Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Versos meus…

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Entre a dor e o desengano

Há um plano inclinado pro nada

Não se demore diz-me o bom senso

Sobre as pedras da teimosia

Em dias de tempestade a verdade é doída

Cicatriz é tão lenta que afugenta a vontade  

E o pior é que a dor não mora na carne

E qual echarpe da alma não se desfaz com as rugas

Diz à sabedoria que o tempo é conselheiro

Num vespeiro desatento

O discernimento quase caolho

Entre os entulhos do desespero

Põe tempero de esperança

E altera o gosto da realidade

E a calma é mesmo um soro lento

Momento movediço

Versos escorregadios

Beira de rio na madrugada

O marulhar das águas cantando o sereno

O silêncio em que não se ouve a si mesmo.

Lembranças e saudades trançando o tempo

Em versos de agonia

E o dia num parto de cócoras

Ao fim do cio

Silêncio do rio

Pássaros dormindo

Insetos fugindo 

E a alma sentada de cansaço num canto do próprio coração!

§§§

Ademário da Silva… 14/julho/2013.

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