Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

O Amanhã é de Deus, tens alguma dúvida…

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Não te preocupes pelo amanhã enquanto medida da ansiedade ou ruídos do futuro que não medes…

Olha o lírio não medrou ante a lama fez a cama, amor e o brilho das próprias pétalas e nem se preocupou se a paisagem era bela e favorável, fez de si a própria atração aos olhos de quem enxerga beleza…

O sol não violenta as sombras das tempestades, espera sua vez e mantém o próprio brilho e calor, pra atender os reclamos da natureza com a qualidade das suas obrigações…

Quando percebemos o brilho dos grandes cérebros e dos corações infinitos é que nos damos conta de que a reencarnação tem sua razão de ser…

O menino encantado que toca piano em tenra idade, a menina que capta a própria espiritualidade e imortalidade e enfrenta o Taliban, sem medo da morte ou de retaliações, porque tem fé que raciocina e atende á própria responsabilidade atribuída pelo Criador…

Não se desespere por comemorações factícias que se apagam com a rapidez dos fogos de artifício, leve sua felicidade onde fores porque ela é o reflexo da fé que praticas, e quando estiveres em teu lar dependure-a em todos os dias do calendário, para não esqueceres que tens o direito de amar, de sorrir, de cantar, de acertar e errar e sempre que possível reparar…

Pra ouvires e entender as estrelas precisas alçar-se do próprio chão para escapares da mesmice humana…

“Andar com fé eu vou? Porque a fé não costuma faiá”… A fé que raciocina faz a leitura da vida sem misturar verbos com substantivos, conhece os termos da oração e o tempo do verbo, não radicaliza a intensidade dos fonemas pra não desfigurar o seu próprio poema…

O calendário humano é só um depósito de medidas impermanentes e recorrentes sob os efeitos de dízimas periódicas do tempo que entendemos, 365 dias e 6 horas até que complete mais um dia e vire ano bissexto na matemática inexata dos nossos sábios cientistas…

Dizem-nos que a história é a lição que nos permite vermos os erros das gerações anteriores e que devemos evitá-los. Para uma humanidade em provas e expiações será que a reencarnação é a madrasta irreverente e surda, ou nós, filhos repetentes da Terra é que aviltamos a sala de aula do tempo e colocamos a culpa em Deus…

Hoje, nós sabemos que o amor é a lição de casa que devemos praticar, repetir, decorar, experimentar e memorizar afim de que a evolução se dê pela eliminação do mal e das sombras segundo a Justiça e a Misericórdia de Deus, a Suprema Inteligência do Universo. Amor e Bondade, os dois pesos da balança existencial…

Deus que é Todo Bondade e Amor, não destruirá parte ou o todo do planeta pra mostrar sua força, sua ira e capacidade de violentar as suas próprias crias, só pra nos mostrar que é capaz…

Resolvamos com amor nossos relacionamentos e corrijamos nossos erros pra não ter que ficar entre a cruz e a caldeirinha, temendo, amando e desconfiando de Deus…

      “ Toda crença é respeitável”.

       No entanto, se buscaste a Doutrina Espírita, não lhe negues fidelidade.

       Toda religião é santa nas intenções.

       “No entanto, só a Doutrina Espírita pode guiar-te na solução dos problemas do destino e da dor”.

Emmanuel no livro Religião dos Espíritos…  

De fato e de direito todos nós, independente de crenças ou religiões confiamos na eternidade que Deus nos concede, porque nos atermos co esse afinco infantil nas medidas humanas e quem sabe até crendices e magias, numa ânsia infrutífera de resolvermos num átimo de segundo o que só o tempo ensina e permite através de váris vidas em corpos diferentes…

E assim não importa consanguinidades, parentescos, dnas e outros códigos impermanentes da matéria humana…

O que vale é o caminha do espírito em todas as suas sendas de aprendizado, Sejam elas de sombras, de abismos, seja em corpos perfeitos ou atribulados por anomalias, o que importa é a andança, a conquista, a vitória, o aprendizado…

