Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

      Suicídio…

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  1. Donde nasce o desgosto da vida, que, sem motivos plausíveis, se apodera de certos indivíduos?

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Efeito da ociosidade, da falta de fé e, também, da saciedade.

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Para aquele que usa de suas faculdades com fim útil e de acordo com as suas aptidões naturais, o trabalho nada tem de árido e a vida se escoa mais rapidamente. Ele lhe suporta as vicissitudes com tanto mais paciência e resignação, quanto obra com o fito da felicidade mais sólida e mais durável que o espera.

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  1. Tem o homem o direito de dispor da sua vida?

Não; só   a   Deus   assiste  esse  direito.  O suicídio voluntário importa numa transgressão desta lei.

  1. a) – Não é sempre voluntário o suicídio?

O louco que se mata não sabe o que faz.

  1. Que se deve pensar do suicídio que tem como causa o desgosto da vida?

Insensatos! Por que não trabalhavam? A existência não lhes teria sido tão pesada.

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  1. E do suicídio cujo fim é fugir, aquele que o comete, às misérias e às decepções deste mundo?

Pobres Espíritos, que não têm a coragem de suportar as misérias da existência! Deus ajuda aos que sofrem e não aos que carecem de energia e de coragem. As tribulações da vida são provas ou expiações. Felizes os que as suportam sem se queixar, porque serão recompensados! Ai, porém, daqueles que esperam a salvação do que, na sua impiedade, chamam acaso, ou fortuna!  O acaso, ou a fortuna, para me servir da linguagem deles, podem, com efeito, favorecê-los por um momento, mas para lhes fazer sentir mais tarde, cruelmente, a vacuidade dessas palavras.

  1. Alcançam o fim objetivado aqueles que, não podendo conformar-se com a perda de pessoas que lhes eram caras, se matam na esperança de ir juntar-se-lhes?

Muito diverso do que esperam é o resultado que colhem. Em vez de se reunirem ao que era objeto de suas afeições, dele se afastam por longo tempo, pois não é possível que Deus recompense um ato de covardia e o insulto que Lhe fazem com o duvidarem da Sua providência. Pagarão esse instante de loucura com aflições maiores do que as que pensaram abreviar e não terão, para compensá-las, a satisfação que esperavam. (934 e seguintes)

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 Enquanto a máquina física dormia, atendendo aos imperativos de descanso, Paulo, em corpo espiritual, deslocava-se rumo às Esferas Superiores, conduzido por mentores amigos, a fim de receber preciosas orientações. Tentando, talvez, definir a natureza de sua experiência, ele comenta, na I Epístola aos Coríntios (15:40): “Há corpos celestes e corpos terrestres”.

 

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Ébrio de luz, exalto, em mágico transporte,

O soluço da vida ante a festa da morte

E a tristeza da morte, ante a glória da vida!

Azevedo   Cruz

(De “Poetas redivivos”, de Francisco Cândido Xavier

– Diversos Espíritos)

 

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«O espiritualismo, nos tempos modernos, não pode restringir Deus entre as paredes de um tem­plo da Terra, porque a nossa missão essencial é a de converter toda a Terra no templo augusto de Deus.

De cérebro evolvido e coração imaturo, requintamo-nos, pre­sentemente, na arte de esfacelar o progresso es­piritual. »

” As lágrimas são as últimas palavras quando o coração perde a voz.”

Khalil Gibran

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Em a natureza dos seres vivos desde a semente até o surgimento do fruto processa-se um encadeamento de forças e energias que se combinam ou aparentemente até se contrapõem na formação dos nascituros, sejam no reino animal, vegetal ou hominal.

 

Não somos criações milagrosas, destinadas ao adorno de um paraíso de papelão. Somos filhos de Deus e herdeiros dos séculos, con­quistando valores, de experiência em experiência, de milênio a milênio. Não há favoritismo no Tem­plo Universal do Eterno, e todas as forças da Cria­ção aperfeiçoam-se no Infinito. – Eusébio.

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Na combinação de todos os princípios que estruturam a vida do homem em sua romagem pelas estradas terrenas, somamos ainda os compromissos espirituais, as amizades protetoras, a responsabilidade materno-paternal de espíritos amigos que recebem-nos no ambiente humano através da maternidade e toda gama de trabalhos e responsabilidades que um compromisso dessa envergadura exige para manter a nossa vida nas trilhas da evolução, subindo os degraus do aprendizado, do desenvolvimento individual, os contributos que devemos, por decorrência da oportunidade, a sociedade que nos recebe, na verdade expectando quanto as possiblidades de mais um trabalhador, aluno nas escolas da e oficinas da Terra, ensaiando passos de luz desde ventre a formação profissional, cultural, filosófica, psicológica e de religiosidade, quando os encargos morais reencarnatórios permitem.

E mesmo quando vinculados a restrições necessárias, por desvios de condutas pregressas, a vida é o patrimônio de oportunidade que todos nós recebemos das mãos do Excelso Criador como pauta de trabalho renovador nos caminhos evolutivos.

Eis a nossa grande responsabilidade quanto aos nossos passos e condutas no trato com a vida.

No estudo do livro dos Espíritos de Allan Kardec e também do livro Memórias de um suicida de Yvonne do Amaral Pereira podemos compreender em sua intensidade e dor, as consequências que fluem para a consciência daquele que auto mutila a vida do próprio corpo no que tange a força da vida e a desobediência as leis naturais.

O constrangimento moral que envolve o infrator ensombra-lhe a consciência, obstruindo-lhe o raciocínio lógico, amputando-lhe a naturalidade de ser, cerceando seus impulsos, antes naturais e agora turbulentos e dolorosos em face de cada pensamento e cada sentimento por incompatíveis com a harmonia das relações com todos os seres e coisas do mundo espiritual.

Não conseguindo compreender que estrangulou a própria vida, ou melhor, assim pensava ser, … e que essa vida continua estuante, por mecanismos e poderes, os quais desconhece, o suicida vê dilatado a potências imensuráveis a sua dor e sofrimento.

 

Então o sofrimento, o desespero, o desequilíbrio, assomam-lhe a consciência não lhe permitindo vislumbrar nano segundo de trégua a mitigar-lhe a necessidade de paz interior.

E por que antecipar o fim da vida corpo, sem que nenhum motivo seja capaz de justificar tamanha desfaçatez, aquele que comete tal ato, fica à mercê do esvaziamento de forças atuantes que foram interrompidas com a morte do corpo, e que nosso perispírito, princípio intermediário na relação espírito matéria, elemento mantenedor da vida do espírito, enquanto na carne, guarda em seus escaninhos sensoriais, em módulo vital, as forças não utilizadas pelo corpo e reflete todos efeitos dos pensamentos, dos sentimentos desalinhados que engendraram a insana fuga pelos caminhos da morte.

Por todos esses motivos e tantos outros, suicidar, não é apenas agredir o corpo que Deus nos deu, mas também se voltar contra as leis da vida, desacreditar do coração daqueles que nos amam, negar a Bondade e a Misericórdia do Pai Amantíssimo, é negar o dia e a noite, enquanto estradas de trabalho e repouso, e tantas outras coisas com as quais atulhamos o baú das nossas sombras, e aí como doentes da mente e do coração, precisamos aguardar as consequências de impensado ato, em condições extremamente adversas da inevitável sobrevivência pós morte.

 

Por isso, diante do sofrimento, das adversidades desoladoras, dos problemas de difícil solução ante os olhos atônitos da nossa ignorância, procuremos trazer sempre as mãos da consciência o divino ensinamento do Mestre Jesus: “Vás e não peques mais”, ou seja mudar em nós a dor que se dilata no mundo.

 

De cérebro evolvido e coração imaturo, requintamo-nos, pre­sentemente, na arte de esfacelar o progresso es­piritual. »

” As lágrimas são as últimas palavras quando o coração perde a voz.”

Khalil Gibran  #   

Deus nos deu a vida e não nos revela o dia da morte de nosso corpo afim de que aprendamos a paciência, a resignação, a humildade e a obediência as Leis Divinas e Naturais.

 

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Ademário da Silva

28/setembro/2014.

 

 

 

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