Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Estudos…

MISSIONÁRIOS  DA  LUZ !

Francisco C. Xavier (André Luiz)

André Luiz.

 

CAPÍTULO 1 =

 

O psicógrafo

 

A questão mediúnica é fascinante.

 

– De fato, para quem lhe examine os ascendentes morais.

– Nem todos, porém, conseguem o intuito à mesma hora. Alguns são obrigados a esperar se­manas, meses, anos…

 

– Preliminarmente, devemos reconhecer que, nos serviços mediúnicos, preponderam os fatores morais.

– Este irmão não é um simples aparelho. É um Espírito que deve ser tão livre quanto o nosso e que, a fim de se prestar ao intercâmbio desejado, precisa renunciar a si mesmo, com abnegação e humildade, primeiros fatores na obtenção de acesso à permuta com as regiões mais elevadas.

Necessita calar, para que outros falem; dar de si próprio, para que outros recebam. Em suma, deve servir de ponte, onde se encontrem interesses diferentes.

Sem essa compreensão consciente do espírito de serviço, não poderia atender aos propósitos edificantes.

Naturalmente, ele é responsável pela manutenção dos recursos interiores, tais como a tolerância, a humildade, a disposição fraterna, a paciência e o amor cristão; todavia, precisamos cooperar no sentido de manter-lhe os estímulos de natureza exterior, porque se o companheiro não tem pão, nem paz relativa, se lhe falta assistência nas aquisições mais simples, não poderemos exigir-lhe a colaboração, redundante em sacrifício.

 

Nos­sas responsabilidades, portanto, estão conjugadas nos mínimos detalhes da tarefa a cumprir.

 

A transmissão da mensagem não será simplesmente «tomar a mão». Há processos intrincados, complexos.

– Observação perfeita? – indagou o instrutor, interrompendo-me o assombro.

 

Transmitir mensagens de uma esfera para outra, no serviço de edificação humana – continuou -, demanda esforço, boa vontade, cooperação e propósito consistente. É natural que o treinamento e a colaboração espontânea do médium facilitem o trabalho; entretanto, de qualquer modo, o serviço não é automático…

 

Requer muita compreensão, oportunidade e consciência.

 

– Acredita que o intermediário – perguntou – possa improvisar o estado receptivo?

 

De nenhum modo. A sua preparação espiritual deve ser incessante.

No exercício mediúnico de qualquer modalidade, a epífise desempenha o papel mais importante. Através de suas forças equilibradas, a mente humana intensifica o poder de emissão e recepção de raios peculiares à nossa esfera. É nela, na epífise, que reside o sentido novo dos homens; entretanto, na grande maioria deles, a potência divina dorme embrionária.

 

Evidente sinal de alegria. Enlaçou-o com o braço esquerdo e, alçando a mão até ao cérebro do rapaz, tocava-lhe o centro da memória com a ponta dos dedos, como a recolher o material de lembranças do companheiro. Pouco a pouco, vi que a luz mental do comunicante se misturava às irradiações do trabalhador encarnado.

***

A questão mediúnica é fascinante.

 

 

Os corações, ainda tenros, amam o sonho, aguardam heroísmo fácil, estimam o menor esforço, não entendem, de pronto, o labor divino da perfeição eterna e, por isso, afastam-se do ensinamento real, admirados, espantadiços.  A vida, porém, espera-os com as suas leis imutáveis e revela-lhes a verdade, gradativamente, sem ruídos espetaculares, com serenidade de mãe.

 

Emmanuel Pedro Leopoldo, 13 de maio de 1945.

 

***

 

Estudos…

MISSIONÁRIOS  DA  LUZ !

Francisco C. Xavier (André Luiz)

André Luiz.

 

CAPÍTULO 1 =

 

O psicógrafo

 

Comentários meus…

 

Assevera-nos Emmanuel em sua dilatada inteligência que “a questão mediúnica é fascinante”, e devemos nós observarmos de modo mais demorado e detalhado a grandeza do pensamento de tão dedicado amigo espiritual:

 

Fascinante é a mediunidade tal como a vida e tudo que se lhe está em derredor, em seu núcleo, nas suas profundidades, latitudes e longitudes eternas e transitórias.

 

Ensina-nos o grande mestre de Líon, Denizard Rivail, em o livro dos Médiuns, ou para os íntimos, Allan Kardec, posto que em matéria de estudos o aluno, discípulo deve guardar íntima relação com o conteúdo de estudos, assim como com seu mestre, na sala de aprendizado. Diz-nos ele, o mestre: A mediunidade varia do zero ao infinito… por essa assertiva entendemos as dificuldades do caminho, assim como os seus resultados e anotamos a coerência das palavras de Emmanuel: – De fato, para quem lhe examine os ascendentes morais.

– Nem todos, porém, conseguem o intuito à mesma hora. Alguns são obrigados a esperar se­manas, meses, anos… Emmanuel.

 E assim é de verdade e de fato e de direito, considerando nossa viagem no tempo das reencarnações sucessivas, carregamos no bojo das experiências vividas, mais ou menos sensibilidade, mais ou menos moralidade, mais ou menos objetividade espiritual, etc.

 

E, quando do exercício e das tarefas mediúnicas precisamos reunir condições compatíveis com o relacionamento entre duas dimensões existenciais que marcam territórios entre si em pautas diferentes de perceptibilidade, ou seja, uma, a humana mergulhada numa materialidade contundente e transitória, conquanto que a outra, definitiva em termos de vida, envolve-nos com um ascendente moral, no trato com a luz e a caridade, que exige-nos maior atenção e renovados interesses, ao buscarmos contato, aprendizado, trabalho e compromisso com o plano espiritual.

 

Então atentamos para o fato de que a psicografia, enquanto escrita mental, requer do médium atenção cotidiana, posto que quem pensa é o espírito comunicante, e ele médium tem que compatibilizar sua mente e coração com os pensamentos e sentimentos do espírito comunicante.

 

Salientando também que entre ambos, espírito e médium, deve reinar respeito à liberdade individual, resguardando-se os objetivos comuns, para que não ocorram condicionamentos ou dependências desnecessárias que venham prejudicar o trabalho que tem por escopo comum o amor ao próximo.

 

É, uma relação assim como entre a terra e a semente, cada um oferece ao outro os seus recursos, sem interferirem drasticamente, um na tarefa do outro.

 

Respeitada a liberdade, a dedicação, o aprimoramento recíprocos, o trabalho conjunto tende á alcançar resultados magníficos, posto que muito se engana quem pensar que basta ao espírito tomar o médium pela mão, como se fora um pai á ensinar-lhe a andar sem que este se comprometa com a firmeza, a disposição e a dedicação ao progresso.

***

Ademário da Silva

09/março/2014.

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: