Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Vida é uma eterna desconstrução! ( Desconheço a autora ou autor. )

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cristais....

Em simples intuição… meus pensamentos…

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A construção ideal do ser, passa pela desconstrução do mal e de toda sombra em qualquer canto, em qualquer beco escuro idealizado pelos medos.

Tal como a dor que descontrói a vaidade, a ausência de recursos que costura a humildade na cicatriz da humilhação.

O hoje que ensaia o amanhã sem, no entanto perdoar placidamente o ontem. Assim como na maioria das vezes é preciso desconstruir o passado, para que o presente possa ser regado com os suores das reconstruções morais, espirituais e psicológicas…

A semente se descontrói ao desenhar o croqui do seu próprio fruto.

Cada minuto se apaga na formação da hora. Cada unidade se anula em si permitindo a construção do todo…

A desconstrução é a luz do recomeço de todo e qualquer sonho, projeto ou trabalho que nos exija novos valores…

A queda descontrói o orgulho e recompõe a simplicidade nos cardápios da alma…

A adolescência abala a infância e compromete a maturidade se mal vivida ou construída sob as asas de excessivas fantasias…

Aí a maturidade chega ceifando todo e qualquer calhau, por desnecessário na reconstrução do ser, que em verdade é espírito imortal, passando por uma experiência humana.

A morte descontrói a vida impermanente propiciando ao espírito indestrutível, o mergulho na eternidade pelas vias da imortalidade…  

Assim a vida é na verdade uma sucessão de construções e desconstruções, evidenciando a maturidade da alma nos degraus da escada evolutiva…

Nós vemos no cotidiano, sementes e cereais, árvores e frutos, mulheres e homens na sucessão constante que nos exige o crescimento espiritual…

Agradeçamos á Deus o sofrimento que desconstrói-nos as pretensões evidenciando a construção de um melhor aproveitamento da vida na sucessão dos dias.

A tristeza que descontrói a alegria inútil e vazia da alma volúvel.

Agradeçamos todo processo evolutivo e natural que configura-nos a maturidade espiritual, segundo o aproveitamento que alcançamos na elaboração da maturação da própria personalidade.

A luz descontrói a sombra.

O amor descontrói o ódio.

A paz descontrói a guerra quando a obediência e a resignação evidenciam no cotidiano da humanidade, o amor ao próximo.

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Ademário da Silva

15 de fevereiro de 2018.

 

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Amor e Luz…

Consciência

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Pelo amor que a luz me traz…

A paz…

Me semeia intuição

Nas mãos…

De um coração sereno e aberto

E o verso que desenho no grafite

Incompleto…

Insiste que o tempo sempre está certo!

*&*

Por ser Deus toda causa…

Tenho que traduzir o efeito

E ver com os olhos de minha alma

Acalma sensações e sentimentos

Momentos…

São degraus da eternidade

Verdade é a luz que vai brilhar!

*&*

Amar é canção que não se apaga

E a dor…

É rima que não se reza

Se entrega ao amor do Criador e vai…

Que essa estrada não tem fim

Pra mim…

Pra nós…

Pra vida…

E o tempo!

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Ademário da Silva

26 de janeiro de 2018.olhar!

Saudade!!!

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Andam dizendo por aí que hoje é dia da saudade

Mas, saudade não tem dia,

Talvez tivesse noite

Porque a saudade invade os sonhos

Feito ventos de tempestades

E tira o sono da alma

Porque propicia viagens

E em meio a imagens e miragens de tiragens geniais

A saudade ameniza os ais…

Se ela vem de dia é agonia que o coração dilata e não alforria

Prece que não se acaba por que não confidencia

A saudade é como estrela cadente que emite um sorriso de luz

Ou aroma de hortelã e pêssego nos raios de luz da manhã

Saudade é uma canção nas batidas do coração

Imagens amareladas de um retrato

Moldura desnutrida de um momento

Saudade é dor, ás vezes sofrimento, saudade é vida,

Vida vivida, distraída, melada e mexida,

Feito bebida que embriaga

Saudade ás vezes é praga que não amaldiçoa,

Mas não abandona

É feito sombra em pleno verão das mentes amantes

Ela anda de braços dados com a poesia

E dança com a melodia que a vida tem

Saudade é um bem que te faz perdoar em silêncio

Auto confissão da consciência que se ajoelha

Saudade é estrela que brilha no firmamento

Da vontade de reencontro

Saudade é mesmo ressureição que não se explica

Mora na mente e faz turismo no coração

Saudade é um sim silente de emoção

Que o sentimento muda para um tom

Agressivo de razão.

