Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Mediunidade agora…

Tópicos de Estudo
1-Introdução
2-Um pouco da História do Espiritismo
3-Perispírito e Principio das Manifestações
4- Dos Médiuns
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Um pouco da História do Espiritismo

O primeiro período do Espiritismo, caracterizado pelas mesas girantes, foi o da curiosidade. O segundo foi o período filosófico, marcado pelo aparecimento de O Livro dos Espíritos. A partir deste momento o Espiritismo tomou um caráter completamente diverso. Entreviram-lhe o objetivo e o alcance e nele hauriram fé e consolação, sendo tal a rapidez de seu progresso que nenhuma outra doutrina filosófica ou religiosa oferece exemplo semelhante.
Estamos, pois, em pleno período de luta, mas este não terminou.
39 Ver Instrução sobre os possessos de Morzine, Revista Espírita de dezembro de 1862, janeiro, fevereiro, abril e maio de 1863.
A luta determinará uma nova fase do Espiritismo e levará ao quarto período, que será o período religioso; depois virá o quinto, período intermediário, conseqüência natural do precedente, e que mais tarde receberá sua denominação característica. O sexto e último período será o da regeneração social, que abrirá a era do século vinte. Nessa época, todos os obstáculos à nova ordem de coisas determinadas por Deus para a transformação da Terra terão desaparecido. A geração que surge, imbuída das idéias novas, estará em toda a sua força e preparará o caminho da que há de inaugurar o triunfo definitivo da união, da paz e da fraternidade entre os homens, confundidos numa mesma crença, pela prática da lei 40 N. do T.: No original francês, por engano, constou o capítulo VI. Evangélica. Assim serão confirmadas as palavras do Cristo, já que todas devem ter cumprimento e muitas se realizam neste momento, porque os tempos preditos são chegados. Mas é em vão que,tomando a figura pela realidade, procurais sinais no céu: esses sinais estão ao vosso lado e surgem de todas as partes.
É notável que as comunicações dos Espíritos tenham tido um caráter especial em cada período: no primeiro eram frívolas e levianas; no segundo foram graves e instrutivas; a partir do terceiro eles pressentiram a luta e suas diferentes peripécias.

2º O PERISPÍRITO, PRINCÍPIO DAS MANIFESTAÇÕES.

O perispírito é o intermediário entre o Espírito e o corpo; é o órgão de transmissão de todas as sensações. Para aquelas que vêm do exterior, pode-se dizer que o corpo recebe a impressão; o perispírito a transmite, e o Espírito, o ser sensível e inteligente, a recebe; quando o ato parte da iniciativa do Espírito, pode-se dizer que o Espírito quer, que o perispírito transmite, e o corpo executa.

3- DOS MÉDIUNS.

33. Os médiuns são as pessoas aptas a receberem a influência dos Espíritos e transmitirem os seus pensamentos.
Toda pessoa que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por isso mesmo, médium. Essa faculdade é inerente ao homem, e, por conseguinte, não é, de nenhum modo, um privilégio exclusivo: também há poucos nos quais não se lhe encontra algum rudimento. Pode-se, pois, dizer que todo o mundo, com pequena diferença, é médium; todavia, no uso, essa qualificação não se aplica senão naqueles nos quais a faculdade mediúnica se manifesta por efeitos ostensivos de uma certa intensidade.

34. O fluido perispiritual é o agente de todos os fenômenos espíritas; esses fenômenos não podem se operar senão pela ação recíproca dos fluidos emitidos pelo médium e pelo Espírito. O desenvolvimento da faculdade mediúnica prende-se à natureza mais ou menos expansível do perispírito do médium e à sua assimilação, mais ou menos fácil, com o dos Espíritos; prende-se, por conseqüência, ao organismo, e pode ser desenvolvida quando o princípio existe, mas não pode ser adquirida quando esse princípio não existe. A predisposição mediúnica é independente do sexo, da idade e do temperamento; encontram-se médiuns em todas as categorias de indivíduos, desde a mais tenra idade, até a mais avançada.

35. As relações entre os Espíritos e os médiuns se estabelecem por meio de seu perispírito; a facilidade dessas relações depende do grau de afinidade que existe entre os dois fluidos; alguns há que se assimilam facilmente e outros que se repelem; de onde se segue que não basta ser médium para se comunicar indistintamente com todos os Espíritos; há médiuns que não podem se comunicar senão com certos Espíritos, ou com certas categorias de Espíritos, e outros que não o podem senão por uma transmissão de pensamento, sem nenhuma manifestação exterior.

36. Pela assimilação dos fluidos perispirituais, o Espírito se identifica, por assim dizer, com a pessoa que quer influenciar; não somente lhe transmite o seu pensamento, mas pode exercer sobre ela uma ação física, fazê-la agir ou falar à sua vontade, fazê-la dizer o que não quer; em uma palavra, servir-se de seus órgãos como se fossem os seus; pode, enfim, neutralizar a ação de seu próprio Espírito e paralisar-lhe o livre arbítrio. Os bons Espíritos se servem dessa influência para o bem, e os maus Espíritos para o mal.

37. Os Espíritos podem se manifestar de uma infinidade de maneiras diferentes, e não o podem senão com a condição de encontrarem uma pessoa apta a receber e a transmitir tal ou tal gênero de impressão, segundo a sua aptidão; ora, como não há nenhuma delas possuindo todas as aptidões no mesmo grau, disso resulta que umas obtêm efeitos impossíveis para as outras. Essa diversidade na aptidão produz diferentes variedades de médiuns.

38. A vontade do médium, de nenhum modo, é sempre necessária; o Espírito que quer se manifestar procura o indivíduo apto a receber a sua impressão, e dele se serve, freqüentemente, com o seu desconhecimento; outras pessoas, ao contrário, tendo a consciência de sua faculdade, podem provocar certas manifestações; daí duas categorias de médiuns: os médiuns inconscientes e os médiuns facultativos.
No primeiro caso, a iniciativa vem do Espírito: no segundo, vem do médium.
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O perispírito e a mediunidade

Allan Kardec nos demonstra em as Revistas Espíritas de 1858 e 1863, que o Espiritismo passaria por períodos de consolidação de sua importância moral e social para a humanidade, nos quais ele assentaria suas raízes, frutos e florescências nos jardins da consciência do ser humano, espírito em processo evolutivo num mundo de provas e expiações…
São esses os períodos: da curiosidade, o filosófico, marcado pelo aparecimento de O Livro dos Espíritos. O religioso, conseqüência natural do precedente, e que mais tarde receberá sua denominação característica. O sexto e último período será o da regeneração social, que abrirá a era do século vinte.
GRIFOS MEUS:
A mediunidade ao longo da história da humanidade também segue os passos periódicos dessa evolução…

Herculano Pires em o livro: O Espírito e o Tempo, esclarece melhor:

Os “horizontes culturais” são os meios em que se desenvolveram as diferentes fases da evolução humana. A expressão é metafórica. Chama-se, por exemplo, “horizonte primitivo”, o mundo do homem primitivo.
O “horizonte primitivo” é geralmente dividido em três formas: o primitivo propriamente dito, o anímico e o agrícola.
Em nosso esquema, reduzimos as duas primeiras formas a uma única: o “horizonte tribal”, que nos permite abranger numa visão geral o problema mediúnico do homem primitivo, e destacamos a terceira forma, dando-lhe autonomia. Isso porque o “horizonte agrícola” tem interesse especial no tocante à mediunidade. Assim, nosso esquema da fase pré-histórica do Espiritismo é o seguinte: horizonte tribal, agrí¬cola, civilizado, profético e espiritual. Até o “horizonte pro¬fético”, segundo Murphy. O “horizonte espiritual” é uma formulação nova, exigida pelo Espiritismo.
***
Assim a mediunidade vai se moldando aos avanços do homem e mesmo aos seus estacionamentos…
O médium com tarefa explícita também vai por esses caminhos em sua individualidade psicológica… Seu período de luta é o entrevero com o recém desconhecido mundo espiritual, posto que envolvido na lei do esquecimento, carece do amparo da família… No período filosófico ele adentra o mundo do conhecimento das relações espirituais pelas portas das religiões… E ai de conformidade com a veia religiosa em que é encaminhado, ele terá uma visão e uma compreensão compatível com a fé ou a crendice ai desenvolvidas e ministradas… E como esse período é precedente ao filosófico sua amplitude ótica será tanto melhor e maio r conforme o que lhe ensinarem e aquilo que ele assimilar, segundo suas tendências e postura moral…
Hoje, com nossos pés calcados nos portais do século vinte e um, o período que muito se nos importa estudar e entender, é claro que é esse que já estamos adentrando á passos largos que é o período da regeneração social.

