Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Devaneios?!?

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Acabei de me lembrar do esquecido

Esquecendo o que era pra ser lembrado

O vento batendo a porta

E a estrelas rindo do visitado

O sol esquentava os abraços

E o dia enfiava sua luz em todas as brechas

No meio da noite encontrei com o entardecido

Que ressonava entre as páginas empoeiradas

De um livro mal lido e silente

Para não contraditar o que eu digo

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O teto da vida salpicado de cores

E as flores tremendo de medo da rapina

Mas, a sina de quem perfuma é um piscar de olhos

Minha memória mergulhada no entulho

Fazia embrulho de um passado sem sentido

E os meus ouvidos ansiavam por orações e melodias

E era um dia com uma cara de açoite

E o amanhecido escorrera pela tarde a fora

E a noite punha os pés no meu presente

Abri tantas gavetas a busca de pergaminhos

Documentos de emoções escondidos em minha mente

Encontrei garatujas e croquis em descascado verniz

Genuflexa, perplexa e complexa a minha esperança

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Ruas como pistas de dança tal um salão mal arrumado

Imagem sentença da alma que cansa da mesmice

Que reclama da dor, do sofrimento e da velhice.

Florestas inteiras sem poder de troca

A socapa de uma estratosfera repelente

Por um instante pensei que estrelas eram serpentes

E nas páginas amareladas do tempo o vento sentou-se na esquina

E a menina que se enrugara sob o sol do deserto

Chegara mais perto do oásis da ilusão

E as miragens pululavam pelo chão de areia

Como se fossem teias esculpidas por escorpiões

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Nuvens maculadas por gazes

Se viam impregnadas por estranha maquiagem

A terra que escondera sementes de antigos frutos

Se sentia de luto, ressecada e cheia de trincas

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De como tudo isso acontecera

Nem lendas, crendices ou mitologias

Seriam capazes de resgatar os dias

Então sepultados sob o solo cinzento das ambições

Reticências e etcs recortavam versos de uma poesia muda

E a canção que deveria inundar-me a alma trazia a própria voz tão rouca

E eram poucas as rotas de fuga pra liberdade real

E a madrugada que permanecera quieta

Sussurrou-me estar grávida do amanhã

Que fora inseminada por novos ideais

Por que almas lúcidas reencarnavam na Terra

Que a gestação geológica era vigiada por Deus

E que o novo tempo não tinha ponteiros de relógio!

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Ademário da Silva

25/dezembro/2014.

 

 

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