Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Reencontro entre mim e você Camila minha amiga…

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Uma egrégora mediúnica abre a cortina do tempo

Um momento de encanto espiritual, de interrogações,

Emoções intraduzíveis…

O olho de agora querendo enxergar a alma amiga

A afinidade manifesta pelos ‘poros’ perispirituais

A pergunta: Onde você estava?

Escondida numa neblina fluídica?

Ou interdita nas minhas percepções?

O passado agitado na memória,

E a história querendo dizer sim,

E onde jasmins e avencas

A espiritualidade ás pencas

Traduzindo o inelegível…

Incrível, Deus é bom…

És decidida alegria

Há iluminar nossos dias

E hoje você aniversaria

Sol de amizade

Sentimento como sal que tempera

A espera, o presente e a convivência,

Ah! Eternidade, Sapiência Divina…

De novo menina e sempre Camila…

 Bela, inteligente e sempre amiga…

Hoje foi permitido

Esse retrato assistido

Desses tempos vividos

E tudo é agora,

O ontem é um relance que nada altera

Se era primavera, outono ou verão,

Sempre o som do coração

A mão aberta, o ombro que apoia,

O abraço que aperta e revela…

Quero sempre ser seu amigo…

Feliz aniversário,

Num relicário de luz e de trigo

Ah! Felicidade seja o manto sempre a te cobrir

E engalanar,

Pra ver cantar, pra ver sorrir…

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Ademário da Silva

22 de julho de 2017.

 Camila Trevisanuto

Feliz sessenta Cristina

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A história é divina

O enredo Cristina

Julho de cinquenta e sete

O esquete

Amor nosso na sua vida

E na nossa vida o seu amor presente

De Janaína, Daniela, Vanessa e Eduardo,

Na geração segunda os netos

Mylena, Matheus e Vinícius,

Nossos benefícios espirituais

Um fardo de luz nas mãos do seu destino

Dos sessenta eu tirei quarenta e seis

Nossas filhas e nosso filho tiraram suas idades

E na verdade estás inteiramente linda

Infinda como a sua vida

Do namoro, da madrugada e da dança,

Menina, mulher e consciente,

Os seus dias e noites são o nosso presente

Eu sempre te achei mais Cristina que Silvana

Na cripta de espiritual sistina

O nosso amor Silvana Cristina

Sempre se espalhou pelo tempo e pela cama

Como um perfume dos nossos corações emana

Sem drama, ciúme ou cobrança,

Aliança de almas que nenhuma tempestade ameaça

Raça de sentimentos que se experimentam e se acreditam

Compartilham e se misturam

Nos olhares, nos gestos e sonhos,

Na alça das preocupações e receios

Tua atitude é de vibrações e rezas

Na feira, no trabalho e no ideal,

Nosso amor e nosso sal!

Feliz Aniversário de alma

Na palma dos teus sentimentos…

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Ademário da Silva

19 de julho de 2017.

 

 

 

 

Minha esposa Cristina no Casamento da Dani - 21 -07-07

Em tons de emoção e respeito nosso relacionamento já marca 35 anos…

Evolução!

O amor é um momento de luz que emana da alma

A dor contraria o prazer e abala os sentidos

Crescer não se segue apenas que basta viver

Amar é preciso entender que não é uma troca

Jesus ensinou que a dor…  Não existe quando a luz predomina

Semente no leito da terra insemina o amanhã

O destino é um defeito da inconsciência

Cada consciência só pode evoluir por si mesma

Felicidade é o amor que se exala… Na fala, no pensar e no modo de ser,

Em cada gesto, abraço e querer…

Compreendendo que o outro é extensão de si

Aqui é só um caminho que se repete até aprender

A lei é divina e tão natural que o mal é só ignorância

A instância de se trocar consequências…

Então entenda que a vida é uma sala de aula

E a equação a ser resolvida é a liberdade e o amor

Dê uma olhada em suas próprias tendências

E imprima valor espiritual ao fazer

Qualquer sentimento ruim faz sombra a luz que tu és

O ódio e a revolta são inúteis reveses

Obstruções a maturidade e a evolução

Então permita que o Evangelho te ensine a viver…  

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Ademário da Silva

 10 de julho de 2017.  

 

Assim é que é…

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Ouro de Minas

Devaneios Gerais

Preto forro

Ventres de fogo

Heranças no morro,

 Brasil de Tapuias e de Angola

A mola do idioma

Aroma dos quitutes

Cristina, Maria Clara e Mylena

Janaína, Daniela e Vanessa

Saudades avessas

Que ninguém esqueça de Pizindin

Eduardin filho nosso

Abraços e versos

E a Santa do Sapucaí

A Rita que me sorri

No alto da Rua Nova

Pião e bolinha de gude

No açude mergulhos e gargalhadas

A vida vivida na consciência e no riso

Amendoim torrado com angu

De Minas é o sul na barra da Mantiqueira

Pouso Alegre e Itajubá

Guaratinguetá e Queluz

Mamãe e papai a poesia de ser

Na grande São Paulo viver

Os meus lugares, os meus amores,

E os meus quasares

África, Brasil e os meus versares!

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Ademário da Silva

O7 de julho de 2017.

  

 

Causas e efeitos

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Aqui se faz aqui se paga

Dois tostões de rezas

Oito reais de pragas

E ainda sonha ser do Evangelho a casa

Promessas e novenas são no que mais se fia

 Encruzilhadas, ladainhas e rituais,

Paga por todas as rezas

E prega a ilusão da própria luz

Como se uma vida bastasse

Na equação da eternidade

Toda verdade passada a limpo

E o perdão já quase extinto

Vinhos na ceia obesa

A realeza que a morte iguala

Na mesma vala igual a um

Já viveu de sangue azul

Morou na zona sul

Em Nova Iorque ou Paris

E acredita em primeiro mundo

No mais rotundo orgulho

Como se fora possível apagar tempestade

Porque a verdade é de contundências e estranhas emoções

O mundo por aqui é de provas e expiações

Entre quedas e ascensões

Respingado de religiões

Desconhece as causas e vive de efeitos

Como a beleza que a maquiagem sustenta

Até que a teimosa ruga que a plástica estica

Tal como a rosa de Drummond

Ressurgem em meio a ilusão da aparência

Essência do impermanente

Na moldura do retrato

A sombra e a luz são ainda os nossos fatos

É de vida e de morte

Chegada e partida

Mocidade e velhice

A fé que raciocina ou a velha crendice

A criança e o idoso na mesma constante

O começo e o fim de uma mesma emoção

O som e o silêncio de antiga oração!

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Ademário da Silva

29 de junho de 2017.

 

 

BOA NOVA Pelo Espírito HUMBERTO DE CAMPOS Francisco Cândido Xavier *

 FIDELIDADE A DEUS

Depois das primeiras prédicas de Jesus, o respeito aos trabalhos ingentes que a edificação do reino de Deus exigia dos seus discípulos, esboçou-se na fraterna comunidade um leve movimento de incompreensão.

Quê?

Pois a Boa Nova reclamaria tamanhos sacrifícios?

Então o Senhor, que sondava o íntimo de seus companheiros diletos, os reuniu, uma noite, quando a turba os deixara a sós e já algumas horas haviam passado sobre o pôr do Sol. Interrogando-os vivamente, provocou a manifestação dos seus pensamentos e dúvidas mais íntimas. Após escutar-lhes as confidências simples e sinceras, o Mestre ponderou: Na causa de Deus, a fidelidade deve ser uma das primeiras virtudes.

Onde o filho e o pai que não desejam estabelecer, como ideal de união, a confiança integral e recíproca?

Nós não podemos duvidar da fidelidade do Nosso Pai para conosco. Sua dedicação nos cerca os espíritos, desde o primeiro dia. Ainda não o conhecíamos e já ele nos amava.

E, acaso, poderemos desdenhar a possibilidade da retribuição?

Não seria justo repudiarmos o título de filhos amorosos, o fato de nos deixarmos absorver no afastamento, favorecendo a negação?

Como os discípulos o escutassem atentos, bebendo-lhe os ensinos, o Mestre acrescentou: Tudo na vida tem o preço que lhe corresponde. Se vacilais receosos ante as bênçãos do sacrifício e as alegrias do trabalho, meditai nos tributos que a fidelidade ao mundo exige.

