Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

A saudade não é apenas uma esperança….

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Vou quebrar a assertiva popular, não quero ter saudades eternas

Seria me condenar a nunca mais encontrar meus amigos, meus amores e meus afetos

Estar numa vertente sem solução

Se a saudade é eterna, onde está meu filho, como fazer para encontrá-lo?

E os meus pais, meus avós, enfim, meus ancestrais….

Dia dezoito de abril de um mil e oitocentos e cinquenta e sete no seio do iluminismo, nasceu uma luz especial, cujo parto foi feito por um grande pensador, filósofo e pedagogo, que tirou das entranhas do tempo a Doutrina dos Espíritos….

No estudo dessa maravilhosa obra, cuja estrutura se encontra balizada em cinco livros principais: o livro dos espíritos, o evangelho segundo o espiritismo, o livro dos médiuns, a gênese espírita, o céu e o inferno, obras póstumas e mais doze revistas espíritas, incluindo ainda o que é o espiritismo, o principiante espírita.

Por que a luz é o rastro da verdade, necessário é estudar

Encontrar seus matizes e cores, desenvolver os neurônios capazes de memorizá-la

Seguir a ordem das edições, mergulhar em suas lições e pesquisas

E não ficar à procura de brisa que lhe refresque o pensamento

Estudar cada ensinamento e informação, questionar, concluir, sem definir

Por que a luz, como o universo é expansiva, ou seja, tem crescimento contínuo, infinito

Kardec orienta que dez anos seriam o suficiente para o conhecimento do que significa essa Doutrina. Nos dias atuais, põe mais tempo no embornal, os continuadores Léon Denis, Gabriel Delanne, Ernesto Bozanno, e os nossos escritores brasileiros prediletos, também filósofos e pesquisadores, entre eles: J. Herculano Pires, Jorge Andréia, Carlos Pastorinho, Jorge Hensen, Ermínio Correa de Miranda entre outros, nos levam a um aprendizado mais amplo, por que estudaram seriamente Kardec.

E essa Doutrina extremamente esclarecedora, me dá bases, não só de conforto espiritual, de saber que meu filho, Eduardo Ademário da Silva, embora tenha saído desse mundão, as pressas, por estranhas injunções da vida, está bem vivo e bem vivendo em outra dimensão da matéria, junto aos seus avós e outros jovens de igual envergadura, não que tenha sido, ou que o queiramos transformar num santo. Nada disso. Até por que a imperfeição que ainda caracteriza essa nossa humanidade, nos diz que qualquer tentativa nesse sentido, é simplesmente inútil.

Por isso quando a saudade, no retrovisor do destino, me faz enxergar nosso menino e a vida que com ele vivi, sinto que a vida é muito mais do que se vê. E me pergunto, do que é que sentimos saudade? Do corpo que a natureza já transformou?

Não, com certeza nada disso é perene, ao contrário é extremamente impermanente.

E ao olhar no fundo dos olhos da minha mulher, mãe dele, e de suas irmãs, assim como de meus netos, sobrinhos, o que vejo e a saudade da alma Eduardo Ademário, que viveu conosco 22 anos, três meses e vinte dias….

Assim, o seu sorriso, suas brincadeiras, suas falas, mesmo quando estava nervoso, o seu modo de pensar, agir e criar, são os efeitos das ações da alma, de suas manifestações….

Os seus desenhos e as músicas que ele criou. Me lembro de uma redação que ele fez na escola, ainda no ensino fundamental, em que escreveu que: “Que a alegria tinha pouca duração, parecia ilusão de sorvete, quando acaba o doce”. A cópia que ele fez do retrato do papai, seu avô, e me presenteou com o seu talento….

Tudo que se refere a alma

Pensamentos e emoções

A razão e a inteligência

São referências dos sentimentos adquiridos

Então a saudade não se demora na matéria, o desaparecimento, via morte do corpo, parece criar um vácuo no coração, mas o tempo, esse conselheiro divino, não permite que a memória do nosso menino se apague….

Por isso, não tenho saudades eternas, acredito por convicção que amanhã a gente se vê. E a alegria, o amor serão novamente ressemeados em nossos corações….

Há uma vida subjetiva por detrás das cortinas do sono, onde a gente se vê de quando em vez….

A psicografia de 2013, pelos canais mediúnicos do Alexandre, lá Perseverança. Também me deixou bastante convicto de sua presença e da continuidade de sua vida. Aliás, psicografia significa escrita mental, que pela lei da afinidade fluídica pode ser transcrita por outro cérebro encarnado.

E ali, sua fala, seu jeito, sua voracidade e até sua simplicidade ficaram bastante explícitas.

Assim, a saudade só permanece enquanto não nos reencontramos. Enquanto Deus nos mantém por aqui nesta vida. E a vida por aqui é um instante na eternidade….

De repente amanhece um novo dia

Se abre como flor, uma nova alegria

E a gente se abraça, os olhos embaçam

E num abraço demorado e merecido

Sentados num banco de praça

Ungidos pela mesma harmonia

Colocar a conversa no mesmo diapasão

Falar só do que tem no coração!

Ah! Saudade, verdade de um coração que acredita

Que Deus em sua Suprema Inteligência

Fez da ausência uma lição

Equação da vida imortal e eterna

Caserna dos corações afins

Assim Dúh pizindin

Continuaremos do ponto que parou

Na mesma emoção, no mesmo sonho e também ideal

A saudade que hoje vivo e que tu também vives meu filho

Será motivo para um novo poema de vida!

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Ademário da Silva

03 de julho de 2015.

# Saudades lúcidas do pai, da mãe, das manas e sobrinhos e os cunhados, dos amigos e das amigas….

12 de julho de 2015.

 

 

 

 

 

 

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