Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

“Vás e Não Peques Mais”

Confiança, consolo, orientação e diretriz no ensinamento do Mestre Jesus. Ir e não errar mais.
Não é simples salvamento de quem isola e isenta até o irmão em desarmonia, dos seus erros e principalmente das consequências que deles advém, frutos legítimos da Lei de causas e efeitos.

A vida é uma sala de aula. O tempo o nosso mestre. As reencarnações são as riquíssimas oportunidades providenciadas por Deus, para que todos sejam tratados nos moldes da igualdade…
O rico comerciante, o hanseniano e o cego colocados em pauta de idênticas necessidades. O ambicioso, a adúltera e o incrédulo alinhados no prisma de responsabilidades em face de estreita visão na relação com o tempo, o próximo e os valores transitórios da economia, das afeições e da fé.
Assim o obsedado, o inconsciente e o desavisado; também o inexperiente, o imaturo e o ignorante são requisitados a sala de orientação do Mestre, recebendo em doses homeopáticas a medicação que orienta, instrui e enriquece o ser nas vinhas de trabalho, aprendizado e evolução.

A indicação de Jesus para que continuemos em caminho não é senha simples de libertação irresponsável, mas código de conduta á ser seguido daí em diante; oportunidade dada ao aluno faltoso e negligente para que enfrente á si mesmo na luta pela conquista de paz, entendimento e trabalho que o leve aos páramos da evolução… Ele asseverou enfaticamente: “Não vim destruir a lei, mas dar-lhe prosseguimento”.
A lei é Divina e Natural e oportuniza á todos, os recursos, tempo e experiências necessárias á rearmonização e a permanência na conduta reta, tal o ensinamento prescrito.
A família neste mundo de provas e expiações significa ainda “a porta estreita” do conselho evangélico. E por extensão a sociedade humana enquanto soma de todas as famílias. Nela encontramos afinidades e desafeições, mas também os pais e mães por protetores incansáveis, determinados e vigilantes no que concerne ao nosso aprendizado.

Assim: “Não pecar mais”, é assertiva segura e insubstituível para todos quantos já compreenderam por experiências próprias o significado contundente da dor e do sofrimento e já estão cansados de tanto penar.

Nascidos simples e ignorantes como se fôramos vasos vazios capazes de se locupletar pelos caminhos, pelos campos, pelos tempos, pelas vidas. Utilizando os equipamentos que o Pai se nos outorga na busca pela toga de luz que temos direito ao aceitarmos o trabalho, a educação, o conhecimento como equipamentos de transformação da simplicidade e da ignorância em luz e bondade, em amor e liberdade…

A inciência de si leva o ser a experienciação que é sempre a soma de acertos e erros e a utilizar os primeiros equipamentos tais como o instinto e agressividade na busca pela sobrevivência. Esse caminho, talvez o mais longo do nosso roteiro existencial que nos leva a impregnação de hábitos e condutas, que condicionam o nosso modo de ser e de viver. Mas, é nessa luta que desenvolvemos e sutilizamos esses mesmos mecanismos que serão outros num futuro longínquo, quando abrirmos as asas da espiritualidade dormentes em nossa consciência.
E mesmo passando pelos rituais que a mitologia propagou, mesmo aceitando o comando de religiosos das crenças humanas, mesmo teimando numa incredulidade pueril e abraçando a ciência como se fora simples contradita a fé estabelecida, descobrimos que as leis de Deus estão realmente em nossa consciência, posto que cansamos do sofrer e de rodopiar sobre os mesmos passos; então começamos á prestar atenção ás falas do Mestre Jesus.

Assim ao ouvir hoje, depois de tantas andanças vazias, as assertivas do Mestre, soa-nos aos tímpanos como nova prece, benesse aos inválidos e andarilhos do tempo, o argumento filosófico existencial ganha foros de uma nova moral. “Não pecar mais” é reconduzir-se aos caminhos da harmonia, do respeito e amor ao próximo, do auto descobrimento, entendendo agora o por que das adversidades, das provas e expiações no enredo dos nossos destinos.
Descobrimos que orgulho, egoísmo e vaidade são condutas ilusórias e desastrosas na seara das relações humanas, nos mais variados campos de afetividade em que nos envolvemos por força mesmo das necessidades da vida, do crescimento e da maturidade espiritual que é pauta primordial nos trabalhos de ajustes e aprimoramentos constantes de nossas obrigações pessoais no trato próprio e com o próximo.

“Não pecar mais” é aprender a utilizar as ferramentas da alma pra diminuir a inflação moral, reabastecendo a economia existencial, posto que deixaremos dores e sofrimentos, corpos incompletos ou atrofiados, inimigos e desafetos e toda gama de adversidades nas sombras de um passado delituoso ou improdutivo, para alcançarmos manhãs de luz nos horizontes de um novo comportamento e conduta.

Eis por que Jesus, enquanto ciência e luz, enquanto amor e liberdade, orientou com extrema propriedade: “Vá e não peques mais.” E ai fica claro em nossa mente e coração, por que também Ele afirmou: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.”
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Ademário da Silva
21/janeiro/2012

A Caminho da Luz
(Obra Mediúnica)

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

História da C i vilização à Luz do Espiritismo

Ditada pelo Espírito
EMMANUEL

(De 17 de agosto a 21 de setembro de 1938)

Capítulo II – A VIDA ORGANIZADA

AS CONSTRUÇÕES CELULARES

Sob a orientação misericordiosa e sábia do Cristo, laboravam na
Terra numerosas assembléias de operários espirituais.
Como a engenharia moderna, que constrói um edifício prevendo os menores requisitos de sua finalidade, os artistas da espiritualidade edificavam o mundo das células iniciando, nos dias primevos, a construção das formas organizadas e inteligentes dos séculos porvindouros.
O ideal da beleza foi a sua preocupação dos primeiros momentos, no que se referia às edificações celulares das origens.

