Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Arquivo para a categoria ‘Pensamentos’

No olhar do coração que namora!

Dia de namoro!

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Namoro é amizade que ás vezes dá certo

Aquele sonho incerto que mistura amor e libido

Ideal assistido pela alma insegura

Emoções em arco íris sob as leis de Afrodite

E alguém ainda insiste que é santo Antônio o pai da união

Leda ilusão na ladeira do coração

E o coração é o sujeito á quedas e escorregões

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E porque afinidade não se mede e não se pesa

Ás vezes o amor parece inseto cego voando em quaisquer direções?!?

Já nasce cheio de interrogações

Porque é mais fruto da vontade de um do que atração de dois

Namora a vida e enfrenta a subida do tempo nas rugas dos corpos

Aquela energia buliçosa que dispara o coração que não tem freio de mão

É o namoro na carícia dos olhares imaginando jardins e pomares

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Nos olhos dos corações a pele do tempo não enruga

E as rugas não esfriam o café…

A imperfeição é rima de todos os dias na poesia da vida

E ainda que de quando em vez a canção desafine

O namoro é a flor do amor sublime que a alma tecelã engendra

Sensações e sentimentos na ponta da agulha que costura a manta

O amor mais que perfeito só verbo conjuga em seus modos irregulares

O toque, o tato e o contato não usam palavras,

A brasa das emoções envolventes que endoidece a adolescência

O tempo amadurece na transparência e respeito

O amor requer simplicidade e perdão

Para que os corações pulsem em paz…

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Ademário da Silva

12 de junho de 2018

 1º de janeiro de 1971...

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O valor da Oração na balança da paciência…

 AS TRÊS ORAÇÕES

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Instado pela assembleia de amigos a falar sobre a resposta do Criador às preces das criaturas, respondeu o velho Simão Abileno, instrutor cristão, considerado no Plano Espiritual por mestre do apólogo e da síntese:

Repetirei para vocês, a nosso modo, antiga lenda que corre mundo nos contos populares de numerosos países… Em grande bosque da Ásia Menor, três árvores ainda jovens pediram a Deus lhes concedesse destinos gloriosos e diferentes. A primeira explicou que aspirava a ser empregada no trono do mais alto soberano da Terra; após ouvi-la, a segunda declarou que desejava ser utilizada na construção do carro que transportasse os tesouros desse rei poderoso, e a terceira, por último, disse então que almejava transformar-se numa torre, nos domínios desse potentado, para indicar o caminho do Céu. Depois das preces formuladas, um Mensageiro Angélico desceu à mata e avisou que o Todo-Misericordioso lhes recebera as rogativas e lhes atenderia às petições. Decorrido muito tempo, lenhadores invadiram o horto selvagem e as árvores, com grande pesar de todas as plantas circunvizinhas, foram reduzidas a troncos, despidos por mãos cruéis.

Arrastadas para fora do ambiente familiar, ainda mesmo com os braços decepados, elas confiaram nas promessas do Supremo Senhor e se deixaram conduzir com paciência e humildade. Qual não lhes foi, conduzir com paciência e humildade. Qual não lhes foi, porém, a aflitiva surpresa!… Depois de muitas viagens, a primeira caiu sob o poder de um criador de animais que, de imediato, mandou convertê-la num grande cocho destinado à alimentação de carneiros; a segunda foi adquirida por um velho praiano que construía barcos por encomenda; e a terceira foi comprada e recolhida para servir, em momento oportuno, numa cela de malfeitores.

As árvores amigas, conquanto separadas e sofredoras, não deixaram de acreditar na mensagem do Eterno e obedeceram sem queixas às ordens inesperadas que as leis da vida lhes impunham… No bosque, contudo, as outras plantas tinham perdido a fé no valor da oração, quando, transcorridos muitos anos, vieram, a saber, que as três árvores haviam obtido as concessões gloriosas solicitadas… A primeira, forrada de panos singelos, recebera Jesus das mãos de Maria de Nazaré, servindo de berço ao Dirigente Mais Alto do Mundo; a segunda, trabalhando com pescadores, na forma de uma barca valente e pobre, fora o veículo de que Jesus se utilizou para transmitir sobre as águas muitos dos seus mais belos ensinamentos; e a terceira, convertida apressadamente numa cruz em Jerusalém, seguira com Ele, o Senhor, para o monte e, ali, ereta e valorosa, guardara-lhe o coração torturado, mas repleto de amor no extremo sacrifício, indicando o verdadeiro caminho do Reino Celestial…

Simão silenciou, comovido.

E, depois de longa pausa, terminou, a entremostrar os olhos marejados de pranto:

Em verdade, meus amigos, todos nós podemos endereçar a Deus, em qualquer parte e em qualquer tempo, as mais variadas preces; no entanto, nós todos precisamos cultivar paciência e humildade, para esperar e compreender as respostas de Deus.

 

Irmão X

O livro de sua autoria Cartas e Crônicas

 

A ótica espiritual…

 KARDEC E NAPOLEÃO

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Logo após o Brumário (9 de Novembro de 1799), quando Napoleão se fizera o primeiro Cônsul da República Francesa, reuniu-se, na noite de 31 de Dezembro de 1799, no coração da latinidade, nas esferas Superiores, grande assembleia, de espíritos sábios e benevolentes, para marcarem a entrada significativa do novo século.

(substantivo masculino

(Brumário = cron// segundo mês do calendário republicano francês, correspondente ao período compreendido entre os dias 22, 23 ou 24 de outubro e 20, 21 ou 22 de novembro (dependendo do ano).

 

Antigas personalidades de Roma Imperial, pontífices e guerreiros das Gálias, figuras

notáveis da Espanha, ali se congregavam à espera do expressivo acontecimento.

Legiões dos Césares, com os seus estandartes, falanges de batalhadores do mundo gaulês e grupos de pioneiros da evolução hispânica, associados a múltiplos representantes das Américas, guardavam linhas simbólicas de posição de destaque.

Mas não somente os latinos se faziam representados no grande conclave. Gregos ilustres, lembrando as confabulações da Acrópole gloriosa, israelitas famosos, recordando o Templo de Jerusalém, deputações eslavas e germânicas, grandes vultos da Inglaterra, sábios chineses, filósofos hindus, teólogos budistas, sacrificadores das divindades olímpicas, renomados sacerdotes da Igreja Romana e continuadores de Maomet ali se mostravam, como em vasta convocação de forças da ciência e da cultura da Humanidade.

No concerto das brilhantes delegações que aí formavam, com toda a sua fulguração representativa, surgiam Espíritos de velhos batalhadores do progresso que voltariam à liça carnal ou que a seguiriam, de perto, para o combate à ignorância e a miséria, na laboriosa preparação da nova era da fraternidade e da luz.

 

No deslumbrante espetáculo da Espiritualidade Superior, com a refulgência de suas almas, achavam-se Sócrates, Platão, Aristóteles, Apolônio de Tiana, Orígenes, Hipócrates, Agostinho, Fénelon, Giordano Bruno, Tomás de Aquino, S.Luis de França, Vicente de Paulo, Joana D’Arc, Tereza d’Avila, Catarina de Siena, Bossuet, Spinoza, Erasmo, Mílton, Cristóvão Colombo, Gutenberg, Galileu, Pascal, Swedenborg e Dante Alighieri para mencionar apenas alguns heróis e paladinos da renovação terrestre; e, em planos menos brilhantes, encontravam-se, no recinto maravilhoso, trabalhadores de ordem inferior, incluindo muitos dos ilustres guilhotinados da Revolução (Francesa), quais Luís XVI, Maria Antonieta, Robespierre, Danton, Madame Roland, André Chenier, Bailly, Camile Desmoulins, e grandes vultos como Voltaire e Rousseau.

