Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Postura

Rabi de Nazaré.

De mim, humano…

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Caminho ás vezes com pressa

E de outras sem muito esmero

E se perco do horizonte o tempero

Me orna cicatriz e desespero

E com essa ansiedade tonta

Como prece á oca santa

Como a minha voz rouca espanta

A paz que almejo tanta

Na flor que perfuma e atrai

O pássaro faminto imanta! 

#

Como o orvalho que umedece a manta

Das asas de borboletas quantas

Que por força de obrigações estanca

No ponto que a flor oferece 

A prece que meu pensamento encanta

Canta o uirapuru agreste

Que preste á silenciar me empreste

A melodia mantra de sua garganta

Então me debruço em prantos

No canto que a floresta entoa!

#

Que a toa é minha oração castiça

Na missa de um ateu de proa

E o sol que não perdoa o frio

Desfaz timidez e garoa

Dos meus olhos que agora agradece

A prece que nunca termino

O sol que ilumina o dia

Clareia-me a imperfeição

A ruga que me cresta a pele

Desenha-me a gratidão!

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A vida que me ensina tanto

O canto da resignação

No universo a ideia matriz

Semente de toda redenção

Louvo a dor e o compasso

Geometria da luz evolução

No tempo não cabe o espaço

Do tijolo que demarca o chão

A história é quase um mormaço

De grafite, de versos e de pão!

#

O corpo que um dia foi feto

Amanhã é memória, saudade e extinção

O passo, a dança e o caminho

São rimas de uma intenção

Beijos, carícias e abraços

Retratos de uma relação

O tempo, a paisagem e a moldura

Tangentes de uma canção

O espaço que nunca reflete

O espelho da reflexão!

#

O tato, a reza e a semente

Degraus de vida impermanente

A fé, a consciência e o amor

São os tons de uma alma ciente

Que a luz não se acende ao acaso

Por que o acaso nunca foi inteligente

Não busco o destino de estrela cadente

Nem me sento ao meio do caminho

 A infância, a maturidade e a velhice

São rimas de estranha crendice! 

#

Viajo no vento sem osso

Não viro o pescoço para trás

Não me prego na pedra do poço

Nem sei o que será do jamais

Não levo lendas no bolso

Apenas palavras e rimas no torso

Conforto que me descansa a fala

No silêncio do meu pensamento

E agradeço ao Criador a beleza da paisagem

E o rústico momento!

#

Ademário da Silva.   #&# 31/agosto/2014.

 

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