Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

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O ópio, o haxixe e o alcóol…

O ÓPIO E O HAXIXE

(2o artigo – Vide a Revista Espírita de agosto de 1869)

 

Conforme o desejo que expressamos no último número da Revista, vários dos nossos correspondentes se dignaram estudar a questão tão interessante concernente às diversas formas de embriaguez a que pode estar submetido o ser humano, e nos transmitiram o resultado de suas observações. Como a falta de espaço não nos permite publicar todos esses documentos, dos quais, todavia, tomamos boa nota, limitar-nos-emos a chamar a atenção dos nossos leitores sobre o Relatório dos trabalhos da Sociedade Espírita de Bordeaux durante o ano de 1867 38, que, em suas páginas 12 e 13, contém reflexões muito judiciosas e bastante racionais sobre a embriaguez perispiritual provocada nos desencarnados pela absorção dos fluidos alcoólicos.

 

Reproduzimos igualmente uma instrução obtida sobre o mesmo assunto num grupo de Genebra, por nos parecer encerrar considerações de grande profundeza e interesse geral.

 

38 Brochura in-8; preço: 60 c., franco: 70 c. – Paris, Livraria Espírita, 7,

rue de Lille.

 (Genebra, 4 de agosto de 1869 – Médium: Sra. B.)

 

  1. A embriaguez do homem dominado pelo abuso dos licores alcoólicos assemelha-se às desordens provocadas pela superexcitação ou pelo

esgotamento do fluido locomotor que anima o sistema nervoso? – Não é também uma embriaguez especial a divagação momentânea do homem ferido subitamente em suas mais caras afeições?

 

Resp. – Efetivamente, há três espécies de embriaguez no encarnado: a embriaguez material, a embriaguez fluídica ou perispiritual e a embriaguez mental.

 

A matéria propriamente dita encerra uma essência que dá vida às plantas, e esta essência circula em seus tecidos por meio de um sistema de fibras e de vasos de extrema delicadeza; poder-se-ia, com toda razão, chamar essa essência de fluido vegetal. Não obstante sua perfeita homogeneidade, ele se transforma e se modifica no corpo que ocupa e, à medida que desenvolve a planta, lhe dá uma forma material, um perfume e qualidades de natureza e potência diversas.

Por isso a rosa não se parece com o lírio, nem tem o seu perfume, nem as suas propriedades; a espiga de trigo não tem a forma da videira, nem seu gosto, nem suas qualidades.

 

Pode-se, pois, determinar em três formas bem distintas as relações das plantas com o fluido geral, que as alimenta e transforma conforme a sua natureza e o objetivo a que são chamadas a preencher na escala dos seres animados.

Esta mesma lei preside ao desenvolvimento de todas as criações, daí resultando um encadeamento ininterrupto de todos os seres, desde o átomo orgânico, invisível ao olho humano, até a criatura mais perfeita.

 

Em seu estado normal, cada ser possui a quantidade de fluido necessário para constituir o equilíbrio e a harmonia de suas faculdades. Mas o homem, pelo abuso dos licores alcoólicos, rompe o equilíbrio que deve existir entre seus diversos fluidos; daí a desorganização de suas faculdades, a divagação das idéias e a desordem momentânea da inteligência; é como numa tempestade, em que os ventos se cruzam e se elevam turbilhões de poeira, rompendo por um instante a calma da Natureza.

A embriaguez fluídica ou perispiritual é a consequência da infusão na economia dos perfumes das plantas e da absorção da parte semimaterial, eteriforme, dos elementos terrestres. Os narcóticos e os anestésicos estão neste número; por vezes provocam insônia, mas em geral provocam visões, sonos profundos nem sempre com despertar.

 

Poder-se-ia dizer que o perfume é o perispírito da planta e que ele corresponde ao perispírito do homem. O uso excessivo de perfumes dá mais expansão ao laço fluídico, tornando-o mais apto a sofrer as influências ocultas, mas o desprendimento provocado pelo abuso é incompleto, irregular e traz perturbação na harmonia dos três princípios constitutivos do ser humano. Assim, poder-se-ia comparar o Espírito a um prisioneiro que se evade e corre ao acaso, aproveitando mal o momento de liberdade, que teme incessantemente perder. As visões consequentes à embriaguez fluídica não são completas nem contínuas, porque já existe equilíbrio nos fluidos reguladores e conservadores da vida.

 

A embriaguez mental é provocada por abalos morais violentos e inesperados; a alegria e a dor podem ser os seus promotores.

É possível estabelecer uma analogia longínqua entre essa embriaguez e o que se passa na planta que, além da sua individualidade e de seu perfume, possui propriedades, que conserva e que pode utilizar, quando não pertence mais a Terra.

 

Pode curar ou matar. A violeta, por exemplo, acalma as dores, enquanto a cicuta provoca a morte. As plantas venenosas são alimentadas pela parte impura do fluido vegetal. Todo fluido viciado, seja qual for a secção anímica a que pertença, provoca desordens, quer no corpo, quer no Espírito. Uma impressão muito viva de alegria ou de dor pode dar originar à embriaguez mental, e um abalo semelhante pode restabelecer o equilíbrio momentaneamente rompido, assim como a ingestão na economia de um elemento nocivo pode, em certas circunstâncias, ser um

contraveneno para um elemento da mesma natureza.

 

Mas, admitindo a existência dessas três formas de embriaguez – material, fluídica e mental – devemos acrescentar que as três formas jamais se apresentam isoladamente à vista do observador.

 

Um estudo superficial permite, conforme os efeitos produzidos, reconhecer a natureza da causa determinante, mas, em todos os casos, as desordens atingem, ao mesmo tempo e mais ou menos gravemente, o Espírito, o perispírito e o corpo. Talvez se pudesse dizer, com alguma razão, que a loucura moral é uma embriaguez mental crônica.

 

Em outra parte, voltaremos a esta questão interessante para o médico e para o psicólogo, este médico da alma.

 

Um Espírito

 

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Pelos caminhos da eternidade…

Viver no universo…

*&*

Sob as asas da intuição…

*&*

O universo infinito é o fruto Divino á ser descoberto pra depois degustado com parcimônia pelo espírito aprendiz, em estado constante de aprendizado. Quando ele descobrir que sua opinião é eco surdo nos arquivos da eternidade…

Quando ele descobrir que a humildade é a manifestação mais pura de compreensão, resignação e obediência, comburentes espirituais na explosão de sua própria luz.

Na degustação do tempo a disciplina é tarefa que se leva pra casa todos os dias e se pede aos pais e mestres todos, uma luz na interpretação da vida.

O universo infinito é a soma viva e constante de páginas translúcidas do Amor do Criador Todo Bondoso, Justo e Verdadeiro, em que a eternidade e a imortalidade são capa e contracapa no livro da vida…

Opiniões humanas são como chuvas passageiras de verão no deserto das nossas incompreensões…

Jesus rasgou as sombras da ignorância para que pudéssemos ver os sóis infindos do amor ao próximo e os caminhos “das muitas moradas na Casa do Pai”.

A semente de cereais e frutos descobre no escuro e na solidão das entranhas da terra, os ingredientes das transformações necessárias á evolução de si mesma no concerto de obrigações próprias, alcançando estágios superiores sob a luz de fraterno sol, e se faz folhas, flores e frutos, desenvolvendo a caridade silenciosa que o Pai Amantíssimo engendrou para nos proteger nos caminhos da vida, mostrando-nos que o trabalho e a obediência são as ferramentas da revolução individual no garimpo das luzes espirituais.

Nos caminhos do universo, a fé não mora na religião, mas se demora no oásis do conhecimento  qual água potável e refrigerante á saciar-nos esforços e expectativas.

“Espíritas, amai-vos, eis o primeiro ensino”,… !”Instruí-vos, eis o segundo”. Na parábola dos talentos, o servo que recebeu uma cota de tarefas foi Allan Kardec, que a transformou em Doutrina Espírita, decifrando os caminhos da evolução espiritual e as ferramentas que o Pai concede aos seus filhos para que cresçam por si: Imortalidade, reencarnação, pluralidade de vidas e mundos e mediunidade para que contatemos os irmãos que mudam de dimensão existencial.

Felicidade, bem estar espiritual, paz, amor e luz, liberdade e evolução não são prêmios distribuídos inadvertidamente por Deus. O espírito criado nas fraldas da ignorância e da simplicidade, como lagarta presa em casulo, tem que aprender abrir suas próprias asas nos caminhos evolutivos…

O pássaro que confiasse em galhos ressequidos estaria constantemente sujeito á quedas inexplicáveis, mas ele por experiência de vida confia na força de suas asas  treinadas no esforço diário pela sobrevivência…

Jesus, não é filho primogênito ou predileto do Pai, porque isso caracterizaria preferência, mas é um espírito que evoluiu em linha reta, atingindo a luz e a superioridade moral mais rápido. E por isso ganhou condições morais para ensinar, corrigir e encaminhar os menos experientes e os retardatários nos caminhos da progressão espiritual.

Não houve milagres em seus atos de amor ao próximo, que foram as curas e transformações, mas a expansão de valores espirituais adquiridos ao longo de sua própria evolução.

Quando Ele afirma que não verá o Reino dos Céus quem não nascer de novo, está demonstrando clara e enfaticamente que a reencarnação é a esteira da evolução, pois que para estar nesse Reino é preciso estar vestindo a túnica de luz e de amor que Ele mesmo nos mostrou em todo amor aplicado qual matemática distributiva.

Assim é que um sistema solar como o nosso que “aparentemente” mostra apenas um planeta com vida palpável e mensurável, não foi criado para deleite de astronautas ou cientistas e astrônomos incrédulos ditar normas de conhecimento, mas com certeza quando tivermos moral fraterna descobriremos outras formas de vida espiritual que irá nos surpreender, porque não atentamos para a devida interpretação dos ensinos do Mestre Jesus.

Assim minhas amigas, meus amigos, irmãos do caminho desencantem-se de supostos milagres, posto que efeitos naturais do conhecimento e da evolução espiritual demonstrada por Jesus, porque Ele afirmou também: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos, se não aqueles que fazem a vontade do Pai”, eis que nessa afirmação não há ingratidão ou abandono, mas a constatação de que somos todos irmãos em espírito e verdade, sendo que a verdade é laurel á ser conquistado por todos nós.

Abram as asas da luz em perfeito paralelo com a luz e pousem mansamente no universo da fé que raciocina…

*&*

Ademário da Silva

14 de janeiro de 2018.

Grato ao Pai, á Jesus e todas ajuda espiritual que me ajuda.Jeus, o Cristo de Luz

Com sua licença Lígia Guerra…

O DIA EM QUE EU MORRI
(Texto de Lígia Guerra)

Vou contar como tudo aconteceu.

A minha primeira parcela de morte aconteceu quando acreditei que existiam vidas mais importantes e preciosas do que a minha. O mais estranho é que eu chamava isso de humildade. Nunca pensei na possibilidade do autoabandono.

Morri mais um pouquinho no dia em que acreditei em vida ideal, estável, segura e confortável.

Passei a não saber lidar com as mudanças.
Elas me aterrorizavam.

Depois vieram outras mortes.

Recordo-me que comecei a perder gotículas de vida diária, desde que passei a consultar os meus medos ao invés do meu coração. Daí em diante comecei a agonizar mais rápido e a ser possuída por uma sucessão de pequenas mortes.

Morri no dia em que meus lábios disseram, não.
Enquanto o meu coração gritava, sim!

Morri no dia em que abandonei um projeto pela metade por pura falta de disciplina.

Morri no dia em que me entreguei à preguiça.
No dia em que decidir ser ignorante, bulímica, cruel, egoísta e desumana comigo mesma.

Você pensa que não decide essas coisas?
Lamento. Decide sim!

Sempre que você troca uma vida saudável por vícios, gulodice, sedentarismo, drogas e alienação intelectual, emocional, espiritual, cultural ou financeira, você está fazendo uma escolha entre viver e morrer.

Morri no dia em que decidi ficar em um relacionamento ruim, apenas para não ficar só.
Mais tarde percebi que troquei afeto por comodismo e amor por amargura.

Morri outra vez, no dia em que abri mão dos meus sonhos por um suposto amor.
Confundi relacionamento com posse e ciúme com zelo.

Morri no dia em que acreditei na crítica de pessoas cruéis.
A pior delas? Eu mesma.

Morri no dia em que me tornei escrava das minhas indecisões.
No dia em que prestei mais atenção às minhas rugas do que aos meus sorrisos.

Morri no dia que invejei, fofoquei e difamei.
Sequer percebi o quanto havia me tornado uma vampira da felicidade alheia.

Morri no dia que acreditei que preço era mais importante do que valor.
Morri no dia em que me tornei competitiva e fiquei cega para a beleza da singularidade humana.

Morri no dia em que troquei o hoje pelo amanhã.

Quer saber o mais estranho? O amanhã não chegou.
Ficou vazio… Sem história, música ou cor.

Não morri de causas naturais.
Fui assassinada todos os dias.

As razões desses abandonos foram uma sucessão de desculpas e equívocos.
Mas ainda assim foram decisões.

O mais irônico de tudo isso?

As pessoas que vivem bem não tem medo da morte real.
As que vivem mal é que padecem desse sofrimento, embora já estejam mortas.

É dessas que me despeço.

Assinado:

A CORAGEM

 

O amor substituindo E=mc² nos mostra as verdadeiras mudanças á serem efetuadas por nós…

A POTÊNCIA DO AMOR – POR EINSTEIN – TEXTO MARAVILHOSO!

O Segredo • 24 de outubro de 2016

“FRAGMENTO DA ULTIMA CARTA DE EINSTEIN À SUA FILHA LIESERL”!

O AMOR…

Quando propus a teoria da relatividade, muito poucos me entenderam, e o que lhe revelarei agora para que o transmita à humanidade, também se chocará contra a incompreensão e os preconceitos do mundo.

Peço-lhe mesmo assim, que o guarde o tempo todo que seja necessário, anos, décadas, até que a sociedade haja avançado o suficiente para acolher o que lhe explico a seguir.

Existe uma força extremamente poderosa para a qual a ciência não encontrou ainda uma explicação formal.

É uma força que inclui e governa todas as outras, e que está inclusa dentro de qualquer fenômeno que atua no universo e que ainda não foi identificada por nós.

Esta força universal é o Amor.

Quando os cientistas buscam uma teoria unificada do universo, esquecem da mais invisível e poderosa das forças.

O amor é luz, já que ilumina quem o dá e o recebe.
O amor é gravidade porque faz com que umas pessoas sejam atraídas por outras.

O amor é potencia, porque multiplica o melhor que temos e permite que a humanidade não se extinga no seu egoísmo cego.

O amor revela e desvela. Por amor se vive e se morre.
Esta força explica tudo e dá sentido em maiúscula à vida.
Esta é a variável que temos evitado durante tempo demais, talvez porque o amor nos dá medo, já que é a única energia do universo que o ser humano não aprendeu a manobrar segundo seu bel prazer.

Para dar visibilidade ao amor, fiz uma simples substituição na minha mais célebre equação. Si no lugar de E=mc² aceitamos que a energia necessária para sanar o mundo pode ser obtida através do amor multiplicado pela velocidade da luz ao quadrado, chegaremos à conclusão de que o amor é a força mais poderosa que existe, porque não tem limite.

E=mc² = a transformação da matéria em energia pela velocidade da luz.

E= energia

M= massa

C²= velocidade da luz ao quadrado.

Após o fracasso da humanidade no uso e controle das outras forças do universo que se voltaram contra nós, é urgente que nos alimentemos de outro tipo de energia.

Se quisermos que nossa espécie sobreviva, se nos propusermos encontrar um sentido à vida, se desejarmos salvar o mundo e que cada ser sinta que nele habita, o amor é a única e última resposta.

Talvez ainda não estejamos preparados para fabricar uma bomba de amor, um artefato bastante potente para destruir todo o ódio, o egoísmo e a avareza que assolam o planeta.

Porém, cada individuo leva no seu Interior , um pequeno mas poderoso gerador de amor cuja energia espera ser liberada.
Quando aprendermos a dar e receber esta energia universal, querida Lieserl, comprovaremos que o amor tudo vence, tudo transcende e tudo pode, porque o amor é a quintessência da vida.

Lamento profundamente não ter sabido expressar o que abriga meu coração, que há batido silenciosamente por você toda minha vida.

Talvez seja tarde demais para pedir-lhe perdão, mas como o tempo é relativo, preciso dizer-lhe que a amo e que graças a você, cheguei a última resposta.

Seu pai,
Albert Einstein “

Para dar visibilidade ao amor, fiz uma simples substituição na minha mais célebre equação. Si no lugar de E=mc² aceitamos que a energia necessária para sanar o mundo pode ser obtida através do amor multiplicado pela velocidade da luz ao quadrado, chegaremos à conclusão de que o amor é a força mais poderosa que existe, porque não tem limite.

E=mc² = a transformação da matéria em energia pela velocidade da luz.

E= energia

M= massa

C²= velocidade da luz ao quadrado.

Após o fracasso da humanidade no uso e controle das outras forças do universo que se voltaram contra nós, é urgente que nos alimentemos de outro tipo de energia.

*&*

Podemos observar a proposta extremamente inteligente de A. Einstein, demonstrando que se a possibilidade de transformação da matéria em energia é real e vice versa, e que alcançaríamos melhores resultados, tendo com base transformadora o amor…

Poderemos mudar o mundo, a vida e o tempo, pois nossas relações fincadas no amor, tendo o respeito, a humildade e o livre arbítrio lúcido, mudamos á nós mesmo.

*&*

Ademário da Silva

11 de janeiro de 2018.

A POTÊNCIA DO AMOR – POR EINSTEIN – TEXTO MARAVILHOSO!

O Segredo • 24 de outubro de 2016

 

“FRAGMENTO DA ULTIMA CARTA DE EINSTEIN À SUA FILHA LIESERL”!

O AMOR…

Quando propus a teoria da relatividade, muito poucos me entenderam, e o que lhe revelarei agora para que o transmita à humanidade, também se chocará contra a incompreensão e os preconceitos do mundo.

Peço-lhe mesmo assim, que o guarde o tempo todo que seja necessário, anos, décadas, até que a sociedade haja avançado o suficiente para acolher o que lhe explico a seguir.

Existe uma força extremamente poderosa para a qual a ciência não encontrou ainda uma explicação formal.

É uma força que inclui e governa todas as outras, e que está inclusa dentro de qualquer fenômeno que atua no universo e que ainda não foi identificada por nós.

Esta força universal é o Amor.

Quando os cientistas buscam uma teoria unificada do universo, esquecem da mais invisível e poderosa das forças.

O amor é luz, já que ilumina quem o dá e o recebe.
O amor é gravidade porque faz com que umas pessoas sejam atraídas por outras.

O amor é potencia, porque multiplica o melhor que temos e permite que a humanidade não se extinga no seu egoísmo cego.

O amor revela e desvela. Por amor se vive e se morre.
Esta força explica tudo e dá sentido em maiúscula à vida.
Esta é a variável que temos evitado durante tempo demais, talvez porque o amor nos dá medo, já que é a única energia do universo que o ser humano não aprendeu a manobrar segundo seu bel prazer.

Para dar visibilidade ao amor, fiz uma simples substituição na minha mais célebre equação. Si no lugar de E=mc² aceitamos que a energia necessária para sanar o mundo pode ser obtida através do amor multiplicado pela velocidade da luz ao quadrado, chegaremos à conclusão de que o amor é a força mais poderosa que existe, porque não tem limite.

E=mc² = a transformação da matéria em energia pela velocidade da luz.

E= energia

M= massa

C²= velocidade da luz ao quadrado.

Após o fracasso da humanidade no uso e controle das outras forças do universo que se voltaram contra nós, é urgente que nos alimentemos de outro tipo de energia.

Se quisermos que nossa espécie sobreviva, se nos propusermos encontrar um sentido à vida, se desejarmos salvar o mundo e que cada ser sinta que nele habita, o amor é a única e última resposta.

Talvez ainda não estejamos preparados para fabricar uma bomba de amor, um artefato bastante potente para destruir todo o ódio, o egoísmo e a avareza que assolam o planeta.

Porém, cada individuo leva no seu Interior , um pequeno mas poderoso gerador de amor cuja energia espera ser liberada.
Quando aprendermos a dar e receber esta energia universal, querida Lieserl, comprovaremos que o amor tudo vence, tudo transcende e tudo pode, porque o amor é a quintessência da vida.

Lamento profundamente não ter sabido expressar o que abriga meu coração, que há batido silenciosamente por você toda minha vida.

Talvez seja tarde demais para pedir-lhe perdão, mas como o tempo é relativo, preciso dizer-lhe que a amo e que graças a você, cheguei a última resposta.

Seu pai,
Albert Einstein “

Para dar visibilidade ao amor, fiz uma simples substituição na minha mais célebre equação. Si no lugar de E=mc² aceitamos que a energia necessária para sanar o mundo pode ser obtida através do amor multiplicado pela velocidade da luz ao quadrado, chegaremos à conclusão de que o amor é a força mais poderosa que existe, porque não tem limite.

E=mc² = a transformação da matéria em energia pela velocidade da luz.

E= energia

M= massa

C²= velocidade da luz ao quadrado.

Após o fracasso da humanidade no uso e controle das outras forças do universo que se voltaram contra nós, é urgente que nos alimentemos de outro tipo de energia.

*&*

Podemos observar a proposta extremamente inteligente de A. Einstein, demonstrando que se a possibilidade de transformação da matéria em energia é real e vice versa, e que alcançaríamos melhores resultados, tendo com base transformadora o amor…

Poderemos mudar o mundo, a vida e o tempo, pois nossas relações fincadas no amor, tendo o respeito, a humildade e o livre arbítrio lúcido, mudamos á nós mesmo.

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Ademário da Silva

11 de janeiro de 2018.

Uma mediunidade de proa!

Sr. Adrien, Médium Vidente. 

 

D E Z E M B R O D E 1 8 5 8 REVISTA ESPÍRITA

489

 

Toda pessoa que pode ver os Espíritos sem o auxílio de terceiros é, por isso mesmo, médium vidente; mas em geral as aparições são fortuitas, acidentais. Ainda não conhecíamos ninguém com aptidão para ver os Espíritos de maneira permanente e à vontade. É dessa notável faculdade que é dotado o Sr. Adrien, um dos membros da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Ele é, ao mesmo tempo, médium vidente, escrevente, audiente e sensitivo.

Como médium psicógrafo, escreve o ditado dos Espíritos, mas, raramente, de modo mecânico, como os médiuns puramente passivos; ou seja, embora escrevendo coisas estranhas ao seu pensamento, tem consciência daquilo que escreve. Como médium audiente escuta as vozes ocultas que lhe falam.

 

Temos, na Sociedade, dois outros médiuns que gozam dessa última faculdade no mais alto grau. São, simultaneamente, ótimos médiuns escreventes. Enfim, como médium sensitivo, sente o contato dos Espíritos e a pressão que exercem sobre ele; chega mesmo a sentir comoções elétricas muito violentas, que se comunicam às pessoas presentes. Quando magnetiza alguém, pode, à vontade e desde que se faça necessário à saúde, produzir-lhe a descarga de uma pilha voltaica.

 

Acaba de revelar-se nele uma nova faculdade: a dupla vista; sem ser sonâmbulo e conquanto inteiramente desperto, vê à vontade, a uma distância ilimitada, mesmo além dos mares, o que se passa numa localidade; vê as pessoas e o que estão fazendo; descreve lugares e fatos com uma precisão cuja exatidão tem sido verificada. Apressemo-nos em dizer que o Sr. Adrien de forma alguma é desses homens fracos e crédulos que se deixam arrastar pela imaginação; ao contrário: trata-se de um homem de caráter bastante frio, muito calmo e que vê tudo isso com o mais absoluto sangue-frio; não dizemos com indiferença – longe disso – porquanto leva suas faculdades a sério e as considera como um dom da Providência, que lhe foi concedido para o bem e, assim, dele se serve para as coisas úteis e jamais para satisfazer a vã curiosidade.

 

É um rapaz novo, de família distinta, muito honrado, de caráter meigo e benevolente, cuja educação esmerada revela-se na linguagem e em todas as suas maneiras. Como marinheiro e como militar, já percorreu uma parte da África, da Índia e de nossas colônias.

De todas as suas faculdades como médium a mais notável e, em nossa opinião a mais preciosa, é a vidência. Os Espíritos lhe aparecem sob a forma que descrevemos em nosso artigo anterior sobre as aparições; ele os vê com uma precisão, da qual podemos fazer ideia pelos retratos que daremos um pouco mais adiante da viúva do

Malabar e da Bela Cordoeira de Lyon.

 

Mas, dirão, o que prova que vê mesmo e que não é vítima de uma ilusão? O que prova é que, quando alguém que ele não conhece, por seu intermédio invoca um parente ou um amigo que jamais viu, faz deste um retrato de extraordinária semelhança, que nós mesmos pudemos constatar. Não há, pois, para nós a menor dúvida a respeito dessa faculdade, que ele goza no estado de vigília, e não como sonâmbulo.

O que há talvez de mais notável ainda seja o fato de não apenas ver os Espíritos que evocamos, mas, ao mesmo tempo, todos os que se acham presentes, evocados ou não; ele os vê entrando, saindo, indo e vindo, ouvindo o que se diz, rindo ou levando a sério, segundo seu caráter; uns são graves, outros têm um ar zombeteiro e sardônico. Por vezes algum deles avança para um dos assistentes, pondo-lhe a mão sobre o ombro ou se colocando ao seu lado, enquanto outros se mantêm afastados; numa palavra, em toda reunião há sempre uma assembleia oculta, composta de Espíritos atraídos pela simpatia às pessoas ou às coisas das quais se ocupam; nas ruas o Sr. Adrien vê uma multidão deles, pois além dos Espíritos familiares que acompanham seus protegidos há, como entre nós, a massa dos indiferentes e dos que nada têm a fazer. Disse-nos ele que, em sua casa, jamais se encontra sozinho e nunca se aborrece: há sempre uma assembléia, com a qual se entretém.

Sua faculdade não se estende somente aos Espíritos dos mortos, mas, também, aos dos vivos; quando vê uma pessoa, pode fazer abstração de seu corpo: o Espírito então lhe aparece como se dele estivesse separado, podendo com ele conversar. Numa criança, por exemplo, pode ver o Espírito nela encarnado, apreciar-lhe a natureza e saber o que era antes de encarnar.

 

Essa faculdade, levada a semelhante grau, melhor que toda as comunicações escritas nos instrui na natureza do mundo dos Espíritos, mostrando-nos tal qual é; e, se não o vemos com os olhos do corpo, a descrição que dele nos dá faz com que o vejamos pelo pensamento; os Espíritos já não são aqueles seres abstratos, mas seres reais, que estão ao nosso lado, que se nos acotovelam sem cessar; e, como agora sabemos que seu contato pode ser material, compreendemos a causa de uma porção de impressões que sentimos sem que delas nos déssemos conta. Por isso colocamos o Sr. Adrien no número dos médiuns mais notáveis e na primeira fila dos que nos hão fornecido os mais preciosos elementos para o conhecimento do mundo espírita; sobretudo o colocamos nessa posição por suas qualidades pessoais, que são as de um homem de bem por excelência e que o tornam eminentemente simpático aos Espíritos de ordem mais elevada, o que nem sempre ocorre com os médiuns de efeitos puramente físicos. Entre estes, sem dúvida, há os que fazem sensação, que cativam melhor a curiosidade; contudo, para o bom observador, para o que deseja sondar os mistérios desse mundo maravilhoso,

 

o Sr. Adrien é o mais poderoso auxiliar que já temos visto. Assim, colocamos sua faculdade e complacência a serviço de nossa instrução pessoal, seja na intimidade, seja nas sessões da Sociedade, seja, enfim, em visitas a diversos locais de reunião.

 

Estivemos juntos nos teatros, bailes, passeios, hospitais, cemitérios e igrejas; assistimos a enterros, casamentos, batismos e sermões; em toda parte observamos a natureza dos Espíritos que ali vinham reunir-se, estabelecendo conversação com alguns deles, interrogando-os e aprendendo muitas coisas, que tornaremos proveitosas aos nossos leitores, porquanto nosso fim é fazer com que penetrem, como nós, nesse mundo tão novo para todos.

O microscópio revelou-nos o mundo dos infinitamente pequenos, do qual não suspeitávamos, embora estivesse ao alcance de nossas mãos; da mesma forma, o telescópio mostrou-nos uma infinidade de mundos celestes que não sabíamos que existiam.

 

O Espiritismo descobre-nos o mundo dos Espíritos, que está por toda parte, ao nosso lado como nos espaços, mundo real que reage incessantemente sobre nós.

 

Experiências aplicadas…

Um Espírito nos Funerais de seu Corpo

Estado da alma no momento da morte

 

Os Espíritos sempre nos disseram que a separação da alma e do corpo não se dá instantaneamente; algumas vezes começa antes da morte real, durante a agonia; quando a última pulsação se faz sentir, o desprendimento ainda não se completou, operando-se mais ou menos lentamente, conforme as circunstâncias e, até sua completa liberação, experimenta uma perturbação, uma confusão que lhe não permitem dar-se conta de sua situação; encontra-se no estado de alguém que desperta e cujas idéias são confusas. Tal estado nada tem de penoso para o homem cuja consciência é pura; sem saber explicar bem o que vê, está calmo, esperando,  sem temor, o completo despertar;

 

é, ao contrário, cheio de angústia e de terror para quem teme o futuro. Dizemos que a duração dessa perturbação é variável; é bem menor nos que, durante a vida, já elevaram seus pensamentos e purificaram a alma, sendo suficientes dois ou três dias, enquanto a outros são necessários, por vezes, oito dias ou mais. Temos presenciado freqüentemente esse momento solene e sempre vimos a mesma coisa; não é, pois, uma teoria, mas o resultado de observações, desde que é o Espírito quem fala e pinta a sua própria situação. Eis a seguir um exemplo muito mais característico e interessante para o observador, já que não se refere a um Espírito invisível escrevendo através de um médium, mas a um Espírito que é visto e ouvido na presença de seu corpo, seja na câmara mortuária, seja na igreja, durante o serviço fúnebre: O Sr. X… Acabava de ser acometido de um ataque de apoplexia; algumas horas depois de sua morte o Sr. Adrien, um de seus amigos, achava-se na câmara mortuária com a esposa do defunto; viu o Espírito deste, muito distintamente, caminhar em todos os sentidos, olhar alternadamente para seu corpo e para as pessoas presentes e, depois, assentar-se numa poltrona; tinha exatamente a mesma aparência que possuía em vida; vestia-se do mesmo modo: sobrecasaca e calça pretas; tinha as mãos no bolso e o ar preocupado.

Durante esse tempo sua mulher procurava um papel na secretária. Olhando-a, o marido disse: “Por mais que procures, nada encontrarás.” Ela nada suspeitava do que então se passava, pois o Sr. X… Era visível apenas ao Sr. Adrien.

No dia seguinte, durante o serviço fúnebre, o Sr. Adrien viu novamente o Espírito do amigo vagando ao lado do caixão, embora não mais portasse o costume da véspera; fazia-se envolver por uma espécie de túnica, estabelecendo-se entre ambos a seguinte conversa. Notemos, de passagem, que o Sr. Adrien absolutamente não é sonâmbulo e que nesse momento, tanto quanto no dia anterior, estava perfeitamente desperto e o Espírito lhe aparecia como se fosse um dos assistentes do enterro.

  1. Dize-me uma coisa, meu caro Espírito: que sentes agora?

Resp. – Bem e sofrimento.

  1. Não compreendo isso.

Resp. – Sinto que estou vivendo minha verdadeira vida e, no entanto, vejo meu corpo aqui neste caixão; apalpo-me e não me percebo, contudo, sinto que vivo, que existo. Sou, pois, dois seres?

Ah! Deixai-me sair desta noite: tenho pesadelo.

  1. Permanecerás por muito tempo assim?

Resp. – Oh! Não; graças a Deus, meu amigo; sinto que logo despertarei. De outro modo seria horrível; tenho as ideias confusas; tudo é nevoeiro; sonho na grande divisão que acaba de ser feita… E da qual ainda nada compreendo.

  1. Que efeito vos produziu a morte?

Resp. – A morte! Não estou morto, meu filho; tu te enganas. Levantava e, de repente, fui tomado por uma escuridão que me desceu sobre os olhos; depois me ergui: julga o meu espanto ao me ver e me sentir vivo, percebendo, ao lado, sobre a laje, meu outro ego deitado. Minhas idéias eram confusas; errei para me refazer, mas não pude; vi chegar minha esposa, velar-me, lamentar-se, e me perguntei: Por quê? Consolei-a, falei-lhe, mas não                                                                                                            

respondia nem me compreendia; foi isso que me torturou, deixando-me o Espírito ainda mais perturbado. Somente tu me fizeste o bem, porque me ouviste e compreendes o que quero; tu me auxilias a pôr em ordem minhas idéias e me fazes um grande bem; mas por que os outros não fazem o mesmo? Eis o que me tortura… O cérebro está esmagado em face dessa dor… Irei vê-la; quem sabe ela me entenda agora… Até logo, caro amigo; chama-me e irei ver-te… Far-te-ei uma visita de amigo… Surpreender-te-ei…

Até logo.

A seguir o Sr. Adrien o viu aproximar-se do filho, que chorava. Curvou-se sobre ele, permaneceu alguns instantes nessa posição e, depois, partiu rapidamente. Não havia sido entendido, mas imaginava, por certo, ter produzido um som. Quanto ao Sr. Adrien, estava persuadido de que aquilo que dizia o Sr. X… Chegava até o coração do filho, comprometendo-se a prová-lo. Mais tarde viu o rapaz: estava mais calmo.

Observação – Esta narração concorda com tudo aquilo que havíamos observado sobre o fenômeno da separação da alma; confirma, em circunstâncias bastante especiais, essa verdade: após a morte o Espírito ainda está ali presente. Enquanto todos acreditam ter diante de si um corpo inerte, ele vê e escuta tudo quanto se passa à sua volta, penetra o pensamento dos assistentes e sabe que, entre si e estes últimos, a única diferença que existe é a visibilidade e a invisibilidade; as lágrimas hipócritas dos ávidos herdeiros não o enganam. Quantas decepções devem os Espíritos experimentar nesse momento!

 

Allan Kardec.

Facilitador: Ademário da Silva

14 de abril de 2017.

Revista Espírita de 1869… As artes e o Espiritismo… Gioacchino Rossini.

AS ARTES E O ESPIRITISMO

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REVISTA ESPÍRITA-1869

Jornal de Estudos Psicológicos

Publicada sob a direção de ALLAN KARDEC

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Todo efeito tem uma causa. Todo efeito inteligente tem uma causa inteligente.

O poder da causa inteligente está na razão da grandeza do efeito.

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ANO DÉCIMO SEGUNDO – 1869

(Paris – Grupo Desliens, 25 de novembro de 1868 – Médium: Sr. Desliens)

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AS ARTES E O ESPIRITISMO

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Porventura houve uma época em que existiram mais poetas, mais pintores, escultores, literatos e artistas de todos os gêneros?

 

Uma época em que a poesia, a pintura, a escultura, seja qual for a arte, tenha sido acolhida com mais desdém?

 

Tudo está no marasmo! E nada, a não ser o que se liga à fúria positivista do século, tem chance de ser apreciado favoravelmente.

 

Sem dúvida ainda há alguns amigos do belo, do grande, do verdadeiro; mas, ao lado, quantos profanadores, quer entre os executantes, quer entre os amadores!

Não há mais pintores; só há amadores!

Não é a glória que se persegue!

Ela vem a passos muito lentos para a nossa geração apressada.

Ver a fama e a auréola do talento, coroar uma existência em seu declínio, o que é isto?

Uma quimera, boa ao menos para os artistas do passado. Então se tinha tempo de viver; hoje, apenas o de gozar!

 

É preciso, pois, chegar, e prontamente, à fortuna; é preciso fazer um nome por uma feitura original, pela intriga, por todos os meios mais ou menos confessáveis com que a civilização cumula os povos que tocam um progresso imenso para frente ou uma decadência sem remissão.

 

Que importa se a celebridade conquistada desaparece com tanta rapidez quanto a existência do efêmero!

Que importa a brevidade do brilho!…

É uma eternidade se esse tempo bastou para adquirir a fortuna, a chave dos prazeres e do dolce far niente!

É a luta corajosa com a provação que faz o talento; a luta com a fortuna o enerva e mata!

Tudo cai, tudo periclita, porque não há mais crença!

 

Pensais que o pintor creia em si mesmo?

Sim, por vezes chega a isso; mas, em geral, não crê senão cegamente, senão no entusiasmo do público, e o aproveita até que um novo capricho venha transportar alhures a torrente de favores que nele penetrava!

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Como fazer quadros religiosos ou mitológicos que sensibilizam e comovem, quando desapareceram as crenças nas idéias que eles representam?

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Tem-se talento, esculpe-se o mármore, dá-se-lhe a forma humana; mas é sempre uma pedra fria e insensível: não há vida! Belas formas, mas não a centelha que cria a imortalidade!

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Os mestres da antiguidade fizeram deuses, porque acreditavam nesses desuses. Nossos escultores atuais, que neles não creem, fazem apenas homens. Mas, venha a fé, ainda que ilógica e sem um objetivo sério, e gerará obras-primas; se a razão os guiar, não haverá limites que ela não possa atingir!

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Campos imensos, completamente inexplorados, abrem-se à juventude atual, a todos quantos um poderoso sentimento de convicção impele para um caminho, seja ele qual for.

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Literatura, arquitetura, pintura, história, tudo receberá do aguilhão espírita o novo batismo de fogo, necessário para dar vitalidade à sociedade expirante; porque, no coração de todos os que o aceitarem, será posto um ardente amor pela Humanidade e uma fé inquebrantável em seu destino.

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Um artista, Ducornet.

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A MÚSICA ESPÍRITA

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(Paris – Grupo Desliens, 9 de dezembro de 1868 – Médium: Sr. Desliens)

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Recentemente, na sede da Sociedade Espírita de Paris, o presidente deu-me a honra de perguntar minha opinião sobre o estado atual da música e sobre as modificações que a ela poderia trazer a influência das crenças espíritas. Se não atendi imediatamente a esse benévolo e simpático apelo, crede, senhores, que só uma causa maior motivou a minha abstenção.

Os músicos, ai! São homens como os outros, talvez mais homens, isto é, nessa condição, falíveis e pecadores.

 

Não fui isento de fraquezas, e se Deus me deu vida longa, a fim de me dar tempo de me arrepender, a embriaguez do sucesso, a complacência dos amigos, a adulação dos cortesãos muitas vezes me tiraram o meio.

 

Um maestro é uma potência, neste mundo onde o prazer representa tão grande papel.

Aquele cuja arte consiste em seduzir o ouvido, enternecer o coração, vê muitas ciladas criadas sob seus passos e nelas cai o infeliz! Inebria-se com a embriaguez dos outros; os aplausos lhe tapam os ouvidos e ele vai direto ao abismo, sem procurar um ponto de apoio para resistir ao arrastamento.

 

Contudo, a despeito de meus erros, eu tinha fé em Deus; cria na alma que vibrava em mim, a qual, desprendida de seu cárcere sonoro, logo se reconheceu em meio às harmonias da Criação e confundiu sua prece com as que se elevam da Natureza ao infinito, da criatura ao ser Incriado!…

 

Estou feliz pelo sentimento que provocou minha vinda entre os espíritas, porque foi a simpatia que a ditou e, se a princípio a curiosidade me atraiu, é ao meu reconhecimento que deveis a minha apreciação da pergunta que foi feita.

 

Eu lá estava prestes a falar, crendo tudo saber, quando meu orgulho, caindo, revelou a minha ignorância. Fiquei mudo e escutei.

 

Voltei, instrui-me e, quando às palavras de verdade emitidas por vossos instrutores se juntaram a reflexão e a meditação, disse-me: O grande maestro Rossini, o criador de tantas obras-primas, segundo os homens, nada fez, infelizmente, senão debulhar algumas das pérolas menos perfeitas do escrínio musical criado pelo mestre dos maestros.

Rossini juntou notas, compôs melodias, provou a taça que contém todas as harmonias; roubou algumas centelhas ao fogo sagrado;

 

Mas esse fogo sagrado, nem ele criou, nem os outros! –

 

Nada inventamos: copiamos do grande livro da Natureza e a multidão aplaude quando não deformamos demais a partitura.

 

Uma dissertação sobre a música celeste!…

Quem poderia encarregar-se disto?

Que Espírito sobre-humano poderia fazer vibrar a matéria em uníssono com essa arte encantadora?

Que cérebro humano, que Espírito encarnado poderia captar-lhe os

matizes, variados ao infinito?…

Quem possui a esse ponto o sentimento da harmonia?…

Não, o homem não foi feito para tais condições!… Mais tarde!… Muito mais tarde!…

 

Esperando, talvez eu venha satisfazer em breve o vosso desejo e vos dar minha apreciação sobre o estado atual da música e vos dizer das transformações, dos progressos que o Espiritismo poderá aí introduzir. – Hoje ainda é muito cedo. O assunto é vasto, já o estudei, mas ele ainda se apodera de mim; quando dele for senhor, caso a coisa seja possível, ou melhor, quando o tiver entrevisto tanto quanto me permitir o estado de meu espírito, eu vos satisfarei. Mas, ainda um pouco de tempo.

 

Se só um músico pode falar bem da música do futuro, deve fazê-lo como mestre, e Rossini não quer falar como aprendiz.

 

Rossini

 

*&*

149 anos e as palavras de Rossini são ainda atualíssimas.  

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Todo efeito tem uma causa. Todo efeito inteligente tem uma causa inteligente.

O poder da causa inteligente está na razão da grandeza do efeito.

Allan Kardec.

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Uma dissertação sobre a música celeste!…

Quem poderia encarregar-se disto?

Que Espírito sobre-humano poderia fazer vibrar a matéria em uníssono com essa arte encantadora?

Que cérebro humano, que Espírito encarnado poderia captar-lhe os

matizes, variados ao infinito?…

Quem possui a esse ponto o sentimento da harmonia?…

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Não, o homem não foi feito para tais condições!… Mais tarde!… Muito mais tarde!…

Rossini.

Ademário da Silva.

04 de janeiro de 2018.Gioacchino Rossini

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