 

Depois da palavra rápida de alguns orientadores eminentes, invisíveis clarins soaram na direção do plano carnal e, em breves instantes, do seio da noite, que velava o corpo ciclópico do mundo europeu, emergiu, sob a custódia de esclarecidos mensageiros, reduzido cortejo de sombras, que pareciam estranhas e vacilantes, confrontadas com as feéricas irradiações do palácio festivo.

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Era um grupo de almas, ainda encarnadas, que, constrangidas pela Organização Celeste, remontavam à vida espiritual, para a reafirmação de compromissos.

À frente, vinha Napoleão, que centralizou o interesse de todos os circunstantes. Era bem o grande corso, com os seus trajes habituais e com o seu chapéu característico.

Recebido por diversas figuras da Roma antiga, que se apressavam em oferecer-lhe apoio e auxilio, o vencedor de Rivoli ocupou radiosa poltrona que, de antemão, lhe fora preparada.

Entre aqueles que o seguiram, na singular excursão, encontravam-se respeitáveis

autoridades reencarnadas no Planeta, como Beethoven, Ampère, Fúlton, Faraday, Goethe, João Dalton, Pestalozzi, Pio VII, além de muitos outros campeões da prosperidade e da independência do mundo.

Acanhados no veículo espiritual que os prendia à carne terrestre, quase todos os recém-vindos banhavam-se em lágrimas de alegria e emoção.

O Primeiro-Cônsul da França, porém, trazia os olhos enxutos, não obstante a extrema palidez que lhe cobria a face. Recebendo o louvor de várias legiões, limitava-se a responder com acenos discretos, quando os clarins ressoaram, de modo diverso, como se pusessem a voar para os cimos, no rumo do imenso infinito…

Imediatamente uma estrada de luz, à maneira de ponte levadiça, projetou-se do Céu, ligando-se ao castelo prodigioso, dando passagem a inúmeras estrelas resplendentes.

Em alcançando o solo delicado, contudo, esses astros se transformavam em seres humanos, nimbados de claridade celestial.

Dentre todos, no entanto, um deles avultava em superioridade e beleza. Tiara rutilante brilhava-lhe na cabeça, como que a aureolar-lhe de bênçãos o olhar magnânimo, cheio de atração e doçura. Na destra, guardava um cetro dourado, a recamar-se de sublimes cintilações…

Musicistas invisíveis, através dos zéfiros que passavam apressados, prorromperam num cântico de hosanas, sem palavras articuladas.

A multidão mostrou profunda reverência, ajoelhando-se muitos dos sábios e guerreiros, artistas e pensadores, enquanto todos os pendões dos vexilários  arriavam, silenciosos, em sinal de respeito.

Foi então que o corso se pôs em lágrimas e, levantando-se, avançou com dificuldade, na direção do mensageiro que trazia o báculo de ouro, postando-se genuflexo, diante dele.

O celeste emissário, sorrindo com naturalidade, ergueu-o, de pronto, e procurava abraçá-lo, quando o Céu pareceu abrir-se diante de todos, e uma voz enérgica e doce, forte como a ventania e veludosa como a ignorada melodia da fonte, exclamou para o Napoleão, que parecia eletrizado de pavor e júbilo, ao mesmo tempo:

– Irmão e amigo ouve a verdade, que te fala em meu espirito! Eis-te à frente do apóstolo da fé, que, sob a égide do Cristo, descerrará para a Terra atormentada um novo ciclo de conhecimento…

César ontem, e hoje orientador, rende o culto de tua veneração, ante o pontífice da luz!

