Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Francisco C. Xavier (André Luiz)

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A prece de Ismália

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«Senhor! Dignei-vos assistir os nossos humildes tutelados, envian­do-nos a luz de vossas bênçãos santificantes. Aqui estamos prontos para executar vossa vontade, sinceramente dispostos a secundar vossos altos desígnios. Co­nosco, Pai, reunem-se os irmãos que ainda dormem anestesiados pela negação espiritual a que se entrega­ram no mundo. Despertai-os, Senhor, se é de vossos desígnios sábios e misericordiosos, despertai-os do sono doloroso e infeliz. Acordai-os para a responsabilidade, para a noção dos deveres justos!… Magnânimo Rei apiedei-vos de vossos súditos sofredores; Criador compassivo, levantai as vossas criaturas caídas; Pai Justo, desculpai vossos filhos desventurados! Permiti caia o orvalho do vosso amor infinito sobre o nosso modesto Posto de Socorro!… Seja feita a vossa vontade acima da nossa, mas se é possível, Senhor, deixai que os nossos doentes recebam um raio vivificante do Sol da vossa bondade!…”

“Temos ao nosso lado Senhor, infortunadas mães que não souberam descobrir o sentido sublime da fé, resvalando, Imprudentemente, nos despenhadeiros da indiferença criminosa; pais que não conseguiram ultra­passar a materialidade no curso da existência humana, Incapazes de ver a formosa missão que lhes confiastes; cônjuges desventurados pela incompreensão de vossas leis augustas e generosas; jovens que se entregaram, de corpo e alma, aos alvitres da ilusão!… Muitos deles atolaram-se no pantanal do crime, agravando débitos dolorosos! Agora dormem Pai, à espera de vossos desígnios santos. Sabemos, contudo, Senhor, que este sono não traduz repouso do pensamento… Quase todos os nossos asilados são vitimas de terríveis pesadelos, por terem olvidado, no mundo material, os vossos manda­mentos de amor e sabedoria. Sob a imobilidade apa­rente, movimenta-se-lhes o Espírito, entre aflições angustiosas que, por vezes, não Podemos sondar. São eles, Pai, vossos filhos transviados e nossos companheiros de luta, necessitados de vossa mão paternal para o caminho! Quase todos se desviaram da senda reta, pelas sugestões da ignorância que, como aranha gigantesca dos círculos carnais, tece os fios da miséria, enredando destinos e corações! Deprecando vossa mi­sericórdia para eles, rogamos igualmente para nós, a verdadeira noção da fraternidade universal! Ensinai-nos a transpor as fronteiras de separação para que vejamos em cada Infeliz o irmão necessitado do nosso entendimento! Ajudai-nos a compreensão, a fim de que venhamos a perder todo impulso de acusação nas es­tradas da vida! Ensinai-nos a amar como Jesus nos amou! Também nós, Senhor, que aqui vos rogamos, fomos leprosos espirituais, cegos do entendimento, pa­ralítico, da vontade, filhos pródigos do vosso amor!… Também nós já dormimos, em tempos idos, nos Postos de Socorro da vossa misericórdia!… Somos simples devedores, ansiosos de resgatar Imensos débitos! Sabe­mos que vossa bondade nunca falha e esperamos con­fiantes a bênção de vida e luz!…”

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Agradeçamos a Deus os dons de amor, sabedoria e misericórdia. Saibamos manifestar ao Pai o nosso reconhecimen­to. Quem não sabe agradecer, não sabe receber e, muito menos, pedir. (Aniceto…

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Meu comentário…

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Para além das preces contidas na literatura religiosa desde a antiguidade, observamos que apesar do vasto manancial de recursos no que tange ao aprendizado necessário, mais não fazemos que repetir fórmulas palavreadas por nomes respeitados no ‘histórico humano em nossas relações com Deus’.

Achamos inclusive que essa ou aquela oração é mais forte, por que foi proferida por este ou aquele ‘santo’, profeta ou médium. Pueril engano de quem não se esforça por acompanhar Kardec em sua lucidez, quando assevera que a fé tem que ser raciocinada.

Um pensamento de gratidão e reconhecimento as provas vivenciadas, será com certeza ouvido pelo Pai que tudo vê e provê.

O que ele, Kardec, nos incita é procurarmos o conhecimento dos meios de comunicação com Deus, o conteúdo da missiva mental que enviamos ao Criador, verificando os limites e as aberturas contidas em as leis divinas e naturais, inscritas nas telas rupestres da nossa antiguidade espiritual, a fim de compreender o que o Amor, a Sabedoria e a Misericórdia Divina nos possibilitam, outorgam ou obrigam, segundo os parâmetros petitórios que assinamos por responsabilidade própria ao lançarmos ao Alto o teor dos nossos pedidos.

Quem sabe pedir não exagera por que compreende que o Pai já lhe o suficiente para uma vida inteira na matéria.

E aí, mesmo que não perceba as dádivas divinas nascidas de seus pedidos, sabe agradecer por instância de humildade, o silêncio divino, posto que o Pai sempre nos oferece o que precisamos e nunca o que pedimos, por não termos consciência plena de nossas necessidades no seio da imortalidade.

E como nos lembra Aniceto, “não sabemos receber, posto que quando isso acontece, entendemos como obrigação de Deus para com seus filhos, e se quer nos desculpamos por não agradecer ao Pai Todo Bondoso.

Quais crianças emocionadas com as fantasias, não nos damos conta de que a realidade que nos envolve é de instância espiritual, o aprendizado é para sempre e jamais circunstancial.

Assim compreendemos Aniceto, quando assevera que não sabemos pedir, por inconsciência da própria necessidade.

O que de fato queremos é sombra e água fresca nos oásis das ilusões e fantasias, por não querermos o enfrentamento necessário ao aprendizado evolutivo, vivemos pedindo facilidades que não chegam a nós por não atenderem as nossas reais necessidades.

Observemos que Ismália ora pelos necessitados de lucidez e coragem, que fugiram pelos descaminhos do sono espiritual, tentando pouparem-se dos enfrentamentos. Claro que somamos as causas de tal situação, a ignorância como fator principal a essa alienação espiritual de sim mesmo, em que se encontram esses irmãos. E nessa continha de chegar cabem outras parcelas, tais como as ilusões, as fantasias, vaidades, medos e submissões as opiniões alheias, seja de quem for, o que causa também prejuízos morais. No livro dos Espíritos a verdade transcendental nos alerta: “Cada consciência evolui por si”. – O Espírito da Verdade.

Pedir algo ao Pai requer consciência de compromisso com a dádiva recebida, por que percebemos também o quanto de intercessão é necessário para que nossas preces tomem o caminho que leva a Deus, em face de nossa imperfeição e incompreensão ainda da própria individualidade e necessidades espirituais.

Cada oração levada ao Alto tem que carrear verdades pelos ventos da humildade.

Se não corremos o risco de voltarmos às antigas ladainhas, promessas e rituais que milenarmente não tem correspondido aos nossos anseios infantis.

Permitamos que o aprendizado espírita nos lave de luz as sombras milenares de nosso passado extremamente comprometedor.

Paz e luz ás irmãs e irmãos.

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Ademário da Silva

29 de junho de 2016.

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