Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendi, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Arquivo para a categoria ‘Pensamentos’

Todo dia é dia delas, as mulheres…

Mulher Amiga!

&

Mente, mantra, moça e placenta universal

Única, entidade, musa e diva de todas as cores

Livre porque criação não vive na prisão

Herda por imposição a quaresma, o estupro e a escravidão

Estuda, entende e explica a vida, o destino e o coração

Revela, resiste, reencontra, repensa e replanta a vida!

&

Mulher, menina, mãe, moleka e adolescente,

Professora, desenhista, cientista e compositora,

Profissional, espontânea, resiliente e amadora,

Atriz, pintora, cozinheira e escritora

Musicista, poeta, feiticeira e juíza, ativa e transformadora

Namorada, esposa e amante

Instante, presente e eterna

Crisálida, prisma e cisterna

Raiz, tronco, folha, flor e perfume

Luz do próprio fruto

Voz da consciência que incentiva e dirige

Porque o homem demora no auge do apego e do ego

A vida se torna insana e ainda assim continuas nobre

Porque a nobreza é a insígnia de tua alma…

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Porque oito de março ainda é um traço de dor

Ainda tentam te enganar com chocolate e flor

E mesmo assim o teu sorriso, a tua coragem e o teu amor

Hipotenusa enquanto força das emoções

É semente que as tuas decisões poliniza

Em todas as dimensões da vida…

&

Ademário da Silva

09 de março de 2019.

 

 Gratíssimo!

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Intuições… Rev. Espírita – 1866

Questões e problemas…

Revista Espírita – Jornal de estudos psicológicos – 1866 > Junho > Questões e problemas…

 

*Está no ar*

(Paris, 13 de maio de 1866 – Médium: Sr. Tail…)

 

*Pergunta. Quando alguma coisa é pressentida pelas massas, geralmente se diz que está no ar. Qual a origem dessa expressão?
Resposta.
Sua origem, como a de uma porção de coisas de que a gente não se dá conta e que o Espiritismo vem explicar, está no sentimento íntimo e intuitivo da realidade. A expressão é mais verdadeira do que se pensa.*
&
*Esse pressentimento geral à aproximação de algum acontecimento grave tem duas causas: a primeira vem das massas inumeráveis de Espíritos que incessantemente percorrem o espaço e que têm conhecimento das coisas que se preparam; em consequência de sua desmaterialização, eles estão mais em condições de seguir o seu desenrolar e prever o seu desenlace. Esses Espíritos, que incessantemente roçam a Humanidade, comunicam-lhe os seus pensamentos pelas correntes fluídicas que ligam o mundo corporal ao mundo espiritual. Embora não os vejais, seus pensamentos vos chegam como o aroma das flores ocultas na folhagem, e vós os assimilais inadvertidamente. O ar é literalmente sulcado por essas correntes fluídicas que por toda parte semeiam a ideia, de tal sorte que a expressão está no ar não é apenas uma imagem, mas é positivamente verdadeira. Certos Espíritos são mais especialmente encarregados pela Providência de transmitir aos homens o pressentimento das coisas inevitáveis, visando dar-lhes um secreto aviso, e eles cumprem essa missão, espalhando-se entre estes. São como vozes íntimas que retinem no seu foro íntimo.*
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*A segunda causa desse fenômeno está no desprendimento do Espírito encarnado, durante o repouso do corpo. Nesses momentos de liberdade, ele se reúne com Espíritos semelhantes, aqueles com os quais ele tem mais afinidade; penetra-se de seus pensamentos, vê o que não pode ver com os olhos do corpo, relata a sua intuição ao despertar, como uma ideia que lhe fosse totalmente pessoal. Isso explica como a mesma ideia surge ao mesmo tempo em cem pontos diversos e em milhares de cérebros.*
&
*Como sabeis, certos indivíduos são mais aptos que outros para receber o influxo espiritual, quer pela comunicação direta de Espíritos estranhos, quer pelo desprendimento mais fácil de seu próprio Espírito. Muitos gozam, em graus diversos, da segunda vista ou visão espiritual, faculdade muito mais comum do que pensais, e que se revela de mil maneiras; outros conservam uma lembrança mais ou menos nítida do que viram em momentos de emancipação da alma. Em consequência dessa aptidão, eles têm noções mais precisas das coisas; não é neles um simples pressentimento vago, mas a intuição, e nalguns o conhecimento da própria coisa, cuja realização preveem e anunciam. Se lhes perguntarmos como sabem, a maioria deles não saberá explicar: uns dirão que uma voz interior lhes falou, outros que tiveram uma visão reveladora; outros, enfim, que o sentem sem saber como. Nos tempos de ignorância, e aos olhos das pessoas supersticiosas, eles passam por adivinhos e feiticeiros, apesar de serem apenas pessoas dotadas de uma mediunidade espontânea e inconsciente, faculdade inerente à natureza humana, e que nada tem de sobrenatural, mas que aqueles que nada admitem fora da matéria não podem compreender.*
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*Essa faculdade existiu em todos os tempos, mas é de notar que ela se desenvolve e se multiplica sob o império das circunstâncias que dão um aumento de atividade ao espírito, nos momentos de crise e na iminência de grandes acontecimentos. As revoluções, as guerras, as perseguições de partidos e seitas sempre fizeram nascer um grande número de videntes e inspirados que foram qualificados de iluminados.*

