A consciência de cor…
21/11/2009
Consciência
Humana raça nos dons dessa vida
Resquícios de traças roendo alegrias e entendimento
De cores vividas nos devaneios do tempo
Ás vezes tão negra e também desquerida
O sistema lhe quer no olho vendida
Se fosses só branca; tarefa esquecida
Amarelo puída na dor tão igual
E vermelho suicida pela degeneração
O escravo no cravo; uma canção tão doída em Guarani
A raça humana dividida em cores divinas em tons de avencas e assaí
A natureza do tempo compondo a história
A consciência de ser é a essência da alma
Os seres de luz não se detém nas cores transitórias da pele
A mente amante extrapola os limites da carne
Não depende de charme, designer ou etiqueta
Se a pele é vermelha, amarela, branca ou preta
A vida, o coração e a consciência são os perfumes de ser
O preconceito revela um cheiro desagradável de sentir
O orgulho é doença de difícil cura
A vaidade adoece a velhice e atormenta o viver
A consciência não tem cor e o amor é incolor
Senão perderia a razão de ser
Obama e Pedro Segundo, Einstein e Helder Câmara
Tâmaras de raríssimo valor nos celeiros do mundo
Mandela, Luther King, Teresa de Calcutá e Zumbí
Consciência, religião e liberdade
O modo mais pleno de existir
Luís Gama, José do Patrocínio e Isabel
Na força dos versos e da lei e na significação feminina
A liberdade, encantadora menina de gestos reais e atraentes
Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha e Machado de Assis
A canção, o requinte do som e a palavra de academia e valente
Nas partituras de finíssimos destinos
Stive Biko, João do Vale e Leila Diniz
Sementes de amor, coragem e atitude
Nas cores de novos dias, claros tempo, cicatrizadas feridas
A alma é o arco-iris de luz que Deus plantou nos canteiros da vida!
****
Ademário da Silva *** 20/novembro/2009
Versos dispersos na brisa…
12/11/2009
Mulher minha amiga em estado de atenção…
A vida carrega uma dualidade primordial
A sombra e a luz, o mal estar e o alívio
À noite e o dia, a separação e o convívio
O amor e a saudade, a conquista e a necessidade
Andam juntas e de mãos dadas, a dor e a liberdade
A dor mora sozinha na penumbra da madrugada
É mesmo com um botão de flor se abrindo no seio da solidão
Enquanto rasga membranas desenha o próprio semblante
O escuro lhe mete medos
E o silêncio revela segredos
A flor se preocupa agindo em seu parto
No quarto de tempo que tem
Sabendo que a natureza mãe e amiga
Não risca intenções que não tenha em si o bem
A flor em si realiza os desejos da vida e do encanto
Enquanto aguarda que a luz lhe envolva
Não perde do orvalho o pranto
E quando o dia amanhece
Seu perfume é uma prece
Sua beleza benesse de emoção
E sua alegria á tudo e a todos enternece
E ela sabe pra todos os efeitos
Que seu tempo é só uma estação!
Mas enquanto se abre em pétalas
Encanta aves, insetos e humanos
Ciente de que Deus tem um plano pra todos os seres vivos
Ninguém jamais será cativo de uma só floração!
O coração de nenhuma criatura
Jamais será flor de estufa ou clausura
Num templo de dominação!
Flor que não se orvalha não deixa semente no chão
Coração que a si não se ama
Murcha fora de estação!
Coração que por si não credita
Debilita pela própria ilusão
Entenda que o tempo não para
E escancara mudanças e renovação!
Há flores vivendo em desertos cumprindo destinação
Humanos vivendo sozinhos no travo da inibição
Mas, a vida é sempre rica e oportuna
Germinando as sementes da transformação
Misturando cravos e espinhos
No entanto não sentencia condenação!
É livre quem bem vive essa vida
Que o Pai lhe deu pra evolução
Estaciona no meio do tempo
Quem não julga a si mesmo
No seio da provação!
****
Talvez estejas pensando que por descaso eu te esqueci
Não falo sozinho em meus versos
Por que tristezas, desfaço dos meus fardos
Não aceito mais os teus choros, prefiro tuas mudanças
Valentia é enfrentamento
Coragem é aceitação
A força que Deus te deu não pode se perder na estagnação
De propósito ás vezes eu me demoro
Pra pensar com intuição
A tua dor, podes ter certeza eu não choro
Por que tu sabes o caminho de renovada emoção
Interprete de modo lúcido e ciente minhas palavras
Por que não guardam em si a brasa da destruição
Mas, trazem pela memória do tempo a amizade e a afeição
Trazer-te em colo piegas é compactuar com a reclamação
Só carrega dor quem com ela se afiniza
Põe os teus brios na luz
E o teu coração no sereno
No orvalho da reflexão
Por ser seu amigo eu aceito
Mas, não entendo acomodação!
Ademário da Silva ****
Se nada acontece por acaso não deixe que o ocaso recolha o teu coração!
11/novembro/2009
Na sala de aula, o mestre Allan Kardec…
11/11/2009
Estudo sobre os médiuns
* Titulo original em francês: * REVUE SPIRITE* * JOURNAL D’ÉTUDES PSYCHOLOGIQUES*
REVISTA ESPÍRITA *JORNAL DE ESTUDOS PSICOLÓGICOS*
PUBLICADA SOB A DIREÇÃO DE * ALLAN KARDEC * – *ANO 2 – MARÇO 1859 – Nº. 3*
Estudo sobre os médiuns
Como intérpretes das comunicações espíritas, os médiuns têm um papel de extrema importância e nunca seria demasiada a atenção dada ao estudo de todas as causas que os podem influenciar; e isto não só em seu próprio interesse, como também no daqueles que, não sendo médiuns, deles se servem como intermediários. Poderão assim julgar o grau de confiança que merecem as comunicações por eles recebidas.
Todos – já o dissemos – são mais ou menos médiuns. Mas convencionou-se dar esse nome aos que apresentam manifestações patentes e, por assim dizer, facultativas. Ora, entre estes, as aptidões são muito diversas: pode-se dizer que cada um tem a sua especialidade.
Ao primeiro exame, duas categorias se desenham muito nitidamente:
os médiuns de efeitos físicos e os das comunicações inteligentes. Estes últimos apresentam numerosas variedades, das quais as principais são:
os escreventes ou psicógrafos, os desenhistas, os falantes, os auditivos e os videntes.
Os médiuns poetas, músicos e poliglotas constituem subclasses dos escreventes e falantes.
Não voltaremos às definições destes diversos gêneros: queremos apenas, e sucintamente, lembrar o conjunto, para maior clareza.
De todos os gêneros de médiuns, o mais comum é o psicógrafo;
e isso por ser a modalidade mais fácil de se adquirir pelo exercício. Eis por que, e com razão, para ela se dirigem geralmente os desejos e os esforços dos aspirantes. Também apresenta duas variedades, igualmente encontradas nas outras categorias:
Os escreventes mecânicos e os escreventes intuitivos.
Nos primeiros o impulso da mão independente da vontade; ela se move por si, sem que o médium tenha consciência do que escreve; seu pensamento pode até mesmo ser dirigido para outra coisa.
No médium intuitivo o Espírito age sobre o cérebro; seu pensamento atravessa, se assim podemos dizer, o pensamento do médium, sem que haja confusão.
Em conseqüência, ele tem consciência do que escreve, por vezes mesmo uma consciência prévia,
porque a intuição precede o movimento da mão; entretanto, o pensamento expresso não é o do médium.
Uma comparação muito simples nos dá a compreender o fenômeno. Quando queremos conversar com alguém cuja língua não sabemos, servimo-nos de um interprete; este tem consciência do pensamento dos interlocutores; ele deve entendê-lo, para o poder expressar e, portanto, esse pensamento não é dele.
Assim, o papel do médium intuitivo é o mesmo de um intérprete entre nós e o Espírito. Ensinou-nos a experiência que os médiuns mecânicos e os intuitivos são igualmente bons, igualmente aptos para a recepção e transmissão de boas comunicações.
Como meio de convicção, os primeiros valem mais, sem dúvida, mas quando a convicção é adquirida, não há preferência útil; a atenção deve ser inteiramente concentrada sobre a natureza das comunicações, isto é, sobre a aptidão do médium para receber as dos bons e maus Espíritos e, então, dizemos que ele é bem ou mal assistido. Nisto se encerra toda a questão, questão capital, desde que só ela pode determinar o grau de confiança que ele merece; é o que resulta do estudo e de observações, pelo que recomendamos nosso artigo precedente sobre os escolhos dos médiuns.
Com o médium intuitivo a dificuldade está em se distinguir os seus pensamentos daqueles que lhe são sugeridos.
