Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Arquivo para a categoria ‘Pensamentos’

Ideais truncados pela traição…

Tiradentes… 21 de abril de 1792 

225 anos…

***

O ouro pros quintos

As leis para as favas

E o teto das casas

Sem eiras nem beiras

Brasil na ladeira

Sem freios e temores

Doutores e fraldas

Nos mesmos motivos

Negros nas minas

Que não eram gerais

Sangue e bateia

Nas águas dos rios

Escravos no frio

Portugal só tomava

Iguarias e ouro cana-de açúcar e café

De noite e de dia

A riqueza tupiniquim se esvaía

Hoje nada é diferente

Só não temos Tiradentes

Pra sonhar com liberdade

Ouro Preto e Mariana

Sabará e Diamantina

Ataíde e Aleijadinho

Sinhá Olímpia e Zumbi

Claudio Manuel e Tomás Gonzaga

Uma saga e pesadelo

Muitos foram para a prisão

E o Alferes vigiado por ser espontâneo

Na Lampadosa carioca

Delações bem premiadas

E o Silvério falador

O Rolim e o Alvarenga

Em pendengas com o Império

Tiram do sério a monarquia

Vila Rica surrupiada

E a Marília lindo sonho

De um namoro sem destino

Maria I lusa rainha

Tirou da bainha

A sentença tão louca

Tiradentes na forca

E os demais no degredo

E o alferes diria

Que dez vidas, daria,

Se as tivesse

Entre medos e preces

Delações em segredos

A insurreição perdeu suas pernas

E também pensadores

E vinte e um de abril

Entre sonho e bandeira

Ficou na algibeira de um ideal.

***

Ademário da Silva

21 de abril de 2017.

 

 

160 anos de luz…

160 anos de luz – Livro dos Espíritos…

***

18 de abril de

A luz se acendeu e

A sombra fugiu

A luz alegria num

Espasmo sangria

Ergue-se do alqueire

E revela um novo dia

Um livro semente

Contendo princípios

Raspou os resquícios de

Épocas infantes

E o Espírito errante

Achou o caminho

Tirou o mistério das lendas

E as oferendas

Tirou dos cardápios

E a ciência sem sacerdotes

Tirou das esfinges

O voo da Fênix

Cidade da luz

Paris merecida

Cultura atrevida

Na renascença

Cabeça que pensa

E arte que brilha

E bilhas de luz

Onde a alma sacia sua sede

Canteiro e pomar

Avencas e pêssegos

O amor tecendo enredos

E a guerra insana

Mudou as guirlandas

De terra e de vaso

Libertou-se o escravo

Em terras de Santa Cruz

E em terras mineiras

Mediunidade algibeira

Regou as relíquias do além

E fez tanto bem essa adoção

Que o Evangelho

Nascido na França

Saiu da infância e

Amadureceu no Brasil

Dona Yvonne e o Chico

Modesto Cravo Maria

Divaldo Franco na Bahia

Peixotinho e Waldo Vieira

Eusápia Paladino

José Arigó e Bezerra de Menezes

No mesmo aprisco

Entre luzes, dores e riscos,

Mantiveram Kardec

Bem vivo entre nós

E alguns pensadores

Gabriel e Denis

Bozzano e Herculano

Deolindo Amorim e Hermínio Miranda

Severino Celestino de caneta em punho

Levedando a massa de luz

E nesse dezoito,

Aquele zigoto etéreo

Fecundado no alto

Por um gigante preposto e

Imediato

Fez solo e teto

Amores e afetos

Casas de estudos

Fenômenos e livros

Deu brilho nos crivos

De tão incisivo

Inseminado se abriu  

Abril em dezoito

Maduro e viril

A serviço do Cristo

Caridade e seara

A verdade tão clara

Como na França surgiu

Mil oitocentos e cinquenta e sete

Kardec de amor é um leque

A refrigerar as dores da Terra

A iluminar os destinos plebeus

E dilatar consciência

Filosofia,

Religião e ciência

Complacência e misericórdia

Da Justiça de Deus

Dezoito de abril é

Amor de Jesus

Da Palestina aos dias de hoje!

Cinco obras e

Doze revistas

Desde o Sermão da Montanha

Novos caminhos da luz!

***

Ademário da Silva

18 de abril    de 2017

 

 

 

 

 

 

 

Precisão mediúnica nos trabalhos da codificação…

Sr. Adrien, Médium Vidente. 

D E Z E M B R O D E 1 8 5 8 REVISTA ESPÍRITA

 

Toda pessoa que pode ver os Espíritos sem o auxílio de terceiros é, por isso mesmo, médium vidente; mas em geral as aparições são fortuitas, acidentais. Ainda não conhecíamos ninguém com aptidão para ver os Espíritos de maneira permanente e à vontade. É dessa notável faculdade que é dotado o Sr. Adrien, um dos membros da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Ele é, ao mesmo tempo, médium vidente, escrevente, audiente e sensitivo.

Como médium psicógrafo, escreve o ditado dos Espíritos, mas, raramente, de modo mecânico, como os médiuns puramente passivos; ou seja, embora escrevendo coisas estranhas ao seu pensamento, tem consciência daquilo que escreve. Como médium audiente escuta as vozes ocultas que lhe falam. Temos, na Sociedade, dois outros médiuns que gozam dessa última faculdade no mais alto grau. São, simultaneamente, ótimos médiuns escreventes. Enfim, como médium sensitivo, sente o contato dos Espíritos e a pressão que exercem sobre ele; chega mesmo a sentir comoções elétricas muito violentas, que se comunicam às pessoas presentes. Quando magnetiza alguém, pode, à vontade e desde que se faça necessário à saúde, produzir-lhe a descarga de uma pilha voltaica.

 

Acaba de revelar-se nele uma nova faculdade: a dupla vista; sem ser sonâmbulo e conquanto inteiramente desperto, vê à vontade, a uma distância ilimitada, mesmo além dos mares, o que se passa numa localidade; vê as pessoas e o que estão fazendo; descreve lugares e fatos com uma precisão cuja exatidão tem sido verificada. Apressemo-nos em dizer que o Sr. Adrien de forma alguma é desses homens fracos e crédulos que se deixam arrastar pela imaginação; ao contrário: trata-se de um homem de caráter bastante frio, muito calmo e que vê tudo isso com o mais absoluto sangue-frio; não dizemos com indiferença – longe disso – porquanto leva suas faculdades a sério e as considera como um dom da Providência, que lhe foi concedido para o bem e, assim, dele se serve para as coisas úteis e jamais para satisfazer a vã curiosidade.

 

É um rapaz novo, de família distinta, muito honrado, de caráter meigo e benevolente, cuja educação esmerada revela-se na linguagem e em todas as suas maneiras. Como marinheiro e como militar, já percorreu uma parte da África, da Índia e de nossas colônias.

De todas as suas faculdades como médium a mais notável e, em nossa opinião a mais preciosa, é a vidência. Os Espíritos lhe aparecem sob a forma que descrevemos em nosso artigo anterior sobre as aparições; ele os vê com uma precisão, da qual podemos fazer ideia pelos retratos que daremos um pouco mais adiante da viúva do

Malabar e da Bela Cordoeira de Lyon. Mas, dirão, o que prova que vê mesmo e que não é vítima de uma ilusão? O que prova é que, quando alguém que ele não conhece, por seu intermédio invoca um parente ou um amigo que jamais viu, faz deste um retrato de extraordinária semelhança, que nós mesmos pudemos constatar. Não há, pois, para nós a menor dúvida a respeito dessa faculdade, que ele goza no estado de vigília, e não como sonâmbulo.

