Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

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Capítulo III do Evangelho segundo o Espiritismo.

Há Muitas Moradas na Casa de Meu Pai.

Diferentes estados da alma na erraticidade

2. A casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem, aos Espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes ao adiantamento dos mesmos Espíritos.

Independente da diversidade dos mundos, essas palavras de Jesus também podem referir-se ao estado venturoso ou desgraçado do Espírito na erraticidade. Conforme se ache este mais ou menos depurado e desprendido dos laços materiais, variará ao infinito o meio em que ele se encontre o aspecto das coisas, as sensações que experimente, as percepções que tenha. Enquanto uns não se podem afastar da esfera onde viveram, outros se elevam e percorrem o espaço e os mundos; enquanto alguns Espíritos culpados erram nas trevas, os bem­-aventurados gozam de resplendente claridade e do espetáculo sublime do Infinito; finalmente, enquanto o mau, atormentado de remorsos e pesares, muitas vezes insulado, sem consolação, separado dos que constituíam objeto de suas afeições, pena sob o guante dos sofrimentos morais, o justo, em convívio com aqueles a quem ama, frui as delícias de uma felicidade indizível. Também nisso, portanto, há muitas moradas, embora não circunscritas, nem localizadas.  (Allan Kardec.

 

Comentários meus…

 

Não são apenas as leis de afinidade e atração contidas, mesmo tendo finalidades diferentes, na lei de amor, que determinam, por seus princípios de igualdade, onde devem estar os que fizeram e os que não fizeram as lições espirituais necessárias ao avanço na senda evolutiva.

O ingrediente contributivo para alcançar o bem viver está na assimilação da lei de comportamento, ou seja, no modo de se conduzir diante da vida nos modos de obediência e resignação como nos ensina Kardec em um outro capítulo desse Evangelho de Luz.

 

“A obediência é o consentimento da razão; a resignação é o consentimento do coração, forças ativas ambas, porquanto carregam o fardo das provações que a revolta insensata deixa cair. O pusilânime não pode ser resignado, do mesmo modo que o orgulhoso e o egoísta não podem ser obedientes”. (Allan Kardec. Cap. IX do Evang. s/o Espiritismo.

 

A razão enquanto instrumento da inteligência, da observação e das experiências existenciais nos mostra de modo inequívoco que a vida surge como obra de um poder superior e de inteligência maior do que possamos imaginar. E tudo que nela se encontra são recursos legados por Deus para o nosso aprendizado e portanto não devem ser negligenciados pela  nossa inércia, ou açambarcados pelo nosso egoísmo e orgulho, sem que tenhamos por esse mesmo comportamento as consequências compatíveis com a avareza e a maldade, instrumentos da deseducação espiritual, que se traduzirão espontaneamente em dor e sofrimento e repetência nas salas de aula já vividas e não aproveitadas. Por isso a “obediência é o consentimento da razão”. Ou seja aquele que alcançou a idade da razão tem por obrigação de compreensão e percepção intelectiva de obedecer aos efeitos da lei á que está submetido naturalmente.

 

Assim conseguimos entender por que a “resignação é o consentimento do coração”; Diante da alegria espiritual de ser e das adversidades pertinentes á um mundo de provas e expiações, tudo que não podemos modificar, são indicações divinas para o aprendizado espiritual necessário á nossa evolução.

O coração que acredita não questiona o Pai em suas decisões, posto que todas elas sejam á nosso benefício.

 

Por essas razões divinas a locupletar nossos destinos para que o aprendizado se nos impregne a consciência da luz que se nos falta ainda, é que aquele que se estaciona na covardia tem dificuldades com a resignação necessária e o egoísta e orgulhoso encontrarão obstáculos em si mesmos para a devida aceitação da obediência aos desígnios do Pai Todo Bondoso, Justo e Misericordioso.

Em sendo as adversidades as provas necessárias a obediência se faz a resignação consciente enquanto que a resignação se faz o fruto silencioso do coração que concorda com Deus e suas leis magnânimas e imutáveis, ou seja que não vão jamais se acomodarem aos talantes da nossa ignorância e comodismo, apenas para agradar ao domínio que se nos submete o ego deseducado.

 

Em termos dos efeitos que a nossa conduta pode nos conduzir o raciocínio do mestre Allan Kardec é ideal e objetivo, abrangente e conclusivo no que tange ás moradas que são os mundos distribuídos pelas infinidade de galáxias no infinito do universo, adequando essas variações de finalidades e utilidades aos estágios alcançados por nós e definindo de modo claro e inequívoco  que destino na erraticidade estaremos sujeitos segundo o nosso modo de ser e viver, obedientes ao Criador e resignado com leis que são mesmo os indicativos do caminho evolutivo.

 

“Enquanto uns não se podem afastar da esfera onde viveram, outros se elevam e percorrem o espaço e os mundos; enquanto alguns Espíritos culpados erram nas trevas, os bem­-aventurados gozam de resplendente claridade e do espetáculo sublime do Infinito; finalmente, enquanto o mau, atormentado de remorsos e pesares, muitas vezes insulado, sem consolação, separado dos que constituíam objeto de suas afeições, pena sob o guante dos sofrimentos morais, o justo, em convívio com aqueles a quem ama, frui as delícias de uma felicidade indizível. Também nisso, portanto, há muitas moradas, embora não circunscritas, nem localizadas”.  (Allan Kardec.

***

 

Ademário da Silva.  16/julho/2013. 

 

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