Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Tia Filhinha Maria Aparecida!

#

Hoje eu quero falar de você, e me pergunto o que sei a seu respeito, muito pouco ou quase nada.

Eu não convivi com você, poucas vezes a vi em minha vida, mas todas essas vezes foram marcantes, pois sua presença era delineadora, como que emoldurava o ambiente.

Os seus olhos me diziam sobre um amor imanifesto, pois que preferias a postura restrita, como quem não se abre para não ser vista em plena verdade de ser.

Mas, eu, para usar uma expressão humana, vivi encantado com você, sempre te admirei sem saber explicar por que. A princípio imaginava que um amor indutivo me levava a você, pois que eras irmã de meu amado pai, que você simplesmente dizia, ao se referir a ele: o Chico pensava assim ou de outro modo…

O respeito que você demonstrava por minha mamãe Maria Benedita, a quem chamava também com sua simplicidade, de Santa, pois que esse era um apelido, imagino eu, que mamãe trazia de Itajubá, onde conheceu papai e então se casaram. E você minha tia morava em Santa Rita do Sapucaí, cidade mineira que mexe com meus sensores mediúnicos, pois sei e sinto que ali na Rua Nova, onde morava o vovô Ademário e tu também, está a raiz da nossa história. Eu te admirava mais ainda ao sentir o seu carinho por minha mãe.

Talvez aí, o amor por você me envolveu como a brisa seduz o calor e tempera-nos as sensações. E te agradeço por ter sido a minha tia e irmã de meu pai, e pelo teu amor a mim, a ponto de ter deixado como herança a Bíblia do pai Ananias, meu bisavô Ananias Lúcios, que a história contada pelo Vítor, meu irmão, hoje também na espiritualidade, revela que o bisavô era um sensitivo, leitor dessa bíblia encantada, por suas mãos mediúnicas; onde ele e o vovô Ademário Ananias deixaram anotados passagens vividas e datas de nascimentos dos filhos e filhas, inclusive o seu, e que me enchem de prazer espiritual esse presente, por que você titia marcou-me espiritualmente, simplesmente por ser a simplicidade que amei.

E ainda o amor que demonstrava abertamente pela minha preta Cristina, em nossos encontros, a afinidade entre vocês duas velava o sentimento e a conversa, e isso muito me agradava e encantava…

Você era e é no meu sentir um elo da história nossa e ainda atual, mas o vínculo mediúnico espiritual de ligações anteriores.

A sua coragem que eu vi, e senti mediunicamente em mãe Úrsula é a mesma coragem que mamãe e meus irmãos mais velhos, Vítor e Romualdo me contaram sobre papai, é outra marca do amor que me felicita.

Quando estive em tua casa lá Jardim Ângela, M Boi Mirim, e estavas na luta contra as adversidades do diabetes e eu via tua coragem espetada no olhar, a tua fala sempre sim, sim e não, não, mostrando-me que a vida não se ilude com fantasias e tínhamos que fazer o necessário e ponto.

Esse sentimento que via e sentia em ti, era o meu encanto, um ponto de amor afinidade, o amor que não se ilude e prima pelo essencial.

Quando fostes, após a hemodiálise, numa viagem de quatro horas de carro, a Santa Rita, no velório da mana Mira, e chegaste no alto da rua Nova, no meio da madrugada, foi a gota de luz e coragem no copo da minha escassez.

Eu olhava e queria ver-te a alma transbordar do corpo físico para que pudesse te identificar nos escaninhos do tempo, além do véu do esquecimento, essa lei divina e natural que nos protege, mas também nos priva de ver verdades guardadas no casulo do tempo. E ficastes maior na tela do meu olhar.

E quando da tua passagem para o mundo espiritual, pensei comigo, a coragem e a simplicidade são o seu passaporte, o seu aval de vida, atitude e comportamento…

E em meio a tristeza tão normal da separação, a vida me presenteia, pediram-me para rezar por ti e decidi falar algumas palavras, na verdade de gratidão a você, e diante de filhos e filhas, enteados que lhe foram filhos do coração e netos, especialmente o Vinício que chorava abundantemente ante a dor de separar-se de você, como se a vida o tivesse traído, as suas filhas queridas, Rita e Lúcia traziam o descrédito no olhar…

E mesmo falando sobre você e por você e ainda rezando, pensava no recôndito de mim, o valo dessa mulher transborda nessas lágrimas, vertidas por seus afins, pela verdade de sentimentos que revelavam…

Assim como se naquele momento a história estivesse sendo traída e estrangulada por estranha força, contra qual todos somos impotentes, e eu continuava pensando, precisamos evoluir, essa tal de morte precisa ser repensada. Não é assim que se viaja, em silêncio, sem se quer dizer adeus e ainda escapa a nossa acuidade visual.

E hoje a saudade me lembrou de você!

Então quero te dizer:

Grato lhe sou, por teres estado na minha vida

Por teres me falado de ontem

E também do meu pai

Pelo amor que sempre teve por toda a família

E onde estava a dor e onde estava a alegria

Estava você lá…

E como foste Maria como tantas outras

As minhas palavras são poucas para te revelar

Mas, minha gratidão se estende

Para além de acolá!

#

Aí nessa nova morada

Sei que não andas calada

Mas, de alma colada na luz

E o coração grudado no tempo

E neste momento me faz te sentir

No mesmo abraço, no mesmo laço

No mesmo sorrir

Ainda uma vez te agradeço

Com essas pequenas palavrinhas

Minha tia Filhinha!

#

Beijão no teu coração, te amo e tenho muita saudade!

Ademário da Silva

29 de outubro de 2015.

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: