Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Deus na codificação espírita…

 Em um estudo que pretendo fazer de hoje em diante, sobre o Livro e dos Espíritos em meu Blog, pedindo ao Criador de todo universo e aos espíritos amigos que me ajudem e amparem nesta tarefa, que não guarda em si nenhuma pretensão, senão aquela de aprender com o próprio estudo…

 

CAPÍTULO I

DE DEUS

1.  Deus e o infinito.  – 2. Provas da existência de Deus. – 3. Atributos da Divindade. – 4. Panteísmo.

Deus e o infinito

1. Que é Deus?

Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.

***

Início: 20/02/2013

Esta resposta dos espíritos superiores nos demonstra que a identidade Divina não se nos apresenta em nossos olhos humanos, com registro geral (RG) e certidão de nascimento. Quando o estudo da religião se nos afirma que fomos feitos á imagem e semelhança do Pai, não devemos absorver ipis letris a informação, porquanto a imagem do espírito não apresenta um designer corriqueiro, desses que são fáceis de ver nas bancas de jornal e qualquer outro tipo de exposição de fotos e imagens humanas. Por que o espírito é luz, e a luz não tem contorno riscáveis a giz ou grafite. A genética humana em sua diversidade não permite semelhanças entre matéria e espírito.

Ou seja, no que concerne a imagem espiritual da luz, podemos até aceitar e entender a analogia, filhos da luz, só podemos ser luz…

Agora quanto á semelhança á distância e a essência tem a amplitude do infinito… E mesmo quanto á luz há sérias controvérsias, porquanto a nossa luz não se acende com propriedades livres e isentas, tem ainda por muito tempo, uma lua, um sol ou mesmo distante estrela projetando suas luzes que incidem em nossa consciência fazendo brilhar seus efeitos que tem origem fora de nós… Mestres, professores, pais e orientadores pululam em nosso universo mental, acendendo ideias e pensamentos que parecem nossos… Ah! E os tutores espirituais pelos canais da mediunidade semeiam luminosidades sem cobrar direitos autorais, até que aprendamos á pensar por conta e risco sem medo de errar…

E quanto a Inteligência Suprema e Causa Primária, por enquanto devemos procurá-la em seus efeitos, pois não temos mentalidade e moralidade capaz de compreendê-la em seus múltiplos valores… Porque partindo do compreendido para o ainda Incompreensível, as dificuldades de linguagem, interpretação se interpõem ao nosso raciocínio quais barreiras imponderáveis, pois não tem como avaliar emoções e sentimentos pela quantidade e velocidade das pulsações do nosso coração… E os efeitos Divinos em nossas vidas são tantos, que não são prantos, espantos ou templos capazes de nô-lo explicá-los de modo claro e insofismável. Somente o estudo e a vivência das Leis Divinas e Naturais contidas em o Livro dos Espíritos, pode nos desvendar seus princípios, conceitos e intenções…

Se ainda nos é difícil entender dores e sofrimentos como identificar os desejos divinos de modo isento e adulto, lúcido e maduro…

A precisão matemática com que os fenômenos se repetem segundo as necessidades dos planetas, astros e galáxias, demonstra que o parto da vida engendrado por Deus não foi fórceps e nem cesárea, mas com a necessária dilatação de um parto normal e natural. E olha que nos ainda nos detemos ante as dízimas periódicas dos nossos cálculos. A imprecisão ainda é a escória da nossa imperfeição. E pra entender o Criador é preciso mais do que se vê e se vive no plano físico desta vida impermanente. As impressões e sensações que um espírito reencarnado traz do seu passado, sem, no entanto tê-lo explícito na própria consciência objetiva, é alvo de estudo mais acurado sobre as construções de vida engendradas por Deus, pra que nós andássemos pelo tempo sem trairmos a própria personalidade e necessidades espirituais…

Os segredos espirituais que acoplam lenta e gradualmente o perispírito ao óvulo fecundado, sob os lençóis fluídicos da imortalidade, mostram-nos parcela ínfima da Supremacia intelectiva do Pai, conduzindo-nos nas vias da evolução sob a proteção da lei do esquecimento sem alterar o direito espiritual do livre arbítrio…

E tantos outros exemplos poderíamos aqui alinhavar, tentando descobrir o Criador e seus poderes, sua força e bondade, inteligência e misericórdia, o seu amor e luz e principalmente de como o pensamento Divino se nos envolve á cada instante, tenhamos consciência disso ou não.

