés nos estribos: o vaqueiro estribava curto, com as pernas encolhidas. — V.t. Firmar, segurar, assentar,…

Pulcritude: pulcritude s.f. Utilização formal. Característica do que ou de quem é pulcro (belo); beleza e/ou formosura: uma obra que relata a pulcritude…

Cometimento: Ato ou efeito de cometer. O ato cometido. Intento arrojado.

façanha, empreendimento, empresa

Transatas: transato adj. Que já passou; antecedente, pretérito.

Arsenal: Nome das fábricas de armas e munições de guerra. Centro de construção e reparação dos navios de guerra. Grande quantidade de armas: a polícia descobriu um arsenal clandestino. [Figurado] Tudo que fornece meios de ataque ou defesa: o arsenal das leis.

Responsável pelo estudo: Ademário da Silva

São Paulo, 21 de agosto de 2016.

 

Sú que eu gosto muito!

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O mês de agosto de

Tem o sabor do seu rosto

Emoldurado de alegria

De certezas e outras dúvidas

Se a uva amadurece

Ou se a prece será ouvida

E na mente como na vida

Permanentes atitudes

No coração tão atrevida

Que não se prende em despedidas

Sua voz lá no coral

Onde brilhava muita luz

Era um tempero de esmero e sol

Em tons de sentimentos

Inesquecíveis momentos

Que o Criador propiciou

Na ampulheta o tempo brinca

E a nossa amizade se fez rima

Num destino bem versado

De amor e aprendizado

De agosto hoje é vinte

Num requinte de alegria

Você minha amiga aniversaria

Beijos de Parabéns na alma e no coração

Felizes sejam todos os seus dias!

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Ademário da Silva

20 de agosto de 2016.

Onde andas felicidade…

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Pergunto as minhas filhas

Onde anda a felicidade?

Será que na poeira que do chão em que pisam!

Ou na brisa que o sol estiola?

Na maresia ou na marola?

Será que é no coração que mais ama?

Ou na alma que menos reclama?

No amor ou na cama?

Ou na chama de uma saudade?

Se a saudade é uma fonte de emoções

É também semente de felicidades

Perguntas que o coração não responde

E a consciência silencia

Não sei se por medo ou covardia

Onde andas felicidades?

Nos quintais da simplicidade

Diria-me a sabedoria

No sorriso confiança da criança

Na paciência da idade

Na inutilidade do orgulho

Entulho da vaidade

Onde estás felicidade?

Na comemoração do dia dos pais

Com as filhas e os netos e a neta e a minha preta

Ou na colação de grau da ‘Miúcha’ Vanessa

Ou na saudade sempre presente do Eduardo

Um caldo de luz na taça do destino

 O meu menino que não estava de corpo presente

Mas, o seu sorriso é uma oração efervescente

Ou na saudade do papai e da mamãe?

A felicidade não é a consciência que descansa

Na esperança de que as dores se extingam

A felicidade é a verdade de que Deus não desiste

E o tempo que sempre carrega as mudanças

Amigo e mestre na sala de aula da vida

Faz da cicatriz só uma lembrança

A felicidade é a fé que não titubeia

É luz que não bruxuleia mesmo em meio a tempestades

A felicidade é dor que acaba

É amor que inicia

Todas as noites, todos os dias,  

É o ar que não se pega, Deus que não se enxerga,

Vida que pulsa e se sente

Felicidade é a natureza, o universo e a eternidade,

Felicidade é a mediunidade que a saudade tem

Felicidade está onde os corações se entendem

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Ademário da Silva

16 de agosto de 2016.

 

Francisco Andrade

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Uma entidade natural

Reencarnada por necessidade

Trabalhando e aprendendo pelo prazer

De ser, de estar e compreender,

Discípulo do tempo e da vida e também da luz

Minério, vegetal e mistério no caos da evolução,

Amigo, dissidente e teimoso, 

Caprichoso na renovação

Dos tempos remotos, talvez medievais,  

Dos ancestrais ignotos aos saraus de espiritualidade

Nos templos da liberdade e da compreensão

Hoje aniversaria num mundo de prova e expiação

Pensamentos atentos, coração lúcido,

Mais Francisco que Andrade

Que a visibilidade para além dos horizontes

Que os holofotes humanos não vislumbram

Não se acanhe ante a neblina espiritual

E cada passo obedeça a moral

E cada viandante, alguns sentinelas do seu destino,

Batam palmas para esse menino professor

De vida, de luz e de amor!

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Ademário da Silva

09 de agosto de 2016. 

