Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Carnaval….

Carne Vale, essa é a grotesca junção de duas palavras feita para condenar uma festa “popular”.

Mais tarde adaptada como carnaval, ou seja a festa da carne dos tempos imperiais romanos, onde a orgia programada chegava ao auge da loucura. Deixemos a manipulação do sistema no seu quadrado.

O que o ser humano e principalmente o brasileiro precisa é entender é que a vida se realiza por princípios naturais de equilíbrio e harmonia. Assim sendo a alegria e a festa não são proibidas, requerem dos seus participantes, apenas então somente o bom senso. Posto que uma festa não é a vida, apenas uma intercorrência de participação coletiva e de integração nos objetivos a que se propõe.

Os países do mundo preservam suas culturas através das festas e eventos populares. Dizer que são todos vazados no respeito e bom senso é utopia, mas podemos nós também levar nossas festas sem prejuízos morais a população, depende de nós.

Olhemos a festa da cerveja em Santa Catarina, Blumenau e outras cidades do sul do Brasil e que são de origem alemã. No entanto, os olhos religiosos se fecham, ao menos parcialmente para essas festas….

Além de ser cultural, o carnaval só é prejudicial aos desequilibrados.

Quando olhamos com os olhos da cultura para fantasias e comportamentos, quando vivemos esses dias em busca de alegrias e interação emocional sem os desvarios de qualquer espécie, com certeza baixamos os índices da maldade e dos acidentes e principalmente de influências espirituais negativas….

Mas, como no cotidiano da vida tudo depende da consciência com a qual vivemos. Se continuarmos a entender que o período quaresmal (atavismo religioso) imposto pela igreja, é realmente a lavagem da alma de seus delitos carnavalesco, guardamos em nós a semente de desvario e nos permitiremos deslizes desnecessários.  

O carnaval é o fruto cultural do cruzamento de três etnias na gestação histórica desse nosso país. O negro e o misticismo, o branco e o catolicismo e o índio com suas crendices. O tom de religiosismo, motivações e ideais e suas consequências ao longo da maturação histórica trouxe-nos essa festa, que hoje temos respeitar e cultivar por seu valor cultural.

A participação não sendo obrigatória nos deixa livre os caminhos de escolhas.

Agora todo aquele que for para a festa tem que levar a alegria, o respeito e o bom senso a tiracolo, considerando que a fantasia não substitui a realidade de que a responsabilidade pela harmonia e o bem esta do próximo assim como o nosso depende sempre de nós mesmo.

Enquanto espíritas e médiuns essa responsabilidade multiplica-se por si mesma, posto que sabemos que as vibrações pululam pelo fluido universal com direções guiadas pelas afinidades físicas e morais….

Ora, não querer para os outros o que não se deseja pra si é medida de bom senso e inteligência que diminui constrangimentos, acidentes e prejuízos que são por si desnecessários.

Cientes de que espíritos mal intencionados podem ocupar mais espaços que nós mesmo, atentemos para a nossa harmonia espiritual, o nosso equilíbrio, sem afetações ou imposições e principalmente sem nenhum tipo de julgamento, posto que apesar de termos os olhos abertos sobre causas e consequências, ainda fazemos parte de um mundo de provas e expiações.

Eu gosto muito dos desfiles das escolas de sambas, em face de que há antes de tudo um desfile de cultura transformado em alegorias e fantasias, artes e enredos no qual podemos inclusive aprender a história, a convivência e o comportamento dos povos ao longo do tempo.

Ir para a avenida ou aos salões é conduta deixada na adolescência, mas por ser humano ainda guardo afeição pela arte exposta na avenida, sem medo, mas com a consciência de que estou no mundo para viver o que nele está contido, lembrando sempre o grande alerta do apóstolo dos gentios: “Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém!

Separemos o joio do trigo e deixemos a arte seguir seu caminho.

Ademário da Silva

13/fevereiro/2015.

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