Mas, pra melhores esclarecimentos sigamos o pensamento do mestre Allan Kardec em sua Revista Espírita de maio de 1869…

 

DEUS ESTÁ POR TODA A PARTE.

Titulo original em francês: * REVUE SPIRITE* * JOURNAL D’ÉTUDES PSYCHOLOGIQUES*

REVISTA ESPÍRITA *JORNAL DE ESTUDOS PSICOLÓGICOS* – PUBLICADA SOB A DIREÇÃO DE * ALLAN KARDEC * – *ANO 9 – MAIO 1866 – Nº. 5* –

 DEUS ESTÁ POR TODA A PARTE.

 

Como Deus tão grande, tão poderoso, tão superior a tudo, pode se imiscuir nos detalhes ínfimos, se preocupar com os menores atos e os menores pensamentos de cada indivíduo? Tal é a questão que se coloca frequentemente. Em seu estado atual de inferioridade, os homens não podem, senão dificilmente, compreender Deus infinito, porque eles mesmos são acanhados e limitados, é porque eles o imaginam acanhado e limitado como eles; imaginam-no como um ser circunscrito, e fazem a si mesmos dele uma imagem à sua imagem. Nossos quadros que o pintam sob os traços humanos não contribuem pouco para manter esse erro no espírito das massas, e que adoram nele a forma mais do que o pensamento. Para a grande maioria é um soberano poderoso, sobre um trono inacessível, perdido na imensidão dos céus, e porque suas faculdades e suas percepções são limitadas, não compreende que Deus possa ou se digne intervir diretamente nas menores coisas. Na impossibilidade em que está o homem para compreender a própria essência da divindade, não pode dele se fazer senão uma ideia aproximada com a ajuda de comparações necessariamente muito imperfeitas, mas que podem, pelo menos, mostrar-lhe a possibilidade daquilo que, à primeira vista, lhe parece impossível. Suponhamos um fluido bastante sutil para penetrar todos os corpos, é evidente que cada molécula desse fluido produzirá sobre cada molécula da matéria com a qual está em contato, uma ação idêntica a que produziria a totalidade do fluido. É o que a química nos mostra a cada passo. Esse fluido, sendo sem /inteligência/, age mecanicamente tão-só pelas forças materiais; mas se supusermos esse fluido dotado de inteligência, de faculdades perceptivas e sensitivas, ele agirá, não mais cegamente, mas com discernimento, com vontade e liberdade; ele verá, ouvirá e sentirá. As propriedades do fluido perispiritual podem disso nos dar uma ideia. Ele não é inteligente por si mesmo, uma vez que é matéria, mas é o veículo do pensamento, das sensações e das percepções do espírito, consequentemente, é da sutileza desse fluido que os Espíritos penetram por toda a parte, desvendam nossos pensamentos, veem e agem à distância; é a esse fluido, chegado a um certo grau de depuração, que os Espíritos superiores devem o dom da ubiquidade; basta um raio do seu pensamento dirigido sobre diversos pontos, para que possam ali manifestar sua presença simultaneamente. A extensão dessa faculdade está subordinada ao grau de elevação e de depuração do Espírito. Mas os Espíritos, por elevados que sejam, são criaturas limitadas em suas faculdades, de seu poder e da extensão de suas percepções não poderiam, sob esse aspecto, se aproximar de Deus; no entanto, eles podem nos servir de ponto de comparação. O que um Espírito não pode cumprir senão num limite restrito, Deus, que é infinito, o cumpre em proporções infinitas. Há ainda esta diferença de que a ação do Espírito é momentânea e subordinada às circunstâncias: a de Deus é permanente; o pensamento do Espírito não abarca senão um tempo e um espaço circunscritos: o de Deus abarca o universo e a eternidade. Em uma palavra, entre os Espíritos e Deus há a distância do finito ao infinito. O fluido perispiritual não é o pensamento do Espírito, mas o agente e o intermediário desse pensamento; como é o fluido que o transmite, dele está de alguma sorte impregnado, e na impossibilidade que estamos de isolar o pensamento, parece não fazer senão um com o fluido, como o som não faz senão um com o ar, de sorte que podemos, por assim dizer, materializá-lo. Do mesmo modo que dizemos que o ar se torna sonoro, poderíamos, tomando o