Essa dificuldade existe também para ele. O pensamento sugerido lhe parece tão natural que ele o toma às vezes por seu e põe em dúvida a sua faculdade. O meio de o convencer e convencer aos outros é um exercício freqüente. Então, no número das evocações de que participará se apresentarão mil e uma circunstâncias, uma porção de comunicações íntimas, de particularidades das quais não poderia ter nenhum conhecimento prévio e que, de maneira irrecusável, demonstrarão a inteira independência do seu Espírito. As diferentes variedades de médiuns repousam sobre aptidões especiais, cujo princípio até agora não conhecemos bem.
A primeira vista e para as pessoas que não fizeram um estudo sistemático desta ciência, parece que não seja mais difícil a um médium escrever versos do que escrever prosa; dir-se-á – sobretudo se ele for mecânico – que tanto pode o Espírito fazê-lo escrever numa língua estranha, quanto desenhar ou ditar música. Entretanto, não é assim. Embora a todo momento estejamos vendo desenhos, versos e músicas feitos por médiuns que, em estado normal, não são desenhistas, nem poetas, nem músicos, o certo é que nem todos são aptos à produção destas coisas. A despeito de sua ignorância, possuem uma faculdade intuitiva e uma flexibilidade que os transforma nos mais dóceis instrumentos. Foi o que muito bem exprimiu Bernard Palissy, quando lhe perguntaram por que havia escolhido o Sr. Victorien Sardou, que não sabia desenhar, para fazer seus admiráveis desenhos; é “porque”, respondeu ele, “o acho mais flexível” (1).
O mesmo acontece com outras aptidões. E – coisa interessante! – vimos Espíritos recusar-se a ditar versos a médiuns que conheciam a arte poética, ao passo que os ditaram, e encantadores, a outros que lhes desconheciam as regras.
Isto prova, ainda uma vez, que os Espíritos têm livre arbítrio e que vã será a tentativa de os submeter ao nosso capricho. Resulta das observações precedentes que o médium deve seguir o impulso que lhe é dado, conforme a sua aptidão; deve procurar aperfeiçoar essa aptidão pelo exercício, mas será inútil querer adquirir a que lhe falta; isto seria talvez prejudicial à que possui. Forçando o nosso talento, nada faríamos com perfeição, diz La Fontaine; ao que podemos acrescentar: nada faríamos de bom.
Quando um médium possui uma faculdade preciosa, com a qual pode tornar-se verdadeiramente útil, que se contente com ela e não busque uma vã satisfação ao seu amor-próprio, numa faculdade que enfraqueceria a faculdade primordial. Se esta deve ser transformada, como freqüentemente acontece, ou se deve adquirir uma nova, tudo virá espontaneamente e não por efeito de sua vontade. A faculdade de produzir efeitos físicos constitui uma categoria bem nítida, que raramente se alia às comunicações inteligentes, sobretudo às de elevado alcance. Sabe-se que os efeitos físicos são peculiares aos Espíritos de classes inferiores, assim como entre nós a exibição de força aos trapezistas. Ora, os Espíritos batedores estão nessa classe inferior; agem o mais das vezes por conta própria, para divertir-se ou vexar os outros, mas algumas vezes, por ordem dos Espíritos superiores, que deles se servem, como nós dos trabalhadores. Seria absurdo pensar que Espíritos superiores viessem divertir-se em bater nas mesas ou fazê-las girar. Eles usam tais meios, dizemos nós, através de intermediários, quer para convencer-nos, quer para comunicar-se conosco, desde que não disponhamos de outros meios; mas os abandonam logo que possam agir de modo mais rápido, mais cômodo e mais direto, assim como nós abandonamos o telégrafo aéreo desde que tivemos o telegrafo elétrico. De modo algum devem ser desprezados os efeitos físicos, desde que para muitos representam um meio de convicção; além disso, oferecem precioso estudo sobre as forças ocultas. É de notar, entretanto, que os Espíritos os recusam aos que deles não necessitam ou, pelo menos, os aconselham a não se ocuparem com os mesmos de modo especial. Eis o que a respeito escreveu o Espírito de São Luís, na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas:
“Zombaram das mesas girantes, mas não zombarão jamais da filosofia da sabedoria e da caridade que brilham nas comunicações sérias. Aquelas foram o vestíbulo da Ciência, onde, ao entrar, devemos deixar os preconceitos, assim como quem deixa a capa. Nunca sereis por demais aconselhados a transformar as nossas reuniões em centros sérios: que se façam demonstrações físicas, que se veja, que se escute, mas que haja compreensão e amor. Que esperais parecer nos olhos dos Espíritos superiores, quando fazeis girar uma mesa? Ignorantes. O sábio passará o tempo a recordar o a, b, c da Ciência? Se vos virem rebuscando as comunicações inteligentes e instrutivas, considerar-vos-ão como homens sérios, em busca da verdade”. Impossível é resumir de modo mais lógico e mais preciso o caráter dos dois gêneros de manifestações.
Aquele que recebe comunicações elevadas deve-as à assistência dos bons Espíritos: é uma prova da simpatia dos mesmos por ele; renunciar a elas e procurar os efeitos materiais é deixar uma sociedade escolhida por outra inferior. Querer aliar as duas coisas é atrair seres antipáticos; e, nesse conflito, é provável que se vão os bons e que ficarão os maus.
Longe de nós desprezar os médiuns de efeitos físicos. Tem eles a sua razão de ser e o seu fim providencial; prestam incontestáveis serviços à Ciência Espírita; mas quando um médium possui uma faculdade que o põe em contato com seres superiores, não compreendemos que dela abdique, ou que deseje outras, a não ser por ignorância.
“Porque, muitas vezes, a ambição de querer ser tudo faz com que se acabe não sendo nada”.
(1) Vide */Revista Espírita/* nºs. 4 e 8, de abril e agosto de 1868
* * * *
Fonemas atentos…
Verbo
de.sen.vol.ver
1. Fazer evoluir
Verbo
e.du.car
*******
Partindo da premissa que desenvolver é fazer evoluir, fazer crescer, estender as medidas de tamanho…
E que educar é ministrar educação, instruir, adicionar conhecimento e experiência á:
A busca mais correta em termos de mediunidade é procurar educá-la. Por quanto, por ser um fenômeno que ocorre nas fronteiras entre o mundo visível e o invisível, todo aquele em quem se apresente esses fenômenos, precisa se conscientizar de que os efeitos mediúnicos ocorrem por conta dos espíritos e que pra melhor apreendê-los, é preciso aprimorar a sensibilidade que já existe, ou seja educá-la…
A faculdade em si existe no intermediário, o mecanismo de acionamento e explosão manifesta, o espírito conhece. Portanto cabe ao médium educar sua faculdade, dando-lhe a consistência da perseverança, a força do compromisso e a lealdade da amizade e do respeito…
Dar-lhe foros de maturidade, de experiência, de utilidade e finalidade, constituindo assim o valor, o sabor e o teor dessa relação com o mundo espiritual num banquete moral onde almas e espíritos possam saciar intenções sadias, solucionar problemas e juntar forças e sentimentos que beneficiem á todos…
Ademário da Silva **** 11/Nov./2009
Amizade e parceria nas terras da afinidade…
05/11/2009

Uma amiga que o tempo trouxe nos braços da mediunidade...
Vivian Rodrigues Crepaldi
V elas e ventos, luzes e unguentos nos horizontes do seu destino
I mensos recursos aportam nas praias da sua vida
V ívido recinto de emoção e defesa na retaguarda dos seus passos
Í ntegros talentos no aguardo de fecundação
A ntes, agora e depois a luz não se curva ás tempestades
N avegas qual cisne fêmea num cenário ideal e instintivamente real!
****
R umas qual estrela cadente em buscas afins
O ndas de intuição e influências saudáveis se aproximam do seu fronte mediúnico
D esejos e sensações dão conta de sonhos e obrigações
R ezas e aprendizados na cartilha das necessidades
I nstinto parapsíquico á resguardar-te das sombras
G estos lúcidos na construção das alegrias espirituais
U se sempre medidas espirituais na configuração de si mesma
E scolha o amor, a luz e a atitude, que a vida rica desse assim jeito, diminui defeitos e vicissitudes
S aiba que espiritual proteção é conquista de cabeça e coração!
****
C omece o que a luz te intua e sob a própria responsabilidade sempre termine
R esolva possíveis pendências e as obrigações enquanto no caminho
E stude a vida, a Doutrina Espírita e o seu modo de ser
P az é pingente de luz na flor de um sorriso
A me a si, aos iguais e aos desiguais pelo diapasão da compreensão
L iberdade é sempre a busca de outras luzes e refinadas emoções
D ireito sempre será o fruto mais justo das obrigações realizadas
I nstante oportuno de revisões e crescimento!
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Ademário da Silva – um amigo brotou do ontem…
****
Vívian…
A luz é um horizonte de emoções, aprendizados e certezas, de esperanças e consolações, por onde navegam os corações simples e lúcidos; a mente idealista, ás soluções e reparos surgem nos clarões da intuição, como se fora uma brisa a sofrear-nos a ansiedade, á acalmar-nos o coração aflito que se ergue em doce oração de confiança e devoção no Pai e Criador, sob as luzes e ensinos de Jesus.
A mediunidade é, em outras coisas uma ambiência de amizade, de parceria, de reencontros formatada na lei de afinidade…
Em meio á uma névoa de luz, fraternidade e amor, neste ambiente multicor e gratificante, flutuam amores, amigos e afetos; então os sentimentos mais nobres, as inspirações mais doces e confortadoras, as intuições sobre os efeitos das leis divinas e naturais, brotam em cada gesto, em cada olhar; á cada estudo, á cada aprendizado e descoberta e entendimento…
Ali naquele ambiente de luz e amor residem a amizade, o ideal, a necessidade e a proteção…
Ali o sorriso é saudação
A saudade é proteção
O entendimento vibra nas emanações afins
Ali na casa da mediunidade moram espíritos amigos, consoladores e socorristas
Moram instrutores, necessitados, anjos e artistas…
A mediunidade realmente é o caminho pra sermos felizes
Em suas raízes e finalidades, os ingredientes da tranformação
Ali nosso coração pulsa amando, perdoando e reconstruindo…
Agradeçamos á Deus oportunidade tão valiosa de já sermos semente indecisa e temerosa nas terras da obrigação…
Ademário da Silva *** 05/novembro/2009
SOESFALUZCA
Uma amizade Legal e recem nascida…
04/11/2009
Dra. Elisabeth Regina Balbino
E special é tudo que satisfaz a alma
L ivre é o coração que se conhece e não se teme
I ntensa e idônea, alinha seus passos que a luz te envolve
S ua é a vida, a integridade e a atitude, o entorno é composição
A inda que a sombra te apoquente acende um gesto que o resto se apaga
B ens transitórios, prazeres imediatos
E stude-se a si mesma e reconheça seus talentos imponderáveis
T udo que aspiras mora dentro de ti
H oje é apenas a semente do amanhã
***
R osas e espinhos compõem o jardim do destino de todos
E manas o ideal tal qual transpiras no trabalho
G estos e atitudes enraízam esperanças e soluções
I rmanas a sentença, o trabalho e o sentimento no vão da questão
N avegas como bençãos aos olhos do próximo
A tendo-se ás intuições conduzes possibilidades
***
B urilas o próprio diamante no cadinho das obrigações
A mando-se a si mesma tua força interior é luz que não vacila
L uas e estrelas aguardam-te os sentimentos livres…
B ondade tem a medida do que se pode e o que não se deve
I manta-se a mesmice só quem se dispõe a esperar pelo inusitado
N otas e acordes compatibilizam-se com dedos ágeis e amoráveis
O ndas de luz circulam na frequência entre a mente e o coração
***
Ademário da Silva 03/novembro/2009
Dra. Elisabeth Regina Balbino é advogada formada e trabalha no departamento jurídico do Sindicato dos Comerciários de São Paulo á R. Formosa – 409 -
Lúcidas Saudades!
02/11/2009
Finados
Os entes queridos que já deixaram as vestes humanas e vivem agora num outro ambiente, onde a lei da gravidade não tem tanto sentido, se reúnem na sala do tempo pra recolherem vibrações, lamentos e pesares e consolarem os os desorientados, incrédulos e desavisados que não buscam saber mais da vida, pra entenderem a morte. Mas, também recebem e distribuem as emanações advindas dos relacionamentos saudáveis e sinceros, respeitosos e afetivos, amorosos e afins, que a as alegrias do reencontro nos portais da sensibilidade extra sensorial, que se nos caracteriza o ser, o viver e o sentir nas pautas vivas da fé e da confiança, que decorrem de um aprendizado evangélico lúcido e inteligente, destituído de fantasias e óbices desnecessários á vida do espírito livre das injunções materiais…
Ao meu modo de ver o “dia de finados” para cultuar o dia dos mortos já é uma contradição milenar, que não tem e nunca terá sentido nos moldes em que é vivenciado.
O corpo a natureza silencia mas, a alma segue em outros quadrantes, alcança latitudes e longitudes que os cinco sentidos não logram captar sem dificuldades de percepção, de entendimento e compreensão de fenômenos que são tão naturais quanto os biológicos e pluviais…
E certamente o cemitério não é o ambiente mais adequado ao reencontro entre os seres que viveram por tempos sob o teto das mesmas emoções e objetivos… Por que neste ambiente as recordações, tanto para os que se foram ás outras dimensões quanto para os que ficaram por aqui, elas são de despedidas, de dores e lamentações. Na grande maioria dos casos configuram revoltas e incompreensões, desesperos e desequilíbrios, cujas vibrações impregnam o ambiente de emanações dolorosas, de tão profundas tristezas e convulsivas choradeiras, que voltar ao mesmo ponto é rever as fotografias do pensamento, que se nos ensinou Kardec, é obrigar-se a assistir, agora pelos canais da lembrança, aquela criança que a bala perdida ceifou, aquele pai tão querido que já não permite mais contato físico; aquela mãe tão terna e guerreira que a morte tomou ao nosso convívio; assim o irmão e a irmã, os avós, os amigos e amigas que fogem aos nossos olhos e tato e deixam de governar o próprio corpo…
Assim como o velório se faz incapaz de atender ás necessidades de despedidas e compreensão sobre as ocorrências da morte o “culto” de finados, até por que ninguém findou-se, precisa ser repensado, reemoldurado, trazendo para os envolvidos uma outra ótica de convivência com a saudade, que é o que realmente fica, tanto para os daqui quanto para os que estão além das percepções sensoriais físicas, afim de que se alcance neste dia, uma fonte maior de consolo e entendimento, principalmente aos recém saídos, assim como para os recém ficados.
Sim, por que a morte nos envolve em seus braços corretivos, á todo instante, aqui neste orbe de provas e expiações…
O conhecimento espírita é o farol de compreensão, de aceitação das leis divinas e naturais, que orbitam em torno da necessidade de vir e voltar… Ele é capaz de resolver todos os enigmas que emolduram e os que constituem o foco principal de tais ocorrências. Nascemos sozinhos por que a responsabilidade de viver é nossa, desencarnamos também sozinhos, por quanto devemos responder á própria consciência os resultados dessa experiência nos refolhos da envergadura humana…
Num dia como hoje os versos da saudade devem ser a prece capaz de magnetizar as lembranças no prisma das afeições e do respeito. O corpo desfeito ou quase, no túmulo não nos permite estreitar-lhe nos braços, mas, a memória, os sentimentos, as atitudes, o modo de ser, de conversar e resolver, daquele ou daquela que não se encontra entre nós, devem ser os valores a configurarem o poema da lembrança…
As rimas das afeições marcam o compasso da saudade
E cada verso á lembrar um gesto, um sorriso e um abraço
Ternos beijos e promessas que só a imortalidade é capaz de cumprir
Costuram uma outra túnica pra essa relação de amor
De afeição, de respeito, de compreensão, de amar e de sentir!
De que se Deus assim fez, é que é pra ser assim mesmo
Traga seu ente querido á mesa da compreensão
Entabule um diálogo de afeição
Faça os versos da oração serem imprimidos pela luz do coração
Se comprometam com a força e a coragem que Jesus ensinou
E nos sensores da mediunidade chore de saudade
Mas, também por compreensão
Sente-se também á cadeira do entendimento
E por alguns momentos sacie seu coração
Na luz dessa amizade, no amor desse clarão
Que a mediunidade, mãe da afeição
Te oferece no cálice da emoção!
Agradeça ao Criador a certeza da imortalidade
Acenda o coração
Estenda a afeição
Entoe uma nova canção
A vida está certa
E a morte não erra
Não está no frio da terra, jamais no abandono
Nem mesmo no silêncio do ostracismo
O vínculo desse amor que o espiritismo
Coloca acima de qualquer suspeita, dúvida ou incerteza
A luz da saudade está nos braços da verdade!
Ademário da Silva **** 1º/novembro/2009 ** SOESFALUZCA
Rascunho da intuição…
31/10/2009
Frases intuitivas
Semente que não se abre perde a oportunidade da transformação.
Verbo que não se conjuga na luz da oração se faz expressão muda nos próprios desatinos.