O que há talvez de mais notável ainda seja o fato de não apenas ver os Espíritos que evocamos, mas, ao mesmo tempo, todos os que se acham presentes, evocados ou não; ele os vê entrando, saindo, indo e vindo, ouvindo o que se diz, rindo ou levando a sério, segundo seu caráter; uns são graves, outros têm um ar zombeteiro e sardônico. Por vezes algum deles avança para um dos assistentes, pondo-lhe a mão sobre o ombro ou se colocando ao seu lado, enquanto outros se mantêm afastados; numa palavra, em toda reunião há sempre uma assembleia oculta, composta de Espíritos atraídos pela simpatia às pessoas ou às coisas das quais se ocupam; nas ruas o Sr. Adrien vê uma multidão deles, pois além dos Espíritos familiares que acompanham seus protegidos há, como entre nós, a massa dos indiferentes e dos que nada têm a fazer. Disse-nos ele que, em sua casa, jamais se encontra sozinho e nunca se aborrece: há sempre uma assembléia, com a qual se entretém.

Sua faculdade não se estende somente aos Espíritos dos mortos, mas, também, aos dos vivos; quando vê uma pessoa, pode fazer abstração de seu corpo: o Espírito então lhe aparece como se dele estivesse separado, podendo com ele conversar. Numa criança, por exemplo, pode ver o Espírito nela encarnado, apreciar-lhe a natureza e saber o que era antes de encarnar.

 

Essa faculdade, levada a semelhante grau, melhor que toda as comunicações escritas nos instrui na natureza do mundo dos Espíritos, mostrando-nos tal qual é; e, se não o vemos com os olhos do corpo, a descrição que dele nos dá faz com que o vejamos pelo pensamento; os Espíritos já não são aqueles seres abstratos, mas seres reais, que estão ao nosso lado, que se nos acotovelam sem cessar; e, como agora sabemos que seu contato pode ser material, compreendemos a causa de uma porção de impressões que sentimos sem que delas nos déssemos conta. Por isso colocamos o Sr. Adrien no número dos médiuns mais notáveis e na primeira fila dos que nos hão fornecido os mais preciosos elementos para o conhecimento do mundo espírita; sobretudo o colocamos nessa posição por suas qualidades pessoais, que são as de um homem de bem por excelência e que o tornam eminentemente simpático aos Espíritos de ordem mais elevada, o que nem sempre ocorre com os médiuns de efeitos puramente físicos. Entre estes, sem dúvida, há os que fazem sensação, que cativam melhor a curiosidade; contudo, para o bom observador, para o que deseja sondar os mistérios desse mundo maravilhoso, o Sr. Adrien é o mais poderoso auxiliar que já temos visto. Assim, colocamos sua faculdade e complacência a serviço de nossa instrução pessoal, seja na intimidade, seja nas sessões da Sociedade, seja, enfim, em visitas a diversos locais de reunião. Estivemos juntos nos teatros, bailes, passeios, hospitais, cemitérios e igrejas; assistimos a enterros, casamentos, batismos e sermões; em toda parte observamos a natureza dos Espíritos que ali vinham reunir-se, estabelecendo conversação com alguns deles, interrogando-os e aprendendo muitas coisas, que tornaremos proveitosas aos nossos leitores, porquanto nosso fim é fazer com que penetrem, como nós, nesse mundo tão novo para todos. O microscópio revelou-nos o mundo dos infinitamente pequenos, do qual não suspeitávamos, embora estivesse ao alcance de nossas mãos; da mesma forma, o telescópio mostrou-nos uma infinidade de mundos celestes que não sabíamos que existiam. O Espiritismo descobre-nos o mundo dos Espíritos, que está por toda parte, ao nosso lado como nos espaços, mundo real que reage incessantemente sobre nós.

 

Experiências aplicadas…

Um Espírito nos Funerais de seu Corpo

Estado da alma no momento da morte

 

Os Espíritos sempre nos disseram que a separação da alma e do corpo não se dá instantaneamente; algumas vezes começa antes da morte real, durante a agonia; quando a última pulsação se faz sentir, o desprendimento ainda não se completou, operando-se mais ou menos lentamente, conforme as circunstâncias e, até sua completa liberação, experimenta uma perturbação, uma confusão que lhe não permitem dar-se conta de sua situação; encontra-se no estado de alguém que desperta e cujas idéias são confusas. Tal estado nada tem de penoso para o homem cuja consciência é pura; sem saber explicar bem o que vê, está calmo, esperando,  sem temor, o completo despertar; é, ao contrário, cheio de angústia e de terror para quem teme o futuro. Dizemos que a duração dessa perturbação é variável; é bem menor nos que, durante a vida, já elevaram seus pensamentos e purificaram a alma, sendo suficientes dois ou três dias, enquanto a outros são necessários, por vezes, oito dias ou mais. Temos presenciado freqüentemente esse momento solene e sempre vimos a mesma coisa; não é, pois, uma teoria, mas o resultado de observações, desde que é o Espírito quem fala e pinta a sua própria situação. Eis a seguir um exemplo muito mais característico e interessante para o observador, já que não se refere a um Espírito invisível escrevendo através de um médium, mas a um Espírito que é visto e ouvido na presença de seu corpo, seja na câmara mortuária, seja na igreja, durante o serviço fúnebre: O Sr. X… Acabava de ser acometido de um ataque de apoplexia; algumas horas depois de sua morte o Sr. Adrien, um de seus amigos, achava-se na câmara mortuária com a esposa do defunto; viu o Espírito deste, muito distintamente, caminhar em todos os sentidos, olhar alternadamente para seu corpo e para as pessoas presentes e, depois, assentar-se numa poltrona; tinha exatamente a mesma aparência que possuía em vida; vestia-se do mesmo modo: sobrecasaca e calça pretas; tinha as mãos no bolso e o ar preocupado.

Durante esse tempo sua mulher procurava um papel na secretária. Olhando-a, o marido disse: “Por mais que procures, nada encontrarás.” Ela nada suspeitava do que então se passava, pois o Sr. X… Era visível apenas ao Sr. Adrien.

No dia seguinte, durante o serviço fúnebre, o Sr. Adrien viu novamente o Espírito do amigo vagando ao lado do caixão, embora não mais portasse o costume da véspera; fazia-se envolver por uma espécie de túnica, estabelecendo-se entre ambos a seguinte conversa. Notemos, de passagem, que o Sr. Adrien absolutamente não é sonâmbulo e que nesse momento, tanto quanto no dia anterior, estava perfeitamente desperto e o Espírito lhe aparecia como se fosse um dos assistentes do enterro.

  1. Dize-me uma coisa, meu caro Espírito: que sentes agora?

Resp. – Bem e sofrimento.

  1. Não compreendo isso.

Resp. – Sinto que estou vivendo minha verdadeira vida e, no entanto, vejo meu corpo aqui neste caixão; apalpo-me e não me percebo, contudo, sinto que vivo, que existo. Sou, pois, dois seres?

Ah! Deixai-me sair desta noite: tenho pesadelo.

  1. Permanecerás por muito tempo assim?

Resp. – Oh! Não; graças a Deus, meu amigo; sinto que logo despertarei. De outro modo seria horrível; tenho as ideias confusas; tudo é nevoeiro; sonho na grande divisão que acaba de ser feita… E da qual ainda nada compreendo.

  1. Que efeito vos produziu a morte?

Resp. – A morte! Não estou morto, meu filho; tu te enganas. Levantava e, de repente, fui tomado por uma escuridão que me desceu sobre os olhos; depois me ergui: julga o meu espanto ao me ver e me sentir vivo, percebendo, ao lado, sobre a laje, meu outro ego deitado. Minhas idéias eram confusas; errei para me refazer, mas não pude; vi chegar minha esposa, velar-me, lamentar-se, e me perguntei: Por quê? Consolei-a, falei-lhe, mas não                                                                                                             

respondia nem me compreendia; foi isso que me torturou, deixando-me o Espírito ainda mais perturbado. Somente tu me fizeste o bem, porque me ouviste e compreendes o que quero; tu me auxilias a pôr em ordem minhas idéias e me fazes um grande bem; mas por que os outros não fazem o mesmo? Eis o que me tortura… O cérebro está esmagado em face dessa dor… Irei vê-la; quem sabe ela me entenda agora… Até logo, caro amigo; chama-me e irei ver-te… Far-te-ei uma visita de amigo… Surpreender-te-ei…

Até logo.

A seguir o Sr. Adrien o viu aproximar-se do filho, que chorava. Curvou-se sobre ele, permaneceu alguns instantes nessa posição e, depois, partiu rapidamente. Não havia sido entendido, mas imaginava, por certo, ter produzido um som. Quanto ao Sr. Adrien, estava persuadido de que aquilo que dizia o Sr. X… Chegava até o coração do filho, comprometendo-se a prová-lo. Mais tarde viu o rapaz: estava mais calmo.

Observação – Esta narração concorda com tudo aquilo que havíamos observado sobre o fenômeno da separação da alma; confirma, em circunstâncias bastante especiais, essa verdade: após a morte o Espírito ainda está ali presente. Enquanto todos acreditam ter diante de si um corpo inerte, ele vê e escuta tudo quanto se passa à sua volta, penetra o pensamento dos assistentes e sabe que, entre si e estes últimos, a única diferença que existe é a visibilidade e a invisibilidade; as lágrimas hipócritas dos ávidos herdeiros não o enganam. Quantas decepções devem os Espíritos experimentar nesse momento!

 

Allan Kardec.

Facilitador: Ademário da Silva

14 de abril de 2017.

Os tons da afinidade!

Amizade… Danielle Pieri da Mooca…

***

Foi magnífico te ver, rever e te abraçar, te ouvir e te admirar.

Com certeza temos assuntos e sentimentos pra muito tempo de diálogo.

Foi genial, e percebemos que tudo está no seu lugar. O nosso amor, nossa amizade e nossa capacidade de viver no mesmo tom.

O tempo rolou na ribanceira, mas não foi pasmaceira capaz de perder a voz…

Sim, hoje ficou evidente isso. Mas, a demora também enriquece o reencontro.

A amizade é uma voz que canta, rima, compõe e encanta notas, versos e tons no diapasão do momento…

Ela mora na consciência e no coração como oração que mesmo em pergaminhos, livros ou telas virtuais, sempre terá o mesmo enfoque, impacto e transporte.

Não tenha medo minha amiga a distância e o tempo não silenciam a amizade.

É só uma análise do que vimos hoje, isso não quer dizer que vamos ficar outro tanto separado desse jeito.

Eu também tenho no mais íntimo um sentimento especial por você.

Quando nos vemos o reencontro é a moldura.

Onde embarcamos nossos sentimentos na pintura do tempo que é…

Não tem o que já foi ou o que será, sempre tem o que é e o que está…

Porque a verdade de uma amizade é sempre a mesma antes e durante, por que o depois ela não pensa…

O ponteiro dos relógios ou os dias das semanas e os nomes dos meses que significam anos, são ressignificados em nano segundos quando o reencontro nos mostra que os corações podem ter o tamanho do mundo.

Isso é bastante grande.

Porque há um sentimento verdadeiro que a distância não muda.

São laços de outros tempos que a distância não rompe.

E como que se dissemina pelos laços de família

Sim, acredito mesmo nisso. E entendo que a tua Nayara filha sabe disso e acumplicia.

Assim como a Luna, sim, também é muito visível esse sentimento nela. Tanto que captei-a olhando pelas frestas da timidez.

E tua mãe Neide amorosa e singela é flor que ilumina sua janela…

Você minha amiga entrou, marcou território em nossos corações e tem a mesma dimensão emocional.

A amizade como às águas da vida têm o nível perfeito

Porque nasce no coração e deságua na alma e na consciência

Por isso não lhe perturba a ausência, pois não há posse e sim regalos.

Pois quem ama carrega o ser amado nos próprios sentimentos

A amizade é como um momento em que o coração no templo da liberdade, semeia afinidades no chão dos nossos caminhos, ela tem a afinidade como seiva espiritual de nossa amizade.

E depois recolhe de mansinho cada flor com seu perfume, cada canto com seus floreios e toda poesia que a vida oferece…

Por isso minha amiga Danielle te reencontrar em meus caminhos

É versar sobre a eternidade como quem gargalha das adversidades

Sem se demorar nos cantos tristes

Mas, como sol que em si se acende a amizade se rende aos encantos da verdade que a vida nos outorga,

Como cravo, avencas e orquídeas,

Nos becos, vielas e avenidas,

Nas casas, mansões, barracos e palafitas,

Que Deus semeia em nossas vidas…

Ás vezes como expiações e outras como provas…

***

04 de abril de 2017.

Ademário da Silva…

 

Estudando o Animismo…

 

Animismo

Capítulo III

Do livro DIVERSIDADE DOS CARISMAS # Hermínio Correa de Miranda.

 

  1. A teoria e a experiência

 

Por ocasião dos preparativos ao Congresso Espírita Internacional, programado para Glasgow em setembro de 1937, o comitê organizador escreveu ao cientista italiano Ernesto Bozzano convidando-o a participar dos trabalhos na honrosa (e merecida) condição de seu vice-presidente.

Pedia ainda o comitê que Bozzano preparasse um resumo de sua obra, já bastante volumosa àquela época, destacando como tema básico a questão do animismo, de forma a encaminhar uma solução conclusiva para o problema que se colocava na seguinte pergunta-título sugerida para seu ensaio: Animism or spiritualism Wbich explains the facts?

 (Animismo ou espiritismo – Qual deles explica os fatos?).

O eminente pesquisador italiano alcançara, em 1937, a respeitável idade de setenta e cinco anos – viveria mais seis anos, pois morreu em 1943 -, e o tema proposto pelos organizadores do Congresso significava como ele próprio o caracterizou, “formidável encargo”, dado que se tratava de “resumir a maior parte da minha obra de quarenta anos”. A despeito disso, o idoso cientista entusiasmou-se pelo assunto, que se apresentava como “teoricamente muito importante”.