Renova, perante o Evangelho, o compromisso de auxiliar-lhe a obra renascente!…

Aqui se congregam conosco lidadores de todas as épocas. Patriotas de Roma e das Gálias, generais e soldados que te acompanham nos conflitos da Farsália, de Tapso e de Munda, remanescentes das batalhas de Gergóvia e de Alésia aqui te surpreendem com simpatia e expectação… Antigamente, no trono absoluto, pretendias-te descendente dos deuses para dominar a Terra e aniquilar os inimigos… Agora, porém, o Supremo Senhor concedeu-te por berço uma ilha perdida no mar, para que te não esqueças da pequenez humana e determinou voltasses ao coração do povo que outrora humilhaste e escarneceste, a fim de que lhe garantas a missão gigantesca, junto da Humanidade, no século que vamos iniciar.

Colocado pela Sabedoria Celeste na condição de timoneiro da ordem, no mar de sangue da Revolução, não olvides o mandato para o qual fostes escolhido.

Não acredites que as vitórias das quais fostes investido para o Consulado devam ser atribuídas exclusivamente ao teu gênio militar e político. A Vontade do Senhor expressa-se nas circunstâncias da vida. Unge-te de coragem para governar sem ambição e reger sem ódio. Recorre à oração e à humildade para que te não arrojes aos precipícios da tirania e da violência!… (Napoleão)

Indicado para consolidar a paz e a segurança, necessárias ao êxito do abnegado apóstolo que descortinará a era nova, serás visitado pelas monstruosas tentações do poder.

Não te fascines pela vaidade que buscará coroar-te a fronte… Lembra-te de que o sofrimento do povo francês, perseguido pelos flagelos da guerra civil, é o preço da liberdade humana que deves defender, até o sacrifício. Não te macules com a escravidão dos povos fracos e oprimidos e nem enlameies os teus compromissos com o exclusivismo e com a vingança!…

Recorda que, obedecendo a injunções do pretérito, renasceste para garantir o ministério espiritual do discípulo de Jesus que regressa à experiência terrestre, e vale-te da oportunidade para santificar os excelsos princípios da bondade e do perdão, do serviço e da fraternidade do Cordeiro de Deus, que nos ouve em seu glorificado sólio de sabedoria e de amor!

Se honrares as tuas promessas, terminará a missão com o reconhecimento da posteridade e escalarás horizontes mais altos da vida, mas, se as tuas responsabilidades forem menosprezadas, sombrias aflições amontoar-se-ão sobre as tuas horas, que passarão a ser gemidos escuros em extenso deserto…

Dentro do novo século, começaremos a preparação do terceiro milênio do Cristianismo na Terra.

Novas concepções de liberdade surgirão para os homens, a Ciência erguer-se-á a indefiníveis culminâncias, as nações cultas abandonarão para sempre o cativeiro e o tráfico de criaturas livres e a religião desatará os grilhões do pensamento que, até hoje, encarceram as melhores aspirações da alma no inferno sem perdão!…

Confiamos, pois, ao teu espírito valoroso a governança política dos novos eventos e que o Senhor te abençoe!…

Cânticos de alegria e esperança anunciaram nos céus a chegada do século XIX e, enquanto o Espírito da Verdade, seguido por várias cortes resplandecentes, voltava para o Alto, a inolvidável assembleia se dissolvia…

O apóstolo que seria Allan Kardec, sustentando Napoleão nos braços, conchegou-o de encontro ao peito e acompanhou-o, bondosamente, até religá-lo ao corpo de carne, no próprio leito.

*

Em 3 de outubro de 1804, o mensageiro da renovação renascia num abençoado lar de Lião, mas o Primeiro-Cônsul da República Francesa, assim que se viu desembaraçado da influência benéfica e protetora do Espírito de Allan Kardec e de seus cooperadores, que retomavam, pouco a pouco, a integração com a carne, confiantes e otimistas, engalanou-se com a púrpura do mando e, embriagado de poder, proclamou-se Imperador, em 18 de maio de 1804, ordenando a Pio VII viesse coroá-lo em Paris.

Napoleão, contudo, convertendo celestes concessões em aventuras sanguinolentas, foi apressadamente situado, por determinação do Alto, na solidão curativa de Santa Helena, onde esperou a morte, enquanto Allan Kardec, apagando a própria grandeza, na humildade de um mestre-escola, muita vez atormentado e desiludido, como simples homem do povo, deu integral cumprimento à divina missão que trazia à Terra, inaugurando a era espírita cristã, que, gradativamente, será considerada em todos os quadrantes do orbe como a sublime renascença da luz para o mundo inteiro.

 

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Do livro Cartas e Crônicas

Irmão X ** (Humberto de Campos)Allan Kardec

Compreendendo a vida…

Compreensão!

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Nem pense em subir ir aqui ou acolá

Onde tudo está, é agora.

A hora nem passa ou virá, já é,

Em todo ponto que há

Ontem, amanhã ou depois no eterno não tem,

Figuras de interpretar, questionar pra entender,

Enquanto aqui tu estás

O coração é quem pulsa o tempo

Quando o útero te expulsa e abres os olhos

E a carne servindo de antolhos

Tem medida o momento, de tão denso,

Cateto ao quadrado ou hipotenusa

Liberdade é o sonho mais extenso

E o poema a medida do que penso

Ser e estar são verbos gerundiando intenções

Ninguém é semente infinita nesta matéria que enruga

Tens os pés na superfície e a crendice te encanta

Mas, não tem fantasia que á alma sacia,

Na esteira do tempo e nas poeiras da vida, sem magia,

Quem partiu, a saudade revela, se a mediunidade se esmera,

Ao invés de acender velas pra iluminar o luto…

Onde está o alto e as profundezas na imensidão do universo

Onde moram os pensamentos dos versos

E as insinuações das rimas, nas estrofes, nos reversos

Não é do lado de baixo ou do lado de cima

Deus é semente e fruto, olho d’água e raiz,

DNA e alma em todos os campos de vida

Diretriz da eternidade, seu pensamento invade tudo que existe,

E o juízo final, ilusão literal que a natureza rejeita,

E o bom senso revoga, mesmo que a tua toga traga outra versão,

Na retreta o mal é lição tão mal feita

Que a oração não aceita intenção imperfeita de joelhos no chão

Raciocina e refaça a expressão que tropeça na vaidade comum

A imagem e o andor e tua dor romaria num compasso de espera

Primavera só chega bem depois do inverno

E o inferno uma figura de linguagem…

Acolá ou aqui serás sempre o mesmo a procura de luz…

O perdão te liberta e a humildade engalana

A equação mais exata é o coração que ama!

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Ademário da Silva

06 de junho de 2018.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 compreensáo

Fatias da História do Espiritismo…

O  Centenário de Hydesville

 Irmão X

 

O centenário das manifestações de Hydesville desperta considerações especiais em todos os círculos espíritas da América.

Margaret e Kate Fox, as jovens médiuns utilizadas pela Esfera  Espiritual na demonstração objetiva da imortalidade, são lembradas com respeito e carinho.

O ambiente característico de 1848 é reconstituído nos comentários de jornais e emissoras.

Num lar de evangelistas da Igreja Reformada, um homem invisível prova a sobrevivência além da morte e, não obstante o trabalho substancioso de abnegados missionários do espiritualismo, em ação no mundo inteiro, os fatos de Hydesville caminham através da grande nação norte-americana. Do vilarejo humilde, seguem para New York, de onde prosseguem, varando cidades e campos, até alcançarem o Congresso Nacional, numa solene petição em que alguns milhares de pessoas solicitam a atenção dos legisladores para o assunto.

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As meninas Fox passam a constituir tese viva nas conversações científicas, acadêmicas e universitárias. Aplaudidas e ridicularizadas, atraem para o movimento renovador as simpatias de administradores e juízes, filósofos e artistas, estudantes e operários.

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A luz guerreia a sombra, a revelação anula o dogmatismo, a verdade confunde a mentira. Em breve, os fenômenos se estendem mundialmente, os instrumentos humanos se multiplicam,  o conhecimento progride insofreável…

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Quem provoca, no entanto, semelhante revolução mental não é um mensageiro resplandecente de luz. Não é um anjo que se põe a confabular com os homens.