A mente que em si se fecha projeta-se em surda escuridão
O tempo se mede por sua trajetória na esteira da luz
Sentado na sombra da inércia o passado nos parece uma montanha inacessível
O silêncio e a simplicidade são os segredos das conquistas espirituais
A mediunidade é o divã da nossa felicidade, desde que ouçamos a voz da intuição
A reencarnação é laboratório de transformação nas estradas do tempo
O tempo da imortalidade pulsa no coração de Deus, aproveite-o…
A vida é poesia Divina na composição do Universo
A luz é a rima dos Seus versos na estrofe de todos os tempos
O amor é a constituição da vida, da morte e da reencarnação…
A liberdade não é apenas o direito de ir e vir, mas principalmente o de construir, de amar, de criar. Ela, liberdade terá em seus passos o tom do reencontro nos versos da saudade, qual beija flor que sempre retorna ao perfume original…, aquele que o encantou e o fez descobrir o sabor da vida…
As relações amorosas são flores que brotam nos jardins da compreensão, do respeito mútuo, do entendimento, da parceria e da cumplicidade emocional, cultural, espiritual, dos objetivos de crescimento e construção e do ideal…
A família e os amigos são os abrigos da devoção e das emoções desconstrangidas
Os desafetos e os inimigos são os alertas do caminho pra que não ultrapassemos os faróis da contradição
O egoísmo é a hemorragia da emoção, a atrofia do coração numa relação unilateral…
O orgulho é o abismo do “eu” onde se afogam oportunidades valiosas, valas de pretensão, onde predominam as sombras de um coração envaidecido…, desequilibrado, desorientado… adoentado…
A mediunidade é parceria:
O médium estuda e o espírito ilumina e Jesus concretiza
O médium enquanto instrumento não deve perder o corte e a utilidade, o parceiro espiritual conhece-nos em parâmentros que a lei do esquecimento debilita-nos a lucidez…
A dor é cirurgia de emergência á reparar os males morais
O sofrimento é a porta estreita á ajustar-nos os passos em desalinho nos moinhos da renovação
A visão, a lucidez e a percepção são equipamentos do espírito na sala de aula da evolução…
A visão nos permite enxergar a vida tal como Deus a engendrou
A lucidez nos garante discernir qual é o caminho da luz
E a percepção nos faz compreender os mistérios do amor no tempo e no espaço…
A proteção espiritual é o fruto mais saboroso da relação contributiva…
A amizade é a hipotenusa entre dois corações congruentes…
Ademário da Silva **** 31/10/2009
As crianças são sementes do amanhã…
31/10/2009
A adoção
A lei de justiça e igualdade mostra suas consequências mais profundas no seio das reencarnações. A família é um núcleo de aglutinação e também de reorganização de roteiros espirituais, individuais e coletivos… Como um posto avançado de aplicação e prática de conhecimentos e experiências conquistadas ao longo da longevidade espiritual de cada um.
Planos e compromissos, necessidades e aprendizados, provas e expiações são naturalmente agregados ao roteiro espiritual daquele que vai reencarnar, segundo objetivos e finalidades á serem alcançados por cada um de nós, na medida das forças e recursos levantados pela lei divina e natural ou pelos técnicos e responsáveis pelo encaminhamento de cada um ao útero da vida material…
Quando reencarnamos somos adotados por amigos espirituais que serão nossos pais; ou por desafetos que, por obediência á lei de afinidade serão os instrumentos da vida á nos forçar o desenvolvimento e ao reajuste, ao reparo e a reconciliação.
A adoção é um dos artigos mais importantes da lei de solidariedade expedida pelos nossos sentimentos através dos decretos do coração…
A afinidade moral e emocional nos projeta nos meios familiares e sociais que as nossas necessidades requerem, por isso ninguém está fora de lugar…
A adoção me parece uma lei da vida: a terra adota e acolhe a semente, rios e mares recolhem os peixes. Os céus e as árvores adotam as aves…
Os nossos corações adotam os filhos que são espíritos dos quais não mais nos lembramos… que podem ser afins ou desafetos…
E quando saímos do círculo familiar e buscamos na adoção o reencontro com almas afins que parecem ter perdido a nave da oportunidade, encontramos espíritos com potenciais á serem desenvolvidos e não crianças carentes.
Não devemos adotar uma criança por que entendemos que ela é carente, negra, órfã ou abandonada, pois corremos o risco de carregar nossa relação com os preconceitos condicionados por uma cultura vaidosa e orgulhosa, e com certeza, com esse comportamento deixaremos de enxergar talentos, recursos e possibilidades latentes nessa criança.
