Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendi, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Arquivo para a categoria ‘Pensamentos’

Saudades iniciais de Elita de Cássia…

Morte é só uma lei divina e natural…

&

A morte jamais será o fim do meu futuro

Nem mesmo muro entre a luz e a retina

A íris pequenina menina dos olhos meus

Ela é só um silêncio repentino entre o imediato e o impermanente

Ninguém desaparece ou é riscado do meio dos vivos

Aliás, só é vivo de fato e de direito quem não mais precisa morrer…

Morte é um estranho ensaio que praticamos no sono

Durante toda vida humana,

A morte dorme conosco na cama, nós é que inventamos os sonhos…

Os lugares onde ando, as pessoas com quem eu falo eu desconheço

Antes de viajar pelo sonho, no entanto ás aceito e me felicito

E eu tiro cada prosa desses encontros que a rosa descansa no espinho

Criando coragem de ser o perfume que Deus, pois carinho,

A morte não gera engodo e nem põe no lodo a alma que sabe voar

O medo mora nas paredes escuras no lado de dentro da sombra que habita em nós…

A gravidez é a nave que traz a criatura pro mundo de vida passageira

A morte não paga ilusão e nem revela mistérios, ela é da natureza da vida.

Pra morrer bem é preciso viver á sério

Há uma contradição entre o “descanso” e o juízo final

Quem chegou e pensa que veio á passeio leva sofrimento pro recreio

Ela não se preocupa com a idade da criatura

Tecida a lavratura ela silencia a vaidade, a necessidade e o orgulho,

Só vai dormir no pedregulho o corpo que se desfaz

A alma imperecível segue seu sonho desperta pisando o chão do infinito…

E ás portas da eternidade acerta outro fuso horário

E aí não customiza velório, vai por onde os olhos insepultos não veem

E depois que “se chama saudade”

Andarilha pelos sonhos dos humanos se tecida foi a afinidade

Se o amor tinha laços a uva retorna do vinho revelando outros sabores

E quem sonha com os mortos queridos flutua nas lágrimas dos amores vividos

O Cristo falou: “Nasça de novo pra ver o Reino dos Céus”,…

Se vê pela sentença que a morte não é proibitiva…

“Quem sabe á que veio não tem medo de voltar”. (Elisete Cardoso)

Apague o velório, chore a verdade, mas não perca a saudade…

Na poeira dos livros não lidos…

Da desconfiança teimosa, da inconformação ruidosa,

Da qual se ressente a revolta e o remorso

A morte não é o impossível que não se fissura

A morte é a elegância da alma que sai do corpo em silêncio…

É o que penso e também o que sinto…

Deus não é um labirinto…

&

Ademário da Silva

11 de janeiro de 2019.

 

 

 elita de cássia.

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O Espiritismo e a Mulher… livro No Invisível// Léon Denis.

O Espiritismo e a mulher  -cap. VII

No Invisível //=// Léon Denis

&

*Encontram-se, em ambos os sexos, excelentes médiuns; é à mulher, entretanto, que parecem outorgadas as mais belas faculdades psíquicas. Daí o eminente papel que lhe está reservado na difusão do novo Espiritualismo.*

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Mau grado às imperfeições inerentes a toda criatura humana, não pode a mulher, para quem a estuda imparcialmente, deixar de ser objeto de surpresa e algumas vezes de admiração.

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 *Não é unicamente em seus traços pessoais que se realizam, em a Natureza e na Arte, os tipos da beleza, da piedade e caridade; no que se refere aos poderes íntimos, à intuição e adivinhação, sempre foi ela superior ao homem. Entre as filhas de Eva é que obteve a antiguidade as suas célebres videntes e sibilas. Esses maravilhosos poderes, esses dons do Alto, a Igreja entendeu, na Idade Média, aviltar e suprimir, mediante os processos instaurados por feitiçaria (39). Hoje encontram eles sua aplicação, porque é sobretudo por intermédio da mulher que se afirma a comunhão com a vida invisível.*

*Mais uma vez se revela à mulher em sua sublime função de mediadora, que o é em toda a Natureza. Dela provém à vida; é ela a própria fonte desta, a regeneradora da raça humana, que não subsiste e se renova senão por seu amor e seus ternos cuidados. E essa função preponderante que desempenha no domínio da vida, ainda a vem preencher no domínio da morte. Mas nós sabemos que a morte e a vida são uma, ou antes, são as duas formas alternadas, os dois aspectos contínuos da existência.*

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Mediadora também é a mulher no domínio das crenças. Sempre serviu de intermediária entre a nova fé que surge e a fé antiga que definha e vai desaparecendo. Foi o seu papel no passado, nos primeiros tempos do Cristianismo, e ainda o é na época presente.

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*O Catolicismo não compreendeu a mulher, a quem tanto devia. Seus monges e padres, vivendo no celibato, longe da família, não poderiam apreciar o poder e o encanto desse delicado ser, em quem enxergavam antes um perigo.*

*A antiguidade pagã teve sobre nós a superioridade de conhecer e cultivar a alma feminina. Suas faculdades se expandiam livremente nos mistérios. Sacerdotisa nos tempos védicos, ao altar doméstico, intimamente associada, no Egito, na Grécia, na Gália, às cerimônias do culto, por toda a parte era a mulher objeto de uma iniciação, de um ensino especial, que dela faziam um ser quase divino, a fada protetora, o gênio do lar, a custódia das fontes da vida. A essa compreensão do papel que a mulher desempenha, nela personificando a Natureza, com suas profundas intuições, suas percepções sutis, suas adivinhações misteriosas, é que foi devida a beleza, a força, a grandeza épica das raças grega e céltica.*

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*Porque, tal seja a mulher, tal é o filho, tal será o homem. É a mulher que, desde o berço, modela a alma das gerações. É ela que faz os heróis, os poetas, os artistas, cujos feitos e obras fulguram através dos séculos.*

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Até aos sete anos o filho permanecia no gineceu sob a direção materna. E sabe-se o que foram as mães gregas, romanas e gaulesas. Para desempenhar, porém, tão sagrada missão educativa, era necessária a iniciação no grande mistério da vida e do destino, o conhecimento da lei das preexistências e das reencarnações; porque só essa lei dá à vida do ser, que vai desabrochar sob a égide materna, sua significação tão bela e tão comovedora.

Essa benéfica influência da mulher iniciada, que irradiava sobre o mundo antigo como uma doce claridade, foi destruída pela lenda bíblica da queda original.

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*Segundo as Escrituras, a mulher é responsável pela proscrição do homem; ela perde Adão e, com ele, toda a Humanidade; atraiçoa Sansão. Uma passagem do Eclesiastes a declara “uma coisa mais amarga que a morte”. O casamento mesmo parece um mal: “Que os que têm esposas sejam como se não as tivessem”; exclama Paulo. *

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Nesse ponto, como em tantos outros, a tradição e o espírito judaico prevaleceram, na Igreja, sobre o modo de entender do Cristo, que foi sempre benévolo, compassivo, afetuoso para com a mulher. Em todas as circunstâncias a escuda ele com sua proteção; dirige-lhe suas mais tocantes parábolas. Estende-lhe sempre a mão, mesmo quando decaída. Por isso as mulheres reconhecidas lhe formam uma espécie de cortejo; muitas o acompanharão até à morte.

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*Durante longos séculos a mulher foi relegada para segundo plano, menosprezada, excluída do sacerdócio. Por uma educação acanhada, pueril, supersticiosa, a manietaram; suas mais belas aptidões foram comprimidas, *conculcado* e obscurecido o seu caráter.*

&

(40) (Vide vocabulário abaixo)

&

*A situação da mulher, na civilização contemporânea, é difícil, não raro dolorosa. Nem sempre a mulher tem por si os usos e as leis; mil perigos a cercam, se ela fraqueja, se sucumbe, raramente se lhe estende mão amiga. A corrupção dos costumes fez da mulher a vítima do século. A miséria, as lágrimas, a prostituição, o suicídio – tal é a sorte de grande número de pobres criaturas em nossas sociedades opulentas.*

*Uma reação, porém, já se vai operando. Sob a denominação de feminismo, um certo movimento se acentua legítimo em seu princípio, exagerado, entretanto, em seus intuitos; porque, ao lado de justas reivindicações, enuncia propósitos que fariam da mulher, não mais mulher, mas cópia, paródia do homem. O movimento feminista desconhece o verdadeiro papel da mulher e tende a transviá-la do destino que lhe está natural e normalmente traçado. O homem e a mulher nasceram para funções diferentes, mas complementares. No ponto de vista da ação social, são equivalentes e inseparáveis.*

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O moderno Espiritualismo, graças às suas práticas e doutrinas, todas de ideal, de amor, de equidade, encara a questão de modo diverso e resolve-a sem esforço e sem estardalhaço. Restitui à mulher seu verdadeiro lugar na família e na obra social, indicando-lhe a sublime função que lhe cabe desempenhar na educação e no adiantamento da Humanidade. Faz mais: reintegra-a em sua missão de mediadora predestinada, verdadeiro traço de união que liga as sociedades da Terra às do Espaço.

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*A grande sensibilidade da mulher a constitui o médium por excelência, capaz de exprimir, de traduzir os pensamentos, as emoções, os sofrimentos das almas, os altos ensinos dos Espíritos celestes.*

Na aplicação de suas faculdades, encontra ela, profundas alegrias e uma fonte viva de consolações. A feição religiosa do Espiritismo a atrai e lhe satisfaz as aspirações do coração, as necessidades de ternura, que se estendem, para além do túmulo, aos entes desaparecidos. O perigo para ela, como para o homem, está no orgulho dos poderes adquiridos, na suscetibilidade exagerada. O ciúme, suscitando rivalidades entre médiuns, torna-se muitas vezes motivo de desagregação para os grupos.

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*Dai a necessidade de desenvolver na mulher, ao mesmo tempo em que os poderes intuitivos, suas admiráveis qualidades morais, o esquecimento de si mesma, o júbilo do sacrifício, numa palavra, o sentimento dos deveres e das responsabilidades inerentes à sua missão mediatriz.*

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*O Materialismo, não ponderando senão o nosso organismo físico, faz da mulher um ser inferior por sua fraqueza e a impele à sensualidade. Ao seu contacto, essa flor de poesia verga ao peso das influências degradantes, se deprime e envilece.*

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*Privada de sua função mediadora, de sua imaculada auréola, tornada escrava dos sentidos, não é mais que um ser instintivo, impulsivo, exposto às sugestões dos apetites mórbidos. O respeito mútuo, as sólidas virtudes domésticas desaparecem; a discórdia e o adultério se introduzem no lar; a família se dissolve, a felicidade se aniquila. Uma nova geração, desiludida e céptica, surge do seio de uma sociedade em decadência.*

*Com o Espiritualismo, porém, ergue de novo a mulher a inspirada fronte; vem associar-se intimamente à obra de harmonia social, ao movimento geral das idéias. O corpo não é mais que uma forma tomada por empréstimo; a essência da vida é o espírito, e nesse ponto de vista o homem e a mulher são favorecidos por igual. Assim, o moderno Espiritualismo restabelece o mesmo critério dos celtas, nossos pais; firma a igualdade dos sexos sobre a identidade da natureza psíquica e o caráter imperecível do ser humano, e a ambos assegura posição idêntica nas agremiações de estudo.*

*Pelo Espiritismo se subtrai a mulher ao vértice dos sentidos e ascende à vida superior. Sua alma se ilumina de clarão mais puro; seu coração se torna o foco irradiador de ternos sentimentos e nobilíssimas paixões. Ela reassume no lar a encantadora missão que lhe pertence, feita de dedicação e piedade, seu importante e divino papel de mãe, de irmã e educadora, sua nobre e doce função persuasiva.*

*Cessa, desde então, a luta entre os dois sexos. As duas metades da Humanidade se aliam e equilibram no amor, para cooperarem juntas no plano providencial, nas obras da Divina Inteligência.*

&

Vocabulário:

Significado de Conculcado

Adjetivo

Calcado aos pés; pisado. Desprezado, humilhado.

Etimologia (origem da palavra conculcado). Particípio de conculcar.

&

 

sibilas.f. Profetisa, bruxa, feiticeira. Nome que os antigos romanos davam a qualquer mulher idosa, supostamente capaz de predizer o…

 O continuador por excelência

Amor’amigo!!!

Amizade e amor…

*&*

Amizade é mesmo como grãos de pólens

Que se engastam nos corações

Assopradas que foram pelos ventos da afinidade

E é assim que me lembro de muitas almas que encontro pelos caminhos

E que surgem camufladas em corpos e rostos diferentes dos que já vi pelo tempo

Mas, minha alma não se engana e reconhece pelo olhar na janela das retinas,

Antigo amigo, e milenar amizade feminina, uma menina de cabelos cacheados.

Pelas ruas chiques e famosas do mundo, numa esquina do tempo, ou nas ruas de…

Antigos cafeeiros, senzalas, outeiros ou ainda nos caminhos do meio, pelos roçados…

Seu rosto menina de expressão tão meiga, teus olhos de íris arregaladas num sorriso silente de luz, que me parecem gargalhadas espirituais…

É assim que te reconheço num gesto meio tímido, ás vezes canhestro, um sorriso de luz, mas com medo de cabrestos e que não se perde em sacrifícios…

E demonstra nos labirintos da timidez ou entre linhas do desejo o croqui da felicidade num emaranhado de rubores, os albores e os tambores das manhãs de amores…

A amizade tem a ternura e a confiança de uma criança que se fia na inocência como toga do respeito num relacionamento livre, mas estreito que se abre qual vitória régia nas águas calmas e segredentas de um lago imenso na cratera de um peito cujo coração é o leito dos marulhares do amor…

O sentimento que vive nas águas sedentas são as paixões barulhentas…

Alguém já disse: “Que as almas se acham antes que os corpos se encostem” nos roçares da intimidade, e quando essa permissão acontece o amor agradece, porque a semente dos sentimentos germina no toque do olhar e no afago dos sonhos…

A amizade é o visgo onde o coração se enrosca e aí não importa a paisagem de fora, mas a flora e a fauna de dentro, vidas e movimentos, gestos e acolhimentos, frutos desse sentimento que tudo perdoa, porque não ama o erro, mas pessoas e que compreende que a imperfeição é ainda o legado de um mundo de provas e expiações…

O amor dorme na cama da amizade e se levanta todos os dias nos braços da liberdade…

E sempre olha pelas retinas do respeito os horizontes da evolução conjunta.

O amor não aplica multas e nem castigos, busca no silêncio decifrar os emblemas da esperança…

O amor é a amizade evoluída que tem na calma o prisma da consciência esclarecida…

O amor é vida, jamais será dor ou suicídio. Não brinca com o impossível e nem desequilibra a harmonia…

O amor é dia na plenitude das noites tempestuosas…

É rosa e jamais espinhos. Carinho e compreensão.

É silêncio da prece, alegria que preza, não é sentença e sempre será perdão.

O amor e a amizade são trocas espontâneas e silenciosas…

Porque simples e humildes á viver nos olhares e gestos…

E apenas visitam palavras quando rimas ou poemas…

O amor é sempre o ar que se respira todos os dias mesmo que não o sintam…

O amor e a amizade jamais serão dramas ou dilemas, mas a melodia e a canção das rimas de um poema que se chama vida…

*&*

Ademário da Silva

03 de janeiro de 2019.

 

 

 PsicoEdu!

Amando… e vivendo! Feliz Ano Novo ás Amigas e Amigos…

Amor… e vida…

&

Ali onde o amor ardia

O amor ao dia

A moradia

Amor á vida

Ardia o tempo do amor

Mas, não de brasas á gerar cinzas

Mas, toda vida era o dia…

Que morava no amor

Era um jardim e pomar

Pro mar que abriga rios

O rio á velejar no mar

Fauna e flora sementes e genes

Desertos e florestas em festas de vida

Amor á vida ardia areias

Na ceia de viver

Ardia o amor e o mar

E arraias e baleias ás centenas, procriar…

Vulcão e estrelas na beira do firmamento

Um momento, barriga a se engrandecer…

Mulher que dá a vida em todos os tempos

Viver de esperma e óvulo

Lembra o óbolo da viúva

Que sabia do sabor da uva e das tâmaras

Câmara da vida que não se sustenta por dízimos

Mas, da essência do Evangelho…

Que desabriga o homem velho dos desterros

O erro foi não saber ler a vida que ardia

De dia no meio do tempo todo

O amor é o enredo e não o medo

Por isso sempre retorna

Da bigorna fria que o esmaga

E extrai das próprias bagas

 O gene da vida que ainda arde

No meio da tarde e na barra da noite

E no claro do dia a vida ardia

Brasa de infinita imortalidade

Cheiro de saudade e das manhãs

Vida de febre terçã de amor aos dias

Amor de mulher e vida

O tempo cicatriza as feridas do parto

Mas, não do estupro…

O desamor é um insulto á vida!

Roda a vida onde o amor arde

E jamais será tarde para amar..

*&*

Ademário da Silva

29 de dezembro de 2018.

 

 Vida eamor...

E a vida continua sempre…

Continuidade!

&

Pra quem vai ou pra quem fica

A rotina não se altera viver “lá” ou cá na Terra

Pra garimpar a própria luz!

&

Quem na alma acredita

Não sucumbe ou desespera

Chora a dor que te separa do amor ou primavera!

&

Saiba que a vida continua para além do horizonte

E mesmo que não acuses a presença na retina

A intuição é a menina que te entrelaça na saudade!

A verdade imortal, ninguém fica pra semente,

A vida é espiritual…

&

Se confiares no Criador o amor não desampara

Ninguém fica eternamente no chão

E jamais será alma penada na estrada eternidade

Continuidade na jornada!

&

Por isso quando se for que seja tão inteiro

E se tiver que vir que traga outro luzeiro

Feito semente que se transforma em folha, flor e fruto.

Abandone todo luto, todo choro e frustração,

Evolução não acontece por osmose ou acidente

&

E como disse o maior Mestre:

“Eis toda lei e os profetas”

“Ame a si e ao próprio irmão sempre no mesmo diapasão”

Afinisando mente e alma, atitude e coração!

Ir e vir são os direitos de ser livre e amorável

Não há religião ou etiqueta que lhe confira alta comenda

&

Reprimendas e retoques, corrigendas e ajustes.

Passaportes de cada um no embarque e na viagem…

Seja na ida ou na volta o roteiro te pertence

A gente vem inconsciente para pisar sobre esse chão

Pra voltar a consciência não pode ser a contra mão

Não se amofine ou se acovarde porque fugir é impossível

&

Mas, por incrível que pareça floresça outros sentidos,

A eternidade é o caminho e a imortalidade a condição

Que o Pai se nos outorga pra vestirmos a toga da evolução!

Gratidão aos que ficam alegria nos reencontros

Não é sobre acreditar, mas sobre confiança,

Misericórdia e Justiça são as leis tão naturais

Então diga mesmo até logo somado ao até breve

E um dia a gente se vê num tempo bem mais leve…

&

Ademário da Silva

19 de dezembro de 2018.  Continuação!

Tons, acordes e cores…

Tons mediúnicos!