O prazer não costuma cobrar do homem um imposto alto e doloroso?

Quanto pagarão em flagelações íntimas, o vaidoso e o avarento?

Qual o preço que o mundo reclama ao gozador e ao mentiroso?

Ao clarão alvacento da Lua, como pai bondoso rodeado de seus filhinhos, Jesus reconheceu que os discípulos, diante das suas cariciosas perguntas, haviam transformado a atitude mental, como que iluminados por súbito clarão. Timidamente, Tiago, filho de Alfeu, contou a história de um amigo que arruinara a saúde, por excessos nos prazeres condenáveis. Tadeu falou de um conhecido que, depois de ganhar grande fortuna, se havia tornado avarento e mesquinho a ponto de privar-se do necessário, para multiplicar o número de suas moedas, acabando assassinado pelos ladrões. Pedro recordou o caso de um pescador de sua intimidade, que sucumbira tragicamente, por efeito de sua desmedida ambição. Jesus, depois de ouvi-los, satisfeito, perguntou:

Não achais enorme o tributo que o mundo exige dos que se apegam aos seus gozos e riquezas?

Se o mundo pede tanto, por que não poderia Deus pedir-nos lealdade ao coração?

Trabalhamos agora pela instituição divina do seu reino na Terra;

Mas, desde quando estará o Pai trabalhando por nós?

As interrogativas pairavam no espaço sem resposta dos discípulos, porque, acima de tudo, eles ouviam a que lhes dava o próprio coração. Do firmamento infinito os reflexos do luar se projetavam no lençol tranquilo do lago, dando a impressão de encantador caminho para o horizonte, aberto sobre as águas, por entre deslumbramentos de luz. Enquanto os companheiros meditavam no que dissera Jesus, Tiago se lhe dirigiu, nestes termos: Mestre, tenho um amigo, de Corazim, que vos ouviu a palavra santificante e desejava seguir-vos; porém, asseverou-me que o reino pregado pela vossa bondade está cheio de numerosos obstáculos, acrescentando que Deus deve mostrar-se a nós outros somente na vitória e na ventura. Devo confessar que hesitei ante as suas observações, mas, agora, esclarecido pelos vossos ensinamentos, melhor vos compreendo e afirmo-vos que nunca esquecerei minha fidelidade ao reino!… A voz do apóstolo, na sua confissão espontânea, se revelava tocada de entusiasmo doce e amigo e o Senhor, aproveitando a hora para a semeadura divina, exclamou bondoso: Tiago, nem todos podem compreender a verdade de uma só vez. Devemos considerar que o mundo está cheio de crentes que não entendem a proteção do céu, senão nos dias de tranquilidade e de triunfo. Nós, porém, que conhecemos a vontade suprema, temos que lhe seguir o roteiro. Não devemos pensar no Deus que concede, mas no Pai que educa; não no Deus que recompensa, sim no Pai que aperfeiçoa. Daí se segue que a nossa batalha pela redenção tem de ser perseverante e sem trégua… Nesse ínterim, todos os companheiros de apostolado, manifestando o interesse que os esclarecimentos da noite lhes causavam, se puseram a perguntar, com respeito e carinho: Mestre exclamou um deles —,

Não seria melhor exigirmos do mundo para viver na incessante contemplação do reino?…

 Que diríamos do filho que se conservasse em perpétuo repouso, junto de seu pai que trabalha sem cessar, no labor da grande família?

 Respondeu Jesus. Mas, de que modo se há de viver como homem e como apóstolo do reino de Deus na face deste mundo? Inquiriu Tadeu.

Em verdade esclareceu o Messias —, ninguém pode servir, simultaneamente, a dois senhores. Fora absurdo viver ao mesmo tempo para os prazeres condenáveis da Terra e para as virtudes sublimes do céu. O discípulo (da Boa Nova tem de servir a Deus, servindo à sua obra neste mundo. Ele sabe que se acha a laborar com muito (esforço num grande campo, propriedade de seu Pai, que o observa com carinho e atento com amor nos seus trabalhos. Imaginemos que esse campo estivesse cheio de inimigos: por toda parte, vermes asquerosos, víboras peçonhentas, tratos de terra improdutiva. E certo que as forças destruidoras reclamarão a indiferença e a submissão do filho de Deus; mas, o filho de coração fiel a seu Pai se lança ao trabalho com perseverança e boa-vontade. Entrará em luta silenciosa com o meio, sofrer-lhe-á os tormentos com heroísmo espiritual, por amor do reino que traz no coração plantará uma flor onde haja um espinho; abrirá uma senda, embora estreita, onde estejam em confusão os parasitos da Terra; cavará pacientemente, buscando as entranhas do solo, para que surja uma gota d’água onde queime um deserto. Do íntimo desse trabalhador brotará sempre um cântico de alegria, porque Deus o ama e o segue com atenção.

Qual a primeira qualidade a cultivar no coração perguntou um dos filhos de Zebedeu —, para que nos sintamos plenamente identificados com a grandeza espiritual da tarefa?

Acima de todas as coisas respondeu o Mestre é preciso ser fiel a Deus.

A pequena assembleia parecia altamente enlevada e satisfeita; mas, André inquiriu: Mestre, nestes últimos dias, tenho-me sentido doente e receio não poder trabalhar como os demais companheiros.

Como poderei ser fiel a Deus, estando enfermo?

Ouve replicou o Senhor com certa ênfase. Nos dias de calma, é fácil provar-se fidelidade e confiança. Não se prova, porém, dedicação, verdadeiramente, senão nas horas tormentosas, em que tudo parece contrariar e perecer. O enfermo tem consigo diversas possibilidades de trabalhar para Nosso Pai, com mais altas probabilidade de êxito no serviço. Tateando ou rastejando, busquemos servir ao Pai que está nos céus, porque nas suas mãos divinas vive o Universo inteiro!… André, se algum dia teus olhos se fecharem para a luz da Terra, serve a Deus com a tua palavra e com os ouvidos; se ficares mudo toma, assim mesmo, a charrua, valendo-te das tuas mãos. Ainda que ficasses privado dos olhos e da palavra, das mãos e dos pés, poderias servir a Deus com a paciência e a coragem, porque a virtude é o verbo dessa fidelidade que nos conduzirá ao amor dos amores!

O grupo dos apóstolos calara-se, impressionado, ante aquelas recomendações. O luar esplendia sobre as águas silenciosas. O mais leve ruído não traía o silêncio augusto da hora. André chorava de emoção, enquanto os outros observavam a figura do Cristo, iluminada pelos clarões da Lua, deixando entrever um amoroso sorriso. Então, todos, impulsionado por soberana força interior, disseram, quase a um só tempo: Senhor, seremos fiéis!.. * Jesus continuou a sorrir, como quem sabia a intensidade da luta a ser travada e conhecia a fragilidade das promessas humanas. Entretanto, do coração dos apóstolos jamais se apagou a lembrança daquela noite luminosa de Cafarnaum, aureolada pelo ensinamento divino.

Humilhados e perseguidos, crucificados na dor e esfolados vivos, souberam ser fiéis, através de todas as vicissitudes da Natureza, e, transformando suas angústias e seus trabalhos num cântico de glorificação, sob a eterna inspiração do Mestre, renovaram a face do mundo.

A saudade!

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Hoje eu sei que a saudade é uma poesia

Que mesmo sem versos encantos ou rimas

Porque traz no adverso à separação

Ela é  um tempo, um semblante ou um coração,

Que o poeta rabisca na sua insistência

Ciente de que o pretérito continua imperfeito

E o amor é o silêncio que emudece a razão

Segue a alma pisando nas pedras da teimosia

E a fé é a própria oração dessa agonia

Mero costume de subjuntivo

Amor de ontem que continua vivo

Saudade é um amor ausente

Que vive a conjugar o verso

No futuro do presente

São tantos sonhos misturados com crendices

Que diria o poeta em causa e desespero

Que o amor dessa saudade

É uma verdade que o coração somente

Acredita no que cultiva e no que pensa

A saudade é sombra da ausência!

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Ademário da Silva

21 de junho de 2015