Foi assim que os estudiosos dos fenômenos psíquicos se viram presenteados com mais um de seus notáveis e competentes estudos, que a Federação Espírita Brasileira vem publicando, em sucessivas edições, sob o título Animismo ou Espiritismo?

Não foi difícil para ele responder o que lhe fora perguntado, mesmo porque a resposta estava implícita em sua obra:

 

Nem um, nem outro logra, separadamente, explicar o conjunto dos fenômenos supranormais. Ambos são indispensáveis a tal fim e não podem separar-se, pois que são feitos de um causa única, e esta causa é o espírito humano que, quando se manifesta, em momentos fugazes durante a encarnação, determina os fenômenos anímicos e, quando se manifesta mediunicamente, durante a existência ‘desencarnada’, determina os fenômenos espiríticos. (Bozzano, Ernesto, 1987)

 

O tema já fora tratado, aliás,  em outra importante obra, a de Alexandre Aksakof, igualmente publicada pela FEB, sob o título Animismo e Espiritismo (2 volumes).

Tanto a obra de Bozzano quanto a de Aksakof são enriquecidas com o relato de inúmeros fatos colhidos e examinados com atento critério seletivo. {A de Bozzano, como vimos, foi motivada pela solicitação dos organizadores do Congresso de 1937; a de Aksakof resultou de sua corajosa decisão de responder à altura as veementes críticas do filósofo Èduard Von Hartmann, intitulada O espiritismo} que alcançara certa repercussão pelo prestígio de que gozava seu brilhante autor. Somos levados a crer, hoje, que o fator importante no êxito do livro de Hartmann foi o fato de que era o primeiro ataque maciço e inegavelmente inteligente às teses doutrinárias do espiritismo, ao oferecer explicações alternativas aceitáveis, em princípio, ou seja, a de que os fenômenos, nos quais o espiritismo via manifestações de seres desencarnados sobreviventes, deveriam ser considerados como produzidos pelas faculdades normais da mente humana. O vigoroso estudo de Hartmann como que atendia a uma ansiada expectativa de parte de inúmeros céticos e negativistas irredutíveis, desesperados por uma teoria inteligente que demolisse, de uma vez para sempre, as estruturas do espiritismo nascente. Para estes a obra de Hartmann foi um alívio. Afinal surgira alguém que conseguira ‘demonstrar’ ser uma grande tolice essa história da sobrevivência do ser que os espíritas estavam a disseminar por toda a parte, conseguindo até ‘envolver’ figuras da maior projeção na sociedade, nas artes, e, principalmente, na ciência. Era uma loucura, em que alguém precisava mesmo pôr um ponto final. Acharam que Hartmann havia conseguido essa proeza histórica – a de deter com argumentos tidos como irrespondíveis a maré crescente do espiritismo.

Na verdade Hartmann era um pensador de considerável prestígio e montou seu sistema metafísico sobre o conceito do inconsciente, doutrina que expôs com brilhantismo e competência em Die philosophie des unbewussten (A filosofia do inconsciente), publicada em três volumes, em 1869, em Berlim. Era seu segundo livro e foi acolhido com respeito. Ele morreu em 1906, aos sessenta e quatro anos de idade, e deixou vasta obra como pensador. Obviamente, suas biografias não abordam o assunto, mas sabemos que ele também sobreviveu como espírito imortal… E certo que voltará um dia para colocar sua brilhante inteligência a serviço de causa menos ingrata do que a de dar combate à doutrina dos espíritos.

O maior impacto da obra de Hartmann sobre o espiritismo, contudo, provém do fato de que ele tinha razão, em parte, pois trabalhou com recursos da meia-verdade. Não, certamente, por desonestidade artificiosa, mas porque estava convicto de suas posturas teóricas e apresentava fatos observados que lhes pareciam dar sustentação. E, realmente, davam-na, porque fenômenos semelhantes ou idênticos aos mediúnicos ocorrem sem que seja necessário convocar a interferência dos desencarnados.

Aksakof concordou com ele neste ponto, como Bozzano também iria concordar mais tarde. Nenhum dos dois estava excluindo ou escamoteando a realidade dos fenômenos anímicos, ou seja, produzidos pela alma dos encarnados. A divergência entre Aksakof e Bozzano, de um lado, e Hartmann, de outro, estava como que este deixou de considerar em seu estudo os hiatos que não se acomodavam à doutrina animista, ou seja, fenômenos que precisavam, irremediavelmente, da doutrina espírita para serem compreendidos e explicados, pois nada tinham que os justificasse como manifestações anímicas.

 

Escreveu Aksakof:

Para maior brevidade, proponho designar pela palavra animismo todos os fenômenos intelectuais e físicos que deixam supor uma atividade extracorpórea ou à distância do organismo humano e mais especialmente todos os fenômenos medi- únicos que podem ser explicados por uma ação que o homem vivo exerce além dos limites do corpo. (Aksakof, Alexandre, 1983)

 

Em nota de rodapé, ele acrescenta que a palavra psiquismo também serviria a esse propósito, mas por uma questão de uniformidade preferiu ficar com radicais e estruturas latinos {anima = alma), dado que o termo destinava-se a ser utilizado em estreita conexão com a palavra espiritismo, de origem latina.

Reservava para esta última palavra – espiritismo – somente os “fenômenos que, após exame, não podem ser explicados por nenhuma das teorias precedentes e oferecem bases sérias para a admissão da hipótese de uma comunicação com os mortos”.

Observe-se que ele não deseja impor, a qualquer preço, a doutrina da sobrevivência. Embora convicto dela, quer apenas mostrar que há fenômenos muito bem observados e documentados que não se enquadram no rígido esquema de Von Hartmann.

O eminente cientista russo propõe para os fenômenos anímicos uma classificação em quatro categorias distintas, todos eles, contudo, resultantes do que ele chama de “ação extracorpórea do homem vivo”, isto é, fenômenos produzidos pelo ser encarnado para os quais não há necessidade de recorrer-se à interferência de desencarnados. Nesse quadro ele colocou:

  1. Efeitos psíquicos (telepatia, impressões transmitidas à distância);
  2. Efeitos físicos (fenômenos telecinéticos, isto é, movimento à distância);
  3. Projeção da imagem (fenômenos telefônicos, ou seja, desdobramento);
  4. Projeção de imagens “com certos atributos de corporeidade”, isto é, formação de corpos materializados.

Estou convencido de que teríamos hoje outras categorias a acrescentar e outros fenômenos a enquadrar, bem como fenômenos mistos, nos quais podemos identificar características nitidamente animistas e também interferências ou participação de seres desencarnados. Isto, porém, veremos no momento próprio, neste livro.

É das mais importantes, por conseguinte, a contribuição desses dois eminentes cientistas ao melhor entendimento das faculdades mediúnicas, o russo Alexandre Aksakof e o italiano Ernesto Bozzano, sem nenhum desdouro para o filósofo alemão Von Hartmann, que, a despeito de seu brilhantismo, não conseguiu demolir a realidade da sobrevivência do espírito. Sei que muitos consideram o problema ainda por resolver, mas essa é a verdade e o tempo irá demonstrá-la fatalmente e de maneira incontestável, sem mais deixar espaços abertos para os profissionais da negação.

