Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Arquivo para a categoria ‘Pensamentos’

Movimentos naturais…

Vento viaja e renova…

*&*

Viajando feito vento adolescente

Sorrindo entre prados e montanhas

Provocando toda flor e qualquer nuvem

Levando seus perfumes e umidades

Brincando com os pássaros na altitude,

Dançando com a chuva e a tempestade

Sabia de todo risco e da verdade

A água não lhe pesa sobre o dorso

E raios não lhe assustam a intimidade

Cansado se precipitava sobre os mares

Quasares na memória ancestral

Mutando-se em brisa refrigerante

Desafiando a energia do grande sol

Temperando o clima e a sensação

Rodopiando feito pião de um menino

Levantando em seus braços folhas e papéis

E as pipas dos piás assustadiços,

Rodavam nas saias desse vento

Seguindo e assustando os telhados

Num passo de frevo ou de samba

Empurra a cachoeira que descamba

Soprando as jangadas tremedeiras

O vento na verdade inventa a dança

E pisa sobre compassos imaginários

No alto da Serra da Mantiqueira ou,

No entorno do Pico da Neblina

E a terra enciumada vira poeira

Nas estradas e nos quintais

No sul do meu país é minuano

Filhote dos alísios que vem dos mares

Insiste, intermite e até resiste,

Levando no seu colo pólens e sementes

Espalha o colorido mais divino

Encanta beija-flores e sabiás

E leva em seus assentos corvos e águias

Por ser adolescente até embirra

E para sem ter motivos claros

E o céu e a sensação ficam mais puros

Combina com as matas, os mares e os rios,

O tom da umidade e da emoção

E feito oração tão natural

Assopra nossos males e feridas

Levando pra bem longe o nosso mal…

*&*

Ademário da Silva

13 de outubro de 2017.

 

 

 

dupla

Anúncios

Aos professores e professoras do mundo…

 

 

Professora e Professor

*&*

Sementes de luz nas salas de aulas

Acendem as almas e desenham países

Conduzem pessoas nas descobertas

Cientistas e médicos, poetas e clérigos,

Engenheiros diversos e também escritores

Brotam das mãos dos professores

A profissão e a arte em todas as partes

Plásticas e cênicas, paisagem e cinema,

Advogados, técnicos e juízes,

Nos jardins da infância á instâncias de instrutores

Pintores e desenhistas artistas das cores

E os escultores a fazer maravilhas

Muitos dias nos tempos de tantas escolas

A televisão e o teatro e os artistas da rua

Assimilaram consoantes e vogais que são como orações

Na alma de um professor e de uma professora

Vestem a didática de dinâmica e a pedagogia de ideal

Do sapateiro ao presidente, do arquiteto ao mestre de obras,

Todos tiveram tempo de sobra na sala de um professor

Principalmente quando a escola era a casa de todos os poderes

Os poderes de luz, os poderes de livros e os poderes de giz,

Mas, o professor é insistente e teimoso e sonhador,

Por isso continuam a ensinar com coragem e muito amor!

Uma sala de aula é tão importante quanto o berço

Que pais e professores possam juntar as contas desse terço

Sempre!

*&*

Ademário da Silva

15 de outubro de 2017.

 

 

 

 professoras e professores...

Crianças, Maria e o jargão do autoamor

Dora Incontri

dea38d6df078efb6cb7174a9d660d1fb--pregnancy-art-quilt-art

Hoje é dia das crianças, mas também é dia de Maria, símbolo da maternidade, na sua manifestação negra e brasileira de Nossa Senhora de Aparecida. Crianças precisam de mães Maria e Maria é uma inspiração para mães sensíveis, que tenham vínculo com a tradição cristã.

Mas quero refletir sobre isso, lançando alguma luz sobre uma ideia, o autoamor, que virou uma febre no ramo da autoajuda, seja ela católica, budista, espírita ou laica – pois como a autoajuda vende bem, ela está em toda parte e virou discurso comum da ala da espiritualidade light, que anda sendo semeada em nossos tempos de superficialidade.

Obviamente, uma pessoa saudável, com psiquismo minimamente equilibrado, terá seu autocuidado – o que implica desde cuidados de higiene e alimentação a cuidados psíquicos e financeiros. Ou seja, é necessário, útil, bom que cuidemos de nós mesmos, que tenhamos respeito por nossas necessidades.

Os grandes mestres…

Ver o post original 792 mais palavras

Consciência…

Consciência…

*&*

Não me lembro de medo ou de escuro

Ou de muro que pudesse cercear

Meus caminhos livres arbítrios, portas largas e longas,

Que não precisavam se estreitar

Só caminhar era o que bastava pra que eu pudesse chegar

Pus os meus pés no deserto pra desafiar o queimar

E deixei pegadas no escuro pra que ninguém pudesse enxergar

Morei no seio da solidão coração com medo de amar…

Egoísmo, orgulho e vaidade ferramentas da escuridão.

O amor o talento escondido na masmorra da ilusão

E o tempo voando indene feito vento tempestuoso indiferente

Transformou as paisagens e a vida numa equação de somar

E o Evangelho de Estranha Moral, me dizendo pra eu abandonar,

Quem são meus pais e irmãos senão humanidade milenar

Entre templos, pedras e mitos e um chão pesado pra andar,

Vou deixando a inconsciência na impermanência a penar

Se o verbo é transitivo o sujeito não pode ocultar

Quem se omite não se conjuga e nem se consegue rimar

Religião é voz que não se obriga e nem consegue cantar

Cada consciência se obriga por si mesma evoluir

Você só encontra o amanhã se de ontem já não for…

E tudo que era dor nem cicatriz conseguiu deixar

E a luz que era semente feito flor despetalou

E os caminhos que eram distantes o próprio tempo enlaçou

E todo laço é liga que engendra pingentes de amor

E tudo que era medo e muro sedimentou o chão do futuro

E todo perfume de si depois que a tempestade passou

Exala em poemas e luas, como em todo modo de ser,

Ser de luz e de amor, ser de paz e cantar,

Ser de si e de Deus e ser pra si e pros seus

Como Jesus é pra nós a luz que não se apaga

O amor que não se acaba…

*&*

Ademário da Silva

08 de outubro de 2017.

 

 

 

 

 

 

 

f. exóticas

Conexão… 3. Minha resposta ao meu filho Eduardo Ademário.

Gratidão sempre á Vida, á Deus e ao Tempo.

*&*

Efeitos colaterais… Da psicografia do Eduardo…

*&*

Sabe meu filho os nossos olhos não escondem as emoções

Nossos corações borbulhando de felicidade feito champanhe escancarada

Molhando nossa cara, nossa alma e nossa saudade…

Nossos olhos na verdade parecem insetos cegos procurando a luz da imagem

É 1º de outubro abaixo da linha do equador

E o Greenwich é um fetiche espiritual de duas faces, oriental e ocidental,

Tudo é imaginário no estrato ordinário da luz humana

Mas, a mediunidade agrega os dois lados da medalha no mesmo valor.

E como dizia o Chico o celular só dispara de lá pra cá

E aí a seiva da saudade se derrama sobre os atendentes,

Que na maioria das vezes são muitos corações carentes, necessitados,

Que as asas da misericórdia se abram sobre os exilados da luz…

 Sim, somos nós exilados na curva do deserto aqui na Terra,

E quando o maná despenca pelo firmamento da alma,

Trazendo notícias, lembranças e saudades explícitas o coração grita.

E lá do fundo da cripta evolve feito urso que hibernava e vem sorrateiro a princípio em busca da seiva que sustenta o espírito.

O coração grita, fala, chora, reza e agradece como se estivesse fazendo um bolo de preces.

Assim é o “mundo espiritual”, separado de nós pela linha da sensibilidade mediúnica.

A túnica dos iniciados que permite a psicografia, a intuição e ás vezes até cura.

E os corações humanos cicatrizados de separação suturam-se nessa emoção do momento

O unguento do reencontro, ali onde a saudade é a mais pura oração.

E lá vem a fala, o estilo e o trejeito trazendo seu jeito, sua cara, seu amor e coração como uma flor aberta como estrela na palma da nossa mão…

E você Eduardinho fala da Dona Silvana sua Rainha, fala do pai, das manas e da sobrinha que são princesas no seu coração.

O tempo aí na sua morada é mais veloz que o nosso, mas você fala da rapaziada, seus amigos e com uma licença poética incluímos suas amigas aqui do chão, que trazem os corações molhados de saudades também…

Isso por que carregamos conosco um defeito de linguagem universal, quando falamos homem, incluímos um tom genérico, pra dizer de último momento que não nos esquecemos das mulheres. Precisamos na verdade apagar essa hipocrisia, por que sem a mulher a vida nem existia.

Aliás, a vida é essencialmente feminina… Aliás, é por isso que existem as rainhas e as princesas,  as primas, tias, as manas e avós…

E nos revela que anda bem, trabalha muito e aprende mais…

E nós, sua família, suas amigas e amigos fazemos do trigo dessa emoção o pão da saudade servido numa tarde de domingo, 1º de outubro, no coração da necessidade, o lanche moral que nos sacia a alma neste momento.

Beijos do pai e da mãe, das manas e da sobrinha e de todos que te amam…

As suas amigas e os seus amigos, “os de verdade” que você dizia, sempre colocam mais tintas em nossas emoções…  

E também as amizades “virtuais”, entre aspas porque a afinidade é a rima que une os corações…

E olha, não precisa pedir mais desculpas não, corações que se amam afogam as cismas nas águas do perdão!

Beijos espirituais filhote Eduardinho, o nego preto do pai, o nosso pizindin…

*&*

Ademário da Silva

02 de outubro de 2017.

 

 

 

Gratidão D-uh!

O celular tocando de lá pra cá… 2.

Psicografia do Eduardo Ademário

*&*

Centro Espírita Perseverança.

1º de outubro de 2015. 

3ª psicografia do meu filho Eduardo Ademário da Silva.

Médium Alexandre.

*&*

E aí família e rapaziada, tô de boa, quer dizer de boa trabalhando sem preguiça e sem bobeira.

DuzithoHoje reconheço a vontade de Deus, que me evitou fazer besteira, por ignorância minha.

Graças á Deus, pai e mãe, vocês me deram fé e uma boa educação de amor e respeito ao próximo e honestidade, isso tudo estava dentro de mim, eu é que não ia buscar, e aqui pai e mãe, me deram os recursos para eu andar, foi tudo bem, não se preocupem vocês sempre foram o meu exemplo.

Claro que ainda falta muito para eu aprender, mas, a minha cabeça dura vai amolecendo o meu jeito cheio de razão, me acostumo a pensar diferente, e as palavras e orações dessa nossa Dona Silvana Cristina sempre chegam para mim, minha guerreira.

Pai desculpa, não me canso de te pedir desculpas, o senhor é meu exemplo de trabalho e honestidade, pode ter certeza.

De resto tô feliz, aprendendo e trabalhando e me emocionando com as músicas que sempre gostei, e aqui me enchem de Deus.

Tô com o coração livre, na paz mãe.

Te amo muito mãe.

Te amo muito pai.

E um beijo para nossas princesas.

De todo meu coração, é nóis…

Beijos!

Eduardinho.

 Eduardo Ademário da Silva.

Conexão intuitiva e psicográfica… 1.

Eduardinho meu filho!

*&*

O tempo humano é a ilusão dos sentidos

Faz cinco anos que você mudou de vibração

O seu endereço já não tem localização,

Não se pode registrar o CEP ou nome da Vila

Que são referências passageiras,

Hoje você já não carrega bolinha de gude na algibeira

E nem joga mais o futsal, brincando com o talento do domínio…

Os seus hábitos humanos ganharam outra moldura

E na envergadura da alma livre das injunções materiais

Dilataram-se os seus conceitos, interpretação, entendimento,

A intuição, a mediunidade e os sonhos são os caminhos onde encontramos seus pés

 Sua alegria, sua fé, seu novo cafofo e outros amigos,

A saudade ás vezes molha as fotos de lágrimas,

Mas, já não é dor que dilacera, é confiança num modo de espera

É outra atmosfera, temos que rasgar a vaidade,

E essa idiotice de querer sermos donos da verdade,

Deus realmente não joga dados e nem brinca de amarelinha

Sobre as linhas do destino, ainda mais de um menino,

Suas imagens na pasta do computador é flor que não murcha

Temos ciência do seu valor

E jamais esqueceremos o teu amor, o seu jeito de ser, de sorrir,

A sua pressa como se a vida te empurrasse

Forçasse seus passos nos traços do tempo

A eternidade brinca de esconde-esconde com os nossos amores

As gerações se sucedem mais o amor não se altera

E em alguns casos a dor o torna mais inteligente

Você escapou da nossa retina e vive na esquina da saudade

O nosso e-mail hoje é a sensibilidade

E agora meu filho, por aqui tem watsapp

Você iria amar, usar, brincar e abusar

Quero te dizer também que naquele ano de 2012

O Coringão trouxe o título do mundo e abalou o Japão

A Dani engravidou e trouxe o Vinícius em março de dois mil e quinze o neto terceiro

Outras coisas andam acontecendo por aqui,

O Totô, a Bruna Barbosa, a Bruna Vicente e a Érika e mais a Bia Pereira,

O Dito Pereira também guardam no coração as medalhas de ouro da amizade

O Tales, o Alecrim e tantos outros que nem sei o nome de todos…

23 de março é o laço que não se desata

É a data que não se apaga e afaga a saudade em nossos braços

Na data do seu “aniversário” sempre uma voz se levanta

Versando-te e a tristeza espanta

Agora que a saudade é poesia

O dia vai desaguar no reencontro da nossa alegria!

*&*

Ademário da Silva

30 de setembro de 2017.

 

 

 Duardo