Nos períodos anteriores a mediunidade se compatibilizou, segundo as palavras do insigne Herculano Pires, com os horizontes culturais da humanidade…

“horizontes culturais”
“horizonte primitivo”
“horizonte tribal”
“horizonte agrícola”

Assim, nosso esquema da fase pré-histórica do Espiritismo é o seguinte: horizonte tribal, agrí¬cola, civilizado, profético e espiritual. Até o “horizonte pro-fético”, segundo Murphy. O “horizonte espiritual” é uma formulação nova, exigida pelo Espiritismo.

A mediunidade de parceria de que já nos falam os espíritos maiores, ao meu modo de entendimento muito se parece com esse “horizonte espiritual” de que nos fala Herculano em seu magnífico livro…
Poderíamos traduzir como infância, adolescência, maturidade e espiritualidade (própria do médium) mediúnica…
Recordando sempre Kardec:…

36. Pela assimilação dos fluidos perispirituais, o Espírito se identifica, por assim dizer, com a pessoa que quer influenciar; não somente lhe transmite o seu pensamento, mas pode exercer sobre ela uma ação física, fazê-la agir ou falar à sua vontade, fazê-la dizer o que não quer; em uma palavra, servir-se de seus órgãos como se fossem os seus; pode, enfim, neutralizar a ação de seu próprio Espírito e paralisar-lhe o livre arbítrio. Os bons Espíritos se servem dessa influência para o bem, e os maus Espíritos para o mal.

Estudiosos nos falam em mediunidade de tarefa e mediunidade de conquista… No estudo sobre o perispírito, enquanto ferramenta do espírito para lidar com a matéria vamos enxergando o grau de responsabilidade á que se nos habilita essa relação com o mundo espiritual, na medida em que esta é regida por leis importantíssimas e que não se modificam, que são a afinidade e a moralidade…
Quando assimilamos os fluidos perispirituais do espírito comunicante estamos concomitantemente assimilando também seus sentimentos, seus pensamentos, suas intenções e objetivos, assim como suas tendências e moralidade… Ah! E seus ideais também…

Por essas e outras razões e motivos
Se me parece lógico o mediúnico abrigo
Onde se instalam espíritos afins com a mesma finalidade
Á dividir tarefas, obrigações e responsabilidades
Pelas mãos da parceria e da fraternidade
Sob a tutela Crística da bondade
Visando a compreensão humana
Dos desígnios do Criador
Desde a mais sutil amizade
Até o incondicional amor…
Mediunidade é ferramenta que a consciência afia
Que o estudo amplia
E o amor ao próximo compensa
Desde o sacrifício até a espiritual alegria!
***
Assim como as amizades, a mediunidade depende de contatos, de envolvimento, de trocas e de interação… Ter consciência mediúnica é assumir seus próprios compromissos, seus estudos e sacrifícios na estrada da imortalidade…
Nesse período de transição em que somos chamados á consciência de responsabilidades individuais e coletivas, o médium enquanto trabalhador da seara espírita, de quem muito será exigido, pois está entre os que muito receberam, tem que se dar muito mais ao trabalho e a caridade moral e instrutiva para com seu próximo, de modo obediente e resignado conforme o Evangelho se nos ensina, pra quem sabe Deus o permita figurar entre os escolhidos para o trabalho de regeneração da sociedade humana…
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Bibliografia
Revista espírita. Dezembro de 1863, p. 0
39 Ver Instrução sobre os possessos de Morzine, Revista Espírita de dezembro de 1862, janeiro, fevereiro, abril e maio de 1863.
Livro dos Médiuns de Allan Kardec
Allan Kardec nos demonstra em as Revistas Espíritas de 1858 e 1863
Herculano Pires em o livro: O Espírito e o Tempo

Ademário da Silva… 31/julho/2011

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Ola Bons amigos
Muita paz

O Estudo mensal que vou compartilhar com vocês, é de suma importância e requer a participação de todos, pois é sempre benéfico para todos.

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