É por isso que, em todos os tempos, a beleza, junto à ordem, constituiu um dos traços indeléveis de toda a criação.
As formas de todos os reinos da natureza terrestre foram estudadas e previstas. Os fluidos da vida foram manipulados de modo a se adaptarem às condições físicas do planeta, encenando-se as construções celulares segundo as possibilidades do ambiente terrestre, tudo obedecendo a um plano preestabelecido pela misericordiosa sabedoria do Cristo, consideradas as leis do princípio e do desenvolvimento geral.

OS ANTEPASSADOS DO HOMEM

O reino animal experimenta as mais estranhas transições no período terciário, sob as influências do meio e em face dos imperativos da lei de seleção.

Mas, o nosso raciocínio ansioso procura os legítimos antepassados das criaturas humanas, nessa imensa vastidão do proscênio da evolução anímica.
Onde está Adão com a sua queda do paraíso? Debalde nossos olhos procuram, aflitos, essas figuras legendárias, com o propósito de localizá-las no Espaço e no Tempo.  Compreendemos, afinal, que Adão e Eva constituem uma lembrança dos Espíritos degredados na paisagem obscura da Terra, como Caim e Abel são dois símbolos para a personalidade das criaturas.
Examinada, porém, a questão, nos seus prismas reais, vamos encontrar os primeiros antepassados do homem sofrendo os processos de aperfeiçoamento da Natureza. No período terciário a que nos reportamos, sob a orientação das esferas espirituais notavam-se algumas raças de antropóides, no Plioceno inferior.  Esses antropóides, antepassados do homem terrestre, e os ascendentes dos símios que ainda existem no mundo, tiveram a sua evolução em pontos convergentes, e daí os parentescos sorológicos entre o organismo do homem moderno e o do chimpanzé da atualidade.

Reportando-nos, todavia, aos eminentes naturalistas dos últimos tempos, que examinaram meticulosamente os transcendentes assuntos do evolucionismo, somos compelidos a esclarecer que não houve propriamente uma “descida da árvore”, no início da evolução humana.
As forças espirituais que dirigem os fenômenos terrestres, sob a orientação do Cristo, estabeleceram, na época da grande maleabilidade dos elementos materiais, uma linhagem definitiva para todas as espécies, dentro das quais o princípio espiritual encontraria o processo de seu acrisolamento, em marcha para a racionalidade.
Os peixes, os répteis, os mamíferos, tiveram suas linhagens fixas de desenvolvimento e o homem não escaparia a essa regra geral.

A GRANDE TRANSIÇÃO

Os antropóides das cavernas espalharam-se, então, aos grupos, pela superfície do globo, no curso vagaroso dos séculos, sofrendo as influências do meio e formando os pródromos das raças futuras em seus tipos diversificados; a realidade, porém, é que as entidades espirituais auxiliaram o homem do sílex, imprimindo-lhe novas expressões biológicas. Extraordinárias experiências foram realizadas pelos mensageiros do invisível.  As pesquisas recentes da Ciência sobre o tipo de Neanderthal, reconhecendo nele uma espécie de homem bestializado, e outras descobertas interessantes da Paleontologia, quanto ao homem fóssil, são um atestado dos experimentos biológicos a que procederam, os prepostos de  Jesus,  até  fixarem  no  “primata”  os  característicos  aproximados  do homem futuro.

Sílex
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Fragmentos de silex
Sílex é uma rocha sedimentar silicatada, constituída de quartzo criptocristalino, muito dura e com densidade elevada. Apresenta-se geralmente compacta, de cor cinzenta, negra e outras. Com fractura concoidal. Ocorre sob a forma de nódulos ou massas em formações de giz ou calcário. Pode apresentar impurezas várias como argilas, carbonato, silte, pirita e matéria orgânica.
Génese
Pode ter origem orgânica, fazendo parte do grupo dos acaustobiólitos (rochas de origem biológica não combustíveis, formada de carapaças siliciosas de organismos marinhos) ou inorgânica ou ainda ter origem em fenómenos de substituição.
Usos e aplicações
Foi muito utilizada pelo homem neolítico para confecção de armas (por exemplo em pontas de seta) e utensílios de corte, devido a sua grande dureza e a seu corte incisivo, devido às arestas afiadas que são produzidas quando fracturada. Foi também muito usada para se produzirem faíscas em armas de fogo antigas (pederneiras). É ainda utilizada na construção, sobretudo na Inglaterra.

Os séculos correram o seu velário de experiências penosas sobre a fronte dessas criaturas de braços alongados e de pelos densos, até que um dia as hostes do invisível operaram uma definitiva transição no corpo perispiritual preexistente, dos homens primitivos, nas regiões siderais e em certos intervalos de suas reencarnações.
Surgem os primeiros selvagens de compleição melhorada, tendendo à elegância dos tempos do porvir.
Uma transformação visceral verificara-se na estrutura dos antepassados das raças humanas.
Como poderia operar-se semelhante transição? Perguntará o vosso critério científico.
Muito naturalmente.
Também as crianças têm os defeitos da infância corrigidos pelos pais, que as preparam em face da vida, sem que, na maioridade, elas se lembrem disso.

EMMANUEL

FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA
DEPARTAMENTO EDITORIAL Rua Souza Valente, 17
20941-040 – Rio – RJ – Brasil
ISB N  85- 7328- 069- 7

22ª edição * // * Do 219º ao 243º milheiro

Capa de CECCONI  * // *  B.N. 7.362 571-AA; 000.52-O; 8/1996

Copyright 1939 by
FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA (Casa-Máter do Espiritismo) SGAN 603 – Conjunto F 78830-030 – Brasília – DF – Brasil

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A Luz que emana do Alto!

 

Nosso Livro Interior

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Capa e contracapa se encontraram num abraço

Como um laço de luz no próprio seio

Iluminando o interior com chamas de amor

A cartilha do meu destino

E relendo meu compromisso com a vida

Abri as páginas do meu ser,

Do meu livro de aprender (a Vida)

Vi e ouvi o meu sentir, meu chorar e meu sorrir

Meus versos e reversos num feliz ano velho

Minhas palavras e meus gestos, a liberdade e o cabresto

Meus erros e meus acertos

Páginas de acertadas poesias

E também garatujas de estranhas hemorragias

Oriundas de pensamentos, constrangimentos e tormentos

Sentimentos imperfeitos, passos com defeitos, mas um direito de ser

Numa grafia tempestuosa e extenuante, prosopopéias da ilusão

Páginas inteiras de repetido refrão

Sonhos indormidos, mal amanhecidos nos meus olhos cansados

E na capa parede, frontispício da responsabilidade

Um designer arbítrio, croqui dos meus desejos

E no meio das páginas dos anos, meus planos, meus danos e também meus enganos

E uma luz incendiando pedras e abismos na releitura da vida

Na contracapa, parede de fundo um mundo de tarefas

Umas realizadas, outras pelo meio com a pressa de quase faz

E sem perder a consciência tomo ciência de mim

Caminho do transitório berço pro fim, prólogo de um livro

Livro que escrevi com as tintas que sei nas cores do não e do sim

Do sim que nasce da intuição sensitiva, ancestral e amiga

Pelas ruas da imortalidade

Protetora mediunidade a me guiar pelo tempo

Unguento dos meus versos

Rimas de aprendiz com o giz do universo

Primeiro dia de um novo calendário

Uma nova apostila se insinua na rua da obrigação

Esquecer o não feito, reescrever de outro jeito

Num outro acento, num verbo particípio e o mesmo sujeito

Determinado e claro, exposto e infinitivo nas pessoas do plural

Sem mas, contudo, porém,…  Todavia em concordância moral e espiritual  

E agradecer á Deus, a Vida e ao Tempo

Agradecer á Jesus e aos Espíritos tutores

Agradecer ao Mundo e seus países

Raízes de o meu caminhar

Aos meus pais e a minha família,

Aos meus amigos, afetos e amores

Ás minhas amigas e blogs afins, que cuidaram muito bem de mim

Os sites que mais o mencionaram em 2011 foram:

Desejar á todos um Feliz Ano Novo e Inteiro

Com canteiros e novas sementes

Pomares reluzentes no embrião

E corações constantes na fé e na razão…

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A relação emocional que me inspira!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Feliz Ano Novo Inteiro

1º de janeiro de 2012

 

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 17.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 6 concertos egostados para sentar essas pessoas todas.

Clique aqui para ver o relatório completo

Jesus é a Luz do Novo Ano

Jesus,… Feliz Natal… Pra Você, pra mim e todos nós…

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Semeia! / Clareia!

Espelha! / Exercita e reflete!

A luz que…

Sempre emana

Desse Mestre!

***

Estude,… Entenda

Reflita! / Liberte-se…

Da dor que ainda te prende

Neste agreste!

***

A festa, congesta e sem sentido

Confunde e ecoa pelos milênios então varridos

Por dores, ilusões e artifícios

À hora é essa

De diminuir a canga

Reduzir a pressa

E olhar de dentro de si

Como flor que sabe

As retas e curvas do perfume!

***

Tirar o peso do imediatismo

Louvar a vida em acordes de oração

Saudar os amigos;

Desculpar os inimigos

Sorrir sem medos / Admitir seus erros

Corrigi-los com gestos fraternos

Apagar a dor e abrir os porões

Ouvir o som dos corações

Apertar as mãos,

Abraçar os corpos

Interagir emoções

***

Sua mochila é o tempo / Sua estrada é o infinito

Sua condição: Imortal

Acender sua luz / Degustar o seu sal

Amar o próximo pra desfazer o mal

Compor uma cantiga

E dedilhar a saudade

Nos acordes da liberdade

De ser, de pensar e criar

De fazer, de falar e amar!

Como se cada dia não fosse terminar!

***

Ademário da Silva */*/* 22*12*2011

 

 

 

 

Mesmo assim, eu não sei…

***

Mesmo sabendo que o vento espalha perfumes

Por que Deus semeou flores quais afagos

O homem não se da conta que o Ipod

Só pode no virtual e essa flor não é real

**

Mesmo ouvindo a canção da garoa num telhado de zinco

O homem com sua voz agressiva e deselegante

Rima amor e dor num verso de abandono

Mesmo assim não descobre que o sorriso da criança

É a esperança de bom humor numa manhã que não chegou

**

E quando o sabiá entra no coral do uirapuru Mozart silencia

E entre a noite e a madrugada a semente de um novo dia

Num espasmo de segredo sonha fecundada e não revela

Como a sombra mergulha no seio da luz da alvorada

**

E que é assim desse jeito que um feto num ventre imagina

Descortinando a imortalidade que a vaidade confina

E quando o orvalho escorre pelas pétalas hidrata a vida

E mesmo assim o humano ser que pensa que governa

Vegeta na cripta da ambição e do egoísmo

Sem ciência de que o passo lento do idoso é um ritual de passagem

E a morte a consagração da mudança nas tranças do tempo

Que Deus á tudo envolve e resolve tudo que nos falta

Na pauta de trabalho e estudo

**

Contudo o ser que o orgulho consome

É homem teimoso e confuso

O tempo de Deus é uma semente de luz á crescer nos pomares da consciência e da fé que recria nosso próprio modo de ser, segundo a constituição das leis divinas e naturais…

**

Terra que rejeita semente não sabe o valor da colheita

Mãos que desconhece a raiz ignoram da beleza da flor

É mesmo assim desse jeito quando olhas no espelho

E não enxergas os próprios defeitos

**

O tempo humano somando estações, semanas, meses e anos

Impermanente em nossos planos voa nas asas do imediatismo

Mesmo que a dor te fustigue a aparência, preferes a turbulência

Pra não encontrares contigo no reflexo da consciência

**

E assim, mesmo que decidas protelar,

Mesmo que se demore a decidir

Mesmo que o sofrimento te leve ás curvas do destino

Mesmo que envelheça esquecendo-se de ser menino

Ainda que os caminhos do Gólgota não te comovam

Ele, o Caminheiro da Luz por ser também a Vida e a Verdade

Tem em a sua consciência, a identidade!

**

Ademário da Silva =*=* 01/dezembro/2011

 

 

 

Sensações!!!

Imortal como a saudade

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Se vieres de um tempo vivido

Como vento varrido no cosmo

Seus espasmos, seus tons e fluidos

São acordes, são rimas e afagos

Que recolho na alma, na mente e ouvidos

Como memória, saudade e alegria

No compasso da afinidade

Eu sei que um dia te vejo

Amiga mediunidade

Depositando num beijo um afago de amor

E que a dor que agora agoniza

Desfazendo-se pela brisa que o vento carrega

E a saudade em versos imunizando o coração

E protegendo a emoção dos percalços do tempo

Lembranças de outra dimensão!

***

O tempo pingente do Eterno

Passado ilusão dos sentidos 

Futuro um sonho indormido

Presente impermanente e corrido!

***

Consciência sedimentada nos passos

Abraço de corações tão antigos

Um mimo intuitivo entre rimas

Acena de um tempo vivido

E versos de risos e laços

Emolduram pensamentos amigos!

***

Via de ida e volta sem atropelo

Sensitiva paisagem de amores

A mediunidade é o sol que ilumina a viagem

Magnetismo que atrai os olhares,

Corações e pensamentos afins!

E jorram sentimentos silentes

E a saudade desmagnetiza a mente

E emoções tão vivas, presentes

Abrem-se como pétalas de flores

Rimando com luzes impregnadas de cores!

***

O amor se incondicionaliza como brisa que a tudo envolve

E em notas de gratidão e louvor

Faz-se alegria, reencontro e semblantes

Adjetivo, abstrato e consoante

Tão agora como dantes

Afinidade e saudade se entrelaçam

Em versos, acordes e preces

Nos tons, nos dons e benesses

Num transe que apaga distâncias

Instância que só os corações compreendem e agradecem!

***

Ademário da Silva @/@/@/= 15/11/2011

 

O pensamento e as pessoas  e também a mediunidade…

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Sem noção de responsabilidade, sem devoção à prática do bem, sem amor ao estudo e sem esforço perseverante em nosso próprio burilamento moral, é impraticável a peregrinação libertadora para os Cimos da Vida.

André Luis é bastante claro para que nos alon­guemos em qualquer consideração.

Cada médium com a sua mente.

Cada mente com os seus raios, personalizando observações e Interpretações.

E, conforme os raios que arremessamos, er­guer-se-nos-á o domicilio espiritual na onda de pen­samentos a que nossas almas se afeiçoam.

Isso, em boa síntese, equivale ainda a repetir com Jesus:

—  A cada qual segundo suas obras.

EMMANUEL

Pedro Leopoldo, 3 de outubro de 1954.

***

 

Francisco C. Xavier

(André Luiz)

Nos Domínios da Mediunidade

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Para começar, convidou-nos a ouvir um amigo que falaria sobre mediunidade a pequeno grupo de aprendizes encarnados e desencarnados, e em cuja palavra reconhecia oportunidade e valor.

Não nos fizemos de rogados ante a obsequiosa lembrança.

E, porque não havia tempo a perder, segui­mo-lo, prestamente.

Em vasto recinto do Ministério das Comuni­cações, fomos apresentados ao Instrutor Albério, que se dispunha a iniciar a palestra.

Tomamos lugar entre as dezenas de compa­nheiros que o seguiam, atentos, em muda expectação.

Como tantos outros orientadores que eu co­nhecia, Albério assomou à tribuna, sem cerimônia, qual se nos fora simples irmão, conversando co­nosco em tom fraternal.

— Meus amigos — falou, com segurança —, dando continuidade aos nossos estudos anteriores, precisamos considerar que a mente permanece na base de todos os fenômenos mediúnicos.