Saudade é o tato que não se sente

Saudade é alma sempre presente!

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Ademário da Silva

30 de janeiro de 2018.

 

 

 Saudades...

Questões e problemas…

Revista Espírita – Jornal de estudos psicológicos – 1866 > Junho > Questões e problemas

 

Está no ar

(Paris, 13 de maio de 1866 – Médium: Sr. Tail…)

 

Pergunta. ─ Quando alguma coisa é pressentida pelas massas, geralmente se diz que está no ar. Qual a origem dessa expressão?

Resposta. ─ Sua origem, como a de uma porção de coisas de que a gente não se dá conta e que o Espiritismo vem explicar, está no sentimento íntimo e intuitivo da realidade. A expressão é mais verdadeira do que se pensa.

Esse pressentimento geral à aproximação de algum acontecimento grave tem duas causas: a primeira vem das massas inumeráveis de Espíritos que incessantemente percorrem o espaço e que têm conhecimento das coisas que se preparam; em consequência de sua desmaterialização, eles estão mais em condições de seguir o seu desenrolar e prever o seu desenlace. Esses Espíritos, que incessantemente roçam a Humanidade, comunicam-lhe os seus pensamentos pelas correntes fluídicas que ligam o mundo corporal ao mundo espiritual. Embora não os vejais, seus pensamentos vos chegam como o aroma das flores ocultas na folhagem, e vós os assimilais inadvertidamente. O ar é literalmente sulcado por essas correntes fluídicas que por toda parte semeiam a ideia, de tal sorte que a expressão está no ar não é apenas uma imagem, mas é positivamente verdadeira. Certos Espíritos são mais especialmente encarregados pela Providência de transmitir aos homens o pressentimento das coisas inevitáveis, visando dar-lhes um secreto aviso, e eles cumprem essa missão, espalhando-se entre estes. São como vozes íntimas que retinem no seu foro íntimo.

A segunda causa desse fenômeno está no desprendimento do Espírito encarnado, durante o repouso do corpo. Nesses momentos de liberdade, ele se reúne com Espíritos semelhantes, aqueles com os quais ele tem mais afinidade; penetra-se de seus pensamentos, vê o que não pode ver com os olhos do corpo, relata a sua intuição ao despertar, como uma ideia que lhe fosse totalmente pessoal. Isso explica como a mesma ideia surge ao mesmo tempo em cem pontos diversos e em milhares de cérebros.

Como sabeis, certos indivíduos são mais aptos que outros para receber o influxo espiritual, quer pela comunicação direta de Espíritos estranhos, quer pelo desprendimento mais fácil de seu próprio Espírito. Muitos gozam, em graus diversos, da segunda vista ou visão espiritual, faculdade muito mais comum do que pensais, e que se revela de mil maneiras; outros conservam uma lembrança mais ou menos nítida do que viram em momentos de emancipação da alma. Em consequência dessa aptidão, eles têm noções mais precisas das coisas; não é neles um simples pressentimento vago, mas a intuição, e nalguns o conhecimento da própria coisa, cuja realização preveem e anunciam. Se lhes perguntarmos como sabem, a maioria deles não saberá explicar: uns dirão que uma voz interior lhes falou, outros que tiveram uma visão reveladora; outros, enfim, que o sentem sem saber como. Nos tempos de ignorância, e aos olhos das pessoas supersticiosas, eles passam por adivinhos e feiticeiros, apesar de serem apenas pessoas dotadas de uma mediunidade espontânea e inconsciente, faculdade inerente à natureza humana, e que nada tem de sobrenatural, mas que aqueles que nada admitem fora da matéria não podem compreender.

Essa faculdade existiu em todos os tempos, mas é de notar que ela se desenvolve e se multiplica sob o império das circunstâncias que dão um aumento de atividade ao espírito, nos momentos de crise e na iminência de grandes acontecimentos. As revoluções, as guerras, as perseguições de partidos e seitas sempre fizeram nascer um grande número de videntes e inspirados que foram qualificados de iluminados.

Dr. DEMEURE.

OBSERVAÇÃO: As relações entre o mundo corporal e o mundo espiritual nada têm de surpreendente, se considerarmos que esses dois mundos são formados dos mesmos elementos, isto é, dos mesmos indivíduos, que passam alternativamente de um para o outro. Aquele que hoje está entre os encarnados da Terra, estará amanhã entre os desencarnados do espaço, e vice-versa. O mundo dos Espíritos não é, pois, um mundo à parte. É a própria Humanidade despojada de seu envoltório material, e que continua sua existência sob uma nova forma e com mais liberdade.

As relações desses dois mundos, em contato permanente, fazem parte, pois, das leis naturais. A ignorância da lei que as rege foi a pedra de tropeço de todas as filosofias. É por falta de seu conhecimento que tantos problemas ficaram insolúveis. O Espiritismo, que é a ciência dessas relações, nos dá a única chave que pode resolvê-los. Quantas coisas, graças a ele, já não são mais mistérios!

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Allan Kardec.

Consciência

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Pelo amor que a luz me traz…

A paz…

Me semeia intuição

Nas mãos…

De um coração sereno e aberto

E o verso que desenho no grafite

Incompleto…

Insiste que o tempo sempre está certo!

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Por ser Deus toda causa…

Tenho que traduzir o efeito

E ver com os olhos de minha alma

Acalma sensações e sentimentos

Momentos…

São degraus da eternidade

Verdade é a luz que vai brilhar!

*&*

Amar é canção que não se apaga

E a dor…

É rima que não se reza

Se entrega ao amor do Criador e vai…

Que essa estrada não tem fim

Pra mim…

Pra nós…

Pra vida…

E o tempo!

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Ademário da Silva

26 de janeiro de 2018.distorcida

Estadia…

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Nem pra raiz nem pra semente

Só um trecho impermanente

Cheio de conflitos recorrentes

E o inconsciente desleixado

Troca dores por um trocado

Talvez por isso anestesiado!

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E acredita num modo de ser

Como se fosse o melhor que pudesse ser

Se veste de feições pra envelhecer

Talvez a vaidade possa vencer

E acredita ser exclusivo

Enredo de provas e expiações

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Está com até logo na garganta

Mas, silencia a própria reza,

Como se a vida pudesse esquecer

Que a memória do tempo é divina

Por isso não há sina ou destino

No ‘M’ da mão do menino!

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E a parceria feminina

Divino legado da evolução

Pra quem vive do infinito

Da placenta ao leito último

É o pomar de afinidades

E altar de reajustes!

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Não fique como quem pode partir

Sem saber aonde vai

Sem noção da própria herança

Criança é só na lei do esquecimento

Discernimento é a razão da liberdade

O corpo não gera semente de eternidade

A alma precisa conhecer o infinito!

Estadia como sol ao dia

Estrelas e a lua à noite

Gravidez e sementes magias…

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Ademário da Silva

21 de janeiro de 2018.

 Estadiar...

O ÓPIO E O HAXIXE

(2o artigo – Vide a Revista Espírita de agosto de 1869)

 

Conforme o desejo que expressamos no último número da Revista, vários dos nossos correspondentes se dignaram estudar a questão tão interessante concernente às diversas formas de embriaguez a que pode estar submetido o ser humano, e nos transmitiram o resultado de suas observações. Como a falta de espaço não nos permite publicar todos esses documentos, dos quais, todavia, tomamos boa nota, limitar-nos-emos a chamar a atenção dos nossos leitores sobre o Relatório dos trabalhos da Sociedade Espírita de Bordeaux durante o ano de 1867 38, que, em suas páginas 12 e 13, contém reflexões muito judiciosas e bastante racionais sobre a embriaguez perispiritual provocada nos desencarnados pela absorção dos fluidos alcoólicos.

 

Reproduzimos igualmente uma instrução obtida sobre o mesmo assunto num grupo de Genebra, por nos parecer encerrar considerações de grande profundeza e interesse geral.

 

38 Brochura in-8; preço: 60 c., franco: 70 c. – Paris, Livraria Espírita, 7,

rue de Lille.

 (Genebra, 4 de agosto de 1869 – Médium: Sra. B.)

 

  1. A embriaguez do homem dominado pelo abuso dos licores alcoólicos assemelha-se às desordens provocadas pela superexcitação ou pelo

esgotamento do fluido locomotor que anima o sistema nervoso? – Não é também uma embriaguez especial a divagação momentânea do homem ferido subitamente em suas mais caras afeições?

 

Resp. – Efetivamente, há três espécies de embriaguez no encarnado: a embriaguez material, a embriaguez fluídica ou perispiritual e a embriaguez mental.

 

A matéria propriamente dita encerra uma essência que dá vida às plantas, e esta essência circula em seus tecidos por meio de um sistema de fibras e de vasos de extrema delicadeza; poder-se-ia, com toda razão, chamar essa essência de fluido vegetal. Não obstante sua perfeita homogeneidade, ele se transforma e se modifica no corpo que ocupa e, à medida que desenvolve a planta, lhe dá uma forma material, um perfume e qualidades de natureza e potência diversas.

Por isso a rosa não se parece com o lírio, nem tem o seu perfume, nem as suas propriedades; a espiga de trigo não tem a forma da videira, nem seu gosto, nem suas qualidades.

 

Pode-se, pois, determinar em três formas bem distintas as relações das plantas com o fluido geral, que as alimenta e transforma conforme a sua natureza e o objetivo a que são chamadas a preencher na escala dos seres animados.

Esta mesma lei preside ao desenvolvimento de todas as criações, daí resultando um encadeamento ininterrupto de todos os seres, desde o átomo orgânico, invisível ao olho humano, até a criatura mais perfeita.

 

Em seu estado normal, cada ser possui a quantidade de fluido necessário para constituir o equilíbrio e a harmonia de suas faculdades. Mas o homem, pelo abuso dos licores alcoólicos, rompe o equilíbrio que deve existir entre seus diversos fluidos; daí a desorganização de suas faculdades, a divagação das idéias e a desordem momentânea da inteligência; é como numa tempestade, em que os ventos se cruzam e se elevam turbilhões de poeira, rompendo por um instante a calma da Natureza.

A embriaguez fluídica ou perispiritual é a consequência da infusão na economia dos perfumes das plantas e da absorção da parte semimaterial, eteriforme, dos elementos terrestres. Os narcóticos e os anestésicos estão neste número; por vezes provocam insônia, mas em geral provocam visões, sonos profundos nem sempre com despertar.

 

Poder-se-ia dizer que o perfume é o perispírito da planta e que ele corresponde ao perispírito do homem. O uso excessivo de perfumes dá mais expansão ao laço fluídico, tornando-o mais apto a sofrer as influências ocultas, mas o desprendimento provocado pelo abuso é incompleto, irregular e traz perturbação na harmonia dos três princípios constitutivos do ser humano. Assim, poder-se-ia comparar o Espírito a um prisioneiro que se evade e corre ao acaso, aproveitando mal o momento de liberdade, que teme incessantemente perder. As visões consequentes à embriaguez fluídica não são completas nem contínuas, porque já existe equilíbrio nos fluidos reguladores e conservadores da vida.

 

A embriaguez mental é provocada por abalos morais violentos e inesperados; a alegria e a dor podem ser os seus promotores.

É possível estabelecer uma analogia longínqua entre essa embriaguez e o que se passa na planta que, além da sua individualidade e de seu perfume, possui propriedades, que conserva e que pode utilizar, quando não pertence mais a Terra.

 

Pode curar ou matar. A violeta, por exemplo, acalma as dores, enquanto a cicuta provoca a morte. As plantas venenosas são alimentadas pela parte impura do fluido vegetal. Todo fluido viciado, seja qual for a secção anímica a que pertença, provoca desordens, quer no corpo, quer no Espírito. Uma impressão muito viva de alegria ou de dor pode dar originar à embriaguez mental, e um abalo semelhante pode restabelecer o equilíbrio momentaneamente rompido, assim como a ingestão na economia de um elemento nocivo pode, em certas circunstâncias, ser um

contraveneno para um elemento da mesma natureza.

 

Mas, admitindo a existência dessas três formas de embriaguez – material, fluídica e mental – devemos acrescentar que as três formas jamais se apresentam isoladamente à vista do observador.

 

Um estudo superficial permite, conforme os efeitos produzidos, reconhecer a natureza da causa determinante, mas, em todos os casos, as desordens atingem, ao mesmo tempo e mais ou menos gravemente, o Espírito, o perispírito e o corpo. Talvez se pudesse dizer, com alguma razão, que a loucura moral é uma embriaguez mental crônica.

 

Em outra parte, voltaremos a esta questão interessante para o médico e para o psicólogo, este médico da alma.

 

Um Espírito