Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Resumo sobre o vampirismo.

 

Vampirismo

 

MISSIONÁRIOS  DA  LUZ !

Francisco C. Xavier (André Luiz) 

 

  •   4

Vampirismo

 

 

Muito trabalho contra o vampirismo.

 

Oh! Era o vampirismo a tese que me preocupava.

 

Que significava aquele mundo novo?

Que agentes seriam aqueles, caracterizados por indefinível e pernicioso poder?

Estariam todos os homens sujeitos à sua influenciação?

Acredita você que semelhantes formações microscópicas se circunscrevem à carne transitória?

Não sabe que o macrocosmo está repleto de surpresas em suas formas variadas?

Haveria contágio de moléstias da alma?

E seria razoável que assim fosse na esfera onde os fenômenos patológicos da carne não mais deveriam existir?

Como explicar, agora, o quadro novo que me defrontava os escassos conhecimentos?

 

Nas moléstias da alma, como nas enfermidades do corpo físico, antes da afecção existe o ambiente. As ações produzem efeitos, os sentimentos geram criações, os pensamentos dão origem a formas e conseqüências de infinitas expressões.

E, em virtude de cada Espírito representar um universo por si, cada um de nós é responsável pela emissão das forças que lançamos em circulação nas correntes da vida.

 

A cólera, a desesperação, o ódio e o vício oferecem campo a perigosos germens psíquicos na esfera da alma.

 

E, qual acontece no terreno das enfermidades do corpo, o contágio aqui é fato consumado, desde que a imprevidência ou a necessidade de luta estabeleça ambiente propício, entre companheiros do mesmo nível.

Naturalmente, no campo da matéria mais grosseira, essa lei funciona com violência, enquanto, entre nós, se desenvolve com as modificações naturais.

 

Contudo, à medida que se refinam conhecimentos intelectuais, parece que há menor respeito no homem para com as dádivas sagradas. Os pais terrestres, com raríssimas exceções, são as primeiras sentinelas viciadas, agindo em prejuízo dos filhinhos. Comumente, aos vinte anos, em virtude da inércia dos vigias do lar, a mulher é uma boneca e o homem um manequim de futilidades doentias, muito mais interessados no serviço dos alfaiates que no esclarecimento dos professores; alcançando o monte do casamento, muitas vezes são pessoas excessivamente ignorantes ou demasiadamente desviadas.

 

Entre abusos do sexo e da alimentação, desde os anos mais tenros, nada mais fazíamos que desenvolver as tendências inferiores, cristalizando hábitos malignos.

 

Absolutamente sem preparo e tendo vivido muito mais de sensações animalizadas que de sentimentos e pensamentos puros, as criaturas humanas, além do túmulo, em muitíssimos casos prosseguem imantadas aos ambientes domésticos que lhes alimentavam o campo emocional.

 

Aos infelizes que caíram em semelhante condição de parasitismo, as larvas que você observou servem de alimento habitual.

Porque tamanha estranheza?

-perguntou o cuidadoso orientador -e nós outros, quando nas esferas da carne?

Nossas mesas não se mantinham à custa das vísceras dos touros e das aves?

 

A pretexto de buscar recursos protéicos, exterminávamos frangos e carneiros, leitões e cabritos incontáveis. Sugávamos os tecidos musculares, roíamos os ossos. Não contentes em matar os pobres seres que nos pediam roteiros de progresso e valores educativos, para melhor atenderem a Obra do Pai, dilatávamos os requintes da exploração milenária e infligíamos a muitos deles determinadas moléstias para que nos servissem ao paladar, com a máxima eficiência.

 

-Contudo, meu amigo -propus-me a considerar -, a idéia de que muita gente na Terra vive à mercê de vampiros invisíveis é francamente desagradável e inquietante.

E a proteção das esferas mais altas?

E o amparo das entidades angélicas, a amorosa defesa de nossos superiores?

-Semelhante realização é de importância essencial na vida humana, porque, sem amor para com os nossos inferiores, não podemos aguardar a proteção dos superiores; sem respeito para com os outros, não devemos esperar o respeito alheio.

-Segundo observa, o legítimo desenvolvimento mediúnico é problema de ascensão espiritual’ dos candidatos às percepções sublimes. Entretanto. André, não importa que os nossos amigos, ansiosos pelos altos valores psíquicos, tenham vindo até aqui sem a devida preparação. Embora incipientes no assunto, lucraram muitíssimo, porque foram auxiliados contra o vampirismo venenoso e destruidor. Surpreendeu-se você com as larvas que lhes avassalam as energias espirituais; agora verá as entidades exploradoras que permanecem fora do recinto, esperando-lhes o regresso.

 

***

Reflexões… Minhas…

 

A vida é um ecossistema á percutir em todo universo por toda eternidade.

A relação entre os reinos: mineral, vegetal, animal e hominal, é pautada pelo equilíbrio dos objetivos divinos, ou seja, o direito de existência de todos, seja em patamar esteja o princípio espiritual, em demanda da oportunidade vital.