Não ignoramos que o Universo, a estender-se no Infinito, por milhões e milhões de sóis, é a ex­teriorização do Pensamento Divino, de cuja essên­cia partilhamos, em nossa condição de raios cons­cientes da Eterna Sabedoria, dentro do limite de nossa evolução espiritual.

Da superestrutura dos astros à infra-estrutura subatômica, tudo está mergulhado na substância viva da Mente de Deus, como os peixes e as plan­tas da água estão contidos no oceano imenso.

Filhos do Criador, d’Ele herdamos a faculdade de criar e desenvolver, nutrir e transformar.

Naturalmente circunscritos nas dimensões con­ceptuais em que nos encontramos, embora na in­significância de nossa posição comparada à glória dos Espíritos que já atingiram a angelitude, pode­mos arrojar de nós a energia atuante do próprio pensamento, estabelecendo, em torno de nossa in­dividualidade, o ambiente psíquico que nos é par­ticular.

Cada mundo possui o campo de tensão electro­magnética que lhe é próprio, no teor de força gravítica em que se equilibra, e cada alma se en­volve no circulo de forças vivas que lhe transpiram do «hálito» mental, na esfera de criaturas a que se imana, em obediência às suas necessidades de ajuste ou crescimento para a imortalidade.

Cada planeta revoluciona na órbita que lhe éassinalada pelas leis do equilíbrio, sem ultrapassar as linhas de gravitação que lhe dizem respeito, e cada consciência evolve no grupo espiritual a cuja movimentação se subordina.

Somos, pois, vastíssimo conjunto de Inteligên­cias, sintonizadas no mesmo padrão vibratório de percepção, integrando um Todo, constituído de al­guns bilhões de seres, que formam por assim dizer a Humanidade Terrestre.

Compondo, assim, apenas humilde família, no infinito concerto da vida cósmica, em que cada mundo guarda somente determinada família da Humanidade Universal, conhecemos, por enquanto, simplesmente as expressões da vida que nos fala mais de perto, limitados ao degrau de conhecimen­to que já escalamos.

Dependendo dos nossos semelhantes, em nossa trajetória para a vanguarda evolutiva, à maneira dos mundos que se deslocam no Espaço, influen­ciados pelos astros que os cercam, agimos e rea­gimos uns sobre os outros, através da energia mental em que nos renovamos constantemente, criando, alimentando e destruindo formas e situações, paisagens e coisas, na estruturação dos nos­sos destinos.

Nossa mente é, dessarte, um núcleo de forças inteligentes, gerando plasma sutil que, a exterio­rizar-se incessantemente de nós, oferece recursos de objetividade às figuras de nossa imaginação, sob o comando de nossos próprios desígnios.

A idéia é um “ser” organizado por nosso es­pírito, a que o pensamento dá forma e ao qual a vontade imprime movimento e direção.

Do conjunto de nossas idéias resulta a nossa própria existência.

O orador fez pequeno intervalo que ninguém ousou interromper e prosseguiu comentando:

— Segundo é fácil de concluir, todos os seres vivos respiram na onda de psiquismo dinâmico que lhes é peculiar, dentro das dimensões que lhes são características ou na freqüência que lhes é própria. Esse psiquismo independe dos centros nervosos, de vez que, fluindo da mente, é ele que condiciona todos os fenômenos da vida orgânica em si mesma.

Examinando, pois, os valores anímicos como faculdades de comunicação entre os Espíritos, qual­quer que seja o plano em que se encontrem, não podemos perder de vista o mundo mental do agen­te e do recipiente, porqüanto, em qualquer posição mediúnica, a inteligência receptiva está sujeita às possibilidades e à coloração dos pensamentos em que vive, e a inteligência emissora jaz submetida aos limites e às interpretações dos pensamentos que é capaz de produzir.

Um hotentote desencarnado, em se comuni­cando com um sábio terrestre, ainda jungido ao envoltório físico, não lhe poderá oferecer noticias outras, além dos assuntos triviais em que se lhe desdobraram no mundo as experiências primitivis­tas, e um sábio, sem o indumento carnal, entrando em relação com o hotentote, ainda colado ao seu “habitat” africano, não conseguirá facultar-lhe co­operação imediata, senão no trabalho embrionário em que se lhe encravam os interesses mentais, como sejam o auxilio a um rebanho bovino ou a cura de males do corpo denso. Por isso mesmo, o ho­tentote não se sentiria feliz na companhia do sábio e o sábio, a seu turno, não se demoraria com o hotentote, por falta desse alimento quase imponderável a que podemos chamar vibrações com­pensadas.

É da Lei, que nossas maiores alegrias sejam recolhidas ao contacto daqueles que, em nos com­preendendo, permutam conosco valores mentais de qualidades idênticas aos nossos, assim como as árvores oferecem maior coeficiente de produção se colocadas entre companheiras da mesma espécie, com as quais trocam seus princípios germinativos.

Em mediunidade, portanto, não podemos olvi­dar o problema da sintonia.

Atraímos os Espíritos que se afinam conosco, tanto quanto somos por eles atraidos; e se é ver­dade que cada um de nós somente pode dar con­forme o que tem, é indiscutível que cada um recebe de acordo com aquilo que dá.

Achando-se a mente na base de todas as ma­nifestações mediúnicas, quaisquer que sejam os característicos em que se expressem, é imprescin­dível enriquecer o pensamento, incorporando-lhe os tesouros morais e culturais, os únicos que nos pos­sibilitam fixar a luz que jorra para nós, das Esfe­ras Mais Altas, através dos gênios da sabedoria e do amor que supervisionam nossas experiências.

Procederam acertadamente aqueles que com­pararam nosso mundo mental a um espelho.

Refletimos as imagens que nos cercam e arre­messamos na direção dos outros as imagens que criamos.

E, como não podemos fugir ao imperativo da atração, somente retrataremos a claridade e a beleza, se instalarmos a beleza e a claridade no espelho de nossa vida íntima.

Os reflexos mentais, segundo a sua natureza, favorecem-nos a estagnação ou nos impulsionam a jornada para a frente, porque cada criatura hu­mana vive no céu ou no inferno que edificou para si mesma, nas reentrâncias do coração e da cons­ciência, independentemente do corpo físico, porque, observando a vida em sua essência de eternidade gloriosa, a morte vale apenas como transição entre dois tipos da mesma experiência, no “hoje impe­recível”.

Vemos a mediunidade em todos os tempos e em todos os lugares da massa humana.

Missões santificantes e guerras destruidoras, tarefas nobres e obsessões pérfidas, guardam origem nos reflexos da mente individual ou coletiva, combinados com as forças sublimadas ou degra­dantes dos pensamentos de que se nutrem.

Saibamos, assim, cultivar a educação, aprimo­rando-nos cada dia.

Médiuns somos todos nós, nas linhas de ati­vidade em que nos situamos.

A força psíquica, nesse ou naquele teor de expressão, é peculiar a todos os seres, mas não existe aperfeiçoamento mediúnico sem acrisolamen­to da individualidade.

É contraproducente intensificar a movimenta­ção da energia sem disciplinar-lhe os impulsos.

É perigoso possuir sem saber usar.

O espelho sepultado na lama não reflete o esplendor do Sol.

O lago agitado não retrata a imagem da es­trela que jas no infinito.

Elevemos nosso padrão de conhecimento pelo estudo bem conduzido e apuremos a qualidade de nossa emoção pelo exercício constante das virtudes superiores, se nos propomos recolher a mensagem das Grandes Almas.

Mediunidade não basta só por si.

       É imprescindível saber que tipo de onda men­tal assimilamos para conhecer da qualidade de nosso trabalho e ajuizar de nossa direção.

 

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Palavras…

 

O pensamento é qual semente de luz incrustada nos escaninhos da consciência, demarcando a individualidade, a personalidade, a moralidade, a espiritualidade própria de cada ser imortal, onde quer que ele se manifeste, ou seja, na impermanência da matéria que rege a vida humana em mundos de provas e expiações tal como o planeta Terra, ou vivendo nas dimensões da matéria sutil, transitórios ou evolutidos adstritos aos sistemas solares em que estadiam por benevolência da ordem evolutiva…

Simples e ignorantes surgimos no cenário da vida empunhando a misericórdia do Pai e Criador como oportunidade milenar de crescimento, tendo como estrada de aprendizado a imortalidade e as reencarnações…

Nesta condição tudo em nós é latência

 O pensamento e a consciência

A virtude e a inocência

Recursos e talentos

A estrada do tempo vai revelar

As experiências terão como mestres

A dor, o sofrimento e as conquistas

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A vida, o caminho e a verdade

Extratos da luz, do Pai a vontade…

 

É imprescindível saber que tipo de onda men­tal assimilamos para conhecer da qualidade de nosso trabalho e ajuizar de nossa direção.

 

O tempo será sempre o reflexo da luz no conta-gotas da vontade, da determinação, do esforço e do sacrifício, nos mecanismos de buscas em que nos envolvemos nas pautas do relacionamento, da caridade, do trabalho e do estudo, aplicados em nós mesmos, quais buris de lapidação na construção evolutiva em que nos achamos, seguindo o ensinamento do Mestre: “Vá e não peques mais.”

Outro Mestre de tão magnânima importa alertou: “Espíritas amai-vos, eis o primeiro ensino; “Instruí-vos” eis o segundo…

 

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Naturalmente circunscritos nas dimensões con­ceptuais em que nos encontramos, embora na in­significância de nossa posição comparada à glória dos Espíritos que já atingiram a angelitude, pode­mos arrojar de nós a energia atuante do próprio pensamento, estabelecendo, em torno de nossa in­dividualidade, o ambiente psíquico que nos é par­ticular.

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O pensamento é a identidade de cada um na razão e na emoção com que se ajusta na vida, no tempo e no espaço…

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Enquanto egoísta gera miséria e abandono

Pelo orgulho tem a prepotência por irmã

Se vaidoso lastima a simplicidade

Ao se arvorar superior sem a devida conquista tem o preconceito por pista de seus desagravos e discriminações…

Mas, quando compreensivo é antídoto contra a inimizade

Se amorável, emana silente o perdão enquanto impulso do coração atento…

Assim o pensamento é o próprio gesto do espírito que materializa suas vontades e ambições no seio do ambiente em que se manifeste.

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Nas relações humanas, amoráveis, afetivas, amistosas ou odientas se faz placenta á cultivar paz ou guerra, na esfera de contato e sensação, assim como na psicosfera da consciência é percepção moral de obrigações e responsabilidade, nas linhas da verdade que o amor constrói…

O pensamento é o impulso sutil da vontade que se realiza, nos gestos, nas agressões, nos abraços, no distanciamento e no perdão…

É pensando que semeamos e semeando sentimos; vibrações em permutas constantes se faz a ponte entre a dor e a prova ou horizonte que nos leva á luz dos ambientes celestes…

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Depende da prece, mas também do impulso

Se faz palavra de resignação e recato

Emanando o perfume dos amores de fato

O pensamento é pessoa desenhando o próprio ato!

O pensamento imagina, idealiza, raciocina e transmita

A pessoa aceita, acomoda, assimila e dissemina e realiza

A mediunidade é a conjunção sensitiva entre o pensamento, pessoa encarnada e o espírito livre

O médium pensa e o espírito configura

A afinidade fluídica ou moral é o circuito da comunicação

Falar, pensar e agir

Influenciar, aceitar e decidir

Eis os caminhos da relação!

T***

Ademário da Silva +=+= 06/11/2011

 

Dor, bendita dor,…

Força intrínseca e silenciosa das mudanças e das transformações que o progresso exige…
Sem ti a evolução seria tardia, a liberdade chegaria atrasada no encontro com a luz e a verdade andaria sem rumo nos caminhos da desilusão, posto que a vaidade se faria com mais força na conduta humana…

Dor amiga e erosiva, cativa das minhas teimosias, cirurgia anímica á trazer de volta a saúde moral e espiritual… Sem você Dor, o amor seria um conto duendificado pelas fantasias dos homens desatentos, tu és o unguento depositado sobre as chagas da minha ilusão, do meu orgulho e egoísmo, qual atadura torniquete, lembrete constante dos meus desvarios…

Sei que a Harmonia e o Equilíbrio não requerem seus serviços, mas á desserviço de mim mesmo, te evoco á esmo em cada em cada pretensão, em cada vacilo, filho que me fiz da incongruência e da negligência, sinto-te em minhas entranhas como se de mim fizesses parte qual espada de Dâmocles a vigiar meus passos trôpegos nos descaminhos que sempre me obrigaram á mudar os rumos de condutas e atitudes, até alcançar a plenitude e te agradecer oh! Dor, por teres feito em chagas meu desvalor, higienizando a cripta da minha consciência.

E ao descobrir-te Dor, amiga e humilde e sempre presente, mensagem silenciosa orientada por Jesus á evocar-nos para os caminhos da Luz que Dele emana em profusas cachoeiras, fluídicas e misericordiosas, cicatrizando-nos o coração atormentado e desvalido, compreendi teu destino, tuas intenções e propósitos, o teu valor ainda inaceito por nós humanos lotados num mundo de provas e expiações, e hoje em alta velocidade transitiva que nos levara á regeneração…

Ao perceber a profundidade do teu compromisso e a grandeza da tua missão, chorei qual aluno repetente que num átimo de lucidez entende o trabalho do Mestre, mesmo sabendo agora do tempo que deixou esvair-se pelos desvãos da preguiça e da omissão…

Mesmo sabendo, Dor, que afoguei oportunidades tantas vezes nas sombras da revolta insana e infundada, que sempre o será… Mesmo ciente Dor, que o medo seria companheiro obsessivo da minha covardia e omissão e ainda traria o desequilíbrio e o questionamento inútil pra fazerem parceria nas minhas inseguranças, mesmo assim abriguei-os na esfera da inércia espiritual…

Olhando-te Dor, agora com os olhos embaçados pelas lágrimas do arrependimento de quem fez do tempo, fogo de artifício num circo de ilusões infantis, agradeço ao Mestre, a tua companhia constante nos horizontes da minha vida…

A dor é mesmo uma lei da natureza na medida em que compõe os processos de criação e recuperação… Está nos espasmos e contrações do parto; enquanto a mãe se estertora para além dos horizontes entre o equilíbrio e o desespero, medindo sua força de espírito na interação com a matéria que recria…

A criança, ou seja, o espírito reencarnante mesmo inconsciente viaja nos braços da evolução no seio da natureza, inconsciente das evoluções biológicas por que passará seu futuro instrumento de manifestação, viaja nos braços da vida á cavaleiro de novas esperanças e oportunidades, deslembrado das adversidades naturais da vida material…

Doe a separação pela própria reencarnação, posto que o regresso deixa aquém dos horizontes espirituais, laços e atividades, estudos, tarefas e aprendizados, amigos que são espelhos, ideais, amores e afetos, que ficam no stand up mediúnico á vigiar-nos os passos e a vibrar pelos sucessos…

Assim como também doerá às separações humanas pela morte, pelos abandonos, pelas injunções dos aprendizados necessários, posto que ninguém pertence a ninguém; todos nascemos sozinhos e desencarnamos sozinhos…
Assim a dor segundo as expectativas do Mestre Jesus, é pedagoga imortal nas salas de aulas do tempo na escola da vida…
Vai, dor irmã….

“E em meu nome ergue as minhas ovelhas. Chama-as a mim. Fala-lhes da paciência e da resignação, da coragem e bom ânimo.”
“Avança missionária. Longa, difícil e bela é a tua tarefa. Não mais seguirás a ira e o medo. Serás minha mensageira ao mundo desatento”… (Autor:
Redação do Momento Espírita com base no cap.32 do livro Crestomatia da imortalidade, por Espíritos diversos, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.)

Dor Amiga…
Agradeço-te Dor, o desconforto
Posto que, eu mesmo morto
Enterrando-me a mim nos campos da renovação
Pra surgir, Dor, como semente aberta agora em terra fértil
Aceitando agora Amiga Dor a tua presença
Qual sentença de evolução!!!
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Ademário da Silva @@@@ 24/setembro/2011

Convivência, prazer e seriedade!

O  Amor enquanto celeiro de emoções e sentimentos é semente de vida e evolução. Tem seus mecanismos de irreverência, de atração, sublimidade e envolvimento, espiritualidade, afinidade, liberdade e amizade…

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Irreverente por que não marca idade, cultura ou religião, mas escaneia os corações afins e os faz pulsar nos mesmos tons e diapasões.  O amor a si mesmo se sustenta em todos os corações, em movimentos sonoros e marcantes, ou mesmo, silente como pulso inconsciente, posto que é força

Viva e atuante… 

Atração que tem na libido a parceria do instinto que se insinua  pelas curvas de um corpo, pela maciez da pele, a beleza do rosto, o designer do sorriso que tudo revela e afivela os encantos pertinentes ao altar dos desejos e sonhos. Aromas e odores, trejeitos e pendores pulverizam contatos e beijos e uma vontade imensa de não mais se separar…

Sublimidade é a propriedade de sublimar-se no tempo e no espaço que o amor tem e aplica nas voltas que a vida dá… É o amor passa da adolescência para seriedade em módulos espirituais, focando o destino, a responsabilidade, o compromisso e o prazer de ser e estar juntos… 

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A sublimação atualiza constantemente os sentimentos e não deixa que cores desnecessárias tisnem a moldura da relação. Como exímio pintor mistura tintas e aplica nas paredes do coração, em desenhos de emoção e prazer. Enquanto músico brinca com as notas no seio e nas entranhas da canção;

Tirando acordes doloridos da tristeza e floreia de alegria o mesmo tema, flutuando pela sonoridade da canção, por que traz em si a capacidade de composição… 

A força de envolvência do amor é simplesmente imensurável, posto que entre flores e luares, entre perfumes e desejos é beijo que não se esquece, é prece no altar da emoção. A alma toma o desenho do corpo e entra coração adentro, marcando presença nas células emotivas e sentimentais. O amor parece mesmo visgo fluídico a costurar afinidades com as agulhas da vida nas veias sutis do tempo. Perfumando tudo que toca, fortalecendo tudo que envolve, resolve como soberano que é morar em nossa intimidade espiritual…

Nosso Aniversário de Casamento...

Um amor no seio da afinidade…

O amor é a própria espiritualidade de cada um, enquanto personalidade e modo de ser, de estar, fazer, pensar e criar. Filho da afinidade e da diferença o amor não pensa como você e eu, pois que na verdade emana de deus. Fluido que envolve a vida, o tempo e o ser. Coração divino que faz pulsar nossos destinos . O amor é regência, canção e orquestra, tempestade e festa/ enquanto dor é reza sonhando com saúde/ é atitude e silêncio/ harmonia e desarranjo num banjo de alegria… O amor é por si mesmo tudo o que se imagina e o que nem se pensa!

Enquanto afinidade o amor costura iguais e desiguais nos tecidos da

Responsabilidade de ser e viver… Por que afinidade é raiz das mesmas flores e frutos em pomares conscienciais, á serem cultivadas pelos mesmos gestos, pelos mesmos passos mesmo em caminhos diferentes…

Posto que a afinidade traz em si o mesmo grau de espiritualidade, de personalidade e ideais mas, com os tons de individualidades desiguais…

A liberdade é a semente que mais o amor cultiva, pois que não se cativa á prisões ou constrangimentos. Amor que não se prende sempre volta ao local dos seus prazeres e alegrias…

Pensamentos e saudades são as asas do seu caminhar. Imortalidade é o seu modo de ser e se apresentar nas mais variadas vidas e paisagens, nos sonhos e imaginações, sempre a

Pintar o ser amado com as cores do seu tempo e do seu talento…

Ninguém acredita na morte, pois, que o amor á tudo sobrevive, filho que é dos ventos erosivos das transformações necessárias, o amor é a flor libertária…

Amigo é o amor compreensivo!

 

Amizade é semente segura de varia estatura no caule das emoções, a polinizar os desiguais nos canteiros oportunos da vida.

Entre namoro, casamento e saudade o amor é a verdade que não se esquece e depois se configura em prece de gratidão…

Gratidão á vida que deus dá, ao tempo que se desfruta nos escaninhos da relação amorosa, afetiva e amistosa que cabem sem cerimônia dentro do casamento, do destino e das intenções emoções e espirituais.

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Casamento meu com a Cristina/e da Cristina comigo, abrigo dos nossos sentimentos, das nossas lutas e do nosso crescimento enquanto pessoas, namorados e amantes… 

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Sementes do nosso amor...

Iniciamos um namoro á 1º de janeiro de 1971, entre o encanto e a incerteza, sua beleza me incentivou e se fez cativa em meu interior, com a sua inocência, sua ginga de exímia dançarina, menina mulata que deu uma volta redonda na minha vida… Ficamos noivos em 31 de dezembro de 1972 e casamos á 18 de agosto de1973, num sábado, ás pressas, eu fazia horas extras, o cartório me ligou. Janaína de canguru em sua barriga linda… Minha mana Claudete e o mano Marcelo, testemunhas de compromisso… Assinaturas de responsabilidades e o amor virou amizade e a amizade se sublimou até os dias de hoje como amor que não mais se apaga, saga de dois corações de coragem, que mesmo ante muitas adversidades e umas quantas alegrias, se mantêm olhando para o mesmo horizonte e principalmente pra dentro de si…

Que deus nos abençoe Cristina por que continuo te amando e assim será enquanto sua imagem e gesto forem às flores á perfumar minha consciência…

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 Ademário da Silva *** 18/agosto/2011 

40 anos de convivência aistosa e amorosa

 

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