Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

‘IMPERMANÊNCIA E IMORTALIDADE’

 

            Pelo Espírito> Carlos Torres Pastorino.

 

Pág. 95.

                        Tema:                         Desilusão.

 

            Em linguagem vernácula, desilusão é o ato de desenganar-se, de perder a ilusão, de libertar-se do equívoco os sentidos.

            Encarcerado na vestimenta celular o Espírito possui limitada capacidade de distinguir o real do imaginário, em razão do invólucro de que utiliza para as experiências do quotidiano.

            Emaranhado no cipoal da matéria densa, as percepções mais sutis necessitam de ser exercitadas, de forma que adquiram sensibilidade para a captação do subjetivo, do não corpóreo. Face aos impositivos do processo vital em torno da utilização do corpo e das suas possibilidades para a conquista dos tesouros da inteligência, do amor e da sabedoria, a imantação existente entre o Ser e o Não-Ser do conceito platônico bloqueia a capacidade de discernimento e de eleição, predominando o instinto que se apega ao que sentem ao que lhe fere os sentidos.

            De igual maneira a mente, responsável por essa ilusão e confusão de valores, por hábito nega-se a novos comportamentos que coloquem o indivíduo em contato com a realidade.

            Surge, então, a fundamental questão do sofrimento e da felicidade, da dor e do conforto, do male do bem-estar, fixados nos fenômenos orgânicos, nas sensações.

            Pensando ser a razão essencial de a existência o desfrutar de prazeres e de regalias, nem sempre derivados da consciência do dever retamente cumprido, a mente elabora mecanismos escapistas, para prosseguir na ilusão, quando deveria renovar-se despertando para as manifestações mais profundas do sentimento.

            Eis porque, toda vez quando se valoriza em demasia determinada ocorrência a mesma agiganta-se, preenchendo os painéis mentais e exercendo pressão sobre todas as demais manifestações do pensamento, que ficam em plano secundário até o exorbitar do desvario.

            São assim que exteriorizam as paixões perturbadoras, algumas das quais confundidas com amor e o bem, com a solidariedade e a busca da felicidade, subterfúgios utilizados para ocultar o interesse egoístico e o prazer sensorial.

            Cultivada de forma automática a ilusão predomina nos comportamentos humanos, gerando insatisfações e sofrimentos toda vez quando os resultados não atendem as ambições acumuladas e direcionadas para o objetivo mantido em mente.

            Por isso não são poucos os indivíduos que temem a morte da ilusão, porque corresponde também à perda do objetivo existencial, das buscas tormentosas, na quais se perdem nos conflitos, experimentando as aflições disso decorrentes.

            O fenômeno direciona-se, ao largo do tempo, e por conseqüência para as dores orgânicas, os processos enfermiços do soma, que ainda estão impregnados do domínio da mente-sensorial, incluindo o pavor da morte.

            Numa visão profunda em torno da realidade, tudo são ilusões, no plano físico, na conjuntura material.

            Desde a condensação da matéria que, ad infinitum, volve ao estado de energia sob o comando do princípio inteligente, que é o Espírito, o Ser imortal, o impregnar das sensações domina as áreas das emoções oferecendo visão distorcida em torno da realidade.

            Mediante a educação do pensamento e a desvalorização dos implementos da ilusão, mesmo as dores mais acerbas perdem a profundidade das suas dilacerações, ensejando um controle racional sobre as suas façanhas angustiantes.

            Poderoso na sua emissão de ondas o pensamento consegue mudar a constituição molecular do tudo quanto fere os sentidos, penetrando as mais intricadas redes materiais, ora eliminando sensações, momentos outros, de acordo com a sua vibração, acrisolando ou piorando as percepções.

Indispensável, sem dúvida, que uma mudança de conceito em torno da vida  se torna premente de tal forma que mesmo a morte passa a ser vista como um evento natural, uma ilusão a que se atribui significado funesto por apenas roubar á Vida as existências materiais a que todos se apegam.

Mediante essa conceituação libertada da ilusão, o fenômeno biológico da morte adquire um significado mais  digno e mais consentâneo com a própria proposta do ser, que imortal transita por experiências humanas, utilizando-se de vestimentas compatíveis com as suas necessidades evolutivas.

A  educação do pensamento dilata a capacidade psíquica (   sensibilidade mediúnica)para continuar percebendo o ser desencarnado, com ele comunicando-se participando da sua atual situação, ao tempo em que o mesmo permanece no processo de desenvolvimento interior que lhe é proposto no rumo da sua felicidade real.

Essa visão não impede, certamente, que se busque a felicidade na Terra, que se procure minorar os sofrimentos, que se insista na conquista do bem-estar, evitando-se naturalmente, o apego exagerado aos sentidos, aos gozos, aos prazeres imediatos que logo passam, deixando imensos vazios existenciais e instalando ansiedade, frustração, que terminam por gerar transtornos depressivos de resultados imprevisíveis.

Num mundo transitório, como o é o planeta Terra, tudo é relativo, todas as experiências são breves e sucedem-se, umas ás outras, conforme o delineamento e a constância da afeição de que sejam revestidas. Colocadas como essenciais, os valores do Espírito, os princípios éticos, que libertam e aprimoram interiormente, ficam obliterados, quando deverão ser desenvolvidos, a fim de avançarem no mesmo rumo das aspirações do corpo, da mente, nos padrões do equilíbrio, da vivência, sem afadigamento nem loucura.

O homem e a mulher de todos os tempos muito se exaurem pelas coisas vãs, em correria desenfreada pela aquisição do que é substituível e em  detrimento do que é primordial. Disto decorre o cansaço, o amolentamento, o tédio, o desinteresse, tão logo sejam alcançadas as metas que os interessavam ou logradas as conquistas que tinham em mente. Fica-se com muita coisa atulhada em armários e espaços, com expressivas contas bancárias, títulos fiduciários, letras e  valores outros nas Bolsas de mercado atual e de futuros, porém angustiado ou insatisfeito.

É o resultado da ilusão da posse. A segurança que se pretende conseguir, com esta providência, não evita a solidão interna, o desamor, à amargura, a doença, a morte. Desiludindo-se, isto é libertando-se da compressão de tudo quanto é efêmero, o ser humano agiganta-se desenvolve outros sentimentos estruturados na conquista de si mesmo, dos tesouros que lhe dormem desconhecidos, aspirando mais elevadas realizações pessoais, nas quais não haja lugar para o egoísmo, a insensatez do orgulho, os preconceitos, as vacuidades,(.            Estado ou qualidade do que é vazio; inanidade.      Fig.  Vaidade, presunção) pois que a sua é uma visão nova do Infinito, do Universo e da Vida, que ora o fascinam, desenvolvendo-lhe o senso ético profundo e o amor em dimensão dantes nunca experimentada, impulsionado pelo Deotropismo para o qual ruma sem cansaço, sem ilusão, com os pés firmes no chão da realidade grandiosa da própria Vida.

 

Incentivador de Estudos: Ademário da Silva.

                                               [De trop(o)- + -ismo.]

  1. m.
  2.  Biol. Reação de aproximação ou de afastamento do organismo em relação à fonte de um estímulo.
  3.  Bot.  Movimento de orientação realizado pela planta ou parte dela sob a ação de um estímulo exterior que opera unilateralmente. 

                                               [Do lat. Deo, ‘Deus’, + – leps(i)- + -ia1.]

 

                                               .           Próprio da região em que está; nacional: &  &.  

  1.  Fig.  Diz-se da linguagem genuína, correta, pura, isenta de estrangeirismos; castiço.
  2.  Diz-se de quem atenta para a correção e a pureza no falar e escrever; castiço.

 

[Sin. Nas acepç. 1 a 3: vernacular.]

 

 

  1. m.
  2.  E. Ling.  O idioma próprio de um país, ou região; língua vernácula. 

                                                           [Do lat. tard. dilaceratione.]

  1. f.
  2.  Ação ou efeito de dilacerar(-se); despedaçamento, dilaceramento. 

                                                           Jur. Aquele que recebe a herança ou o legado gravado com fideicomisso, sendo por isso obrigado a transmiti-los, por sua morte, há certo tempo ou mediante certa condição, ao fideicomissário; gravado.

                                                           [Do lat. fideicommissu.]

  1. m. Jur.
  2.  Disposição testamentária pela qual o testador institui dois ou mais herdeiros ou legatários, impondo a um (ou alguns) deles a obrigação de, por sua morte, transmitir ao(s) outro(s), há certo tempo ou sob certa condição, a herança ou o legado; substituição fideicomissória.   

                                                          

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