Vívian, uma amizade segura que ao longo do tempo se apura...

Uma amiga que o tempo trouxe nos braços da mediunidade...

Vivian Rodrigues Crepaldi

V elas e ventos, luzes e unguentos nos horizontes do seu destino

I mensos recursos aportam nas praias da sua vida

V ívido recinto de emoção e defesa na retaguarda dos seus passos

Í ntegros talentos no aguardo de fecundação

A ntes, agora e depois a luz não se curva ás tempestades

N avegas qual cisne fêmea num cenário ideal e instintivamente real!

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R umas qual estrela cadente em buscas afins

O ndas de intuição e influências saudáveis se aproximam do seu fronte mediúnico

D esejos e sensações dão conta de sonhos e obrigações

R ezas e aprendizados na cartilha das necessidades

I nstinto parapsíquico á resguardar-te das sombras

G estos lúcidos na construção das alegrias espirituais

U se sempre medidas espirituais na configuração de si mesma

E scolha o amor,  a luz e a atitude, que a vida rica desse assim jeito, diminui defeitos e vicissitudes

S aiba que espiritual proteção é conquista de cabeça e coração!

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C omece o que a luz te intua e sob a própria responsabilidade sempre termine

R esolva possíveis pendências e as obrigações enquanto no caminho

E stude a vida, a Doutrina Espírita e o seu modo de ser

P az é pingente de luz na flor de um sorriso

A me a si, aos iguais e aos desiguais pelo diapasão da compreensão

L iberdade é sempre a busca de outras luzes e refinadas emoções

D ireito sempre será o fruto mais justo das obrigações realizadas

I nstante oportuno de revisões e crescimento!

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Ademário da Silva – um amigo brotou do ontem…

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Vívian…

A luz é um horizonte de emoções, aprendizados e certezas, de esperanças e consolações, por onde navegam os corações simples e lúcidos; a mente idealista, ás soluções e reparos surgem nos clarões da intuição, como se fora uma brisa a sofrear-nos a ansiedade, á acalmar-nos o coração aflito que se ergue em doce oração de confiança e devoção no Pai e Criador, sob as luzes e ensinos de Jesus.

A mediunidade é, em outras coisas uma ambiência de amizade, de parceria, de reencontros formatada na lei de afinidade…

Em meio á uma névoa de luz, fraternidade e amor, neste ambiente multicor e gratificante, flutuam amores, amigos e afetos; então os sentimentos mais nobres, as inspirações mais doces e confortadoras, as intuições sobre os efeitos das leis divinas e naturais, brotam em cada gesto, em cada olhar; á cada estudo, á cada aprendizado e descoberta e entendimento…

Ali naquele ambiente de luz e amor residem a amizade,  o ideal, a necessidade e a proteção…

Ali o sorriso é saudação

A saudade é proteção

O entendimento vibra nas emanações afins

Ali na casa da mediunidade moram espíritos amigos, consoladores e socorristas

Moram instrutores, necessitados, anjos e artistas…

A mediunidade realmente é o caminho pra sermos felizes

Em suas raízes e finalidades, os ingredientes da tranformação

Ali nosso coração pulsa amando, perdoando e reconstruindo…

Agradeçamos á Deus oportunidade tão valiosa de já sermos semente indecisa e temerosa nas terras da obrigação…

Ademário da Silva *** 05/novembro/2009

SOESFALUZCA

 

Dra. Elisabeth Regina Balbino

E special é tudo que satisfaz a alma

L ivre é o coração que se conhece e não se   teme

I ntensa e idônea, alinha seus passos que a luz te envolve

S ua é a vida, a integridade e a atitude, o entorno é composição

A inda que a sombra te apoquente acende um gesto que o resto se apaga

B ens transitórios, prazeres imediatos

E stude-se a si mesma e reconheça seus talentos imponderáveis

T udo que aspiras mora dentro de ti

H oje é apenas a semente do amanhã

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R osas e espinhos compõem o jardim do destino de todos

E manas o ideal tal qual transpiras no trabalho

G estos e atitudes enraízam esperanças e soluções

I rmanas a sentença, o trabalho e o sentimento no vão da questão

N avegas como bençãos aos olhos do próximo

A tendo-se ás intuições conduzes possibilidades

***

B urilas o próprio diamante no cadinho das obrigações

A mando-se a si mesma tua força interior é luz que não vacila

L uas e estrelas aguardam-te os sentimentos livres…

B ondade tem a medida do que se pode e o que não se deve

I manta-se a mesmice só quem se dispõe a esperar pelo inusitado

N otas e acordes compatibilizam-se com dedos ágeis e amoráveis

O ndas de luz circulam na frequência entre a mente e o coração

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Ademário da Silva 03/novembro/2009

Dra. Elisabeth Regina Balbino é advogada formada e trabalha no departamento jurídico do Sindicato dos Comerciários de São Paulo á R. Formosa – 409 -

Lúcidas Saudades!

02/11/2009

 

Finados

Os entes queridos que já deixaram as vestes humanas e vivem agora num outro ambiente, onde a lei da gravidade não tem tanto sentido, se reúnem na sala do tempo pra recolherem vibrações, lamentos e pesares e consolarem os os desorientados, incrédulos e desavisados que não buscam saber mais da vida, pra entenderem a morte. Mas, também recebem e distribuem as emanações advindas dos relacionamentos saudáveis e sinceros, respeitosos e afetivos, amorosos e afins, que a as alegrias do reencontro nos portais da sensibilidade extra sensorial, que se nos caracteriza o ser, o viver e o sentir nas pautas vivas da fé e da confiança, que decorrem de um aprendizado evangélico lúcido e inteligente, destituído de fantasias e óbices desnecessários á vida do espírito livre das injunções materiais…

Ao meu modo de ver o “dia de finados” para cultuar o dia dos mortos já é uma contradição milenar, que não tem e nunca terá sentido nos moldes em que é vivenciado.

O corpo a natureza silencia mas,  a alma segue em outros quadrantes, alcança latitudes e longitudes que os cinco sentidos não logram captar sem dificuldades de percepção, de entendimento e compreensão de fenômenos que são tão naturais quanto os biológicos e pluviais…

E certamente o cemitério não é o ambiente mais adequado ao reencontro entre os seres que viveram por tempos sob o teto das mesmas emoções e objetivos… Por que neste ambiente as recordações, tanto para os que se foram ás outras dimensões quanto para os que ficaram por aqui, elas são de despedidas, de dores e lamentações. Na grande maioria dos casos configuram revoltas e incompreensões, desesperos e desequilíbrios, cujas vibrações impregnam o ambiente de emanações dolorosas, de tão profundas tristezas e convulsivas choradeiras, que voltar ao mesmo ponto é rever as fotografias do pensamento, que se nos ensinou Kardec, é obrigar-se a assistir, agora pelos canais da lembrança, aquela criança que a bala perdida ceifou, aquele pai tão querido que já não permite mais contato físico; aquela mãe tão terna e guerreira que a morte tomou ao nosso convívio; assim o irmão e a irmã, os avós, os amigos e amigas que fogem aos nossos olhos e tato e deixam de governar o próprio corpo…

Assim como o velório se faz incapaz de atender ás necessidades de despedidas e compreensão sobre as ocorrências da morte o “culto” de finados, até por que ninguém findou-se, precisa ser repensado, reemoldurado, trazendo para os envolvidos uma outra ótica de convivência com a saudade, que é o que realmente fica, tanto para os daqui quanto para os que estão além das percepções sensoriais físicas, afim de que se alcance neste dia, uma fonte maior de consolo e entendimento, principalmente aos recém saídos, assim como para os recém ficados.

Sim, por que a morte nos envolve em seus braços corretivos, á todo instante, aqui neste orbe de provas e expiações…

O conhecimento espírita é o farol de compreensão, de aceitação das leis divinas e naturais, que orbitam em torno da necessidade de vir e voltar… Ele é capaz de resolver todos os enigmas que emolduram e os que constituem o foco principal de tais ocorrências. Nascemos sozinhos por que a responsabilidade de viver é nossa, desencarnamos também sozinhos, por quanto devemos responder á própria consciência os resultados dessa experiência nos refolhos da envergadura humana…

Num dia como hoje os versos da saudade devem ser a prece capaz de magnetizar as lembranças no prisma das afeições e do respeito. O corpo desfeito ou quase, no túmulo não nos permite estreitar-lhe nos braços, mas, a memória, os sentimentos, as atitudes, o modo de ser, de conversar e resolver, daquele ou daquela que não se encontra entre nós, devem ser os valores a configurarem o poema da lembrança…

As rimas das afeições marcam o compasso da saudade

E cada verso á lembrar um gesto, um sorriso e um abraço

Ternos beijos e promessas que só a imortalidade é capaz de cumprir

Costuram uma outra túnica pra essa relação de amor

De afeição, de respeito, de compreensão, de amar e de sentir!

De que se Deus assim fez, é que é pra ser assim mesmo

Traga seu ente querido á mesa da compreensão

Entabule um diálogo de afeição

Faça os versos da oração serem imprimidos pela luz do coração

Se comprometam com a força e a coragem que Jesus ensinou

E nos sensores da mediunidade chore de saudade

Mas, também por compreensão

Sente-se também á cadeira do entendimento

E por alguns momentos sacie seu coração

Na luz dessa amizade, no amor desse clarão

Que a mediunidade, mãe da afeição

Te oferece no cálice da emoção!

Agradeça ao Criador a certeza da imortalidade

Acenda o coração

Estenda a afeição

Entoe uma nova canção

A vida está certa

E a morte não erra

Não está no frio da terra, jamais no abandono

Nem mesmo no silêncio do ostracismo

O vínculo desse amor que o espiritismo

Coloca acima de qualquer suspeita, dúvida ou incerteza

A luz da saudade está nos braços da verdade!

Ademário da Silva **** 1º/novembro/2009 ** SOESFALUZCA

 

Frases intuitivas

Semente que não se abre perde a oportunidade da transformação.

Verbo que não se conjuga na luz da oração se faz expressão muda nos próprios desatinos.

A mente que em si se fecha projeta-se em surda escuridão

O tempo se mede por sua trajetória na esteira da luz

Sentado na sombra da inércia o passado nos parece uma montanha inacessível

O silêncio e a simplicidade são os segredos das conquistas espirituais

A mediunidade é o divã da nossa felicidade, desde que ouçamos a voz da intuição

A reencarnação é laboratório de transformação nas estradas do tempo

O tempo da imortalidade pulsa no coração de Deus, aproveite-o…

A vida é poesia Divina na composição do Universo

A luz é a rima dos Seus versos na estrofe de todos os tempos

O amor é a constituição da vida, da morte e da reencarnação…

A liberdade não é apenas o direito de ir e  vir, mas principalmente o de construir, de amar, de criar. Ela, liberdade terá em seus passos o tom do reencontro nos versos da saudade, qual beija flor que sempre retorna ao perfume original…, aquele que o encantou e o fez descobrir o sabor da vida…

As relações amorosas são flores que brotam nos jardins da compreensão, do respeito mútuo, do entendimento, da parceria e da cumplicidade emocional, cultural, espiritual, dos objetivos de crescimento e construção e do ideal…

A família e os amigos são os abrigos da devoção e das emoções desconstrangidas

Os desafetos e os inimigos são os alertas do caminho pra que não ultrapassemos os faróis da contradição

O egoísmo é a hemorragia da emoção, a atrofia do coração numa relação unilateral…

O orgulho é o abismo do “eu” onde se afogam oportunidades valiosas, valas de pretensão, onde predominam as sombras de um coração envaidecido…, desequilibrado, desorientado… adoentado…

A mediunidade é parceria:

O médium estuda e o espírito ilumina e Jesus concretiza

O médium enquanto instrumento não deve perder o corte e a utilidade, o parceiro espiritual conhece-nos em parâmentros que a lei do esquecimento debilita-nos a lucidez…

A dor é cirurgia de emergência á reparar os males morais

O sofrimento é a porta estreita á ajustar-nos os passos em desalinho nos moinhos da renovação

A visão, a lucidez e a percepção são equipamentos do espírito na sala de aula da evolução…

A visão nos permite enxergar a vida tal como Deus a engendrou

A lucidez nos garante discernir qual é o caminho da luz

E a percepção nos faz compreender os mistérios do amor no tempo e no espaço…

A proteção espiritual é o fruto mais saboroso da relação contributiva…

A amizade é a hipotenusa entre dois corações congruentes…

Ademário da Silva **** 31/10/2009

 

A adoção

A lei de justiça e igualdade mostra suas consequências mais profundas no seio das reencarnações. A família é um núcleo de aglutinação e também de reorganização de roteiros espirituais, individuais e coletivos… Como um posto avançado de aplicação e prática de conhecimentos e experiências conquistadas ao longo da longevidade espiritual de cada um.

Planos e compromissos, necessidades e aprendizados, provas e expiações são naturalmente agregados ao roteiro espiritual daquele que vai reencarnar, segundo objetivos e finalidades á serem alcançados por cada um de nós, na medida das forças e recursos levantados pela lei divina e natural ou pelos técnicos e responsáveis pelo encaminhamento de cada um ao útero da vida material…

Quando reencarnamos somos adotados por amigos espirituais que serão nossos pais; ou por desafetos que, por obediência á lei de afinidade serão os instrumentos da vida á nos forçar o desenvolvimento e ao reajuste, ao reparo e a reconciliação.

A adoção é um dos artigos mais importantes da lei de solidariedade expedida pelos nossos sentimentos através dos decretos do coração…

A afinidade moral e emocional nos projeta nos meios familiares e sociais que as nossas necessidades requerem, por isso ninguém está fora de lugar…

A adoção me parece uma lei da vida: a terra adota e acolhe a semente, rios e mares recolhem os peixes. Os céus e as árvores adotam as aves…

Os nossos corações adotam os filhos que são espíritos dos quais não mais nos lembramos… que podem ser afins ou desafetos…

E quando saímos do círculo familiar e buscamos na adoção o reencontro com almas afins que parecem ter perdido a nave da oportunidade, encontramos espíritos com potenciais á serem desenvolvidos e não crianças carentes.

Não devemos adotar uma criança por que entendemos que ela é carente, negra, órfã ou abandonada, pois corremos o risco de carregar nossa relação com os preconceitos condicionados por uma cultura vaidosa e orgulhosa, e com certeza, com esse comportamento deixaremos de enxergar talentos, recursos e possibilidades latentes nessa criança.

Olhar a vida, as pessoas e as relações com os olhos da imortalidade nos permitirá enxergamos espíritos e não corpos, estética moral e não padrões de beleza transitória. Não dividirmos o amor em padrão filial ou adotivo, por que o amor imutável, existe ou precisa se desenvolver…

Quem adota uma criança adota uma relação, um sentimento de descoberta, de fraternidade, de emoção espiritual de conviver com um outro ser, que parecia ter perdido a esperança. E se seremos a esperança não desapontemos. Pois que geramos na criança uma expectativa de igualdade e não de segregação emocional…

Adotar é aproveitar a oportunidade que a afinidade engendra, trazer pra nossa tenda mais um coração amigo…

Disse-nos Jesus: “Deixar vir á mim as criancinhas, pois delas serão os reinos dos céus”. O esquecimento do passado á emoldurar a inocência momentânea, traduzindo condição sine qua non como passaporte espiritual que permita-nos a entrada em mundos mais evoluídos…

Deixai vir a mim as crianças de pais que vivem juntos, e dos que não vivem, também dos que não podem criar e educar, independente da cor de suas peles. O que forma o caráter de uma criança é a educação e não seu biotipo genético…

Ademário da Silva **** 31/10/2009

Diálogo

D eus em conversação entre o eterno e o infinito

I ntimidade afetiva em processo de harmonia

Á mor á serviço do bem, da luz e da paz

L iberdade de expressão, sentir e pensar

O smose emocional numa relação inteligente

G esto de compreensão fraterna

O ntem, hoje e amanhã, frutos da convivência imortal

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O diálogo é o meio de comunicação mais seguro e confiável em face dos resultados que se podem alcançar.

Na relação voz e audição quem ganha é o coração. Perguntas e respostas; questionamentos e argumentação

A inteligência quando se expressa, sem pressa, envolve a conversa em luz e emoção…

O respeito que se preserva é reserva do direito de expressão

Conversa parece ser o feminino de “com versos” no aconchego da relação…

Cada pensamento é um verso na cabeça de cada interlocutor

Cada resposta é uma rima que gira o argumento do amor

Todo amor que se expressa é verbo no presente do indicativo

“Eu penso, logo existo!”

Todo sujeito na oração engendra o próprio caminho

Todo caminho na conversação alcança o ideal solução

Diá… logos é a luz que emana do auto conhecimento e se esparrama na relação humana, feito água que molha o chão e umedece o leito da semente da renovação…

O diálogo enquanto fonte do entendimento é o caminho mais reto para o perdão…

O perdão á si e ao próximo no cio das mudanças

Conversa que se entabula é bula de solução e esperança…

Opinião não é a verdade é simples expressão de conhecimento

O diálogo é a poesia viva nas rimas das intenções

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Conversa o perfume e a flor

Sobre o amor que o sol lhes infunde

Que alcança com o mesmo respeito o espinho em seu papel natural…

E toda espécie animal traz o verbo no condicional

E as aves cantarolando amiúde

Madrugada um lindo coral

Os quatro elementos numa harmonia vivaz

Trocam idéias inteiras no colo da liberdade e da paz

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Eu não posso calar meus sentidos

Os meus olhos, meu tato e os ouvidos

Minha mente e o meu coração

Por que Jesus conversando com a vida

Ensinou na montanha o Sermão!

Ama seu próximo e a si

Reconcilia com teu irmão enquanto no mesmo passo

Um sorriso, um bom dia e um abraço

São laços de amor nos acordes da vida!

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Ademário da Silva **** 23/outubro/2009

SOESFALUZCA…

Antiga saudade

A saudade é a luz do reencontro...

A saudade é a luz do reencontro...

Alma querida

Que viveu por muitas vidas

Entre a sombra e a tempestade

Nos meus versos uma saudade

Num enredo afinidade

No meu tempo uma canção

Hoje se enfeita de luz num designer humildade

Numa expressão tão serena

De imperecível beleza e verdade!

****

Meu coração navegando nos mares da intuição

Reconhece o teu semblante

No calor do coração

Em seus tons tão consoantes

Predicativos da emoção

É essa saudade como um verso adolescente

Que o tempo recorrente

Não apaga da razão!

****

Vivo sonhando como flor na madrugada

Estrela acesa, lua nova

O orvalho molha a rosa

Consagrando o reencontro

Estou pronto em minhas rimas

Como nota em partitura

Obedecendo a vida em seus compassos

Sob o sol do meu destino, apesar dessa clausura

Intuição é uma janela nos portais da eternidade

Guardiã, essa entidade, semente de saudade

Amiga, essa alma, flor de uma amizade

Antigo esse amor, cor da imortalidade

Saudade guardiã

Perfume do amanhã

Corações que se identificam nos ideais da evolução

Afeições e afinidades no calor de expiações

Hoje é rima de verdade  sob o sol de obrigações!

Ademário da Silva *** 16/outubro/2009

Laços antigos…

12/10/2009

Versos dedicados aos Senhores Manoel dos Santos Soares  e Silvio Bez, amigos residentes na Colônia Santo Ângelo em Jundiapeba, distrito de Mogi das Cruzes.

A amizade no tempo e no espaço...

A amizade no tempo e no espaço...

Maneco e Silvio…

Meu amigo Maneco

Um toco de luz na escuridão

A coragem de ser o que precisa

Nas brisas da provação

Fez da solidão um espaço

No abraço da obrigação

O que em ti me impressiona

E a lucidez de alma na palma da expiação

A busca, a conquista e a realização

A despeito da adversidade

A espiritual sensibilidade

Põe-te nas vias da transformação

Manoel dos Santos Soares

Nos mares da evolução

Reúnes em torno de ti o que te interessa

Sem pressa pra alcançar a solução

Na pauta das afinidades

Os amigos e as oportunidades

Entre eles Silvio Bez,  podes crer que a recíproca é real

O amigo Silvio um tirocínio vivo e atento

No seu momento e na busca da verdade

Quando ai estivemos

Eu, o Marcílio, a Neusa, a Sueli e o Coral Brilhe a Vossa Luz

Vossas vidas no espelho das nossas necessidades

Refletia as lições da antiguidade

Santo Ângelo a colônia nas folhas da renovação

O teu silêncio e a tua vontade, ferramentas de atuação

O teu coração intuitivo amigo de novas lições

Trouxe-nos outras páginas de renovadas emoções

Por isso guardamos no seio da alma

A tua fala e o ideal, tuas escolhas e preferências

Na ausência da vaidade

A verdade imortal

De um laço, um abraço, um espaço

Nos versos de nossa amizade espiritual

Que nem o tempo, nem à distância

Há de transfigurar a moldura

O prazer emocional, a afinidade e a postura infinda

Que traz em si, ainda que imperfeito

Do amor a essência e a substância!

Ademário da Silva (coincidentemente no dia das crianças)

12 de outubro de 2009.

Laços infindos...

Laços infindos...