No recinto, não há relâmpagos do Sinai.

O autor perceptível do empreendimento é um homem… Desencarnado, desconhecendo, ele mesmo, a importância da iniciativa.

Mostra-se apaixonado e inferior, quanto qualquer de nós.

Confessa que foi assassinado, todavia, apesar da posição de vítima, não foi promovido à Corte Celestial.

Condensam-se-lhe as idéias na experiência física.

Tem ânsia de conversar com criaturas que ainda se encontram na embalagem dos ossos.

Não ganhou, até ali, suficiente coragem para enfrentar o desconhecido.

Terá lido, naturalmente, muitas páginas edificantes, no esforço terrestre, mas encontra imensa dificuldade para esquecer a ofensa e perdoar o ofensor.

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Exibe complexos de inferioridade.

Pretende vingar-se.

Desejaria justiçar-se pelas próprias mãos.

Qualquer entendido de medicina ou psicologia lhe identifica a perturbação evidente.

Além disso, não é “morto” da véspera.

Declara que ali permanece, desde alguns anos, em torno dos despojos.

A morte não conduziu à glória divina, mas ao tormento infernal. Reintegrou-se na própria consciência e a mente dele, atormentada e sofredora, busca exteriorizar-se, por intermédio de sinais à maneira de qualquer náufrago perdido.

Não foi bafejado ainda por claridade santificante que não procurou. Alimenta-se de preocupações puramente personalistas.

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Após identificar-se pelas suas características de humanidade, prossegue aprendendo e evoluindo, tanto quanto nos ocorre no Brasil ou na Conchinchina.

Tal verificação, contudo, não impede a exaltação da verdade e a compreensão gloriosa da Vida Eterna.

O fenômeno inicial de Hydesville, comentado neste ângulo adquire mais expressão e vivacidade, porque se, há cem anos, o Plano Superior encaminhava o homem desencarnado, com seus apetites e paixões, mágoas e enigmas, à consideração e entendimento dos semelhantes, como a dizerem que a morte é simples continuação da vida, há muita gente aguardando o gongo final para receber as asas de cera e entrada gratuita no paraíso.

 

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Analisando…

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Tem ânsia de conversar com criaturas que ainda se encontram na embalagem dos ossos.

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Quem provoca, no entanto, semelhante revolução mental não é um mensageiro resplandecente de luz. Não é um anjo que se põe a confabular com os homens.

No recinto, não há relâmpagos do Sinai.

O autor perceptível do empreendimento é um homem… Desencarnado, desconhecendo, ele mesmo, a importância da iniciativa.

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Do livro Histórias e Anotações de Irmão X

 

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Minhas palavras…

Magníficas palavras do Irmão X, o nosso querido Humberto de Campos, reenfocando no seu verso, com a sua inteligência de escritor que sabe aproveitar as inspirações, parte fundamental das raízes fenomênicas da história do Espiritismo…  Sim, com o surgimento desses fenômenos inicia-se a saga mediúnica que possibilitaria a Codificação do Espiritismo, cuja primeira obra é lançada em 1857 sob a assinatura responsável de Allan Kardec, (Hippolyte Léon Denizard Rivail).

Mostra-nos Irmão X, o amigo espiritual, que a simplicidade e a humildade é literalmente a raiz da luz e do amor, já demonstrados por Jesus em seu Messianato, ou seja, através de um espírito desencarnado por assassinato, revoltado com a própria situação, recorre aos fluidos mediúnicos de duas crianças e alerta toda nação americana chamando atenção para a continuidade da vida pós morte do corpo físico.

A mediunidade á serviço das revelações espirituais. Um desencarnado simples e revoltado desencadeia toda uma revolução de pesquisas que despertam curiosos e intelectuais na tentativa de desvendar os fenômenos. A mediunidade momentâneamente vira moda e entra na roda das fantasias humanas á serviço das descobertas do mundo espiritual…

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«Pelo ano de 1855 (1), posta em foco a questão das manifestações dos Espíritos, Allan Kardec se entregou a observações perseverantes sobre esse fenômeno, cogi­tando principalmente de lhe deduzir as conseqüências filosóficas”. Entreviu, desde logo, o princípio de novas leis naturais: as que regem as relações entre o mundo visível e o mundo invisível. Reconheceu, na ação deste último, uma das forças da Natureza, cujo conhecimento haveria de lançar luz sobre uma imensidade de proble­mas tidos por insolúveis, e lhe compreendeu o alcance, do ponto de vista religioso.

«Suas obras principais sobre esta matéria são: O Livro dos Espíritos, referente à parte filosófica, e cuja primeira edição apareceu a 18 de abril de 1857; O Livro dos Médiuns, relativo à parte experimental e científica (janeiro de 1861); O Evangelho segundo o Espiritismo, concernente à parte moral (abril de 1864); O Céu e o Inferno, ou A justiça de Deus segundo o Espiritismo (agosto de 1865); A Gênese, os Milagres e as Predições (janeiro de 1868); a Revista Espírita, jornal de estudos psicológicos, periódico mensal começado a 1º de janeiro de 1858”. Fundou em Paris, a 1º de abril de 1858, a primeira Sociedade espírita regularmente constituída, sob a denominação de Sociedade Parisiense de Estudos Es­píritas, cujo fim exclusivo era o estudo de quanto possa contribuir para o progresso da nova ciência.

Do livro Obras Póstumas lançadas por Amélie Boudet em 1890.

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Lembrando neste arquivo um pouco da história do Espiritismo.

Ademário da Silva.

04 de junho de 2018. Kardec e Amélie

O LIVRO, RAIZ DE MUITAS LUZES…

A Maravilha de Sempre

 

O mundo antigo, na opinião de eméritos escritores, conheceu sete maravilhas, nascidas de mãos humanas:

O túmulo de Mausolo, em Halicarnasso; a pirâmide de Quéops; o farol de Alexandria; o colosso de Rodes; os jardins suspensos de Semíramis, em Babilônia; a estátua de Zeus, em Olímpia, e o templo de Diana, em Éfeso.

Mas o soberbo sepulcro que Artemísia II mandou erigir à memória do esposo ficou entregue à poeira, ao esquecimento e à destruição. A pirâmide do grande faraó é um monstro glorioso e frio no deserto. O orgulhoso farol de quatrocentos pés de altura eclipsou-se nas brumas do passado. O colosso de Rodes, todo de bronze, foi arrasado por tremores de terra e vendido aos pedaços a famoso usurário. Os magníficos jardins da rainha assíria confundiram-se com o pó. A estátua imponente de Olímpia jaz entre as ruínas que marginam as águas de Alfeu. E o templo suntuoso, consagrado a Diana, em Éfeso, foi incendiado e destruído.

O mundo de hoje possui também as suas maravilhas modernas:

Os arranha-céus de Nova Iorque; a torre Eiffel de Paris; a catedral de Milão; o museu do Louvre; o palácio de Versalhes; a construção de Veneza e o canal de Suez, além de outras como o telégrafo, o transatlântico, o avião, o anestésico, o rádio, a televisão e a energia atômica…

Existe, no entanto, certa maravilha de sempre que, acessível a todos, é o tesouro mais vasto de todos os povos da Terra.

Por ela, comungam entre si as civilizações de todos os tempos, no que possuem de mais valioso e mais belo. Exuma os ensinamentos dos séculos mortos e permite-nos ouvir ainda as palavras dos pensadores egípcios e hindus à distância de milênios… Faz chegar até nós a ideia viva de Sócrates, os conceitos de Platão, os versos de Vergílio, a filosofia de Sêneca, os poemas de Dante, as elucubrações de Tomás de Aquino, a obra de Shakespeare e as conclusões de Newton…

Alavanca da prosperidade, é o braço mágico do trabalho. Lâmpada que nunca se apaga, é o altar invisível da educação.

