Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Victor Ademário… Filho de Francisco

#

Dezoito de abril de 2015, o silencio sem despedida,

Sua vida que era um presente, contundente e corajoso,

Virou saudades por esses caminhos que ainda estão pedregosos

E como o passado sempre incomoda, por que a roda da vida segue em movimento,

Cada lembrança, cada diálogo e aprendizado contigo, tão amigo quanto irmão,

É uma oração de gratidão que me escapa pelos versos,

Pelo adverso da separação tão óbvia por que natural.

A dor é o silencio da sua gargalhada, das suas fala alta e desbragada,

Suas discussões políticas, sociais e espíritas,

A endêmica polêmica no coração e na consciência,

Mas, a ausência do teu corpo não é verbo morto em nossas almas,

Nossos corações batem palmas pela pessoa, o irmão, o pai, marido e amigo que fostes,

Meu mano mais velho, o espelho que me ensinou a amar os livros,

A leitura como chuveiro no qual banhamos a alma,

Saiba que muito valeu a irmandade e,

A poesia não é só saudade, é verdade pendular no coração,

A força do seu trabalho, seu amor pelos jornais e a tua simplicidade,

De verdade é o retrato do seu caráter, da sua honestidade e coragem,

Imagem que ficou como estrela que não se apaga,

Suas falas sobre o papai, madrinha Dita e Santa Rita do Sapucaí,

O berço da sua infância na abundância das suas emoções e lembranças,

E a sua saudade de Guaratinguetá é poesia de se rimar pra sempre na memória,

Sua história e seu modo de ser, de prender a raiz da história na palma da mão,

Seus cuidados com o Roma, o mano de afinidade, coração e preocupação,

E quando surgiu a Jacira nas tiras do seu destino e como se fora um menino você abraçou.

E então vieram os seus filhos na estrada de um novo tempo…

A Cássia, joia primeira, que você queria lapidar só ao olhar, e que te fez fazer tributo a sua mãe,

Esse tal de amor que é tão dengoso, mas por timidez silencia e só faz o essencial,

Hoje ela te ama mais que tu imaginas, a tua menina, sua saudade emocional,

Tempos depois o Helder põe outro berço no quarto de suas preocupações,

A timidez é o laço, mas seu braço é o suporte paterno e constante…

Você que só saiu de casa depois que nós os manos mais novos casamos,

Nunca mudou de planos de amar a família.

Então Vitão, mano e amigo quero aqui registrar minha gratidão e sei que também dos outros manos e a mana que ainda está aqui, a Benedita ‘Biluca’ Teresa, peço a Deus e os espíritos ancestrais, condutores do grupo familiar, e todos sabem a quem me refiro que estejam a te ajudar, orientar e fortalecer, fazendo-te compreender a própria força e lucidez, como aqui tu fazias, por que a vida aí meu mano, no mundo dos pensamentos livres é mais leve e densa de espiritualidade amiga.

Aí onde você abriga a própria alma, a liberdade é a estrada, a alegria não tem curvas ou freios, os meios nos levam aos sempre eternos recomeços…

E ainda uma vez, minhas vibrações, minha amizade e gratidão e meus respeitos…

Saudades mano, um dia a gente se vê! Dê lembranças a todos aí!

# Ademário da Silva

20 de maio de 2016.

 

 

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: