Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Via invertida…

Contra mão!

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Da pedra só sai pó

Da cabra é que o leite jorra

Na borra do café jiló

O sonho de um homem só

Estilhaço de bigorna fria

O dia que surgiu cinzento

Marrento e sem pão de ló

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Vitral amarelado e cego

Eu nego o que enxergo infuso

Confusa é a mente vazia

Que se guia por palavra alheia

Anseia por descansar os ossos

Na noite rotunda e curta

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O campo que se diz santo

Regado de dor e pranto

Se a fé fosse um acalanto

O morto da vida esquecido

Não se dobrava por esse descanso

E levava consigo

 O ideal mais atrevido

Viver na barra da imortalidade

Sem medo timidez ou cansaço

O ranço de cruz e promessa

Regaço de crente vazio

No cio da vida eterna

As penas é Deus quem corrige

Na luz do seu perdoar

A fé não tem prece que estica

Se não houver semente de amar

Viva cada minuto em seu traço

No braço que enfrenta o trabalho

E na mente que não perde a rima

O verso que o poeta sussurra

É agrura que dá e passa

É eterno o tempo e o universo infinito

Toda vez que o vento assovia

A saudade repete o refrão

Contando estrelas eu alcanço

O amor que dou de coração!

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Ademário da Silva

04 de novembro de 2016.

 

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