A Família

A família é um laço

Uma gota, um zigoto

Semente do tempo

A luz do amanhã

Instinto e defesa

Sombras e luzes nos caminhos da vida

Perdas e danos

Ilusões e abismos

Cataclismos de dor

Celeiro oportuno

De crenças e mitos

Promessas e ritos

Placenta do espírito nos braços do Criador

Idas e vindas na esteira do tempo

Cegueira no instante que a vaidade domina

Cicatrizes abertas na teimosia

O sofrimento um decreto da covardia

Até que um dia do avesso se vira

E transpira mudanças no semblante da vida

E sei que esse dia de luz mais acesa

Na tábua da mesa a alma alimenta

E se fortalece enfrentando tormentas

E os seus elementos

Incompatíveis momentos que se digladiavam

Afeiçoam-se na dor por insuficiência

E a amizade carência por deficiência

Transforma-se em raízes de afinidade

Poliniza melhoras nos jardins imortais

Avencas e frutos

Conquistas e talentos

Recriam o templo na consciência

E a ciência que pensa é filosofia

E o filosofo receita em Deus nova crença

Raciocinam em conjunto os valores reais

A família é a alma que vai e que vem

E as pedras da dor itinerário do bem

Renova o espírito pelas trilhas da luz

E os valores imortais renovam esperanças

De um novo pensar e um novo sentir

E cada um toma o caminho pra evoluir!

Ademário da Silva **** 10/out./2009

Laços e elos…

08/10/2009

Laços que a vida oferece…

A afinidade é a célula de luz  que brota nos jardins e pomares da vida, desenvolvida nos mais diversos chãos  de relacionamentos interexistenciais, levados a efeito por encarnados e desencarnados na esteira imortal das necessidades evolutivas.

Enquanto flor que esparge o perfume da Misericórdia Divina, a afinidade se manifesta na pauta dos relacionamentos inter-humanos, nos graus de filiação, amores, afeições, amizades, como também de cobranças e desamores, envergando a indumentária psicológica e moral em que estagia o ser evolutivo, expressando o tom, o compasso e as notas da canção existencial, que constitui a riqueza espiritual de cada um, e ou também dissonâncias e até desarranjos sonoros conflitantes, identificando a deselegância educacional de que se faz portador todo aquele que dormita na ignorância de si, nos labirintos do personalismo doentio, expresso na desarmonia que o orgulho, o egoísmo, a dependência e a carência incrustam em nosso modo de ser, pensar e sentir.

Assim a família não é só a célula mãe da sociedade humana, mas principalmente porta da imortalidade, abrindo caminhos evolutivos para a mudança da sombra para a luz.

Os laços de família muito bem configurados e explícitos em o Evangelho segundo o Espiritismo, enquanto consangüíneos e transitórios na pauta das necessidades existenciais, das obrigações, das responsabilidades e compromissos, revelam o quadro de materialidade contundente e imediatista, á situar o ser na faixa de inconsciência de si e dos que lhes estão em torno, da vida e da imortalidade.

No outro degrau da subida o designer da vida digitaliza as expressões espirituais em cores e traços mais fortes e sólidos e densamente significativos em suas características de identidades e similaridades, revelando a beleza moral dos reencontros, a firmeza dos ideais de crescimento e solidariedade formatando as relações, visões iguais de vida e destino á se manifestarem na alegria da convivência.

É claro,  que os laços físicos e imediatistas formam a maioria das relações humanas, quais árvores infrutíferas em extensa florestas, apenas atendendo aos impulsos primários do ecossistema existencial.

Uma família erguida nos laços de espiritualidade afim, que o tempo de convivência engendrou, é conquista á ser realizada na senda do esforço individual e coletivo, no trabalho de auto aprimoramento que a evolução exige.

Como no ensina Joanna de Ângelis em o livro “Família, Desafios e Soluções”: “O destino da criatura é a liberdade, para onde caminha de olhos postos no futuro.”

“Ser livre é não depender, optando pelo que constitui a emulação pela vitória.”

Isso, só o autoconhecimento nos permitirá ao longo da caminha de aprimoramento.

E se conseguirmos compartilhar adversidades ainda necessárias, sem desgastes que originem provas e expiações, e conquistas nascidas do esforço e determinação, com certeza, estreitaremos laços espirituais com aqueles que se nos identificam os passos e pendores, necessidades e talentos; e ai a afinidade será o manto de luz e alegrias á cobrir-nos o caminho nas andanças evolutivas.

E pelas próprias emanações espirituais e ideologias éticas, artísticas e morais seremos naturalmente atraídos por amores, amigos e afetos nas escolas de luz que a vida oferece, sob os firmamentos infinitos do universo misericordioso do Criador Amorável.

Ademário da Silva *** 8/outubro/2009