Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

NEM CASTIGO, NEM PERDÃO.

Cap. V …. Item 5

Evangelho Segundo o Espiritismo. =-= Allan Kardec

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“O espírita encontra na própria fé — 0 Cristianismo Redivivo — estímulos para viver com alegria.

A Terra não é prisão de sofrimento eterno

É escola abençoada das almas

A felicidade não é miragem do porvir

É realidade de hoje

A dor não é forjada por outrem

É criação do próprio espírito

A virtude não é contentamento futuro

É júbilo que já existe

A morte não é santificação automática

É mudança de trabalho e de clima

O futuro não é surpresa atordoante

É consequência dos atos presente

O bem não é o conforto do próximo, apenas

É ajuda a nós mesmos.

Deus é Equidade Soberana, não castiga e nem perdoa….

Do livro: ESPÍRITO DA VERDADE

Autores diversos – // – psicografia de: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER E WALDO VIEIRA            

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COMENTÁRIO SOB INTUIÇÃO… (VIBRAÇÕES…

Senhor Jesus, a semente caiu num abismo profundo e tremendo de medo até bater em nível firme, fez uma prece pedindo-te a proteção, a sua própria evolução e como escondendo de si mesma, na obediência a Lei da natureza aguardou a transformação, e passaram se os dias e mais noites sobre seu escuro, passaram-se o tempo necessário, e no útero da natureza, na bolsa d’agua da vida, a semente em sonhos, embora inconsciente se deixa transformar e surge depois de longo caminho ao nível  da terra, de frente com o sol, que pela manhã, enternecido e  carinhoso, lança suas mãos mornas sobre as plantas, sobre a vegetação imensa de florestas e cordilheiras tão densas e sobre todos os seres vivos, e aquela plantinha feliz e verdolenga que mal se sustenta na própria haste observa o resultado da sua própria prece enquanto no escuro da solidão e agradecida e enternecida lança seu próprio perfume aos braços do vento  que formando agradável brisa, se espalha pelos campos levando a feliz noticia que mais alguém chegara ao reino da natureza, no campo dos vegetais e eu vos pergunto: Quem é cuida da planta infantil e tíbia no meio de natureza tão densa, ás vezes hostil, quem é que livra aquela plantinha das patas de um elefante, ou da boca de um ser herbívoro e esfomeado. Quem é que assegura o desenvolvimento daquela semente, ao longo do tempo sob chuvas de hostilidades espontâneas e necessárias, é a própria natureza, é o Pai Onisciente e Criador de todas as coisas, de todos os seres, e como dizem vocês, mais da boca para fora do que para dentro, é Deus que tudo vê e tudo provê. Mas como surge em meio a areia umedecida uma planta que sabe que terá pouco tempo de vida? Uma borboleta linda e esvoaçante, um colibri terno e minúsculo a se saciar nos néctares florais. Parece que as coisas se repetem, longe dos olhos humanos que pouco querem ver, além de suas próprias cobiças e ambições e do seu inútil e predador orgulho, mas tudo tem um porque, uma razão de ser, tudo é processo de vida, de aprendizado assim como nós, quando lançamos do coração a vibração de amor por aquele que está doente, por aquele que está carente, por aquele que está ausente, a cada vibração nós damos um tom de tinta e uma temperatura amorável, as tintas  que nos veem da alma, e as vezes, nós tememos lançar mão do pincel da coragem, para fazer uma viagem emocional na própria oração agradecendo ao Pai, a benção daquela vida que hoje nós não tocamos mais, mas que a mediunidade, essa oportunidade, essa ponte entre o hoje e o depois, entre a matéria e a espiritualidade, que nós por medo, por infantilidade não damos trato, a sua educação, nós sabemos que ela está lá em algum lugar, em algum canto do Universo escondido na fluidez do etéreo, por algum mistério que a gente não enxerga, aquela criatura que nós tanto amamos, mas não temos olho de ver, não é ela que se esconde, é nosso olho que é cego porque não enxerga a alma, não é ela que não se comunica, nós que nos fechamos numa concha de ostra, com medo da profundidade do mar das nossas obrigações. Prestem atenção nessa doutrina porque ela vos liberta, mas é preciso, preciso virar de frente para luz do espiritismo, para enxergar a si mesmo e não mais ao próximo, é preciso ter essa coragem, de quando vibrar por aquele, que perdeu a romagem, que desafiou a Lei, e sofre duras consequências, faça com coragem essa vibração, com conhecimento de causa, que a sua voz é portadora de boas novas, aos ouvidos da sombra dos necessitados, dos desavisados e teimosos, por que a maldade não passa de uma teimosia insana do nosso próprio orgulho. Aceite o Espiritismo como norma de conduta, aceitação, aplicação, resignação e obediência, não apenas como se fosse escudo a te proteger da luta, que você mesmo teme, e observa que a Lei Divina e Natural na verdade, não castiga, nem perdoa apenas ressoa, nos tímpanos da sua consciência como sentença de esclarecimento. Olha filho que ainda não alcançaste a luz, segue, passe sobre seus próprios abismos, mas segue enfrente assim te dizia Jesus, lembra-te: “Vás e não peques mais”, assuma a coragem de ser, ser luz, de ser amor, de ter uma nova conduta, de ser a liberdade, de ser a simplicidade, então terás resolvido as questões do passado e as consequências óbvias para a alma ensombrecida nos desvarios comuns a todos nós, porque já não te importa ou não te acresce o choro, o desespero, o medo e a fé vacilante, e qualquer outra intercorrência de psicologia enfraquecida, no enfrentamento da vida, porque hoje já ergue tímida bandeira, e fala de si para si mesmo,  eu sou espirita, mas ainda não consegues gritar para a multidão dos próprios pecados, como dizia Jesus. Eu sou espirita, porque mudei meu modo de pensar e de sentir, eu já não atravesso estrada desnecessária, eu não vou mais ao deserto se não por uma causa justa, eu não subo as montanhas, para mostrar a gloria do meu orgulho, eis que ser espírita é apenas ser simples.

Tal essa semente, somos nós

A desatar os nós e lapidar o diamante consciência

Apurar a essência no intuito de alcançar evolução

A nossa tarefa é se auto transformar

Criar um oásis em meu deserto

Aparar arestas e quebrar as geleiras do coração

Amar ao próximo é a oração da paz

Pregar os olhos nas fraldas do amanhã

Viver o hoje como semente inseminada pela luz

Redesenhar nossos frutos num croqui de amor

Amar ao próximo para ter algum valor

Esfarelar nossos medos nas pedras do caminho

Confiar mais na luz das estrelas

Entender que a lua se faz minguante, crescente, nova e cheia

Balançando nas marés e refletindo nas areias

Sem alterar seu sentido e conteúdo

Astro graúdo a iluminar nossos passos

Nas noites de nossas necessidades

Ontem, simples e ignorantes

Hoje, carregados de vaidade e orgulho

Juntamos entulhos desnecessários

Nas cangas do coração

Se o Pai Todo Bondoso, não castiga e nem perdoa

É por que Sua Misericórdia e Justiça

Tem como fiel da balança da igualdade

A nossa própria consciência.

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Ademário da Silva

17 de fevereiro de 2016

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