Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Os outros – 7

 

Cap. XIII – Item 13. Do Evangelho seg. o Espiritismo.

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Dizes trazer o deserto no coração; entretanto, pensa nos outros.

Muitos pisam teus rastros, procurando-te as mãos no grande vazio…

Para um pouco e perceberá a presença nas sombras da retaguarda.

Enquanto gritas a própria solidão, compreenderás que a voz deles está morrendo na garganta, através de longos gemidos.

 

Volta-te e vê.

Compara os teus braços robustos com os ossos descarnados que ainda lhe servem de suporte às mãos tristes em que os dedos mirrados são espinhos de dor. Enxuga o teu pranto e observa os olhos fatigados que te contemplam…

Falam-te a história de esperanças e sonhos que o tempo soterrou na areia da frustração. Referem- se ao frio cortante do lar perdido e à agonia da ramagem nas trevas…

 

Para e compadece-te.

Deixa que respirem, ainda mesmo por um momento só, no calor de teu hálito.

Quem poderá medir a extensão da grandeza de uma simples semente, caída na terra que o arado martirizou?

A beleza de um minuto nos ensina, muita vez, a povoar de alegria e de luz a existência inteira.

 

Diz antiga lenda que uma gota de chuva caiu sobre o oceano que a tormenta encapelara e, aflita, perguntou:

– ”Deus de Bondade, que farei, sozinha, neste abismo estarrecedor?”

O Pai não lhe respondeu, mas, tempos depois, a gota singela era retirada do mar, convertida numa pérola para adornar a coroa de um rei.

 

Dá também algo de ti aos que bracejam no torvelinho do sofrimento, e, mesmo que possas ofertar apenas um pingo de amor aos que padecem, tua dádiva será filtrada pelas correntes da angústia humana e subirá, cristalina e luminescente, na direção dos céus, para enfeitar a glória de Deus.

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Meimei

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Francisco Cândido Xavier / Waldo Vieira – O Espírito da Verdade 21

 

EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO // CAPÍTULO XIII

NÃO SAIBA A VOSSA MÃO ESQUERDA O QUE DÊ A VOSSA MÃO DIREITA

  1. Chamo-me Caridade; sigo o caminho principal que conduz a Deus. Acompanhai-me, pois conheço a meta a que deveis todos visar.

Não vos digo o que deveis fazer; deixo aos vossos bons corações a iniciativa. Se eu vos ditasse o proceder, nenhum mérito vos traria a vossa boa ação. Digo-vos apenas: Sou a caridade e vos estendo as mãos pelos vossos irmãos que sofrem. 

Mas, se peço, também dou e dou muito. Convido-vos para um grande banquete e forneço a árvore onde todos vos saciareis! Vede quanto é bela, como está carregada de flores e de frutos! Ide, ide, colhei, apanhai todos os frutos dessa magnificente árvore que se chama a beneficência. No lugar dos ramos que lhe tirardes, atarei todas as boas ações que praticardes e levarei a árvore a Deus, que a carregará de novo, porquanto a beneficência é inexaurível. Acompanhai-me, pois, meus amigos, a fim de que eu vos conte entre os que se arrolam sob a minha bandeira. Nada temais; eu vos conduzirei pelo caminho da salvação, porque sou – a Caridade. – Cárita, martirizada em Roma. (Lião, 1861.) 

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Minhas palavras…

Os outros são, a caridade ao alcance da nossa boa vontade.

Jesus ensinou-nos: “Ame ao Senhor teu Deus de todo seu entendimento, de toda sua inteligência, de todo seu coração e ao seu próximo como a si mesmo”.

E disse também: “Meu Reino não é deste mundo” e ainda: “A felicidade não é deste mundo”.

O que podemos nós depreendermos dessas assertivas é que amar a Deus é ser grato e obediente a quem nos criou, e para alcançarmos desiderato de tal envergadura temos que buscar desenvolver a inteligência que nos possibilita conhecermos o Pai, segundo as leis divinas e naturais.

Investir nosso coração neste amor é alcançarmos graus evolutivos que nos permita reconhecermos o que é Deus, segundo o ensinamento no livro dos Espíritos, e então abandonarmos lendas e crendices e também religiões que nada acrescentam no esclarecimento sobre a imortalidade, a eternidade, a vida além da morte e as nossas relações com o mundo espiritual.

E só o entendimento pelos escaninhos da inteligência, que a ferramenta que nos permite alcançarmos o conhecimento, que processado também pelo coração, o que facilitara desenvolver o amor ao próximo sem os impedimentos do egoísmo e do orgulho.

Assim a Caridade enquanto fruto do amor ao próximo e a compreensão de que aqui neste mundo de provas e expiações nada é nosso, nem mesmo nosso corpo, e por isso todo aquele que junta onde não semeia tem a obrigação moral e espiritual de dividir com o seu próximo menos aquinhoado; fazendo assim a vontade do Pai e Criador.

E como disse Cáritas: 13. “Chamo-me Caridade; sigo o caminho principal que conduz a Deus. Acompanhai-me, pois conheço a meta a que deveis todos visar”.  

Nos caminhos do amor a alegria dos transeuntes é a luz dos que realmente amam o seu próximo.

É como na parábola dos talentos; os recursos, que o Pai distribui não é para enriquecer-nos a vaidade, mas para que aprendamos a enriquecer a vida da alegria pura e compartilhada, mantermos em consonância com nossas possibilidades a dignidade da vida do nosso próximo.

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Ademário da Silva

07 de junho de 2016.

 

 

 

 

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