&

E com auxilio suntuoso da poesia

Que vem de noite, na madrugada ou em pleno dia,

Riscando versos de luz na minha agonia

E o amparo belicoso da liberdade

Á rimar os meus anseios na afinidade

&

Quando a luz do dia acende, eu me rendo,

A realidade da rotina tão barulhenta

Sobrevivência contra impostos na minha renda

E há quem diz que a política entende a minha vida

Se o mundo para eu alcanço a escada da saída

&

Eu só não entendo o olho cego e religioso

É escabrosa a opinião que vem de cima

E turva a vista do horizonte inda distante

E o povo paga a penitência tão dirigida

Cruzo palavras, sons e tons nas minhas rimas,

&

E a canção apresenta simplicidade

A oração não é monólogo nem modernidade

Na eternidade tem resíduos das minhas sombras

Eu vejo e sinto a contundência da minha ausência

Minha alma nua escolhendo suas sementes

Eram talentos espargidos pelo tempo

&

E a geometria enfia a vida numa parábola

Multiplica a hipotenusa pelo destino

Estrelas cadentes são delírios e devaneios

É pão centeio, amanhecido ou mesmo ausente,

O que é presente é o domínio sobre si

A estrada é curta, é sem curva de A á B,

&

É imortal a consciência, olhos abertos,

O que importa no caminho é a colheita

Os meus amores, meus amigos e meus afetos,

São as sentenças das amizades mais perfeitas

Laços espirituais, vozes rarefeitas,

Intuições, inspirações, mediunidade a minha seita…

&

Ademário da Silva

02 de dezembro de 2018

 

 

 

 

 

 

 mediúnica

Maria, a mãe Santíssima

 LÁZARO REDIVIVO

&

Pelo Espírito Irmão X

 

A ESCRAVA DO SENHOR // 02

&

*Quando João, o discípulo amado, veio Ter com Maria, anunciando-lhe a detenção do Mestre, o coração materno, consternado, recolheu-se ao santuário da prece e rogou ao Senhor Supremo poupasse o filho querido.

Não era Jesus o Embaixador Divino?

Não recebera a notificação dos anjos, quanto à sua condição celeste?

Seu filho amado nascera para a salvação dos oprimidos… Ilustraria o nome de Israel, seria o rei diferente, cheio de amoroso poder. Curava leprosos, levantava paralíticos sem esperança.

A ressurreição de Lázaro, já sepultado, não bastaria para elevá-lo ao cume da glorificação?*

&

*E Maria confiou ao Deus de Misericórdia suas preocupações e súplicas, esperando-lhe a providência; entretanto, João voltou em horas breves, para dizer-lhe que o Messias fora encarcerado.*

A Mãe Santíssima regressou à oração em silêncio. Em pranto, implorou o favor do Pai Celestial. Confiaria n’Ele.

Desejava enfrentar a situação, desassombradamente, procurando as autoridades de

Jerusalém. Mas, humilde e pobre, que conseguiria dos poderosos da Terra? E, acaso, não contava com a proteção do Céu? Certamente, o Deus de Bondade Infinita, que seu filho revelara ao mundo, salvá-lo-ia da prisão, restitui-lo-ia à liberdade.

Maria manteve-se vigilante. Afastando-se da casa modesta a que se recolhera, ganhou a rua e intentou penetrar o cárcere; todavia, não conseguiu comover o coração dos guardas.

Noite alta, velava, súplice, entre a angústia e a confiança.

Mais tarde, João voltou, comunicando-lhe as novas dificuldades surgidas. O Mestre fora acusado pelos sacerdotes. Estava sozinho. E Pilatos, o administrador romano, hesitando entre os dispositivos da lei e as exigências do povo, enviara o Mestre à consideração de Herodes.

Maria não pôde conter-se. Segui-lo-ia de perto.

&

Resoluta, abrigou-se num manto discreto e tornou à via Pública, multiplicando as rogativas ao Céu, em sua maternal aflição.

Naturalmente, Deus modificaria os acontecimentos, tocando a alma de Antipas.

Não duvidaria um instante.

Que fizera seu filho para receber afrontas?

Não reverenciava a lei?

Não espalhava sublimes consolações?

Amparada pela convertida de Magdala, alcançou as vizinhanças do palácio do tetrarca.