efeito pela causa, dizer que o fluido se torna inteligente. Que seja assim ou não o pensamento de Deus, quer dizer que ele agisse diretamente ou por intermédio de um fluido, para a facilidade de nossa inteligência, nos representemos esse pensamento sob a forma concreta de um fluido inteligente enchendo o universo infinito, penetrando todas as partes da criação: a Natureza inteira está mergulhada no /fluido divino/, tudo está submetido à sua ação inteligente, à sua previdência, à sua solicitude; não há um ser, por ínfimo que seja, que dele não esteja de alguma sorte saturado. Estamos, assim, constantemente em presença da Divindade; não há uma única de nossas ações que possamos subtrair ao seu olhar; nosso pensamento está em contato com o seu pensamento, e é com razão que se diz que Deus lê nas mais profundas dobras de nosso coração; / estamos nele como ele está em nós/, segundo a palavra do Cristo, para estender sua solicitude sobre as menores criaturas, não tem necessidade de mergulhar seu olhar do alto da imensidão, nem deixar /a morada de sua glória/, porque esta morada está por toda a parte; nossas preces, para serem ouvidas por ele, não têm necessidade de transpor o espaço, nem de serem ditas com uma voz retumbante, porque, sem cessar, penetrados por ele, nossos pensamentos repercutem nele. A imagem de um fluido inteligente universal, evidentemente, não é senão uma comparação, mas própria para dar uma ideia mais justa de Deus do que os quadros que o representam sob a figura de um velho com longa barba, coberto com um manto. Não podemos tomar nossos pontos de comparação senão nas coisas que conhecemos; é por isto que se diz todos os dias: O olhar de Deus, a mão de Deus, a voz de Deus, o sopro de Deus, a face de Deus. Na infância da Humanidade, o homem toma suas comparações pela letra; mais tarde, seu espírito, mais apto a agarrar as abstrações, espiritualiza as ideias materiais. A de um fluido universal inteligente, penetrando tudo, como seria o fluido luminoso, o fluido calórico, o fluido elétrico ou qualquer outro, se fossem inteligentes, tem por objeto fazer compreender a possibilidade para Deus de estar em toda a parte, de se ocupar de tudo, de velar sobre um ramo de planta como sobre os mundos. Entre ele e nós a distância está suprimida; compreendemos sua presença, e este pensamento, quando nos dirigimos a ele, aumenta a nossa confiança, porque não podemos mais dizer que Deus está muito longe e é muito grande para se ocupar de nós. Mas este pensamento, tão consolador para o humilde e para o homem de bem, é muito terrificante para o mau e os orgulhosos endurecidos, que esperam subtrair-se a ele por causa da distância, e que, doravante, se sentirão sob o aperto de seu poder. Nada impede de admitir, para o princípio de soberana inteligência, um centro de ação, um foco principal irradiando sem cessar, inundando o universo com seus eflúvios, como o sol com a sua luz. Mas, onde está esse foco? É provável que não esteja mais fixado sobre um ponto determinado quanto não o é a sua ação. Se simples Espíritos têm o dom da ubiquidade, esta faculdade em Deus deve ser sem limites. Deus enchendo o universo, poder-se-ia admitir, a título de hipótese, que esse foco não tem necessidade de se transportar, e que ele /se forma/ sobre todos os pontos onde a sua soberana vontade julga a propósito se produzir, de onde poder-se-ia dizer que ele está por toda a parte e em nenhuma parte. Diante desses problemas insondáveis, nossa razão deve se humilhar. Deus existe: disto não poderíamos duvidar; ele é infinitamente justo e bom: é sua essência; sua solicitude se estende a tudo: nós o compreendemos agora; sem cessar em contato com ele, podemos orar com a certeza de ser ouvido por ele; não pode querer senão o nosso bem, é porque devemos ter confiança nele. Eis o essencial; para o restante esperemos que sejamos dignos para compreendê-lo.

 

***

Postado por Ademário da Silva…

 

22 de fevereiro de 2013.

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