 

  1. O animismo na Codificação

 

Empenhados na elaboração de uma obra tão abrangente quanto possível, os instrutores da Codificação se viram forçados a sacrificar o particular em favor do geral, o pormenor em beneficio da visão de conjunto. Do contrário, a obra assumiria proporções e complexidades que a tornariam praticamente inabordável. Limitaram-se, pois, no caso específico do animismo, a referências sumárias, apenas para indicar a existência do problema, como que o deixando a futuros desdobramentos de iniciativa dos próprios seres encarnados, ainda que sempre ajudados e assistidos pelos mentores desencarnados. E a impressão que se colhe quando hoje analisamos vários aspectos dos ensinamentos que nos legaram diretamente ou por intermédio dos escritos pessoais de Allan Kardec.123

 

No capítulo XIX de O livro dos médiuns (“Do papel dos médiuns nas comunicações espíritas”), Kardec reproduz o teor das consultas que formulou a dois dos mais competentes especialistas sobre o fenômeno mediúnico, ou seja, Erasto e Timóteo, que parece terem sido incumbidos de orientar os estudos em torno da mediunidade.

A alma do médium pode comunicar-se como a de qualquer outro. Se goza de certo grau de liberdade, recobra suas qualidades de espírito. Tendes a prova disso nas visitas que vos fazem as almas de pessoas vivas, as quais muitas vezes se comunicam convosco pela escrita, sem que as chameis. Porque, ficai sabendo, entre os espíritos que evocais, alguns há que estão encarnados na Terra. Eles, então, vos falam como espíritos e não como homens. Por que não se havia de dar o mesmo com o médium? (Kardec, Allan, 1975)

 

Em O livro dos espíritos (capítulo VII, “Da emancipação da alma”) foi também abordado o tema da atividade espiritual do ser encarnado. Se nos lembrarmos de que a Codificação conceitua a alma (anima) como espírito encarnado, temos aí a clara abordagem à questão do animismo, embora o termo somente seria proposto, anos mais tarde, por Aksakof, como vimos.

Cuida esse capítulo da atividade da alma, enquanto desdobrada do corpo físico pelo sono comum, e nisto estão incluídos os sonhos, contatos pessoais com outros indivíduos, encarnados ou desencarnados, telepatia, letargia, catalepsia, morte aparente, sonambulismo, êxtase, dupla visão. Todo esse capítulo cuida, portanto, da fenomenologia anímica, ainda que de maneira um tanto sumária, pelas razões já expostas.

 

  1. A palavra dos continuadores

 

O estudo mais aprofundado dessas questões parece ter sido reservado aos encarnados. Assumiram a responsabilidade pela tarefa não apenas Aksakof e Bozzano, como outro seguro e competente estudioso espírita, Gabriel Delanne, em obra, aliás, não muito difundida no Brasil, já que não foi traduzida para a nossa língua.

Trata-se de Recherches sur la médiumnité, com quinhentas e quinze páginas compactas, expondo cerrada argumentação, toda ela apoiada em fatos observados com o necessário rigor científico. O livro compõe-se de três partes:

  1. O fenômeno espírita e a escrita automática das histéricas;
  2. Animismo;
  3. Espiritismo.

Que eu saiba, é uma das únicas obras, no contexto doutrinário do espiritismo, que estuda em profundidade o problema da psicografia automática, ou seja, a escrita produzida pelo inconsciente, funcionando o sensitivo como médium de si mesmo.

 

Os livros de Boddington também chamam a atenção para este aspecto, mas longe estão da profundidade e da documentação de que se vale Delanne, embora sua atitude seja bem radical ao sugerir que comunicações que estejam dentro das possibilidades culturais do médium devam ser consideradas como originárias do inconsciente do próprio sensitivo. Para o autor inglês, textos de legítima autoria dos desencarnados são somente aqueles que demonstrem conhecimentos superiores ao do médium.

Não apenas julgo o critério demasiado rígido, mas também inadequado, porque dificilmente conheceremos com segurança o vigor intelectual do espírito do médium, ou seja, da sua individualidade, em contraste com seu conhecimento como ser encarnado, na faixa da personalidade. Em outras palavras: o médium pode ser um espírito de elevada condição intelectual ainda que, como encarnado, seja culturalmente medíocre.

 É o mais provável, uma vez que a experiência ensina que o acervo mental oculto no inconsciente, na memória integral, tem de ser, necessariamente, muito superior, em volume e qualidade, ao que trazemos no limitado âmbito do consciente e do subconsciente, isto é, nas memórias da vida presente, em contraste com os imensos arquivos das vidas anteriores.

 

Não é, pois, de admirar-se que um sensitivo dotado de modestos recursos intelectuais, como ser encarnado, seja capaz de produzir, pelo processo da psicografia automática, um texto brilhante, se conseguir criar condições propícias à manifestação anímica, isto é, se permitir que se manifeste em todo o seu potencial seu próprio inconsciente.

 

Isto, porém, de forma alguma invalida, pelo contrário, confirma a tese de Aksakof e Bozzano, Delanne e outros, de que o fenômeno anímico, longe de excluir a possibilidade de fenômeno espírita, é um fator a mais para corroborar este último.

 

O raciocínio pode ser colocado na seguinte ordem: admitida a sobrevivência do espírito, seria ridículo e anticientífico declarar que o espírito encarnado pode manifestar-se pela psicografia, mas o desencarnado, não.

Sei que muitos contestarão o argumento dizendo que ele é falho, no sentido de que não está provada, ainda, a sobrevivência. Isto, porém, não é objeção que me aflija. Primeiro, porque este não é um livro apologético, concebido para demonstrar ou provar a existência ou sobrevivência do espírito e, sim, uma discussão do problema da mediunidade. Segundo, entendo que, enquanto os céticos e os negadores duvidam e procuram demolir as estruturas da realidade espiritual, é preciso que alguém assuma essa realidade – que a nosso ver está suficientemente demonstrada – e dê prosseguimento ao trabalho de inseri-la no contexto humano e colocá-la a serviço de um relacionamento mais inteligente, dinâmico e construtivo das duas faces da realidade, uma visível, outra invisível. A rejeição é problema daquele que rejeita, não do que está convencido dessa realidade. A esta altura da história do espiritismo no mundo, não estão mais obrigados os espíritas a continuar de braços cruzados enquanto os negadores se engalfinham em um verdadeiro corpo-a-corpo para ‘provar’ que estão com a razão nos seus postulados. Decorrido mais de um século, não conseguiram provar que os nossos estão errados. O problema é deles e está com eles, não conosco. Por isso, a postura assumida neste livro é a de que não temos nada a provar a ninguém, mesmo porque não estamos apoiados em crenças ou crendices, hipóteses ou suposições, mas na sólida estrutura de uma doutrina racional, sustentada por fatos bem observados e bem documentados que nos garantem sua autenticidade pelo testemunho repetido e concordante de cientistas e pesquisadores confiáveis.

 

  1. 0 fantasma do animismo

 

Essa realidade nos leva à conclusão de que há, sim, fenômenos de natureza anímica, ou seja, que podem ser explicados – e o são mesmo – como manifestações do espírito do próprio sensitivo. Que os críticos insistam em dizer que são tais fenômenos produzidos pela mente ou pelo inconsciente das pessoas, isso é problema deles, empenhados como estão em questões semânticas. O espiritismo nada tem a temer, nem aí nem em nenhum outro ponto de sua estrutura doutrinária. Como tenho dito alhures, o espiritismo tem sua própria teoria do conhecimento que, em vez de resultar de especulações teóricas, ainda que inteligentes e até brilhantes, foi deduzida dos fatos observados. Desmintam os fatos antes de proporem a rejeição ou modificações estruturais inaceitáveis.