&

Oh! Infinita amargura! Jesus fora vestido com uma túnica de ironia e ostentava, nas mãos, uma cana suja à maneira de cetro e, como se isso não bastasse, fora também coroado teria que libertar-lhe a fronte sangrenta e arrebatá-lo da situação dolorosa, mas o filho, sereno e resignado, endereçou-lhe o olhar mais significativo de toda a existência. Compreendeu que ele a induzia à oração e, em silêncio, lhe pedia confiança no Pai. Conteve-se, mas o seguiu em pranto, rogando a intervenção divina. Impossível que o Pai não se manifestasse.

Não era seu filho o escolhido para a salvação?

Lembrou-lhe a infância, amparada pelos anjos…

 Guardava a impressão de que a Estrela Brilhante, que lhe anunciara o nascimento, ainda resplandecia no alto!…

 

A multidão estacou, de súbito. Interrompera-se a marcha para que o governador romano se pronunciasse em definitivo.

Maria confiava.

Quem sabe chegara o instante da ordem de Deus? O Supremo Senhor poderia inspirar diretamente o juiz da causa.

&

Após ansiedades longas, Pôncio Pilatos, num esforço extremo para salvar o acusado, convidou a turba farisaica a escolher entre Jesus, o Divino Benfeitor, e Barrabás, o bandido. O povo ia falar e o povo devia muitas bênçãos ao seu filho querido.

Como equiparar o Mensageiro do Pai ao malfeitor cruel que todos conheciam?

A multidão, porém, manifestou-se, pedindo a liberdade para Barrabás e a crucificação para Jesus.

Oh! – pensou a mãe atormentada – onde está o Eterno que não me ouve as orações? Onde permanecem os anjos que me falavam em luminosas promessas?

&

Em copioso pranto, viu seu filho vergado ao peso da cruz. Ele caminhava com dificuldade, corpo trêmulo pelas vergastadas recebidas e, obedecendo ao instinto natural, Maria avançou para oferecer-lhe auxílio. Contiveram-na, todavia, os soldados que rodeavam o Condenado Divino.

Angustiada, recordou-se repentinamente de Abraão. O generoso patriarca, noutro tempo, movido pela voz de Deus, conduzira o filho amado ao sacrifício. Seguira Isaac inocente, dilacerado de dor atendendo a recomendação de Jeová, mas, eis que no instante derradeiro, o Senhor determinou o contrário, e o pai de Israel regressara ao santuário doméstico em soberano triunfo. Certamente, o Deus Compassivo escutava-lhe as súplicas e reservava-lhe júbilo igual. Jesus desceria do Calvário, vitorioso, para o seu amor, continuando no apostolado da redenção; no entanto, dolorosamente surpreendida, viu-o içado no madeiro, entre ladrões.

Oh! A terrível angústia daquela hora! …

Por que não a ouvira o Poderoso Pai?

Que fizera para não lhe merecer a benção?

&

Desalentada, ferida, ouvia a voz do filho, recomendando-a aos cuidados de João, o companheiro fiel. Registrou-lhe, humilhada, as palavras derradeiras. Mas, quando a sublime cabeça pendeu inerte, Maria recordou a visita do anjo, antes do Natal Divino. Em retrospecto maravilhoso, escutou-lhe a saudação celestial. Misteriosa força assenhoreava-se-lhe do espírito.

&

Sim… Jesus era seu filho, todavia, antes de tudo, era o Mensageiro de Deus. Ela possuía desejos humanos, mas o Supremo Senhor guardava eternos e insondáveis desígnios. O carinho materno poderia sofrer, contudo, a Vontade Celeste regozijava-se. Poderia haver lágrimas em seus olhos, mas brilhariam festas de vitória no Reino de Deus.

Suplicara aparentemente em vão, porquanto, certo, o Todo-Poderoso atendera-lhe os rogos, não segundo os seus anseios de mãe e sim de acordo com seus planos divinos.

Foi então que, Maria, compreendendo a perfeição, a misericórdia e justiça da Vontade do Pai, ajoelhou-se aos pés da cruz e, contemplando o filho morto, repetiu as inesquecíveis afirmações: – “Senhor, eis aqui a tua serva! Cumpra-se em mim, segundo a tua palavra!”.Rafaela Tonin