Mauro Rebelo

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A vida requer-nos os temperos

Para que não venhamos a viver de apelos

Somando emoção e equilíbrio

Misturando com atenção

Quem sabe talvez um dedo de prosa

Pra esclarecer os ingredientes

Pois que de temperos ardentes

Já não sejas mais carente

Então, olhos de lince,

Na mesa do príncipe

Uma dose de soro

Que abre os poros da alma

Hortelã que lhe traga calma

E talvez erva cidreira ou manjericão 

A revelar a sutileza do cozinheiro

Se carioca, paulista ou mineiro,

Pouco importa

Desde que todas as portas da sua vida

Não ofereçam resistência á luz,

Ao amor e a paciência,

Por que a arte de bem misturar

É a ciência do bem viver

Viver ao sabor de boas amizades

E suculentas vontades

Que lhe alimentem a alma

Na palma das suas necessidades

E que o dia de hoje

Em que inicias capítulo novo

Acendas o fogo das transformações

Esculpindo na forja da vida

A alegria, a coragem e a fé,

E que cada aniversário teu

Seja o relicário da tua própria evolução

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Ademário da Silva

07 de agosto de 2016

FELIZ ANIVERSÁRIO MEU AMIGO MAURO REBELO!

 

 

Feliz Aniversário meu arcanjo amigo…

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Ana Paula minha amiga

Quando a gente aniversaria

A luz aumenta

E o tempero perde parte da pimenta

A idade pode ser reflexiva

Por que a vida é uma oração Divina

O ano que recomeça é página para se escrever

Ás vezes com economia, mas sempre com alegria, 

Mesmo que o céu esteja nublado

Ponha mais luz no olhar, por que o que se tem para ver,

Não está desenhado no chão

O coração que ama compreende até a ingratidão

Não mude a cor da tinta nem perca a caneta da mão

Toda consciência responde por si

No enredo de toda emoção

A luz é sempre dom de reposição

O amor semente de renovação

A pele se enruga e se cansa na lida da mesma ilusão

Felizes sejam seus dias na batida do seu coração

Mas, a alma por si encanta semeando seu próprio clarão!

Na estrada do tempo Mulher

No sonho da vida emoção

Parabéns por sua vida inteira

Parabéns por compreender a missão

Mulher que nasce guerreira

Não senta em soleira

Nem se larga no chão!

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Seja Feliz minha amiga, por que a felicidade está no que nos acrescenta força, paz e atitude…

Tu és a completude em si mesma!

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Do amigo virtual e incidente,…

Ademário da Silva

04 de agosto de 2016…

 

 

 

Elos e lidas…
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As batidas do coração de uma semente sonhando com a luz do sol
A sedução espiritual do perfume de uma avenca que despenca de seu espreguiçar
Entre o tato e a pele o borrifar energético da carícia
O brilho de estrela cadente que carrega seus versos pro mistério
Elo, paralelo e singelo entre o sorriso e a emoção
Garras de raízes que se infiltram pelo chão
A luz que se desprende do filamento e se espalha pelo ar sem se envolver
A intuição que tamborila no coração da mãe e decodifica seus instintos maternais
A órbita, o astro e o planeta na dança do sem fim
Todas as almas na ponta do tato e todas que só se sentimos no espaço que se desenha nos pergaminhos dos sentimentos vividos
O que é a saudade senão a memória do amor doado e recebido desde os primeiros vagidos até os braços da liberdade
O que é de fato viver senão sentir todos os sons e ecos em cada passo, em todos os abraços, em cada treco e em todos os becos
Tudo que se mistura, se divide e também se dispersa para depois se juntar num novo ser
As palavras que nem sempre são rimas e desarmonizam climas criando desertos e distâncias
E os fonemas que crescem poemas, literaturas, ciências e filosofias
O sonho de toda criança que a pureza seja a substância de todas idades
O mistério que não está escrito na lousa do silêncio e da inércia
Anjos que ainda são alegorias nas fraldas dos dias cinzentos
A semente que se fecunda na terra revela seus segredos, raiz, tronco, folhas, flores e frutos
O sentido que ás vezes se faz contra mão do destino é um menino que mora na teimosia
E a voz da consciência que aponta o ouro do tolo no garimpo da ilusão
Tudo se encadeia na ceia da evolução
O sorriso ferindo a tristeza que ficou presa na indecisão
A vida é sempre um fato no trato com Deus
Nos braços da arte ou nos abismos de dores onde nascem flores sem perfumes
Em toda parte um laço, um elo, uma fala e uma lembrança
A pele que hoje se enruga já foi criança encantada com tartarugas
Um ponto que intriga é quem é o ontem que já foi amanhã
O tempo não passa ele se movimenta ainda ao redor de interrogações
Divinas afinidades entre tudo que há
A noite no encalço do dia que foge para não se ensombrar
Em todas as tendas, lendas que fazem sinos soarem
Alma que muito se empluma vive no escuro á penar
Oração que em si mesmo se preza não apregoa pra escandalizar
O laço que hoje me leva já me trouxe do lado de lá
Querubim, protetor ou orixá, o olhar que sempre me espreita
Não se cansa de me ensinar
Dores, sofrimentos e lidas são vidas pra se levar
Que na vida tudo se aproxima e o feio ainda vai se embelezar!
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Ademário da Silva!
03/agosto/2014.

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