Assim é que desejo á toda minha família, desde a construída pelo bisavô Ananias Lúcio, pelo vovô Ademário, pelo papai Francisco Ademário, junto com mamãe Maria Benedita, e a família construída por mim, Ademário e pela Silvana Cristina minha mulher neste passo, ás minhas filhas Janaína Cristina, Daniela Fernanda, Vanessa Diana, Eduardo Ademário, hojena outra dimensão; a minha neta Mylena Cristine, aos meus netos Matheus Ademário e Vinícius Ademário e também as minhas amigas de tato e contato, assim como á todas que me recebem na internet, ou de verdade no facebook, assim como os amigos todos…

E também aos grandes pensadores que me emprestaram seus livros, ás professores que me ensinaram á ler e interpretar, aos mestres do campo profissional; aos espíritos tutores, protetores, familiares e afins que muito me ajudam nos meus estudos espíritas com toda minha humanice:

FELIZ ANO NOVO Á TODAS E TODOS… com muita saúde, paz, amor e liberdade de ser e de estar, aqui ou acolá, o importante é viver a lição de casa…

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Ademário da Silva

31 de dezembro de 2017…

 

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Doutrina Espírita

 

Do livro Religião dos Espíritos…

 

RELIGIÃO DOS ESPÍRITOS

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

 Reunião pública de 13/11/59

Questão nº 838

 

       Toda crença é respeitável.

       No entanto, se buscaste a Doutrina Espírita, não lhe negues fidelidade.

 

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       Toda religião é sublime.

       No entanto, só a Doutrina Espírita consegue expli­car-te os fenômenos mediúnicos em que toda religião se baseia.

 

*

 

       Toda religião é santa nas intenções.

       No entanto, só a Doutrina Espírita pode guiar-te na solução dos problemas do destino e da dor.

 

*

 

Toda religião auxilia.

No entanto, só a Doutrina Espírita é capaz de exo­nerar-te do pavor ilusório do inferno, que apenas subsis­te na consciência culpada.

 

*

 

Toda religião é conforto na morte.

No entanto, só a Doutrina Espírita é suscetível de descerrar a continuidade da vida, além do sepulcro.

 

*

 

Toda religião apregoa o bem como preço do paraíso aos seus profitentes.

No entanto, só a Doutrina Espírita estabelece a ca­ridade incondicional como simples dever.

 

*

 

Toda religião exorciza os Espíritos infelizes. No entanto, só a Doutrina Espírita se dispõe a abra­çá-los, como a doentes, neles reconhecendo as próprias criaturas humanas desencarnadas, em outras faixas de evolução.

 

*

 

Toda religião educa sempre.

No entanto, só a Doutrina Espírita é aquela em que se permite o livre exame, com o sentimento livre de compressões dogmáticas, para que a fé contemple a ra­zão, face a face.

 

*

 

Toda religião fala de penas e recompensas.

No entanto, só a Doutrina Espírita elucida que to­dos colheremos conforme a plantação que tenhamos lan­çado à vida, sem qualquer privilégio na Justiça Divina.

 

*

 

Toda religião erguida em princípios nobres, mesmo as que vigem nos outros continentes, embora nos pare­çam estranhas, guardam a essência cristã.

No entanto, só a Doutrina Espírita nos oferece a chave precisa para a verdadeira interpretação do Evan­gelho.

 

*

 

Porque a Doutrina Espírita é em si a liberalidade e o entendimento, há quem julgue seja ela obrigada a misturar-se com todas as aventuras marginais e com todos os exotismos, sob pena de fugir aos impositivos da fraternidade que veicula.

Dignifica, assim, a Doutrina que te consola e liber­ta, vigiando-lhe a pureza e a simplicidade, para que não colabores, sem perceber, nos vícios da ignorância e nos crimes do pensamento.

 

«Espírita» deve ser o teu caráter, ainda mesmo te sintas em reajuste, depois da queda.

 

«Espírita» deve ser a tua conduta, ainda mesmo que estejas em duras experiências.

 

«Espírita» deve ser o nome de teu nome, ainda mesmo respires em aflitivos combates contigo mesmo.

 

«Espírita» deve ser o claro adjetivo de tua institui­ção, ainda mesmo que, por isso, te faltem as passageiras subvenções e honrarias terrestres.

 

Doutrina Espírita quer dizer Doutrina do Cristo. E a Doutrina do Cristo é a doutrina do aperfeiçoa­mento moral em todos os mundos.

Guarda-a, pois, na existência, como sendo a tua res­ponsabilidade mais alta, porque dia virá em que serás naturalmente convidado a prestar-lhe contas.

 

Emmanuel

Reunião pública de 13/11/59

Questão nº 838 do livro dos Espíritos…

 

  1. Será respeitável toda e qualquer crença, ainda quando notoriamente falsa?

Livro dos Espíritos…

Toda crença é respeitável, quando sincera e conducente à prática do bem. Condenáveis são as crenças que conduzam ao mal.

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       Toda crença é respeitável.

       No entanto, se buscaste a Doutrina Espírita, não lhe negues fidelidade.

 

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Facilitador: Ademário da Silva

 

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Na parábola do tempo és o talento mais precioso

Com seu caráter metamórfico em tudo incide

Luz que modifica e não agride

A tudo abraça qual seiva vital á sustentar a alma na trajetória evolutiva

Abre os céus da eternidade aos olhos atentos.

 

FELIZ NATAL Á FAMÍLIA, ÁS AMIGAS E OS AMIGOS, INIMIGOS E DESAFETOS, AFINAL VIVEMOS SOB O MESMO TETO, ESSE CÉU AZUL E ILUMINADO POR UM SOL DE 5ª GRANDEZA E A NOITE UMA BELEZA DE LUZ E ESTRELAS Á EMBALAR NOSSOS SONHOS E REPOUSO…

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25 de dezembro de 2017…

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Séculos de mesmices e bizarrices e até presentices,

Eu sei Jesus que Tu vês tudo isso, nossa ensombrada marrentice,

Puseram culpa no Iscariotes e esqueceram o Jeshua Bar’Rabras,

E a história da sociedade humana manipulada por interesses escusos

Nem data real do nascimento do Cristo tem registro

E séculos se passaram, inventaram festas e esqueceram-se de preencher as frestas das necessidades reais das pessoas…

“Então é Natal”…

Seja o seu coração a Manjedoura da compreensão, do perdão e da reconciliação

Que os presentes que leves ao teu próximo seja impregnados da tua luz, do teu amor e da tua coragem de ser um homem novo e de alma sábia…

Que entenda que o Ouro, o Incenso e a Mirra são símbolos de renovação

A riqueza de espiritualidade e a espiritualidade aplicada somada de assepsia interior na aceitação de novos valores que nos conduzam a evolução.

Sejas então a Manjedoura da simplicidade no cultivo do amor ao próximo, nas suas relações amorosas e de amizades…

Permita que tua alma brilhe na manjedoura em que te encontras a busca do Mestre de Nazaré.

Permita ser a manjedoura qual ventre inseminado de luz a suportar a gravidez da luz e do amor renovados pela fé raciocinada e o amor que não mede condições pra viver…

Permita que teu coração enquanto manjedoura assepsiada seja a placenta de novos nascimentos em si mesmo.

“Amar ao próximo como á si mesmo” é a constante de comportamento espiritual que precisa ser aplicada qual remédio moral á curar nossas dores, mazelas, teimosias no dia á dia, no lar, na escola, no trabalho e na sociedade em geral… Eis que assim será diminuída a violência, os desencontros, os desamores e toda gama de problemas ainda existente e causada pelo nosso egoísmo e orgulho, a vaidade e a ambição desmedida e truculenta  que permeiam de maneira dolorosa nossas relações humanas em todos os seus níveis…

Sejas a manjedoura á receber Jesus em teus hábitos e costumes, para que a luz e o amor possa derrubar o muro das sombras, quebrando paradigmas que a evolução já não permite mais…

Sejas a manjedoura, mas não esperes mais por milagres, porque aqueles que Jesus construiu eram simples demonstrações de força espiritual, de amor, de solidariedade e fraternidade…

Eram as forças do amor somadas ao magnetismo espiritual e a bondade entendendo que todos podiam ter direitos a uma vida melhor, desde que se compreendessem uns aos outros…

O milagre, a dinâmica das leis divinas e naturais não permite, mas a transformação que permita a lapidação de valores e a adoção de comportamentos fraternos e amorosos, eis o caminho…

O milagre é a consciência de cada um caminhando e fazendo o que seja necessário para a própria evolução…

Balthazar, Melchior e Gaspar saíram pelo mundo acompanhando a estrela que os levaria até Jesus…

E nós já descobrimos a estrela que nos guia? Ou será que ainda preferimos a falsa magia da estrela cadente?