Olhar a vida, as pessoas e as relações com os olhos da imortalidade nos permitirá enxergamos espíritos e não corpos, estética moral e não padrões de beleza transitória. Não dividirmos o amor em padrão filial ou adotivo, por que o amor imutável, existe ou precisa se desenvolver…
Quem adota uma criança adota uma relação, um sentimento de descoberta, de fraternidade, de emoção espiritual de conviver com um outro ser, que parecia ter perdido a esperança. E se seremos a esperança não desapontemos. Pois que geramos na criança uma expectativa de igualdade e não de segregação emocional…
Adotar é aproveitar a oportunidade que a afinidade engendra, trazer pra nossa tenda mais um coração amigo…
Disse-nos Jesus: “Deixar vir á mim as criancinhas, pois delas serão os reinos dos céus”. O esquecimento do passado á emoldurar a inocência momentânea, traduzindo condição sine qua non como passaporte espiritual que permita-nos a entrada em mundos mais evoluídos…
Deixai vir a mim as crianças de pais que vivem juntos, e dos que não vivem, também dos que não podem criar e educar, independente da cor de suas peles. O que forma o caráter de uma criança é a educação e não seu biotipo genético…
Ademário da Silva **** 31/10/2009
Dois dedos de prosa…
23/10/2009
Diálogo
D eus em conversação entre o eterno e o infinito
I ntimidade afetiva em processo de harmonia
Á mor á serviço do bem, da luz e da paz
L iberdade de expressão, sentir e pensar
O smose emocional numa relação inteligente
G esto de compreensão fraterna
O ntem, hoje e amanhã, frutos da convivência imortal
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O diálogo é o meio de comunicação mais seguro e confiável em face dos resultados que se podem alcançar.
Na relação voz e audição quem ganha é o coração. Perguntas e respostas; questionamentos e argumentação
A inteligência quando se expressa, sem pressa, envolve a conversa em luz e emoção…
O respeito que se preserva é reserva do direito de expressão
Conversa parece ser o feminino de “com versos” no aconchego da relação…
Cada pensamento é um verso na cabeça de cada interlocutor
Cada resposta é uma rima que gira o argumento do amor
Todo amor que se expressa é verbo no presente do indicativo
“Eu penso, logo existo!”
Todo sujeito na oração engendra o próprio caminho
Todo caminho na conversação alcança o ideal solução
Diá… logos é a luz que emana do auto conhecimento e se esparrama na relação humana, feito água que molha o chão e umedece o leito da semente da renovação…
O diálogo enquanto fonte do entendimento é o caminho mais reto para o perdão…
O perdão á si e ao próximo no cio das mudanças
Conversa que se entabula é bula de solução e esperança…
Opinião não é a verdade é simples expressão de conhecimento
O diálogo é a poesia viva nas rimas das intenções
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Conversa o perfume e a flor
Sobre o amor que o sol lhes infunde
Que alcança com o mesmo respeito o espinho em seu papel natural…
E toda espécie animal traz o verbo no condicional
E as aves cantarolando amiúde
Madrugada um lindo coral
Os quatro elementos numa harmonia vivaz
Trocam idéias inteiras no colo da liberdade e da paz
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Eu não posso calar meus sentidos
Os meus olhos, meu tato e os ouvidos
Minha mente e o meu coração
Por que Jesus conversando com a vida
Ensinou na montanha o Sermão!
Ama seu próximo e a si
Reconcilia com teu irmão enquanto no mesmo passo
Um sorriso, um bom dia e um abraço
São laços de amor nos acordes da vida!
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Ademário da Silva **** 23/outubro/2009
SOESFALUZCA…
O amor e a saudade no tempo…
17/10/2009
Antiga saudade

A saudade é a luz do reencontro...
Alma querida
Que viveu por muitas vidas
Entre a sombra e a tempestade
Nos meus versos uma saudade
Num enredo afinidade
No meu tempo uma canção
Hoje se enfeita de luz num designer humildade
Numa expressão tão serena
De imperecível beleza e verdade!
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Meu coração navegando nos mares da intuição
Reconhece o teu semblante
No calor do coração
Em seus tons tão consoantes
Predicativos da emoção
É essa saudade como um verso adolescente
Que o tempo recorrente
Não apaga da razão!
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Vivo sonhando como flor na madrugada
Estrela acesa, lua nova
O orvalho molha a rosa
Consagrando o reencontro
Estou pronto em minhas rimas
Como nota em partitura
Obedecendo a vida em seus compassos
Sob o sol do meu destino, apesar dessa clausura
Intuição é uma janela nos portais da eternidade
Guardiã, essa entidade, semente de saudade
Amiga, essa alma, flor de uma amizade
Antigo esse amor, cor da imortalidade
Saudade guardiã
Perfume do amanhã
Corações que se identificam nos ideais da evolução
Afeições e afinidades no calor de expiações
Hoje é rima de verdade sob o sol de obrigações!
Ademário da Silva *** 16/outubro/2009