Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Arquivo para março, 2017

Nos meandros da mediunidade…

Atmosfera espiritual, ou simplesmente clima mediúnico.

O foco de luz que a harmonia engendra é simplesmente a raiz da paz que todos almejamos, precisamos e vamos em busca; às vezes de um modo empírico, atabalhoado, impregnado de clichês e condutas perfiladas exteriormente. Claro que tudo isso é decorrente de uma educação condicionada milenarmente por um entendimento sobre a vida, por que desenvolvemos uma relação imediatista e velocista, eivada ainda das mais sutis as mais grotescas formas de contatos superficiais. Isso por si não nos permite enfronharmos de modo mais profundo em nossas relações humanas, sociais, afetivas e amorosas, e o que se dirá das relações mediúnicas…

Em nos orientando sobre a atmosfera espiritual que se nos envolve e com a qual nos relacionamos e somos parte integrante e atuante, Kardec nos mostra, a partir desse estudo na Revista Espírita de maio/1867 – nº 5, a imensa responsabilidade que nos compete desenvolver, amadurecer e aprimorar em nossas relações mediúnicas.

Cientes de que a Fluídica enquanto lei natural é o mecanismo que regula por assim dizer as trocas mentais, emocionais que ocorrem no ponto de contato entre o mundo invisível e o mundo material, deveríamos estudar com mais propriedade e seriedade os frutos mentais que depositamos no intercâmbio mediúnico, pois que se nos interessa de perto e de fundo o resultado que se alcança no modo moral em que em que fazemos essas trocas, conscientes ou não dos seus efeitos.

Efeitos esses que afetam, por usos, costumes e condutas todo nosso ser, o nosso discernimento, o nosso raciocínio e em muito nossas conclusões sobre essas relações.

A densidade moral que podemos encontrar em determinada ambiência, com a nossa gratuita e despretensiosa contribuição, configura a valia e o bem estar que se pode alcançar no trato com os espíritos. Trazidos ao ambiente pelos canais psicofônicos ou não, pois que basta estar presente, vibrando, pensando e direcionando intenções positivas e negativas, os desencarnados naturalmente atraídos pelas emanações humanas, pelos objetivos que a ambos conduzem na mesma direção e, poderemos entender a quantidade e a qualidade dos fenômenos espíritas que aturdem-nos o entendimento e os que se nos beneficiam nesse intercâmbio…

Kardec nos ensina em o Livro dos Médiuns sobre a influência oculta dos espíritos em nossa vida, em nossas lides patenteando o pensamento como veículo principal nessa relação. Afirma como nesse artigo em a Revista Espírita que nos acotovelamos com os espíritos…

Na dinâmica dos pensamentos trocados surgem os tons da inspiração a configurar falas e condutas. A telepatia é o fio condutor de mensagens e orientações, ensinos que brotam no ambiente mediúnico trazendo consolo e paz, conforto e corrigendas necessárias a consolidação de afinidades e afeições, traduzindo preocupações recíprocas, vertidas nas telas sutis das trocas mentais.

Toda e qualquer modalidade mediúnica tem no pensamento intercambiado o seu epicentro, com base de relações afins em moldura de luz, solidariedade e harmonia; ou transfiguram-se nos esgares de conflitos perniciosos à saúde espiritual e física.

Assim é que a preocupação do medianeiro iniciante e do mais experiente deve ser com seu pensamento, com seu sentimento e conduta, deve ser prioridade cotidiana, escoltada pelas meditações evangélicas e filosóficas que a Doutrina Espírita propicia.

Pela força do pensamento o espírito atua onde quer, respaldado em sua condição moral, tendo o médium e o sensitivo como pontos de contato e interação entre os dois mundos, o físico e o espiritual. Razão essa que dá sustentação e permanência saudável ou desarmonizada ao fenômeno mediúnico.

Assim como a natureza física requer a compatibilização, interação e harmonia entre as forças do sol da chuva e dos ventos, que são produzidas pelas estações climáticas na razão direta dos movimentos de translação e rotação do planeta, que permitem a semeadura, a germinação, florescência e frutescência, maturação e colheita, segundo o calor e a friagem e a aragem, todos temperando e agindo também com suas forças individuais, extraindo da ambiência natural cada grão, cada fruto e hortaliça, para que a aplicação de esforços resultem em efeitos adequados a alimentação das massas populares. Também a relação entre a natureza espiritual e a natureza física exigem condições compatíveis a essa interação de forma que todos os envolvidos possam ser beneficiados nessa relação.

O pensamento humano e o pensamento espiritual corre, soa, toa, agrega, se entrega e repercute e também se dispersa no fluido universal; assim a compatibilização mental se consuma pela lei de afinidade a qual todos estamos sujeitos. E a ela se nos adequamos, nos conformamos pelas nossas vibrações morais, afetivas, fraternas, ou belicosas, preguiçosas, fantasiosas ou desequilibradas entre outros atributos e deficiências que guardamos nos escrínios da consciência maturada pela experiência, ou perdida ainda nas dissimulações de vaidades e orgulhos falsamente guarnecidos por uma conduta superficial.

Conduta superficial, no que tange ao envolvimento doutrinário religioso, é quando nos deixamos levar por clichês e posturas exteriores, numa tentativa de desviar o foco do trabalho, que na verdade é de renovação de valores, e não de uniformização de atitudes e falas. O que vai redundar numa ambiência mediúnica que se fragiliza por melindres e intenções veladas, obstando o relacionamento em suas feições transparentes, lúcidas.

Mediunidade não requer desenvolvimento no modo de entendimento popular, mas exige educação no relacionamento espiritual. Essa educação pede o conhecimento como base dessa relação, por que o médium precisa entender, decodificar e configurar um pensamento que não é o seu. E como ensina Léon Denis em o livro ‘No Invisível’, existem diferenças na velocidade do pensamento, no modo exteriorização das mensagens orientadoras e doutrinárias que se nos chegam pelas mãos da mediunidade. É nesse ponto que a atmosfera espiritual adquire importância fundamental nessa relação, por que é da harmonia dos sentimentos, das intenções, das vibrações mentais é que se constitui o ambiente mediúnico.

E ao pensarmos em atmosfera espiritual o conhecimento nos alerta que essa atmosfera não se circunscreve às quatro paredes de uma casa espírita, mas é condição constitutiva das influências recíprocas entre dois mundos, diferentes entre si cujas trocas mentais, emocionais, morais, intelectuais interferem de modo oculto ou ostensivo no dia a dia da humanidade. Pesando é claro sobre a moldura psicológica de médiuns e sensitivos e até dos mais refratários no campo da sensibilidade espiritual.

É aqui que a leitura sadia, principalmente das obras doutrinárias que são a base do Espiritismo, e outras de nível edificante; a música de qualidade, a conversação espiritualizada, devem constituir buscas que se tornem hábitos aos espíritas, e principalmente aos médiuns.

Por que se a influência em a maioria dos casos é oculta, o comportamento do médium tem que ser lúcido e precavido e o mais transparente possível para não deixar margens a interpretações dúbias, do tipo segredos e mistérios. Principalmente por que sabemos que espíritos bons não incomodam, mas os desorientados e bulhentos podem sim desarmonizar a nossa consciência no templo individual. O que deixa patente que é responsabilidade de cada um as amizades de todos os dias e de todo o tempo.

 

Ademário da Silva –

17/agosto/2008

 

Conhecer-se a si, eis o que importa…

‘IMPERMANÊNCIA E IMORTALIDADE’

 

            Pelo Espírito> Carlos Torres Pastorino.

 

Pág. 95.

                        Tema:                         Desilusão.

 

            Em linguagem vernácula, desilusão é o ato de desenganar-se, de perder a ilusão, de libertar-se do equívoco os sentidos.

            Encarcerado na vestimenta celular o Espírito possui limitada capacidade de distinguir o real do imaginário, em razão do invólucro de que utiliza para as experiências do quotidiano.

            Emaranhado no cipoal da matéria densa, as percepções mais sutis necessitam de ser exercitadas, de forma que adquiram sensibilidade para a captação do subjetivo, do não corpóreo. Face aos impositivos do processo vital em torno da utilização do corpo e das suas possibilidades para a conquista dos tesouros da inteligência, do amor e da sabedoria, a imantação existente entre o Ser e o Não-Ser do conceito platônico bloqueia a capacidade de discernimento e de eleição, predominando o instinto que se apega ao que sentem ao que lhe fere os sentidos.

            De igual maneira a mente, responsável por essa ilusão e confusão de valores, por hábito nega-se a novos comportamentos que coloquem o indivíduo em contato com a realidade.

            Surge, então, a fundamental questão do sofrimento e da felicidade, da dor e do conforto, do male do bem-estar, fixados nos fenômenos orgânicos, nas sensações.

            Pensando ser a razão essencial de a existência o desfrutar de prazeres e de regalias, nem sempre derivados da consciência do dever retamente cumprido, a mente elabora mecanismos escapistas, para prosseguir na ilusão, quando deveria renovar-se despertando para as manifestações mais profundas do sentimento.

            Eis porque, toda vez quando se valoriza em demasia determinada ocorrência a mesma agiganta-se, preenchendo os painéis mentais e exercendo pressão sobre todas as demais manifestações do pensamento, que ficam em plano secundário até o exorbitar do desvario.

            São assim que exteriorizam as paixões perturbadoras, algumas das quais confundidas com amor e o bem, com a solidariedade e a busca da felicidade, subterfúgios utilizados para ocultar o interesse egoístico e o prazer sensorial.

            Cultivada de forma automática a ilusão predomina nos comportamentos humanos, gerando insatisfações e sofrimentos toda vez quando os resultados não atendem as ambições acumuladas e direcionadas para o objetivo mantido em mente.

            Por isso não são poucos os indivíduos que temem a morte da ilusão, porque corresponde também à perda do objetivo existencial, das buscas tormentosas, na quais se perdem nos conflitos, experimentando as aflições disso decorrentes.

            O fenômeno direciona-se, ao largo do tempo, e por conseqüência para as dores orgânicas, os processos enfermiços do soma, que ainda estão impregnados do domínio da mente-sensorial, incluindo o pavor da morte.

            Numa visão profunda em torno da realidade, tudo são ilusões, no plano físico, na conjuntura material.

            Desde a condensação da matéria que, ad infinitum, volve ao estado de energia sob o comando do princípio inteligente, que é o Espírito, o Ser imortal, o impregnar das sensações domina as áreas das emoções oferecendo visão distorcida em torno da realidade.

            Mediante a educação do pensamento e a desvalorização dos implementos da ilusão, mesmo as dores mais acerbas perdem a profundidade das suas dilacerações, ensejando um controle racional sobre as suas façanhas angustiantes.

            Poderoso na sua emissão de ondas o pensamento consegue mudar a constituição molecular do tudo quanto fere os sentidos, penetrando as mais intricadas redes materiais, ora eliminando sensações, momentos outros, de acordo com a sua vibração, acrisolando ou piorando as percepções.

Indispensável, sem dúvida, que uma mudança de conceito em torno da vida  se torna premente de tal forma que mesmo a morte passa a ser vista como um evento natural, uma ilusão a que se atribui significado funesto por apenas roubar á Vida as existências materiais a que todos se apegam.

Mediante essa conceituação libertada da ilusão, o fenômeno biológico da morte adquire um significado mais  digno e mais consentâneo com a própria proposta do ser, que imortal transita por experiências humanas, utilizando-se de vestimentas compatíveis com as suas necessidades evolutivas.

A  educação do pensamento dilata a capacidade psíquica (   sensibilidade mediúnica)para continuar percebendo o ser desencarnado, com ele comunicando-se participando da sua atual situação, ao tempo em que o mesmo permanece no processo de desenvolvimento interior que lhe é proposto no rumo da sua felicidade real.

Essa visão não impede, certamente, que se busque a felicidade na Terra, que se procure minorar os sofrimentos, que se insista na conquista do bem-estar, evitando-se naturalmente, o apego exagerado aos sentidos, aos gozos, aos prazeres imediatos que logo passam, deixando imensos vazios existenciais e instalando ansiedade, frustração, que terminam por gerar transtornos depressivos de resultados imprevisíveis.

Num mundo transitório, como o é o planeta Terra, tudo é relativo, todas as experiências são breves e sucedem-se, umas ás outras, conforme o delineamento e a constância da afeição de que sejam revestidas. Colocadas como essenciais, os valores do Espírito, os princípios éticos, que libertam e aprimoram interiormente, ficam obliterados, quando deverão ser desenvolvidos, a fim de avançarem no mesmo rumo das aspirações do corpo, da mente, nos padrões do equilíbrio, da vivência, sem afadigamento nem loucura.

O homem e a mulher de todos os tempos muito se exaurem pelas coisas vãs, em correria desenfreada pela aquisição do que é substituível e em  detrimento do que é primordial. Disto decorre o cansaço, o amolentamento, o tédio, o desinteresse, tão logo sejam alcançadas as metas que os interessavam ou logradas as conquistas que tinham em mente. Fica-se com muita coisa atulhada em armários e espaços, com expressivas contas bancárias, títulos fiduciários, letras e  valores outros nas Bolsas de mercado atual e de futuros, porém angustiado ou insatisfeito.

É o resultado da ilusão da posse. A segurança que se pretende conseguir, com esta providência, não evita a solidão interna, o desamor, à amargura, a doença, a morte. Desiludindo-se, isto é libertando-se da compressão de tudo quanto é efêmero, o ser humano agiganta-se desenvolve outros sentimentos estruturados na conquista de si mesmo, dos tesouros que lhe dormem desconhecidos, aspirando mais elevadas realizações pessoais, nas quais não haja lugar para o egoísmo, a insensatez do orgulho, os preconceitos, as vacuidades,(.            Estado ou qualidade do que é vazio; inanidade.      Fig.  Vaidade, presunção) pois que a sua é uma visão nova do Infinito, do Universo e da Vida, que ora o fascinam, desenvolvendo-lhe o senso ético profundo e o amor em dimensão dantes nunca experimentada, impulsionado pelo Deotropismo para o qual ruma sem cansaço, sem ilusão, com os pés firmes no chão da realidade grandiosa da própria Vida.

 

Incentivador de Estudos: Ademário da Silva.

                                               [De trop(o)- + -ismo.]

  1. m.
  2.  Biol. Reação de aproximação ou de afastamento do organismo em relação à fonte de um estímulo.
  3.  Bot.  Movimento de orientação realizado pela planta ou parte dela sob a ação de um estímulo exterior que opera unilateralmente. 

                                               [Do lat. Deo, ‘Deus’, + – leps(i)- + -ia1.]

 

                                               .           Próprio da região em que está; nacional: &  &.  

  1.  Fig.  Diz-se da linguagem genuína, correta, pura, isenta de estrangeirismos; castiço.
  2.  Diz-se de quem atenta para a correção e a pureza no falar e escrever; castiço.

 

[Sin. Nas acepç. 1 a 3: vernacular.]

 

 

  1. m.
  2.  E. Ling.  O idioma próprio de um país, ou região; língua vernácula. 

                                                           [Do lat. tard. dilaceratione.]

  1. f.
  2.  Ação ou efeito de dilacerar(-se); despedaçamento, dilaceramento. 

                                                           Jur. Aquele que recebe a herança ou o legado gravado com fideicomisso, sendo por isso obrigado a transmiti-los, por sua morte, há certo tempo ou mediante certa condição, ao fideicomissário; gravado.

                                                           [Do lat. fideicommissu.]

  1. m. Jur.
  2.  Disposição testamentária pela qual o testador institui dois ou mais herdeiros ou legatários, impondo a um (ou alguns) deles a obrigação de, por sua morte, transmitir ao(s) outro(s), há certo tempo ou sob certa condição, a herança ou o legado; substituição fideicomissória.   

                                                          

Versos de saudades…

Todos os nomes e vidas…

*

É noite no azul do meu planeta

Ao olhar pela janela o lusco-fusco das estrelas

Vejo e sinto um tom de infinito, de imortalidade e eternidade,

Ao cair da tarde da saudade

No seio da inspiração

A saudade veste história de amores e de amigos

E os afetos da afinidade ganham cores e sorrisos

No olho da saudade

A emoção já se transforma em rimas

Na esquina do mesmo tempo

Num momento o Pizindin

Eduardin tão Ademário

Enriquece esse cenário

Que é de amor e de saudade

E as verdades embutidas

Nessas vidas tão infindas

São poemas, são falenas,

Que sobrevoam corações

Vejo mundos, vejo vidas em seus tempos,

Vejo tardes esquecidas entre os dedos da saudade

Misturo rimas com estrelas

E de medo de perdê-las 

Estreito-as num poema

Meu coração chora, sorri e canta,

A beleza é tanta porque a vida continua

E tão nua entre as estrelas

A saudade é minha musa

Mesmo que a lua se enciúme

O perfume é de luz e de amor!

*

Ademário da Silva

25 de março de 2017.

 

14 de março dia da poesia!

Poesia!

***

Ah! Poesia que me rasga os dias em pedaços de sol

E costura as minhas noites com pespontos de estrelas

Tecendo horizontes e flores na palma da imaginação

Imaginando amores e soluções nos tons de uma canção

Tendo a rima como riqueza e talento

Faz de cada momento uma saudade emoção

Reza de todos os versos espreme o adverso na compreensão

Entre musas e inspirações o poeta respira devoções

A natureza, a mulher e a Divindade moram em seus poemas,

Uma caneta nova, ou um toco de lápis e até um pedaço de giz

É como um sapato novo que se estreia

Na boleia da emoção com tintas cheirando versos

Em poemas escritos á mão no coração da vida

Trabalho, suores, amores e também as feridas,

Páginas do tempo na escala da evolução,

Infância, adolescência, maturidade,  

E o disse que me disse que a velhice é cansaço e rugas

O caminho é só de passagem

Vielas, becos ou imensas avenidas a vida segue sempre igual,

Ama o que tens na alma sem exigir moeda de troca

Escreve teus sentimentos no coração alheio

Desenhas teus passos no chão da fraternidade

Que a verdade é uma só nos braços da eternidade

E na antiga Palestina, o menino de Maria Santíssima falou…

Ama como a si mesmo o teu irmão e tua família numa sextilha poética

A dialética do amor é infinita

E ainda assim cabe em todos os corações

Para que faça sentido todos os seus bordões e rimas

Em todas as canções e livros o crivo de um amor verdadeiro

Que traz nos olhos a imagem e o valor de todas as almas…

***

Ademário da Silva

15 de março de 2017…

 

 

 

 

Aniversário do Gaúcho Capoeira Senzala…março/2017

Mestre Gaúcho Capoeira Senzala.

***

Capoeira que sonha

Liberdade semeia

Na saudade senzala

Berimbau tem a fala

Relicário de versos

Consciência e coragem

E quando aniversaria

O amor poesia

Cresce feito semente

No pomar do ideal

Numa dança que luta

Nessa luta que ama

Capoeira derrama

Verdades em chamas

Sob a luz lua cheia

Ou sob o sol que matura

A magistratura do ser!

***

Ademário da Silva

14 de março de 2017.

 

 

Mulheres de todos os marços…

Mulher de todas as vidas…

***

A semente divina,… Uma menina

Sonho de mulher de vida infinda,

Nem Eva ou Amélia e nem mesmo submissa

Avenca e orquídea

Razão e emoção de todas as vidas

Por mais que o provedor

Senhor do machismo tentou o domínio

Sem ela não seria nem mesmo menino

Menina e redoma no fausto da cama

Desrespeito derrama dores em chamas

Tempo, tempestade, liberdade feito espinho,

Oito de março um mormaço que cresta ilusões

Jesus já dizia em poesia e parábola

Entre os nascidos de mulher

Não há ninguém maior que João

Mostrando a joia escondida da reencarnação

E que toda mulher seguiria adiante

Semeando a Terra de ponta á ponta

E toda placenta abençoada seria

E o homem espírito desalmado e desatento

Seria o rebento da ingratidão

Na vida que o vento não leva

Todo mês de março, palavras, flores e versos,

Dia oito lembro-me de Nero com seus biscoitos

Ou seria pão naquele circo gerador de manipulação

Política de orgias e falsas alegrias (parece hoje)

Mas, mesmo assim por determinação e silêncio,

Como se fosse Maria no dia do assassinato 

Enfrentar o sistema e ter pena do mundo

A mulher resiste a todos os assaltos e ditaduras

Nomenclatura de modernidades

E segue cumprindo seu “mulherato”

Que é a missão de ser mulher

Entre homens ingratos…

Mas, é oito de março de todos os anos,

 Mulher é dia de rezar na sua fé

De olhar pelos seus olhos

De sentir por sua alma

De viver por sua vida que Deus acreditou…

***

Ademário da Silva

08 de março de 2017.

 

 

 

2º aniversério doVinícius Ademário Bebéco da Silva Santos…

Entre avós e netos…

FELIZ ANIVERSÁRIO BEBÉCO!

*

Sabe aquele momento em que o silêncio fica quieto

Olhares entre um avô e um neto

Armadilhas sobre todos os tetos

Sorrateiros sorrisos entre gravetos e granizos

No meio da noite estrelada

Maquinações e gargalhadas

Mesmo que caia uma garoa teimosa

A prosa mais se estica

E quando um pé de vento espanta o passaredo

O avô costura o medo e faz o neto sorrir

Em meio à tempestade a amizade mais se estreita

Entre vielas e becos o espanto do desconhecido

A explicação sobre taturanas e borboletas

E a primeira grafia, os olhos cheios de alegria,

E um neto cheio de saber,

Além dos desenhos imaginários

Garranchos e boa escrita na cripta da boa vontade

O silêncio descansa enquanto o neto dorme

Porque o silêncio é protetor

É o próprio avô do Vinícius Ademário

Que hoje faz aniversário

Dia cinco de março pela segunda vez

Que Deus lhe proteja em seus passos

Porque os beijos e abraços são nossos

Aliás, a felicidade passou por aqui

E só não ficou porque você permanece

Que a nossa prece de gratidão Deus aceite

Como um deleite do nosso coração!

***

Ademário da Silva

FELICIDADES VINÍCIUS BEBÉCO ADEMÁRIO DA SILVA SANTOS.

05 de março de 2017.