A estrela que brilha no firmamento da nossas necessidades é aquela que reflete coragem, fé e determinação na busca de espiritualidade própria…

Espiritualidade própria é a soma dos valores éticos e morais que vamos assimilando ao longo dos caminhos da vida…

É quando percebemos que o verdadeiro amor incondicional é aquele que ama os inimigos, que aceita as diferenças, que respeita o modo de ser do outro, que respeita suas escolhas e atribuições sem que isto signifique peso ou prejuízo em nossas relações…

Ser a manjedoura é aceitar assim como o Mestre Jesus aceitou as injunções da vida e das tarefas que nos são atribuídas pelo Criador, no caso do Mestre, a sua missão de nos ensinar o amor ao próximo…

E no nosso caso é nos desvincularmos de dores e sofrimentos desnecessários nos caminhos de nossa vida…

Ser a manjedoura e permitir ao coração ressuscitar renovado e destemido…

Ser a manjedoura é estudar a essência da própria fé respeitando a velocidade ou a lentidão dos que vão conosco pelos caminhos…

Sejamos então a nossa manjedoura de evolução…

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Ademário da Silva

25 de dezembro de 2017.

 MANJEDOURA...

Mãos em semeadura!

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A luz que alumia o dia emana das mãos de Deus

O Deus que semeia vida revela os segredos teus

A mão que plantou florestas é a mesma que salgou o mar

Salpicou o céu de estrelas pra você dormir e sonhar

Repouso é uma lei da vida é Deus quem regula o tempo

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A mão que adoça a manga e deixa o jiló amargo

A água do rio é doce e sacia a sede animal

Nas palmas da mão que cria, a cria, o doce e o sal

O inverno, o verão e a prima, o outono é o pai do chão,

A prima tão vera floresce a poesia, o encanto e o perfume,

O lume de Deus é vida nas mãos que prepara o pão

O chão dessa vida é o tempo proveito de evolução

E quando eu falo com Deus é poesia e oração

A mão da mãe protege o menino que escreve seus sonhos na mão

A vida que Deus traz nas mãos é pão, trabalho e oração,

A mão do pai tão humano desenhando caminhos

As mãos do menino na bola de gude é grude de prazer e alegria

E a menina com suas mãos na boneca ensaiam os sonhos de vida

As mãos desenhando esculturas, poesias, livros e partituras,

As mãos dos seres humanos nos planos de Deus nesse chão

As mãos engendrando o futuro agindo nos dias de agora

E as mãos que fizeram o passado sonham retomar a viagem

Mãos que semearam luzes, mãos que amaram o próximo,

Mãos que cometeram crimes nos filmes da reencarnação

Mãos que se fizeram rotas nos tratos da reconstrução

Mãos se unem em torno de um coração de luz

Mãos que apagam os efeitos das mãos que ainda estão no mal

Mãos que fazem as dores se afastarem da alma

Mãos de alma, de coração, de amor e de luz,

Mãos do Mestre distantes da dor da cruz

Mãos que leem a vida com os olhos da alma!

Mãos humildes, mãos amigas, mãos de agora e mãos antigas,

Mãos que fazem, mãos que escrevem, mãos que pintam, mãos que dedilham

Canções de ninar, protetoras mãos que amam…

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Ademário da Silva

17 de dezembro de 2017.

 

 

 

 

 

 

 

 Mãos...

Regeneração da Humanidade

 

Obras Póstumas Allan Kardec

 

Paris, 25 de abril de 1866.

 

Precipitam-se com rapidez os acontecimentos, pelo que já não vos dizemos, como outrora: «Aproximam-se os tempos.» “Agora, dizemos: Os tempos são chegados.”

 

Não suponhais que as nossas palavras se referem a um novo dilúvio, nem a um cataclismo, nem a um revolvimento geral. Revoluções parciais do globo se hão produzido em todas as épocas e ainda se produzem, por­que decorrem da sua constituição, mas não representam os sinais dos tempos.

 

Entretanto, tudo o que está predito no Evangelho tem de cumprir-se e neste momento se cumpre, con­forme o reconhecereis mais tarde.

 

Não tomeis, porém, os sinais anunciados, senão como figuras, que precisam ser compreendidas segundo o espírito e não segundo a letra.

 

Todas as Escrituras encerram grandes verdades sob o véu da alegoria e, por se terem apegado à letra, é que os comentadores se transviaram. Faltou-lhes a chave para lhes compreenderem o verdadeiro sentido.

 

Essa chave está nas descobertas da Ciência e nas leis do mundo invisível, que o Espiritismo vem revelar.

Tudo segue a ordem natural das coisas e as leis imutáveis de Deus não serão subvertidas. Não vereis milagres, nem prodígios, nem fatos sobrenaturais, no sentido vulgarmente dado a essas palavras.

 

Não olheis para o céu em busca dos sinais precur­sores, porqüanto nenhum vereis, e os que vo-los anun­ciarem estarão a enganar-vos.

 

Olhai em torno de vós, entre os homens: aí é que os descobrireis.

Não acrediteis, porém, no fim do mundo material.

 

A Terra tem progredido, desde a sua transformação; tem ainda que progredir e não que ser destruída. A Humanidade, entretanto, chegou a um dos períodos de sua transformação e o mundo terreno vai elevar-se na hierarquia dos mundos.

 

O que se prepara não é, pois, o fim do mundo ma­terial, mas o fim do mundo moral. Ë o velho mundo, o mundo dos preconceitos, do orgulho, do egoísmo e do fanatismo que se esboroa.

 

 Cada dia leva consigo alguns destroços.

 

Tudo dele acabará com a geração que se vai e a geração nova erguerá o novo edifício, que as gerações seguintes consolidarão e completarão.

 

Como já chegou esse tempo, uma grande emigração neste mo­mento se opera entre os que a habitam.

 

Os que praticam o mal pelo mal, alheios ao sentimento do bem, dela se verão excluídos, porque lhe acarretariam novamente per­turbações e confusões que constituiriam obstáculo ao progresso. Irão expiar o seu endurecimento em mundos inferiores, aos quais levarão os conhecimentos que adqui­riram, tendo por missão fazê-los adiantar-se. Substitui-los-ão na Terra Espíritos melhores que farão reinem entre si a justiça, a paz, a fraternidade.

 

Tudo, pois, exteriormente, se passará como de costume, com uma única diferença, embora capital: a de que uma parte dos Espíritos que nela encarnavam não mais encarnarão.

 

Em cada criança que nasça, em lugar de um Espírito atrasado e propenso ao mal, encarnará um Espírito mais adiantado e propenso ao bem.

A época atual é a da transição; os elementos das duas gerações se confundem. Colocados no ponto inter­médio, assistia à partida de uma e à chegada da outra, e cada uma já se assinala no mundo pelos caracteres que lhe são próprios.

 

As duas gerações que sucedem uma à outra têm idéias e modos de ver inteiramente opostos. Pela natu­reza das disposições morais, porém, sobretudo pelas dis­posições intuitivas e inatas, torna-se fácil distinguir à qual das duas pertence cada indivíduo.

 

Tendo de fundar a era do progresso moral, a nova geração se distingue por uma inteligência e uma razão, em geral, precoces, juntas ao sentimento inato do bem e das crenças espiritualistas, o que é sinal indubitável de certo grau de adiantamento anterior.

 

Não se com­porá tão-só de Espíritos eminentemente superiores, mas de Espíritos que, já tendo progredido, estão predispostos a assimilar as idéias progressistas e aptos a secundar o movimento regenerador.

 

O que, ao contrário, distingue os Espíritos atrasa­dos é, primeiramente, a revolta contra Deus, pela nega­ção da Providência e de qualquer poder acima da Huma­nidade; depois, pela propensão instintiva para as paixões degradantes, para os sentimentos antifraternais do orgu­lho, do ódio, do ciúme, da cupidez, enfim, a predominân­cia de apego a tudo o que é material.

 

Desses vícios é que a Terra tem de ser expurgada pelo afastamento dos que recalcitram em emendar-se, visto que são incompatíveis com o reino da fraternidade e os homens de bem sofreriam sempre com o contacto dessas criaturas.

 

Com referência a essa emigração de Espíritos, nin­guém pretenda que todos os Espíritos retardatários serão expulsos da Terra e relegados para mundos infe­riores. Muitos, ao contrário, aí hão de voltar, porque muitos cederão ao império das circunstâncias e do exem­plo; neles, a casca está mais estragada do que o cerne. Uma vez subtraidos à influência da matéria e dos pre­juízos do mundo corporal, eles, em sua maioria, verão as coisas de maneira inteiramente diversa da que as viam quando vivos, conforme os numerosos casos que já tendes apreciado

Aqueles, conseguintemente, poderão voltar e se sen­tirão felizes, porque isso lhes será uma recompensa.

 

 Que importa o que tenham sido e feito, se animados de melhores sentimentos se encontram?

Longe de se mos­trarem hostis à sociedade, serão seus auxiliares úteis, porquanto pertencerão à geração nova.

Não haverá, pois, exclusão definitiva, senão dos Espíritos substancialmente rebeldes, daqueles que o or­gulho e o egoísmo, mais do que a ignorância, tornaram surdos aos apelos do bem e da razão.

 

E, como se não se operasse com bastante rapidez a destruição, os suicídios se multiplicarão em propor­ções inauditas, até entre as crianças.

 

A loucura jamais terá atingido tão grande quantidade de homens que, antes mesmo de morrerem, estarão riscados do número dos vivos. São esses os verdadeiros sinais dos tempos e tudo isso se cumprirá pelo encadeamento das circunstâncias, como já o dissemos, sem que haja a mais ligeira derrogação das leis da Natureza.

 

Contudo, através da escura nuvem que vos envolve e em cujo seio ronca a tempestade, já podeis ver des­pontando os primeiros raios da era nova.

 

A fraternidade lança seus fundamentos em todos os pontos do globo e os povos estendem uns aos outros as mãos; a barbárie se familiariza no contacto com a civilização; os precon­ceitos de raças e de seitas, que causaram o derrama­mento de ondas de sangue, se vão extinguindo; o fana­tismo, a intolerância perdem terreno, ao passo que a liberdade de consciência se introduz nos costumes e se torna um direito. Por toda parte fermentam as idéias; percebe-se o mal e experimentam-se remédios para de­belá-lo, mas muitos caminham sem bússola e se perdem em utopias.

 

O mundo se acha empenhado num imenso trabalho de gestação que já dura há um século; nesse trabalho, ainda confuso, nota-se, todavia, que predomina a tendência para determinado fim:

 

o da unidade e da uniformidade, que predispõem à confraternização.

Também aí tendes sinais dos tempos.

 

A fé inata será um dos caracteres distintivos da nova geração, não a fé exclusiva e cega que divide os homens, mas a fé raciocinada, que esclarece e fortifica, que os une e confunde num sentimento comum de amor a Deus e ao próximo.

 

Com a geração que se extingue desaparecerão os últimos vestígios da incredulidade e do fanatismo, igualmente contrários ao progresso moral e social.

 

O Espiritismo é a senda que conduz à renovação, porque destrói os dois maiores obstáculos que se opõem a essa renovação: a incredulidade e o fanatismo; porque faculta uma fé sólida e esclarecida;

 

Assim, pois, a era nova vê-lo-á engrande­cer-se e prosperar pela força mesma das coisas. Tor­nar-se-á a base de todas as crenças, o ponto de apoio de todas as instituições.

