Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

 

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A Intercessão 11.

MISSIONÁRIOS  DA  LUZ !

Francisco C. Xavier (André Luiz)

– Alexandre, conheço a elevação e a urgência de seus serviços; entretanto, ouso pedir sua ajuda para os nossos pesares terrestres! Se houver absurdo em nossa rogativa, desculpe-nos com o seu coração clarividente e bondoso! Somos mulheres humanas! Perdoe-nos, pois, se batemos à sua porta de benfeitor, para atender a problemas tristes!…

– Por piedade, generoso amigo! Nada me podeis dizer? Que terá sido feito de Raul? Quem o teria assassinado? E por quê?

Em toda parte, a dor sincera é digna de amparo devemos estar prontos à cooperação.

. É imperioso sindicar, com cuidado, a fim de solucionar o problema com o critério devido. … Ansiedades existem que não se curam à força de raciocínios do mundo.

– Nossos amigos encarnados muitas vezes acreditam que somos meros adivinhos e pelo simples fato de nos conservarmos fora da carne, admitem que já sejamos senhores de sublimes dons divinatórios, esquecidos de que o esforço próprio, com o trabalho legítimo, é uma lei para todos os planos evolutivos.

Entretanto, André, o serviço intercessório, para ser completo, exige alguma coisa de nós mesmos.

Quem dá o bem é o primeiro beneficiado, quem acende uma luz é o que se ilumina em primeiro lugar.Como na Terra, o serviço de colaboração fraternal no plano dos Espíritos reclama esforço, tolerância e diligência.

No ambiente doméstico…

Ainda que a mesa doméstica estivesse rodeada de entidades indignas, estranhas aos laços consangüíneos, resta à certeza de que as almas se reúnem obedecendo às tendências que lhes são características e à circunstância de que cada Espírito tem as companhias que prefere.

– A mesa familiar é sempre um receptáculo de influenciações de natureza invisível. Valendo-se dela, medite o homem no bem, e os trabalhadores espirituais, nas vizinhanças do pensador, virão partilhar-lhe o serviço no campo abençoado dos bons pensamentos; conserve-se a família em plano superior, rendendo culto às experiências elevadas da vida, e os orientadores da iluminação espiritual aproximar-se-ão, lançando no terreno da palestra construtiva as sementes das idéias novas, que então se movimentam com a beleza sublime da espontaneidade. Entretanto, pelos mesmos dispositivos da lei de afinidade, a maledicência atrairá os caluniadores invisíveis e a ironia buscará, sem dúvida, as entidades galhofeiras e sarcásticas, que inspirarão o anedotário menos digno, deixando margem vastíssima à leviandade e à perturbação.

É o vampirismo recíproco.

O magnetismo do mal está igualmente cheio de poder, mormente para aqueles que caem voluntariamente sob os seus tentáculos.

– Nos maiores abismos, Raul, há sempre lugar para a esperança. Transforme o remorso em propósito de regeneração.

Os nossos companheiros encarnados pedem-nos, por vezes, determinados trabalhos, muito distantes do conhecimento das verdadeiras situações.

– Somente são dignos da verdade plena os que se encontrem plenamente libertados das paixões.

Éster está preparada para a consolação, não para a verdade.

As afirmativas do instrutor chocaram-me de certo modo.

 De que maneira omitir os pormenores da tragédia? Não seria faltar à realidade?

– Com que direito perturbaríamos o coração de uma pobre viúva na Crosta, a pretexto de sermos verdadeiros?

Haverá mais alegria em mostrar a sombra do crime, que em descobrir a fonte do conforto?

André, meu irmão, a vida pede muito discernimento! Cada palavra tem sua ocasião, como cada revelação o seu tempo! Não podemos compreender um serviço de socorro com o esmagamento do suplicante.

A oração de Éster não lhe poderia ser portadora de desalento. Por isso mesmo, nem todos recebem, quando querem, a delegação de Mais Alto para os serviços de assistência.

– Segundo observa, o trabalho de socorro pede muito esforço e devotamento fraterno

Em nossa preocupação de punir culpados, sem dar conta de nossas próprias culpas, iremos ao absurdo de desejar ser mais justos que o próprio Deus?

– Quando os companheiros terrestres se fazem merecedores, podemos colaborar em benefício deles, com todos os recursos ao nosso alcance, desde que a nossa cooperação não lhes tolha a liberdade de consciência.

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Comentários meus…

in·ter·ces·são 

substantivo feminino

  1. .Ato de interceder.
  2. Pedido a favor de outrem.
  3. Intervenção conciliadora.

“intercessão”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/intercess%C3%A3o [consultado em 31-05-2014].

 

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Comentários meus… (ou nossos quem sabe!!!)

 

Quando voltamos nossos olhos, coração e pensamento em favor de alguém u de muitos, estamos naturalmente intercedendo á favor de… Pedindo, querendo, vibrando ou mesmo buscando ajuda através de amigos encarnados ou desencarnados…

Então as vibrações, as orações e todo esforço físico, moral ou espiritual á favor de alguém, se configura numa interseção. Lembrando o conceito matemático de que a interseção é o que há de comum entre os elementos que pertencem a conjuntos diferentes,  podem ter em seus ter em seus âmbitos individuais, elementos comuns á um ou mais conjuntos.

Em nosso entendimento isso acontece nos mais variados seguimentos sociais humanos e espirituais… O que estamos pensando é que a ajuda, a interseção e a proteção espiritual, enquanto recursos utilizados por amigos espirituais na condição de instrutores, orientadores, socorristas e ativistas vivenciais de todos os gêneros que possamos imaginar na seara do Mestre Jesus, a Luz que nos encanta e modifica, passa por todo um trabalho de organização, de colheita de informações, de avaliações e decisões que se nos escapam ao alcance de percepção, que ás vezes a nossa ansiedade, a falta de informações, de estudos e a condição primordial que é o mérito, têm que ser muito bem estudadas pra que os amigos espirituais alcancem um resultado que pode se configurar pela Justiça do Pai Amorável, ou por Sua Misericórdia que se nos alcança no tempo real de nossas necessidades de aprendizados e experiências existenciais…

Daí com certeza a presteza ou a morosidade no trato com as nossas questões, posto que no entender e ensino do Alexandre (espírito Orientador): “Em toda parte, a dor sincera é digna de amparo devemos estar prontos à cooperação.

. É imperioso sindicar, com cuidado, a fim de solucionar o problema com o critério devido. … Ansiedades existem que não se curam à força de raciocínios do mundo”.

Por que não há de modo nenhum trabalhos, ou processos de ajuda e proteção que se faça de afogadilho, sem critérios em desacordo ou dissonância com a Lei Divina e Natural que á todos se nos envolve em seus parâmetros de obediência, harmonia e trabalho. Considerando em todas instâncias o beneficiado e o beneficiador, por quanto nessa relação o respeito as leis espirituais, que as não são previstos em nossas leis humanas e impermanentes, há sempre que configurar justiça e caridade em seus mais amplos efeitos, por que o Pai não condena e nem castiga, mas permite a rearmonização, o reequilíbrio e a reparação de modo que todos sejamos alcançados na realidade em que nos achamos.

Quem dá o bem é o primeiro beneficiado, quem acende uma luz é o que se ilumina em primeiro lugar.

Ansiedades existem que não se curam à força de raciocínios do mundo.

Eis por que Allan Kardec nos alertou que a fé tem que raciocinar. Por que não alcançamos o conhecimento pleno do que se vai pela alma de nossos amores, nossos amigos e afetos, o que dizer dos nossos desafetos. Por isso o raciocínio do mundo é insuficiente na solução dos dramas existenciais.

Considerando que normalmente raciocinamos na pauta das nossas dores e prejuízos emocionais, sem pautarmos reajustes e reparos, deficiências e imperfeições, egoísmos e orgulhos, posto entendermos em a maioria das vezes que não devemos ser atingidos, que conosco não devia acontecer e que Deus provavelmente cochilou no plantão, ou as sentinelas ou anjos guardiães estavam fora do posto quando fomos envolvidos pela dor e o sofrimento.

Assim a dor e o sofrimento tomam dimensões que obliteram nosso pensar e sentir, corroendo, macerando-nos o coração e a alma, sendo que a verdade espiritual que geraram os fatos que nos alcançam, demonstra-nos na maioria das vezes, configurações, motivos e causas opostas diametralmente aos nossos raciocínios.

É mais ou menos como se preocupar com resposta sem o devido entendimento da pergunta. Até porque o entendimento sobre a pergunta, (seja ela qual for) leva-nos a um á um alcance maior sobre a proposta dessa pergunta.

Cada palavra tem sua ocasião, como cada revelação o seu tempo!

Em nossa preocupação de punir culpados, sem dar conta de nossas próprias culpas, iremos ao absurdo de desejar ser mais justos que o próprio Deus?

A água tem que atingir a semente em caráter de umidade e não de enchente, ou seja, não é só a abundância de chuva que faz florescer a lavoura, mas principalmente a capacidade que a terra tem de absorção proporcional a resistência das sementes implantadas em seu seio.

Verificarmos ao longo dos acontecimentos em nossas vidas a capacidade cerebral que sofre os obstáculos da matéria e de nosso próprio desenvolvimento espiritual e acentuadamente o fato de estarmos mergulhados nessa matéria densa, a nossa inconsciência do nosso próprio roteiro espiritual, esses e outros impedimentos que obstruem-nos a  visão mais completa da  vida espiritual em seu todo.

Por isso alerta-nos Alexandre: “Cada palavra tem sua ocasião, como cada revelação o seu tempo!”  

Habituamo-nos á falar que tudo está no tempo de Deus, só que esse tempo é o da eternidade, que remete-nos a soma de nossas encarnações já vividas.

Aí cada palavra tem revestir, qual uma luva sob medida, a nossa necessidade, a fim de alcance o bálsamo e a solução segundo nossa capacidade de entendimento e aceitação, demonstrando por que toda e qualquer revelação não se baseia em nossos caprichos, revoltas ou insatisfações, mas em medida de harmonia evangélico moral, que não apenas nos proteja ou ampare, mas que nos faça entendermos as contingências em que nos envolvemos por nossa própria conta.

E temos ainda para somar nessa envergadura, o nosso comportamento emocional, moral, intelectual, dinâmico, extático, dependente ou masmorrento á conduzir-nos pela imposição natural de nossa inércia existencial ao: É o vampirismo recíproco.

O magnetismo do mal está igualmente cheio de poder, mormente para aqueles que caem voluntariamente sob os seus tentáculos.

– Nos maiores abismos, Raul, há sempre lugar para a esperança. Transforme o remorso em propósito de regeneração.

Cientes de que o bem e o mal fluem dos nossos corações com a liberdade e o domínio com que lhes controlamos as ações, com certeza vivemos em muitas circunstâncias de nossa vida, as  voltas com esse vampirismo, embutido por assim no mediunismo natural em que se configura nossas ideias e emoções, assim como a nossa visão sobre o que é realmente a vida.

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Com as bênçãos de Jesus nosso Mestre.

Ademário da Silva #*# 31/maio/2014.

 

 

 

 

 

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