Aliás um é conseqüência do outro segundo a expressão filosófica de Lèon Denis: “O espírito dorme no mineral; sonha no vegetal e se agita no animal e desperta no homem”.

Desde quando foi individualizado, o homem pensa e age como se fora de fato o ser mais importante da natureza física, quando na verdade ele é elemento constitutivo dessa natureza, e o fato de raciocinar deveria fazê-lo assumir responsabilidades mais amplas e profundas nos escaninhos da vida, e não se tornar simplesmente num predador inescrupuloso á explorar e enriquecer-se ilicitamente acumulando matérias e produtos que originalmente não lhe pertencem, pois que nada criou de si mesmo á benefício da vida.

E esse instinto predador lhe embarga o desenvolvimento dos dons espirituais que jazem milenarmente em seus nichos conscienciais.

E aí ele retarda os próprios passos na senda evolutiva e compromete significativamente o desenvolvimento daqueles que lhe seguem nas trilhas de retaguarda existencial.

 Explorar a natureza tendo como pauta principal a sobrevivência não é pecado e nem mesmo erro, o que é preciso modificar são os tentáculos da ambição, da ganância, diminuindo em níveis sustentáveis esse predadorismo que tem sido fator crucial no desgaste dos recursos do planeta.

 

Esse é o vício imoral que desrespeita o próximo, o animal, o vegetal e também o mineral desarticulando as forças naturais que se manifestam sob os cuidados divinos.

E porque há milênios fomos cultivadores de uma cultura viciada e distorcida segundo os ditames do sistema econômico, político e cultural, não guardamos medidas de quanto esses desvarios trazem consequências e implicações nos seguimentos da saúde e da qualidade de vida. E o que é mais preocupante, essa exploração desenfreada e glutônica acarreta consequências em níveis morais, espirituais de alta monta no escorrer dos milênios.

 

A pretexto de buscar recursos protéicos, exterminávamos frangos e carneiros, leitões e cabritos incontáveis. Sugávamos os tecidos musculares, roíamos os ossos.

 

Não contentes em matar os pobres seres que nos pediam roteiros de progresso e valores educativos, para melhor atenderem a Obra do Pai, dilatávamos os requintes da exploração milenária e infligíamos a muitos deles determinadas moléstias para que nos servissem ao paladar, com a máxima eficiência.  

 

Os maus hábitos alimentares, políticos, econômico e existencial travam-nos a liberdade de ser, sentir, pensar e amar ao próximo como a nós mesmo.

 

Os pais terrestres, com raríssimas exceções, são as primeiras sentinelas viciadas, agindo em prejuízo dos filhinhos. Comumente, aos vinte anos, em virtude da inércia dos vigias do lar, a mulher é uma boneca e o homem um manequim de futilidades doentias, muito mais interessados no serviço dos alfaiates que no esclarecimento dos professores; alcançando o monte do casamento, muitas vezes são pessoas excessivamente ignorantes ou demasiadamente desviadas.

 

Se desde tenra idade no chão do planeta recebemos a cartilha da deseducação, tudo em nós e a nossa volta sofre os prejuízos dessa relação distorcida com a vida e por conseqüência a mediunidade nossa de cada existência, permanecerá presa no casulo de expectativas ilusórias, ou em seu desenvolvimento sofrerá as distorções de caráter e de toda viciação de que somos portadores.

Então, desenvolver e educar a mediunidade não é só uma questão da presença dos espíritos ao derredor de nossa sensibilidade, mas o resultado da evolução espiritual que se busca, seja esse resultado brilhante ou opaco, sempre revelará a condição moral em que nos encontramos. Traçar objetivos e finalidades e se enquadrar nos efeitos e consequências do trabalho que a mediunidade implica.

 

O que nos remete ainda a questão de que a dinâmica no movimento espírita depende mais do comportamento do espírita em geral e dos médiuns em particular, posto que nessa relação com o mundo dos espíritos desenvolvemos a criação de uma atmosfera espiritual, que tanto será mais saudável ou perniciosa, doentia ou viciosa, ativa ou estagnada em seus propósitos, segundo as condições em que nos apresentemos para o trabalho de aprendizado, relacionamento e produtividade mediúnica.

 

Essa atmosfera espiritual tem no psicológico, no moral e no intelectual o tripé de sustentação e dinâmica de atuação, tantos dos espíritos quanto dos encarnados e a batuta que rege essa relação, seguindo os ditames da fé que raciocina ensinada por Allan Kardec em toda obra da codificação.

Assim tendo como parâmetro a responsabilidade recíproca, posto que “cada consciência evolui por si” e que cada um de nós recebemos segundo as nossas obras, atentemos para o alerta evangélico descrito em A Parábola dos Talentos, em que os resultados á serem alcançados se subordinam ao esforço real aplicado, no que concerne ao trabalho, o destemor consciente e com certeza á Obediência e a Resignação, também constantes do Evangelho segundo o Espiritismo, enquanto pautas de atuação e humildade na relação com o mundo dos espíritos.

 

***

Ademário da Silva sob as bênçãos do estudo e da intuição.

30/março/2014.

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