 

Mas, daqui até lá, que de lutas terá ainda de sus­tentar contra os seus dois maiores inimigos: a incre­dulidade e o fanatismo que — coisa singular! — se dão as mãos para abatê-lo. Ë que os dois lhe pressentem o futuro e, em conseqüência, a ruína de ambos. Essa a razão por que o temem; já o vêem erguendo, sobre os destroços do velho mundo egoísta, a bandeira em torno da qual se reunirão todos os povos. Na divina máxima:

Fora da caridade não há salvação, eles lêem a sua pró­pria condenação, porquanto essa máxima é o símbolo da nova aliança fraternal proclamada pelo Cristo.

 

Ela se lhes apresenta como as palavras fatais do festim de Baltazar. Entretanto, deveriam bendizer essa máxima, porquanto os defende de todas as represálias da parte dos que os perseguem. Tal, porém, não se dá: uma força cega os impele a rejeitar a única coisa capaz de salvá-los.

Que poderão contra o ascendente da opinião que os repudia?

 

O Espiritismo sairá triunfante da luta, ficai certos, porquanto ele está nas leis da Natureza, não podendo, por isso mesmo, perecer.

 

Dentro em pouco, também vereis as artes se acer­carem dele, como de uma mina riquíssima, e traduzirem os pensamentos e os horizontes que ele patenteia, por meio da pintura, da música, da poesia e da literatura.

Já se vos disse que haverá um dia a arte espírita, como houve a arte pagã e a arte cristã.

Ë uma grande ver­dade, pois os maiores gênios se inspirarão nele.

Em breve, vereis os primeiros esboços da arte espírita, que mais tarde ocupará o lugar que lhe compete.

Espíritas, o futuro é vosso e de todos os homens de coração e devotados.

 

Não vos assustem os obstáculos, porquanto nenhum há que possa embaraçar os desígnios da Providência.

Trabalhai sem descanso e agradecei a Deus o ter-vos colocado na vanguarda da nova falange.

         

As lutas, aliás, são necessárias para fortalecer a alma; o contacto com o mal faz que melhor se apreciem as vantagens do bem. Sem as lutas, que estimulam as faculdades, o Espírito se entregaria a uma despreocupa­ção funesta ao seu adiantamento. As lutas contra os elementos desenvolvem as forças físicas e a inteligência; as lutas contra o mal desenvolvem as forças morais.

 

Allan Kardec  em o livro de sua própria autoria: Obras Póstumas.

 

Paris, 25 de abril de 1866.

(Resumo das comunicações dadas pelas Senhoras M… e T… em estado sonambúlico)

Kardec

RELIGIÃO DOS ESPÍRITOS

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

 

Reencarnação

 

Reunião pública de 6/4/59

Questão nº 617

 

 

  1. As leis divinas, que é o que compreendem no seu âmbito? Concernem a alguma outra coisa, que não somente ao procedimento moral?

Todas as da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o autor de tudo. O sábio estuda as leis da matéria, o homem de bem estuda e pratica as da alma.

  1. a) – Dado é ao homem aprofundar umas e outras?

É, mas em uma única existência não lhe basta para isso.

Efetivamente, que são alguns anos para a aquisição de tudo o de que precisa o ser, a fim de se considerar perfeito, embora apenas se tenha em conta a distância que vai do selvagem ao homem civilizado? Insuficiente seria, para tanto, a existência mais longa que se possa imaginar. Ainda com mais forte razão o será quando curta como é para a maior parte dos homens.

Entre as leis divinas, umas regulam o movimento e as relações da matéria bruta: as leis físicas, cujo estudo pertence ao domínio da Ciência.

As outras dizem respeito especialmente ao homem considerado em si mesmo e nas suas relações com Deus e com seus semelhantes. Contém as regras da vida do corpo, bem como as da vida da alma: são as leis morais.

*

 

 

Reencarnação

 

Reencarnação nem sempre é sucesso expiatório, como nem toda luta no campo físico expressa punição.

Suor na oficina é acesso à competência.

Esforço na escola é aquisição de cultura.

Porque alguém se consagre hoje à Medicina, não quer isso dizer que haja ontem semeado moléstias e so­frimentos.

Muitas vezes, o Espírito, para senhorear o domínio das ciências que tratam do corpo, voluntariamente lhes busca o trato difícil, no rumo de mais elevada ascensão.

Porque um homem se dedique presentemente às atividades da engenharia, não exprime semelhante escolha essa ou aquela dívida do passado na destruição dos re­cursos da Terra.

Em muitas ocasiões, o Espírito elege esse gênero de trabalho, tentando crescer no conhecimento das leis que regem o plano material, em marcha para mais altos pos­tos na Vida Superior.

 

Entretanto, se o médico ou o engenheiro sofrem golpes mortais no exercício da profissão a que se devo­tam, decerto nela possuem serviço reparador que é pre­ciso atender na pauta das corrigendas necessárias e justas.

 

Toda restauração exige dificuldades equivalentes. Todo valor evolutivo reclama serviço próprio.

Nada existe sem preço.

Por esse motivo, se as paixões gritam jungidas aos flagelos que lhes extinguem a sombra, as tarefas subli­mes fulgem ligadas às renunciações que lhes acendem a luz.

À vista disso, não te habitues a medir as dores alheias pelo critério de expiação, porque, quase sempre, almas heróicas que suportam o fogo constante das gran­des dores morais, no sacrifício do lar ou nas lutas do povo, apenas obedecem aos impulsos do bem excelso, a fim de que a negação do homem seja bafejada pela es­perança de Deus.

 

Recorda que, se fosses arrebatado ao Céu, não to­lerarias o gozo estanque, sabendo que os teus filhos se agitam no torvelinho infernal. De imediato, solicitarias a descida aos tormentos da treva para ajudá-los na tra­vessia da angústia…

 

Lembra-te disso e compreenderás, por fim, a gran­deza do Cristo que, sem débito algum, condicionou-se às nossas deficiências, aceitando, para ajudar-nos, a cruz dos ladrões, para que todos consigamos, na glória de seu amor, soerguer-nos da morte no erro à bênção da Vida Eterna.

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07 de dezembro de 2017  

Facilitador: Ademário da Silva

Águias e beija-flores

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Havia uma ave no vale

Voando nas veias do tempo

Unguento da ilusão

O coração pulsando feito detento

No lamento da desatenção

No vale a ave havendo

Porque a vida pedia

Ria de si mesma na via

Que havia no vale

A corrente de ar que furtava a energia da terra

Aquecia o voo que se via na agonia

E a ave voando cantava

O silencio de quem sentia fome

E voava por que a comida devia estar em algum canto

Um canto sem melodia

Porque a poesia recusara o convite

Pra rimar o voo mais triste

Que o tempo permitia

A floresta calada assistia o voo

O que viria depois

O açoite, a seca o inverno,

Talvez o inferno reclamasse direito,

E o imperfeito vestia o desajeito

No gueto do desalinho e a ave voava

Os odores detidos e as águas nos rios silentes

Era um tempo sem gosto feito rosto sem vida

A seca torcida do sertão

 E o coração na mão tremia de anemia

A alma trêmula de futuro

O esconjuro era a voz do silencio

A reza do desacerto na missa do desencanto

E a ave no vale soltava estrídulos,

E a vida desconfiava da sombra

Que parecia ter vida de sobra

Na arroba do roubo dos quintos

Lembrava Minas Gerais no infausto do Império

Sério, pesado e quieto era o ouro,

Que se esvaía nas mãos pobres dos negros

Chibatados na extração,

Na senzala e na dignidade

A miséria não tinha idade

E era verdade que a verdade não mentia

O impropério, o despautério corria no esgoto do Império.

A ave desapareceu no firmamento

O olho do homem no olho d’água

Lacrimejava a praga que espremera a esperança

E a sentença seca empoeirava a vida e as decisões

E os corações como as aves sonhavam com asas novas

Na soleira do ventre da vida

A teimosia qual ferida não fechava a conta do tempo

E nada disso era agouro ou desdouro

Apenas frutos da imperfeição

Ressequidos nos galhos da indecisão

O tempo pedindo compreensão

O voo da ave na sofreguidão

Batendo as asas da renovação…

*&*

Ademário da Silva

03 de dezembro de 2017

03:05 horas…

 

 águias e beija-flores