Dr. DEMEURE.
&
OBSERVAÇÃO:

*As relações entre o mundo corporal e o mundo espiritual nada têm de surpreendente, se considerarmos que esses dois mundos são formados dos mesmos elementos, isto é, dos mesmos indivíduos, que passam alternativamente de um para o outro. Aquele que hoje está entre os encarnados da Terra, estará amanhã entre os desencarnados do espaço, e vice-versa. O mundo dos Espíritos não é, pois, um mundo à parte. É a própria Humanidade despojada de seu envoltório material, e que continua sua existência sob uma nova forma e com mais liberdade.*
&
*As relações desses dois mundos, em contato permanente, fazem parte, pois, das leis naturais. A ignorância da lei que as rege foi a pedra de tropeço de todas as filosofias. É por falta de seu conhecimento que tantos problemas ficaram insolúveis. O Espiritismo, que é a ciência dessas relações, nos dá a única chave que pode resolvê-los. Quantas coisas, graças a ele, já não são mais mistérios!*

*&*

Allan Kardec.

O amor ensinando a redenção…

CARMELITA BREVE RECORDAÇÃO DA MEDIUNIDADE

CAPÍTULO IV

“… então dará a cada um segundo as suas obras.”

(Mateus, Cap. 16, v. 27)

 

Nesta minha longa existência de adepta militante da grande Doutrina dos Espíritos, tenho assistido a tantos dramas, a tantos acontecimentos chocantes da vida cotidiana dos homens e da vida espiritual dos desencarnados que, se os escrevesse a todos, conseguiria um extenso volume.

O espírita chega a um ponto que não mais pode conservar ilusões. Ele conhece a vida na sua mais eloquente realidade, e quando me refiro à vida incluo também a situação espiritual, o intenso mundo das almas, nossas irmãs, que um dia também foram homens e mulheres, sofreram, amaram, lutaram como nós e até se desesperaram, para sua maior desgraça em Além-Túmulo. Aqui está um desses dramas a que acima me refiro:

Nos primeiros dias do mês de maio deste ano, despertei pela madrugada, vendo à beira do meu leito o Espírito de uma jovem a quem conheci bastante em minha mocidade, irmã de um amigo meu, já também falecido, chamada Carmelita. Pelo ano de 1938, essa moça suicidou-se por amor, em uma longínqua cidade de Minas Gerais, onde eu residia então.

Diante do meu leito, ouvi que ela me dizia, numa expressão dramática, mas visivelmente resignada e serena ante a própria situação:

“Yvonne, venho agradecer-lhe as preces que tão carinhosamente você tem dirigido a Deus em minha intenção há quase quarenta anos. Ouvi-as sempre, assim como as leituras evangélicas para minha instrução. Consolaram-me muito e reanimaram-me, alguma coisa útil aprendi nessas leituras, as quais agora me ajudam. Venho despedir-me, pois vou reencarnar a fim de expiar e reparar meu pecado…”

.Com uma prece, agradeci a gentileza, enquanto ela pedia para não esquecê-la jamais em minhas orações, pois a sua nova existência seria amarga, duríssima.