Através dela, os sábios de ontem e de hoje falam às gerações renascentes, instruindo e consolando com a chama intangível da experiência…

E é ainda por ela que, no ponto mais alto da Humanidade, comunica-se Jesus com a vida terrestre, exortando o coração humano.

– Procurai o Reino de Deus e sua justiça… Perdoai setenta vezes sete… Ajudai aos inimigos.

Orai pelos que vos perseguem e caluniam… Brilhe a vossa luz… Amai-vos uns aos outros como eu vos amei…

Essa maravilha de sempre é o LIVRO.

Sem ela, ainda que haja Sol no Céu para a Terra, a noite do espírito invadiria o mundo, obscurecendo o pensamento e matando o progresso.

 

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Irmão X.

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Palavras minhas e quase nossas no âmbito da intuição…

Ode á Guttemberg que consagra a informação, a cultura e a história…

Nas páginas que consolidam a evolução, que consagram a fraternidade entre as nações…

Que permite a cada um de nós, termos em nossas mãos o Evangelho, a poesia e a cultura, que se traduz em filosofia, ciência e religião…

Guarda e preserva em suas páginas o pensamento e a criatividade e as descobertas da medicina e da arqueologia…

Faz luz em nossos dias, como os ensinamentos do Meigo Rabi da Galiléia,

Faz pensar o ateu e o religioso entremeio ao brumoso pensamento humano…

Gera saudáveis discussões assim como também os conflitos da palavra lavrada no orgulho e na tentativa de dominação…

Sentinela da luz e da libertação o ‘LIVRO’ quebra as correntes da ignorância abrindo as vias do livre arbítrio…

Desfralda a democracia sob os ventos da renovação mental, ainda que sob os ditames da dor e do sofrimento, mesmo sob truculências derruba fronteiras e prisões e reinaugura todo dia o livre pensar, a liberdade de criar, pensar e rezar…

Salve o livro por ser a alavanca mais precisa da evolução humana.

 

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Ademário da Silva

02 de junho de 2018.Gênese

Ouvindo a vida!

Estranha canção!

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Semente na rocha tostando ao sol

Aos olhos da vida, a canção mais antiga,

Não sustenia, uma agonia em acordes de dó,

O tempo virava no equinócio e o homem de sócio do Criador

Pensava, engendrava, explorava e perdia

Num dia sem norte a morte colhia o seu abstrato

Parábola de espinho da evolução

Não percas a ternura, a coragem e a emoção,

Tendo os pés nas areias da ilusão

Não acha o fruto que sacia a alma

Por que semente que só o coração germina

Não depende de destino ou sina, mas de cultivo,

Nos jardins e pomares de todos os tempos

 Faz-me lembrar de Jesus e seus ensinos

A luz não cresce em cova rasa, ou coração egoísta,

Pedregulho insano, orgulho urbano

Túmulo de mármore, ossos de herança,

No caso a saudade é cobrança

Apego ao impermanente, senso ausente,

Cresce a consciência no desacato ao ego

Não há sonhos na insônia, se não problemas,

O lema é orientação de milênios

“Conheça-te a ti mesmo”, a luz não segue á esmo,

O tom, o tino e o tato atributos de quem vive de fato,

O olho, o livro e o verso dádivas que a vida oferece,

Te encante a viagem

Chegada ou partida é questão de oportunidade ou da natureza

A realeza é a essência da alma que sorri com o coração

O templo é a consciência,

Porque é aí que Deus pernoita

Suas leis é que devem reger nossos gestos

Ontem e hoje, morte e vida.

O amanhã é o sabor do fruto que cuidaste.

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Ademário da Silva

15 de maio de 2018.

 

 

 

 

 

 

 

 

 flor ao sol...