 

Em paralelo com fenômenos de natureza anímica produzidos pelo espírito encarnado, há fenômenos espíritas gerados por seres humanos temporariamente desprovidos de corpos físicos, ou seja, desencarnados.

Essa é a realidade. E uma não exclui a outra, ao contrário, complementam-se e se explicam mutuamente.

 

Na verdade a questão do animismo foi de tal maneira inflada, além de suas proporções, que acabou transformando-se em verdadeiro fantasma, uma assombração para espíritas desprevenidos ou desatentos.

 

Muitos são os dirigentes que condenam sumariamente o médium, pregando-lhe o rótulo de fraude, ante a mais leve suspeita de estar produzindo fenômeno anímico e não espírita. Creio oportuno enfatizar aqui que em verdade não há fenômeno espírita puro, de vez que a manifestação de seres desencarnados, em nosso contexto terreno, precisa do médium encarnado, ou seja, precisa do veículo das faculdades da alma (espírito encarnado) e, portanto, anímicas.

 

Escrevem Erasto e Timóteo, em O livro dos médiuns-.

O espírito do médium é o intérprete, porque está ligado ao corpo, que serve para falar, e por ser necessária uma cadeia entre vós e os espíritos que se comunicam, como é preciso um fio elétrico para comunicar à grande distância uma notícia e, na extremidade do fio, uma pessoa inteligente, que a receba e transmita.

(Kardec, Allan, 1975)

Quando falamos ao telefone, por melhor que seja a aparelhagem Utilizada, nossa voz sofre inevitável influência do equipamento.

O espírito do médium exerce alguma influência sobre as comunicações que fluem por seu intermédio? Respondem taxativamente os instrutores:

Exerce. Se estes não lhe são simpáticos, pode ele alterar- lhes as respostas e assimilá-las às suas próprias idéias e a seus pendores; não influencia, porém, os próprios espíritos, autores das respostas; constitui-se apenas em mau intérprete. (Idem)

E prossegue a aula: assim como o espírito manifestante precisa utilizar-se de certa parcela de energia, que vai colher no médium, para movimentar um objeto, também “para uma comunicação inteligente ele precisa de um intermediário inteligente”, ou seja, do espírito do próprio médium.

O bom médium, portanto, é aquele que transmite tão fielmente quanto possível o pensamento do comunicante, interferindo o mínimo que possa no que este tem a dizer.

Quando Kardec pergunta como é que um espírito manifestante fala uma língua que não conheceu quando encarnado, Erasto e Timóteo declaram que o próprio Kardec respondeu à sua dúvida, ao afirmar, no início de sua pergunta, que “os espíritos só têm a linguagem do pensamento: não dispõem da linguagem articulada”. Exatamente por isso, ou seja, por não se comunicarem por meio de palavras, eles transmitem aos médiuns seus pensamentos e deixam a cargo do instrumento vesti-los, obviamente, na língua própria do sensitivo.

 

Reiteramos, portanto, que não há fenômeno mediúnico sem participação anímica. O cuidado que se torna necessário ter na dinâmica do fenômeno não é colocar o médium sob suspeita de animismo, como se o animismo fosse um estigma, e sim ajudá-lo a ser um instrumento fiel, traduzindo em palavras adequadas o pensamento que lhe está sendo transmitido sem palavras pelos espíritos comunicantes.

 

* Certamente ocorrem manifestações de animismo puro, ou seja, comunicações e fenômenos produzidos pelo espírito do médium sem nenhum componente espiritual estranho, sem a participação de outro espírito, encarnado ou desencarnado. Nem isso, porém, constitui motivo para condenação sumária ao médium e, sim, objeto de exame e análise competente e serena, com a finalidade de apurar o sentido do fenômeno, seu por que, suas causas e consequências.

 

Suponhamos, por exemplo, que, ante determinada manifestação espiritual em certo médium de um grupo, outro médium do mesmo grupo mergulhe, de repente, em um processo espontâneo de regressão de memória. Pode ocorrer que ele passe a Viver’, em toda a sua intensidade e realismo, sua própria personalidade de anterior existência.

 

Apresentará, sob tais circunstâncias, todas as características de uma manifestação mediúnica espírita, como se ali estivesse um espírito desencarnado.

 

Vamos lembrar, novamente, o ensinamento de Erasto e Timóteo: “A alma do médium pode comunicar-se como a de qualquer outro”.

 

E isto é válido para a psicografia e para a psicofonia ou até mesmo para fenômenos de efeitos físicos.

 

Não nos cansamos de repetir que tais fenômenos não invalidam a realidade da comunicação espírita, e sim a complementam e ajudam a entendê-la melhor.

A fim de que possamos estudar o mundo espiritual, adverte Delanne, precisamos de um instrumento, um intermediário entre as duas faces da vida – o médium.

“Como possui uma alma e um corpo” – prossegue o eminente continuador de Kardec -, “ele tem acesso, por uma, à vida do espaço e, pelo outro, se prende à Terra, podendo servir de intérprete entre os dois mundos”.

Não deixa, portanto, de ser um espírito somente porque está encarnado. Os fenômenos que produzir como espírito, são também dignos de exame e não, de condenação sumária. Algumas perguntas podem ser formuladas para servir de orientação a essa análise.

São realmente fenômenos anímicos?

Ou interferências pessoais do médium nas comunicações, no processo mesmo de as ‘vestir’ com palavras, como dizem os espíritos?

Por que estariam sendo produzidos?

E como?

Com que finalidade?

Como poderemos ajudá-lo a interferir o mínimo possível a fim de que as comunicações traduzam com fidelidade o pensamento dos espíritos?

 Ademário da Silva 

31 de março de 2017.

 

Nos meandros da mediunidade…

Atmosfera espiritual, ou simplesmente clima mediúnico.

O foco de luz que a harmonia engendra é simplesmente a raiz da paz que todos almejamos, precisamos e vamos em busca; às vezes de um modo empírico, atabalhoado, impregnado de clichês e condutas perfiladas exteriormente. Claro que tudo isso é decorrente de uma educação condicionada milenarmente por um entendimento sobre a vida, por que desenvolvemos uma relação imediatista e velocista, eivada ainda das mais sutis as mais grotescas formas de contatos superficiais. Isso por si não nos permite enfronharmos de modo mais profundo em nossas relações humanas, sociais, afetivas e amorosas, e o que se dirá das relações mediúnicas…

Em nos orientando sobre a atmosfera espiritual que se nos envolve e com a qual nos relacionamos e somos parte integrante e atuante, Kardec nos mostra, a partir desse estudo na Revista Espírita de maio/1867 – nº 5, a imensa responsabilidade que nos compete desenvolver, amadurecer e aprimorar em nossas relações mediúnicas.

Cientes de que a Fluídica enquanto lei natural é o mecanismo que regula por assim dizer as trocas mentais, emocionais que ocorrem no ponto de contato entre o mundo invisível e o mundo material, deveríamos estudar com mais propriedade e seriedade os frutos mentais que depositamos no intercâmbio mediúnico, pois que se nos interessa de perto e de fundo o resultado que se alcança no modo moral em que em que fazemos essas trocas, conscientes ou não dos seus efeitos.

Efeitos esses que afetam, por usos, costumes e condutas todo nosso ser, o nosso discernimento, o nosso raciocínio e em muito nossas conclusões sobre essas relações.

A densidade moral que podemos encontrar em determinada ambiência, com a nossa gratuita e despretensiosa contribuição, configura a valia e o bem estar que se pode alcançar no trato com os espíritos. Trazidos ao ambiente pelos canais psicofônicos ou não, pois que basta estar presente, vibrando, pensando e direcionando intenções positivas e negativas, os desencarnados naturalmente atraídos pelas emanações humanas, pelos objetivos que a ambos conduzem na mesma direção e, poderemos entender a quantidade e a qualidade dos fenômenos espíritas que aturdem-nos o entendimento e os que se nos beneficiam nesse intercâmbio…

Kardec nos ensina em o Livro dos Médiuns sobre a influência oculta dos espíritos em nossa vida, em nossas lides patenteando o pensamento como veículo principal nessa relação. Afirma como nesse artigo em a Revista Espírita que nos acotovelamos com os espíritos…

Na dinâmica dos pensamentos trocados surgem os tons da inspiração a configurar falas e condutas. A telepatia é o fio condutor de mensagens e orientações, ensinos que brotam no ambiente mediúnico trazendo consolo e paz, conforto e corrigendas necessárias a consolidação de afinidades e afeições, traduzindo preocupações recíprocas, vertidas nas telas sutis das trocas mentais.

Toda e qualquer modalidade mediúnica tem no pensamento intercambiado o seu epicentro, com base de relações afins em moldura de luz, solidariedade e harmonia; ou transfiguram-se nos esgares de conflitos perniciosos à saúde espiritual e física.

Assim é que a preocupação do medianeiro iniciante e do mais experiente deve ser com seu pensamento, com seu sentimento e conduta, deve ser prioridade cotidiana, escoltada pelas meditações evangélicas e filosóficas que a Doutrina Espírita propicia.

Pela força do pensamento o espírito atua onde quer, respaldado em sua condição moral, tendo o médium e o sensitivo como pontos de contato e interação entre os dois mundos, o físico e o espiritual. Razão essa que dá sustentação e permanência saudável ou desarmonizada ao fenômeno mediúnico.

Assim como a natureza física requer a compatibilização, interação e harmonia entre as forças do sol da chuva e dos ventos, que são produzidas pelas estações climáticas na razão direta dos movimentos de translação e rotação do planeta, que permitem a semeadura, a germinação, florescência e frutescência, maturação e colheita, segundo o calor e a friagem e a aragem, todos temperando e agindo também com suas forças individuais, extraindo da ambiência natural cada grão, cada fruto e hortaliça, para que a aplicação de esforços resultem em efeitos adequados a alimentação das massas populares. Também a relação entre a natureza espiritual e a natureza física exigem condições compatíveis a essa interação de forma que todos os envolvidos possam ser beneficiados nessa relação.

O pensamento humano e o pensamento espiritual corre, soa, toa, agrega, se entrega e repercute e também se dispersa no fluido universal; assim a compatibilização mental se consuma pela lei de afinidade a qual todos estamos sujeitos. E a ela se nos adequamos, nos conformamos pelas nossas vibrações morais, afetivas, fraternas, ou belicosas, preguiçosas, fantasiosas ou desequilibradas entre outros atributos e deficiências que guardamos nos escrínios da consciência maturada pela experiência, ou perdida ainda nas dissimulações de vaidades e orgulhos falsamente guarnecidos por uma conduta superficial.

Conduta superficial, no que tange ao envolvimento doutrinário religioso, é quando nos deixamos levar por clichês e posturas exteriores, numa tentativa de desviar o foco do trabalho, que na verdade é de renovação de valores, e não de uniformização de atitudes e falas. O que vai redundar numa ambiência mediúnica que se fragiliza por melindres e intenções veladas, obstando o relacionamento em suas feições transparentes, lúcidas.

Mediunidade não requer desenvolvimento no modo de entendimento popular, mas exige educação no relacionamento espiritual. Essa educação pede o conhecimento como base dessa relação, por que o médium precisa entender, decodificar e configurar um pensamento que não é o seu. E como ensina Léon Denis em o livro ‘No Invisível’, existem diferenças na velocidade do pensamento, no modo exteriorização das mensagens orientadoras e doutrinárias que se nos chegam pelas mãos da mediunidade. É nesse ponto que a atmosfera espiritual adquire importância fundamental nessa relação, por que é da harmonia dos sentimentos, das intenções, das vibrações mentais é que se constitui o ambiente mediúnico.

E ao pensarmos em atmosfera espiritual o conhecimento nos alerta que essa atmosfera não se circunscreve às quatro paredes de uma casa espírita, mas é condição constitutiva das influências recíprocas entre dois mundos, diferentes entre si cujas trocas mentais, emocionais, morais, intelectuais interferem de modo oculto ou ostensivo no dia a dia da humanidade. Pesando é claro sobre a moldura psicológica de médiuns e sensitivos e até dos mais refratários no campo da sensibilidade espiritual.

É aqui que a leitura sadia, principalmente das obras doutrinárias que são a base do Espiritismo, e outras de nível edificante; a música de qualidade, a conversação espiritualizada, devem constituir buscas que se tornem hábitos aos espíritas, e principalmente aos médiuns.

Por que se a influência em a maioria dos casos é oculta, o comportamento do médium tem que ser lúcido e precavido e o mais transparente possível para não deixar margens a interpretações dúbias, do tipo segredos e mistérios. Principalmente por que sabemos que espíritos bons não incomodam, mas os desorientados e bulhentos podem sim desarmonizar a nossa consciência no templo individual. O que deixa patente que é responsabilidade de cada um as amizades de todos os dias e de todo o tempo.

 

Ademário da Silva –

17/agosto/2008

 

Conhecer-se a si, eis o que importa…

‘IMPERMANÊNCIA E IMORTALIDADE’

 

            Pelo Espírito> Carlos Torres Pastorino.

 

Pág. 95.

                        Tema:                         Desilusão.

 

            Em linguagem vernácula, desilusão é o ato de desenganar-se, de perder a ilusão, de libertar-se do equívoco os sentidos.

            Encarcerado na vestimenta celular o Espírito possui limitada capacidade de distinguir o real do imaginário, em razão do invólucro de que utiliza para as experiências do quotidiano.

            Emaranhado no cipoal da matéria densa, as percepções mais sutis necessitam de ser exercitadas, de forma que adquiram sensibilidade para a captação do subjetivo, do não corpóreo. Face aos impositivos do processo vital em torno da utilização do corpo e das suas possibilidades para a conquista dos tesouros da inteligência, do amor e da sabedoria, a imantação existente entre o Ser e o Não-Ser do conceito platônico bloqueia a capacidade de discernimento e de eleição, predominando o instinto que se apega ao que sentem ao que lhe fere os sentidos.

            De igual maneira a mente, responsável por essa ilusão e confusão de valores, por hábito nega-se a novos comportamentos que coloquem o indivíduo em contato com a realidade.

            Surge, então, a fundamental questão do sofrimento e da felicidade, da dor e do conforto, do male do bem-estar, fixados nos fenômenos orgânicos, nas sensações.

            Pensando ser a razão essencial de a existência o desfrutar de prazeres e de regalias, nem sempre derivados da consciência do dever retamente cumprido, a mente elabora mecanismos escapistas, para prosseguir na ilusão, quando deveria renovar-se despertando para as manifestações mais profundas do sentimento.

            Eis porque, toda vez quando se valoriza em demasia determinada ocorrência a mesma agiganta-se, preenchendo os painéis mentais e exercendo pressão sobre todas as demais manifestações do pensamento, que ficam em plano secundário até o exorbitar do desvario.

            São assim que exteriorizam as paixões perturbadoras, algumas das quais confundidas com amor e o bem, com a solidariedade e a busca da felicidade, subterfúgios utilizados para ocultar o interesse egoístico e o prazer sensorial.

            Cultivada de forma automática a ilusão predomina nos comportamentos humanos, gerando insatisfações e sofrimentos toda vez quando os resultados não atendem as ambições acumuladas e direcionadas para o objetivo mantido em mente.

            Por isso não são poucos os indivíduos que temem a morte da ilusão, porque corresponde também à perda do objetivo existencial, das buscas tormentosas, na quais se perdem nos conflitos, experimentando as aflições disso decorrentes.

            O fenômeno direciona-se, ao largo do tempo, e por conseqüência para as dores orgânicas, os processos enfermiços do soma, que ainda estão impregnados do domínio da mente-sensorial, incluindo o pavor da morte.

            Numa visão profunda em torno da realidade, tudo são ilusões, no plano físico, na conjuntura material.

            Desde a condensação da matéria que, ad infinitum, volve ao estado de energia sob o comando do princípio inteligente, que é o Espírito, o Ser imortal, o impregnar das sensações domina as áreas das emoções oferecendo visão distorcida em torno da realidade.

            Mediante a educação do pensamento e a desvalorização dos implementos da ilusão, mesmo as dores mais acerbas perdem a profundidade das suas dilacerações, ensejando um controle racional sobre as suas façanhas angustiantes.

            Poderoso na sua emissão de ondas o pensamento consegue mudar a constituição molecular do tudo quanto fere os sentidos, penetrando as mais intricadas redes materiais, ora eliminando sensações, momentos outros, de acordo com a sua vibração, acrisolando ou piorando as percepções.

Indispensável, sem dúvida, que uma mudança de conceito em torno da vida  se torna premente de tal forma que mesmo a morte passa a ser vista como um evento natural, uma ilusão a que se atribui significado funesto por apenas roubar á Vida as existências materiais a que todos se apegam.

Mediante essa conceituação libertada da ilusão, o fenômeno biológico da morte adquire um significado mais  digno e mais consentâneo com a própria proposta do ser, que imortal transita por experiências humanas, utilizando-se de vestimentas compatíveis com as suas necessidades evolutivas.

A  educação do pensamento dilata a capacidade psíquica (   sensibilidade mediúnica)para continuar percebendo o ser desencarnado, com ele comunicando-se participando da sua atual situação, ao tempo em que o mesmo permanece no processo de desenvolvimento interior que lhe é proposto no rumo da sua felicidade real.

Essa visão não impede, certamente, que se busque a felicidade na Terra, que se procure minorar os sofrimentos, que se insista na conquista do bem-estar, evitando-se naturalmente, o apego exagerado aos sentidos, aos gozos, aos prazeres imediatos que logo passam, deixando imensos vazios existenciais e instalando ansiedade, frustração, que terminam por gerar transtornos depressivos de resultados imprevisíveis.

Num mundo transitório, como o é o planeta Terra, tudo é relativo, todas as experiências são breves e sucedem-se, umas ás outras, conforme o delineamento e a constância da afeição de que sejam revestidas. Colocadas como essenciais, os valores do Espírito, os princípios éticos, que libertam e aprimoram interiormente, ficam obliterados, quando deverão ser desenvolvidos, a fim de avançarem no mesmo rumo das aspirações do corpo, da mente, nos padrões do equilíbrio, da vivência, sem afadigamento nem loucura.

O homem e a mulher de todos os tempos muito se exaurem pelas coisas vãs, em correria desenfreada pela aquisição do que é substituível e em  detrimento do que é primordial. Disto decorre o cansaço, o amolentamento, o tédio, o desinteresse, tão logo sejam alcançadas as metas que os interessavam ou logradas as conquistas que tinham em mente. Fica-se com muita coisa atulhada em armários e espaços, com expressivas contas bancárias, títulos fiduciários, letras e  valores outros nas Bolsas de mercado atual e de futuros, porém angustiado ou insatisfeito.

É o resultado da ilusão da posse. A segurança que se pretende conseguir, com esta providência, não evita a solidão interna, o desamor, à amargura, a doença, a morte. Desiludindo-se, isto é libertando-se da compressão de tudo quanto é efêmero, o ser humano agiganta-se desenvolve outros sentimentos estruturados na conquista de si mesmo, dos tesouros que lhe dormem desconhecidos, aspirando mais elevadas realizações pessoais, nas quais não haja lugar para o egoísmo, a insensatez do orgulho, os preconceitos, as vacuidades,(.            Estado ou qualidade do que é vazio; inanidade.      Fig.  Vaidade, presunção) pois que a sua é uma visão nova do Infinito, do Universo e da Vida, que ora o fascinam, desenvolvendo-lhe o senso ético profundo e o amor em dimensão dantes nunca experimentada, impulsionado pelo Deotropismo para o qual ruma sem cansaço, sem ilusão, com os pés firmes no chão da realidade grandiosa da própria Vida.

 

Incentivador de Estudos: Ademário da Silva.

                                               [De trop(o)- + -ismo.]

  1. m.
  2.  Biol. Reação de aproximação ou de afastamento do organismo em relação à fonte de um estímulo.
  3.  Bot.  Movimento de orientação realizado pela planta ou parte dela sob a ação de um estímulo exterior que opera unilateralmente. 

                                               [Do lat. Deo, ‘Deus’, + – leps(i)- + -ia1.]

 

                                               .           Próprio da região em que está; nacional: &  &.  

  1.  Fig.  Diz-se da linguagem genuína, correta, pura, isenta de estrangeirismos; castiço.
  2.  Diz-se de quem atenta para a correção e a pureza no falar e escrever; castiço.

 

[Sin. Nas acepç. 1 a 3: vernacular.]

 

 

  1. m.
  2.  E. Ling.  O idioma próprio de um país, ou região; língua vernácula. 

                                                           [Do lat. tard. dilaceratione.]

  1. f.
  2.  Ação ou efeito de dilacerar(-se); despedaçamento, dilaceramento. 

                                                           Jur. Aquele que recebe a herança ou o legado gravado com fideicomisso, sendo por isso obrigado a transmiti-los, por sua morte, há certo tempo ou mediante certa condição, ao fideicomissário; gravado.

                                                           [Do lat. fideicommissu.]

  1. m. Jur.
  2.  Disposição testamentária pela qual o testador institui dois ou mais herdeiros ou legatários, impondo a um (ou alguns) deles a obrigação de, por sua morte, transmitir ao(s) outro(s), há certo tempo ou sob certa condição, a herança ou o legado; substituição fideicomissória.