Ora, nos dias atuais, quando dramas imensos sacodem o homem e a sociedade, exigindo testemunhos decisivos para a seleção dos valores dos povos e dos indivíduos aqui estagiados para as provações, nunca será demais batermos na velha tecla do suicídio. Sem crença definida, sem o amparo de uma fé salvadora de si mesmas, sem confiança nos valores do seu semelhante e sem respeito a Deus e a si próprias, entregues ao impenitente materialismo, que as absorve, as criaturas de Deus facilmente desanimam ante as provações e se deixam resvalar para o abismo da negação, que lhes facilitará todos os excessos, ou se precipitam na trágica voragem do suicídio.

São numerosas as pessoas que me visitam ou escrevem, candidatas ao suicídio. Dentre elas, muitas são jovens mal saídas da adolescência e já descrentes de tudo, absolutamente sem noções do lado belo da vida, gastas já, moralmente, pelos excessos que se permitem. É para essas que escrevo esta crônica, sincera expressão da realidade a que assisti há quase quarenta anos.

Conforme dizia, a irmã do meu amigo chamava-se Carmelita, era gentil e mimosa, com aqueles cabelos louros bem tratados e os olhos luminosos de um puro azul celeste.

Como toda jovem sonhadora, ao completar os vinte anos de idade, Carmelita desejou casar-se, mas foi infeliz na sua pretensão, porque o candidato não a amava: ele amava, sim, a uma sua irmã de nome Alice, a qual jamais se interessara por ele. Contudo, firmaram o contrato de casamento e os preparativos para as bodas, em três meses, encontravam-se preparados, inclusive o vestido tradicional, e até os doces para os convidados.

Na entre véspera do casamento, porém, o noivo desapareceu de nossa cidade, fugindo para São Paulo sem deixar sequer uma explicação, e nunca mais se soube dele. O que Carmelita sofreu é fato que eu não saberia descrever aqui. Além de tudo, para maior martírio da pobre moça, cuja família lhe era um tanto hostil, seus irmãos a ridicularizavam com gracejos pesados e remoques irritantes, relembrando a fuga do noivo, que não a considerara nem mesmo com uma explicação do seu covarde gesto.

Não obstante, Carmelita recuperou-se. Passou a frequentar sessões de estudos evangélicos em um Centro Espírita onde encontrou amigos que a aconselharam e consolaram muito fraternalmente.

O melhor antídoto para a dor de um amor infeliz sempre foi, em toda parte, o advento de um outro amor, que então passa a ser considerado o mais querido. Outro candidato apareceu, e Carmelita, sentimental, dirigiu a esse segundo noivo as emoções mais puras do coração. Mas, assim entretida e feliz, não mais se lembrava das doces reuniões evangélicas no Centro Espírita que a confortara nos dias adversos. E três anos se passaram por entre dedicações, esperanças, carinhos edificantes, e também temores, ânsias, insônias.

Estavam noivos e finalmente iam se casar.

Um dia, porém, ao fim de três anos de blandícias e ternuras, o noivo declarou-lhe que retirava a palavra empenhada. O pai, capitalista soberbo, não aprovava a união e declarara que o deserdaria se teimasse em se unir àquela criatura tão inferior a ele em fortuna e posição social.

Então, Carmelita desesperou-se.

Após algumas vãs tentativas para a reconciliação, atormentada pelos irmãos, que lhe não perdoavam o novo fracasso, coberta de vergonha diante dos amigos, inconsolável ante o futuro, que se delineava sombrio, a pobre moça ingeriu terrível corrosivo: soda cáustica de mistura com iodo. Levou dois meses a morrer, durante os quais, imóvel sobre o leito, sofrendo dores incalculáveis nas entranhas corroídas pelo tóxico, 27 desfazia-se em vômitos de envolta com os quais se viam fragmentos do próprio estômago e da garganta, para desespero de sua pobre mãe.

E quando o féretro passou diante da vivenda do ex-noivo, por quem se desgraçara diante de Deus, com o ato do suicídio, este, que palestrava com um amigo, na porta da rua, não se virou sequer para, educadamente, homenagear a morta, que seguia para o Campo Santo.

Creio inútil informar que nós, diretores do Centro Espírita que a acolhera quando do primeiro drama de sua vida, oramos por ela meses a fio, em lágrimas, suplicando ao Senhor misericórdia para o seu Espírito. Cerca de seis meses após seu trágico decesso, despertei, pela madrugada, vendo em meu aposento o vulto venerável de Padre Vítor, um dos amados protetores do nosso núcleo espírita, que em vida fora considerado apóstolo da caridade. Disse-me ele:

– Necessito minha filha, do teu auxílio para Carmelita. Vem comigo, por obséquio.

Caí em transe e segui, desdobrada, o fiel discípulo da Caridade.

Reconheci-me, em seguida, no cemitério da cidade e percebi as cruzes que se elevavam aqui e ali, assinalando os túmulos. Absolutamente nenhum constrangimento me enervava. Era naturalmente que eu me conduzia junto àquele apóstolo.

Vi-me, então, diante de Carmelita: ela sentava-se ao lado do túmulo onde fora sepultado seu corpo, servindo-se de um banquinho, reprodução mental do que existia em sua casa paterna, e que lhe pertencera na infância. Parecia estranhamente traumatizada, tolhida nos movimentos, extática, olhando, para o vácuo sem sequer uma vibração que demonstrasse vida; os olhos, antes tão luminosos e expressivos, agora apagados, como que cegos. Seu dramático vulto espiritual mostrava-se trajado como fora o corpo sepultado: o traje nupcial acrescido de um manto azul e uma grinalda de rosas na fronte. Padre Vítor, que ela não destacava do nevoeiro dos seus olhos, disse-me, pois eu ali nada mais era do que o seu médium, como o era em nossas sessões mediúnicas:

– Fala-lhe por mim!

Então, meu Deus! Coragem estranha acionou-me e eu exclamei, dirigindo-me a ela, enquanto se destacavam uma pequena lata de soda cáustica e um vidro de iodo, que a infeliz entidade segurava com as mãos crispadas:

– Carmelita, minha amiga querida! Volta a ti, em nome de Deus! Vem conosco, atira de tua mente essa lata e esse vidro que te estigmatizam! Não podes ficar aqui, eleva teu pensamento a Jesus, ora, minha filha, e levanta-te daí! Sabes que não possuis mais esse corpo, é preciso separar-te dele definitivamente! Deus é misericordioso, certamente que te ajudará!

Mas ela respondeu, como que automaticamente:

– Deus não existe. É mais uma ilusão que se desfez em minha vida. Tanto orei, pedi seu socorro para meus ideais! Fui esquecida também por ele!

– Desperta, Carmelita! Raciocina, ora comigo! Levanta-te daí, vem conosco e sentirás alívio!

– Não posso despegar-me “dele”. “Ele” é meu, tenho que vigiá-lo até o fim, para que o não profanem. Preciso reavê-lo para continuar a vida de outra forma!

– Isso acontecerá mais tarde, quando te reanimares. A misericórdia do Eterno dar-te-á um novo ensejo com um novo corpo, esse que aí está não te servirá mais, está apodrecido, morto!

E eu via, com efeito, o corpo, decompondo-se no fundo da cova, pois, para a visão espiritual não existem barreiras materiais. No entanto, ela parecia não me compreender, tal era a sua perturbação.

Dez anos mais tarde, Carmelita apresentou-se em uma sessão do nosso núcleo espírita, acompanha visão espiritual. Estava serena, confiante, fortalecida pela esperança.

– Adeus, minha boa amiga! Obrigada pelas suas preces tão perseverantes. Somente agora encontro-me em condições para resistir às provações que me esperam. Sofrerei intensamente. Mas é preciso que seja assim, a meu próprio benefício. Não me esqueça em suas orações. Outro corpo foi-me concedido pela bondade de Deus…

E lentamente desapareceu de minha vidência.

E assim foi, meu leitor. Não há condenação eterna, porque Deus não repeliria a sua própria criação. O que há é o cumprimento de uma lei. E, tal como ela é, precisaremos aceitá-la para nossa própria salvação.

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Yvonne do Amaral Pereira

Estudando mediunidade com Dona Yvonne do Amaral Pereira.

CONSIDERAÇÕES SOBRE A MEDIUNIDADE

CAPÍTULO IX

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O Sr. G. S. V., estudioso dos assuntos espiritas, mandou-nos as seguintes perguntas:

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*1 – Como ajudar o desenvolvimento prático da mediunidade?

2 – Qual o método de desenvolvimento a médiuns comuns, sem forçá-los ou condicioná-los às manifestações?

3 – Como devemos dirigir esta parte?

4 – Qual a forma segura, sem forçar, que os predisponha a um desenvolvimento natural, sério, tranquilo?*

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*1 – O melhor meio de desenvolver a mediunidade é não se preocupar com o seu desenvolvimento, mas preparar-se moral e mentalmente para poder assumir o compromisso de se tornar médium desenvolvido. Tal preparo, no entanto, não poderá ser rápido, e, muitas vezes, a faculdade se apresenta e se define durante o seu decurso. É o método mais seguro, natural, portanto. Se a mediunidade não se apresentar assim, espontaneamente, naturalmente, é sinal de que ainda não está bastante amadurecida para explodir.*

*Pode-se, entretanto, experimentar, sentando-se o médium à mesa dos trabalhos, e deixando-o à vontade. O diretor da mesa, por sua vez, não deve insistir, pressionando ou constrangendo o pretendente a que dê passividade, porquanto esse método excita a mente do médium, que acaba dando passividade a si próprio, com o que teremos a sugestão, e não a comunicação mediúnica autêntica.*

*Kardec aconselha essa experiência até seis meses, e a observação tem provado que, se há, realmente, alguma faculdade para desenvolver, em muito menos tempo o caso será resolvido, principalmente se o médium estiver preparado através do estudo e da prática do bem. Se o pretendente nada sentir nesse período deve, a rigor, retirar-se da mesa. O contrário será forçar o dom, com a superveniência de animismo, de autossugestão ou da sugestão do próprio dirigente dos trabalhos sobre a mente do paciente. Verifica-se daí uma espécie de hipnose que poderá até mesmo prejudicar para sempre a mediunidade, quando ela realmente se apresentar.*

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*E é o que mais existe hoje em dia nos centros espíritas onde Allan Kardec é substituído por ideias pessoais e modismos de outras escolas espíritas, muito infiltrados na escola kardequiana.

A mediunidade é faculdade transcendente, sublime, que não pode suportar métodos inadequados à sua natureza por assim dizer celeste.*

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*2 – As sessões práticas de desenvolvimento não são aconselháveis. A observação tem demonstrado que elas são, em grande maioria, fábricas de animismo e obsessão, de sugestão e descontrole nervoso, justamente porque obrigam os participantes a um esforço penoso ao desenvolvimento.*

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Dada escassez de médiuns seguros da sua faculdade.

Médiuns há que ficam um, dois, cinco, dez anos desenvolvendo as próprias faculdades sem nada conseguirem de autêntico e útil, perdendo, assim, um tempo precioso, que poderia ser empregado em outro setor. Mas o certo é que, se em alguns poucos meses eles não tiverem faculdades desenvolvidas, não convém que insistam, ou porque não possuam a faculdade, ou porque não esteja ela na época de eclosão, ou porque foi prejudicada por fatores que convém sejam observados e estudados…

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*Ao demais, o desenvolvimento completo de uma faculdade mediúnica leva tempo a se completar, e requer paciência e dedicação, muito amor e muito estudo, renovação moral e mental progressiva e, às vezes, muitas lágrimas e sofrimentos.*

*É bom não esquecer que a finalidade da mediunidade é o intercâmbio entre o ser humano e as entidades espirituais, dependendo, portanto, de nós mesmos a sua glória ou o seu fracasso. O desenvolvimento espontâneo, pois, é um dos segredos da boa mediunidade.*

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*Há pessoas que parecem demonstrar sintomas da faculdade a desenvolver, mas são excessivamente nervosas, impressionáveis. Se experimentam, nada conseguem de plausível. A essas será prudente, antes de qualquer experiência, um adequado tratamento médico, assim como passes feitos duas vezes por semana, pelo menos, com uma  assistência de dois a três médiuns passistas, leituras evangélicas, frequência às reuniões de estudo e meditação, mas não a presença em sessões práticas.*

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Na maioria dos casos, essas pessoas são mais doentes psíquicas, necessitados de um tratamento físico-psíquico, do que verdadeiros médiuns a desenvolver, pois uma das condições para a mediunidade ó a boa saúde do médium. São pessoas traumatizadas, cuja mente invigilantes ou doente forja o que apresenta, tira de si mesma as comunicações que dá, e podem ser até histéricas. Quando se restabelecerem, poderão experimentar, mas é provável que jamais sejam aparelhos mediúnicos fiéis. Durante o tratamento, a fim de não perderem tempo, poderão ser aproveitadas em trabalhos de caridade ao próximo, aliados ao Evangelho, quaisquer que sejam, e até no auxílio aos passes (concentração junto ao passista), conforme o grau da responsabilidade já adquirida, pois tudo isso é responsabilidade, é compromisso com a lei de Deus.

A seara é grande, e há serviço para todos. A mediunidade é amor, é sacrifício, é renúncia, é humildade, é cruz pesada, e não é apenas no seu setor que podemos servir a Deus e ao próximo.

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3-0 meio mais prudente para dirigir esta parte é o seguinte, prática esta estabelecida nos núcleos espíritas mais esclarecidos e criteriosos:

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  1. a) Sessões teóricas para os candidatos ao desenvolvimento. Estudo indispensável de “O Livro dos Médiuns” de Allan Kardec, e de outras obras que auxiliem o esforço para a sintonização das próprias vibrações com as forças do Alto.

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  1. b) Se os candidatos forem portadores de boa moral, boa saúde e desejo de servir a Deus e ao próximo, se já frequentam sessões de estudo, aproveitando das instruções recebidas, do critério da Doutrina e da responsabilidade assumida, poderão aplicar passes, no próprio centro ou fora dele, acompanhados de irmãos mais experimentados, ao iniciarem o mister. Esse é o trabalho da fé e da coragem, desburocratizado, e nada devemos temer, pois estaremos assistidos ocultamente pelos mensageiros do Cristo.

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Será erro, porém, supor que, para aplicar passes, necessitamos receber Espíritos e sermos médiuns desenvolvidos. Esse método é falso, infiltrações infelizes de outras correntes de ideias na lúcida Doutrina dos Espíritos, codificada por Allan Kardec.

Aplicando passes criteriosamente, no sublime trabalho da Caridade, com fervor, responsabilidade e amor, o pretendente será, por certo, assistido pelos mensageiros do bem e, se possuir outras faculdades, desenvolvê-las-á suavemente, naturalmente, seguramente, em faixas espirituais protetoras e iluminadas, sem necessidade de passar por aqueles terríveis períodos obsessivos provocados pelas sessões de desenvolvimento, forçando a explosão da faculdade que pode não existir. Esses são os casos normais.

&

  1. c) Além dos trabalhos de passes, o candidato poderá assistir a reuniões práticas ditas “de caridade” (não para desobsessões), fora da mesa, numa “segunda corrente”. Que o presidente não se incomode com ele. O dia em que ele, médium, sentir qualquer anormalidade, sente-se à mesa e, com certeza, o caso estará resolvido.

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*Deverá também estudar a Doutrina Espírita e o Evangelho, diariamente, evitando, porém, o fanatismo pelas obras mediúnicas e meditando criteriosamente sobre as clássicas, observando a pesquisa moderna; orar, suplicar, oferecer seu trabalho a Jesus, aprendendo com ele a ser bom e humilde de coração e a renunciar, embora o preparo para as renúncias necessárias à boa marcha dos trabalhos seja lento, progressivo; e fazer caridade, também sem fanatismo, antes equilibrada e útil. É uma renovação moral que se impõe para se conseguir a boa mediunidade.*

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*O médium, outrossim, não deve nem pode pensar nos próprios deveres

apenas ao se sentar à mesa, mas a cada hora que viver, pois é uma antena sempre desperta, que receberá tudo, e que poderá prejudicar-se e ao seu trabalho mediúnico por muitas formas diferentes, se se descurar das próprias responsabilidades.*

*Para os casos de obsessão ou atuações fortes em médiuns não desenvolvidos não convirá desenvolvê-los nessa ocasião. Nesse estado anormal, o médium torna-se um enfermo que necessita tratamento antes de mais nada. O mais prudente será passar a entidade para outro médium, conversar com ela a fim de esclarecê-la, e tratar cautelosamente do médium, inclusive esclarecendo-o também. Doutrinar a entidade servindo-se do médium assim atormentado é prejudicá-lo ainda mais, pois ele poderá não possuir o critério necessário a tal empreendimento, nem aguentar a responsabilidade do compromisso; desenvolver sua faculdade nessa ocasião é abrir-lhe a possibilidade para novas obsessões. O trabalho da caridade, qualquer que seja, será recurso salvador.*

&

*4 – A psicografia é muito subdivida. Há médiuns psicógrafos de vários tipos. (10) Não se pode, portanto, pedir ao psicógrafo aquilo que ele não poderá dar, pois, às vezes, nosso pedido poderá não corresponder à sua especialidade, e novamente advir a intromissão do chamado animismo.

Frequentemente, entre médiuns escreventes, poderá haver o impulso vibratório do braço, mas ele, o médium, não tem o que escrever porque não possui faculdade literária. Nesse caso, Kardec aconselha a fazer perguntas ao seu Guia Espiritual, sempre respeitosas e doutrinárias, de forma, porém, a provocar respostas amplas, e em nome de Deus Todo Poderoso.*

(10) Ver “O Livro dos Médiuns”, Cap. XVI, item 193.

&

*Se o médium não possui dons literários será em vão tentar, pois somente obterá produções medíocres. A literatura autêntica na psicografia é dom especial, que não se poderá provocar. Em idênticas condições a poesia: nem todos os médiuns literários produzirão poesia, pois este dom é outra especialidade na psicografia. (11)*

&

O modo mais seguro, portanto, natural, sem forçar a explosão da faculdade, é o que aí fica exposto, resultado de longas observações em torno do caso, dos conselhos dos Bons Espíritos e das recomendações dos grandes mestres da Doutrina Espírita.

Convém não esquecer que a mediunidade é um dom de Deus, com o qual não devemos abusar. Devemos, sim, tratá-lo com amor e respeito, cultivá-lo com método, humildade e habilidade, à base do Evangelho, dele fazer instrumento da Caridade e da Fé.

&

*Útil lembrar que a um médium não será apenas recomendado que produza belas páginas de literatura, mas, também, e acima de tudo, que console corações sofredores, enxugue lágrimas de aflição, socorra os 63 infelizes, fornecendo-lhe Amor e Esperança, pois para isso possui ele as credenciais de intermediário entre a terra e o céu.*

&

(11 ) Ver “o Livro dos Médiuns”, Capítulo XVI, item 193.

Luz e Sal são os temperos da evolução…

«Vós sois o sal da terra…” “Vós sois a luz do mundo…” Jesus…

&

Luz…

Semeia o teu perfume sobre a dor e apaga o pavio do desamor

A dor defeito de um amor que se atrofia

Magia da ilusão que a paixão recria qual teimosia

Agonia e desilusão dos desafins…

Luz…

Clareia os horizontes do amanhã…

E faz o coração compreender que o amor não é clausura ou propriedade

Tira os seus versos do fundo do universo

Risca rimas ricas em seus delírios medianímicos

E acende clarões na poesia do seu tempo

Ah! Luz…

Identidade imortal que tange emoção e afinidade

Verdade és como flor de baobá levas muito tempo pra empetalar

Mas, quando ressurge, perfuma e ressuma a essência espiritual…

 Luz…

Impressão digital que distingue o bem do mal em qualquer dimensão

Ilumina todo traço similar

Luz que revela a sombra sem aviltar a natureza

Leveza de livre pensar e sentir

Clareia o caminhar, refresca o esforço e o receio,

Meio de ser e construir e também recriar…

Destino é âncora que prende e rescende o medo de andar

Sombra e luz razões dicotômicas atômica velocidade de se auto rimar…

E a é sombra inverdade de ser e de estar…

Luz…

O seu toque é a alma que sente qual presente da mais pura intuição

Luz…

És o afago do amor que compreende a necessidade de evolução

E tem no seu jeito de ser e viver a chama do perdão

A simplicidade é um graveto que sustenta a brasa do seu aquecer

Não tem tempestade ou adversidade capaz de te apagar

Natural e divina luz, és a rima que embeleza a vida, o ser, o pensar e o amor,

Que só sente quem sabe se dar…

A luz e o sal destemperam todo mal que insiste em desamar…

&

Ademário da Silva

15 de fevereiro de 2019.

 

 

 fibras

Por onde andei em busca de mim…

Onde estive?

&

Como se fora em Lisboa

Onde a toa

Eu andava nas ruas

Também estive em Luanda

Onde andavam as musas

Tão nuas

Em cada rua do mundo

Poemas profundos

E um gosto de vinho rotundo

Á mergulhar-me a alma

Num doce e ébrio

Imundo… Do mundo…

Me enternece Andaluzia

Á noite e ao dia

Menina moça e flamenca

De rimas vadias…

Á habitar-me os sonhos

E delírios medronhos

Mulheres mouriscas

Ariscas ciganas…

E a revolução francesa

Minha alma na mesa

Marselhesa redonda…

Em ondas estranhas

E nas entranhas da vida

Feridas e ócios

Na palma da mão um batuque

Me fala

Das dores senzala

E as flores em chamas

Ainda ardem no peito

A liberdade em cinzas

Não canta direito

Pelas cidades do mundo

Meus passos imperfeitos

Fizeram –me entender

Que a morte não esconde defeitos

Os meus amores, amigos e afetos,

Não troco por versos

Mas, uma voz vem de cima,

Versando poemas e rimas

E toda vez que viajo

Na nave de um ventre

Me lembro de sambas, de tangos e repentes

E também trago no ouvido

Os fados, dolentes e atrevidos,

O canto e a dança flamenca

Reencarnam na mente…

Eu estive aqui, além e acolá,

O que me importa é viver

Morrer e voltar…

Daqui pra lá

De lá pra cá…

&

Ademário da Silva

30 de janeiro de 2019. cio da vida

Vanessa minha filha e Patrícia minha sobrinha…

Vanessa e Patrícia!

&

A evolução tem como raiz a atitude

A adversidade tem como amparo a inteligência

Encontro e desencontro são ecos de um coração em movimento

O amor tem como monumento: Deus…

O Hálito Divino é o fluido vital que nos sustenta a vida

No espaço tempo que é cognominado qual eternidade

A felicidade é fruto da polinização emocional

Sem a qual a solidão pode parecer sentença de abandono

Cada um de nós tem a imortalidade como fonte de tesouros inestimáveis

A vida pode parecer ás vezes como semente que o deserto esconde do sol escaldante

E aí conhecimento e coragem na travessia permite a germinação do amanhã

Estrela flor que inseminada produz á cêntuplo por um em todos os tempos aplicados

A beleza e o desafio têm sido as paralelas á conduzir-vos aos páramos da luz

A mediunidade é a cunha cravada no coração e na consciência

E a paciência, a palma da conquista e da vitória na história das duas,

Hoje, mulheres maduras e decididas,

E Deus permite que a vida continue de braços abertos aos vossos sonhos e ideais…

Vinte e sete e vinte e oito são páginas da eternidade vistas pela objetiva atual, e

Talvez a leitura possa parecer canhestra, mas vida não se restringe ao agora, mas sempre cobrará juros de mora ás indecisões e medos,

Mas o enredo não é só de lutas e suores, porque o horizonte não está na linha do invisível, mas nos caminhos interiores, consciência, mente e coração…

Então, na balança mais precisa da alma pesam gotas de luz e sorriso, papéis de conquistas e corações amigos, tutores espirituais nas torres de vigia…

E esses dias de aniversário são os horizontes de um relicário tecidos por você Vanessa e por você Patrícia…

Curtam as delícias espirituais de serem os amores especiais que moram em nossos corações…

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Parabéns e muitas Felicidades são os nossos desejos mais plenos sempre…

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Ademário e outras vozes amigas de tempos já vividos…

27 e 28 de janeiro de 2019… paty e miúcha