Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Vida minha, vida nossa!

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Tenho vivido como formiga escavacando o chão,

Carregando provimentos e suando emoções

Descobrindo os segredos da vida, nos livros

Nos sentimentos e na razão

Mas, a vida, estrela cadente de luz e surpresas

Me põe na mesa da reflexão

Eu vi a vida e vi a morte, fiz a luta, descartei a sorte

Vi e senti o amor me envolver feito névoa de luz e paz

Corri atrás de ideais que ficaram pregados nas paredes da decepção

Misturei amor e poesia na madrugada de um dia que ainda viria

E vi também o tempo, momento movediço pelos caminhos

Feito de carinho, gargalhadas e prantos, mas não me escondi pelos cantos

E me casei com o amor vivo de corpo e alma de uma mulher Cristina

E quando vi minha filha Janaína recém saída da placenta em pleno setembro

Seus olhos perplexos e interrogativos, suja do sangue do parto

Num mês de setembro, a vida era mais que um quarto

Alguns anos e chegou a Daniela no mês de abril para fazer companhia nos braços da afinidade

E quase que de repente a Vanessa se acomodou na mesma viagem e fez de janeiro a aterrissagem

Para fazer triagem de evolução, como as outras duas…

E o tempo de gestação pediu trégua,

Mas, na régua do destino, mais um menino Eduardo Ademário aqui aportaria num mês de março

Pela mesma nave, sem entraves, mas expectativas e alegrias

O tempo amadureceu nossas flores que se deixaram polinizar

A Janaína trouxe a Mylena, também num mês de janeiro para contracenar no enredo da vida

E o tempo novamente sentou na esquina da esperança, pois outra criança nos planos teus

Novamente setembro, era o Matheus que assinou Ademário num relicário de amizade

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Dois primeiros netos na estrada da vida

E o tempo como vento foi fazer outras curvas

O Eduardo se precipita na viagem de volta

O vento do tempo parecia tempestuoso, nebuloso, agressor

Mas, Deus é só amor e vida, evolução, continuidade

E dos braços da verdade da vida surge outro neto no ventre da Dani

Que será tão bem vindo como os outros no rosto da nossa emoção

Nos braços do nosso amparo e de Deus a proteção

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Mas, eu falava dos segredos da vida…

E nesse tempo, 23 de agosto de 2014, a vida novamente se revela

A Daniela num exame de ultrassom, nos permite pela tecnologia ver seu filho

Neto nosso, sem embaraço aninhado em seu regaço

E pelo monitor, a emoção em versos e lágrimas de amor e surpresa

Compondo a poesia do reencontro

No ponto da compensação, Deus é amor, misericórdia e renovação

Se for menino ou menina é a própria dijina da composição

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Enquanto eu olhava pro monitor

A emoção escorria pelos poros da alma

Coisa que nunca vi, ali diante dos meus olhos os segredos de Deus

No ventre da filha os caminhos iniciais de uma alma

E me perguntei como de outras vezes

O que nós amamos?

Um corpo que se forma ou uma alma que retorna

Um olhar, um sorriso, um semblante amigo, então deslembrado

O som do coração enquanto canção da alma nas palmas de Deus

O que a gente ama?

Percorri o caminho entre o mistério e a verdade

E concluí! Deus não conta mentiras

Não amamos o desconhecido

Há uma relação intrínseca entre a pétala e o perfume

E o corpo é o vaso de lume de quem preexiste

Meu neto eu já conheço só não sei explicar

E como amor não se explica, pois que perderia a graça e segredo

Meu neto querido seja bem-vindo aos braços do vovô!

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Há! …  da vovó e das tias também, seja o bem que Deus te deseja

Dos seus primos e tios e toda parentela

Seja o sorriso na janela dos nossos corações!

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Ademário da Silva.

24/agosto/2014.

 

 

 

 

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