Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Desarmonia…

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A tristeza fez sombras no horizonte

A esperança de sonhos enrugados

Sentou-se sobre um monte

Sinai… Não sei…

Só sei que o sonho não foi dormido

E a paz sorteada nas urnas da ambição

Refrão de rezas, enredos e magias…

Sangria do desespero,

Desvelo da preguiça

Sem protestos ou revelias

O sonho dormiu num pesadelo

O dia amanheceu nublado

E o galo desconvidado

Sem saber onde era o terreiro

Cantarolava o medo e o silêncio

E o mundo parou pra pensar na morte

E descobrir que a questão não é de azar ou de sorte

Coração percutindo desgraças…

Raciocina se o templo é mesmo viável

Reciclável é a fé que descansa

Ao relento, na praça do imposto,

O seu rosto ainda pregado na cruz

A coragem envelheceu no infortúnio

O plenilúnio intuição acendeu

A tristeza descontruiu a certeza

Que morava no bolso do orgulho

O vento soprando crendices

Diz que me disse de sacristias

Desarmonia aos pés da inspiração

Tamborilando versos no chão

Varria o dorso do mundo

Catando rimas ao léu…

E depois brincava com nuvens

No azul infinito dos céus

E o sol orbitando mais longe

Punha preocupação para os monges

Crianças sorrindo insuspeitas… 

Punham pimentas no colo dos ventos

Só pra ver se o nublado corria

Mas o dia dormia na tarde

Sem alarde na partitura

Criatura só é cria da dor

Se o amor não rimar intentos

E o momento é de gratuitar…

Poesia, sonhos e cidreiras e também maçãs,

E suas sementes é Deus quem nos dá…

Suas falas e o seus sentimentos

Pra rearmonizar a manhã!  

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Ademário da Silva /@/ 29 de novembro de 2016.

Eliete…

Além de bela e guerreira

Inteligente e faceira Eliete

Ainda faz aniversário

Agora o relicário ficou completo

Ama a vida como se fosse a primeira

E ainda é minha prima

Que cabe elegantemente

Dentro de uma rima

Eliete… Que Deus aquiete

Seus sonhos num manto de luz e paz

E acrescente saúde, força e coragem,

E nesta vida que é uma viagem

Dê-lhe o dom da verdade de ser!

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Beijão prima pelo seu dia!

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Ademário da Silva

24 de novembro de 2016…

 

 

Luana Eloá Vitória

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Lua Eloá, Vitória Luaná…

Baobá florescendo

Acrescenta mãe a luz

No destino que estás tecendo

Na lua Eloá na

Luana de amamentar

O amor que ganhou mais vida

E a vida te tomou o tempo

Sangrou no melhor momento

Chorou de emoção ao vento

E cantam anjos teimosos

A vida de portas abertas

Mais certa que a esperança é a fé…

Na fé que essa vida cresce

É mãe que costura e canta

Espanta a dor e o cansaço

No regaço do amor a vida

A lei é eterna e divina

Menina Vitória que encanta

É planta, é flor e perfume,

Eloá Luana é vida 

É vida de se aprimorar

Gratidão é missão que se alonga

No tempo de se modificar

A mãe que lava e que passa

A roupa pra Eloá enfeitar

É a mesma Luana que sonha

No chão pra Vitória pisar,

Tem curvas, tem pedras e espinhos,

Mas, tem mãe pra tudo ajeitar…

Que Deus te abençoe Luana

E a Eloá proteja o viver

Felicidade, amor e alegria,

São equações á se resolver!

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Ademário da Silva

24 de novembro de 2016.

 

 

 

 

 

 

Prostitutas…

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Prostitui os sentidos, o orgasmo e a vida,

E vive ferida na esperança da esquina

Seu sonho é uma bala na roleta

Que quando dispara escancara a pobreza

E mostra uma riqueza insana,

Em sua cama os prazeres tão machos

E o esculacho é não ter outra saída

Enquanto menina de pele esticada a barricada é uma camisinha…

Se pobre ou rica a rima é maldita nos lençóis do destino…

Se preta ou branca a alegria é manca

Pela truculência do ganho e barganha

E ás vezes engravida e o preconceito

É outra ferida sobre o pequeno enjeito

Seus seios tem leite e não podes mais… ganhar…

E a vida escorre entre sonhos e sustos

Desmandos e polícia a lhe governar 

Quando não aborta por não ter como criar…

Chamam-te primas, mulher de esquina,

Mulher de vida fácil como se o teu corpo fosse um cofre

E entre Pedros e Onofres e absurdas abstenções

Não tem valor para o homem, as suas emoções,

Pranto de puta só Deus pra acalentar.

Não tem mais conselhos, a sociedade é o espelho a lhe refletir,

Embaça e se parte e a prostituição é a tua arte pra sobreviver…

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Ademário da Silva /@/ 18 de novembro de 2016…

 

Caminhando…

Ama…

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Você que lida com a arte

Faz parte da luz que incide

Não revide qualquer dissabor

Porque só o amor tempera a vida

E na partida não deixa cicatriz

Também não descasca verniz

E do santo a meretriz

Sempre terá o mesmo valor

O amor vive entre a flor e o fruto

E conhece a viagem

Entre a semente e a raiz

Almas imortais e eternas

Abandonamos a caverna (Platão)

Quando o coração começa a pensar

E descobrimos o universo

Quando a mente equaciona o amar

Quando a semente germina

É a vida quem pulsa

Escorada em profundas raízes

Fortalece o tronco

Aos sons dos ventos,

De brisas e animais selvagens

Os Sóis, as Luas e Estrelas malucas

Flores, temperos, sabores e cheiros

Livros, amores e dores

Nos templos, na vida,

E nos altares

Palmares de cada um

É nessa viagem que a alma se educa

Confia se esfola e amadurece

Nas preces que o tempo tem

No dia que a placenta se rasga

E a bolsa d’água esvazia

É dia de meditar

Em tudo que o Pai nos deu

Pra gente, nesse mundão,

Aniversariar…

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Feliz sejam todos os seus dias Lincoln, com muita saúde e excessivo discernimento.

Abraços e beijos do tio, da tia e da Jana, da Dani e da Nessa ou Miúcha e vibrações espirituais Eduardianas…

Ademário da Silva

14 de novembro de 2016.

O arco íris…

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O arco íris pendurado no céu

Gotas de chuvas dançando com o vento

Colar de cores na orelha do tempo

E a magia procurando fortunas

Nas dunas das ilusões imediatas

Cascatas de sonhos

Porões

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As paralelas molhadas no chão

Desvãos de um coração preguiçoso

A tempestade nem entrou nesta dança

Criança na janela da alma

Seus olhos sondando o firmamento

Cavalo baio galopando no azul

Trazendo seu amor de bem longe

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Seus sonhos vestidos de nuvens

Vertigens de versos sorrindo

E o vento se vai…

Silenciando a orquestra

E o arco íris como alma se esvai

Mas, não saem dos seus olhos os sonhos,

A chuva mal sacia a sede das flores

Pendores que a natureza nos lega

De braços com a poeira da terra

Encerra o retrato de Deus…

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Ademário da Silva

11 de novembro de 2016.

 

 

 

Via invertida…

Contra mão!

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Da pedra só sai pó

Da cabra é que o leite jorra

Na borra do café jiló

O sonho de um homem só

Estilhaço de bigorna fria

O dia que surgiu cinzento

Marrento e sem pão de ló

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Vitral amarelado e cego

Eu nego o que enxergo infuso

Confusa é a mente vazia

Que se guia por palavra alheia

Anseia por descansar os ossos

Na noite rotunda e curta

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O campo que se diz santo

Regado de dor e pranto

Se a fé fosse um acalanto

O morto da vida esquecido

Não se dobrava por esse descanso

E levava consigo

 O ideal mais atrevido

Viver na barra da imortalidade

Sem medo timidez ou cansaço

O ranço de cruz e promessa

Regaço de crente vazio

No cio da vida eterna

As penas é Deus quem corrige

Na luz do seu perdoar

A fé não tem prece que estica

Se não houver semente de amar

Viva cada minuto em seu traço

No braço que enfrenta o trabalho

E na mente que não perde a rima

O verso que o poeta sussurra

É agrura que dá e passa

É eterno o tempo e o universo infinito

Toda vez que o vento assovia

A saudade repete o refrão

Contando estrelas eu alcanço

O amor que dou de coração!

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Ademário da Silva

04 de novembro de 2016.