Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Todos os tempos!

Final de Ano!

O calendário humano já respira por aparelhos na UTI do já vivido.

Velhas promessas se repetem nas velhas condutas.

Fogos de artifícios e efeitos etílicos saudando as velhas ilusões!

Esperanças e tentativas no prisma da inércia e a pressa devorando o tempo

O relógio da matriz quase cicatriza o medo de que o inesperado se manifeste

A multidão caminha solitária com os olhos grudados nas vitrines

É mesmo como se uma surpresa saltasse dos corações e se materializasse num designer ininteligível ou inexplicável, talvez até indecifrável…

E os ponteiros somam minutos e segundos configurando teoricamente os dias e noites que devem ser riscados das páginas do tempo.

Comidas, odores e brilhos, filhos de antigas mesmices invadem as cabeças e os corações…

Um momento que deveria ser reflexivo confecciona o estresse, a ansiedade e também a insensibilidade…

O balanço final indica que entre perdas e danos, os planos devem ser mudados urgentemente…

Promessas que não mudam destinos e nem status, são na verdade ainda o extrato de crendices e rituais, e o interior da alma continua o mesmo, andando á esmo em busca de si.

O ponteiro avança insinuando que o calendário muda e as pessoas querem viver o último segundo, como se terminassem tarefas e planos, como se o calendário dissesse não apenas que agora é outro ano, mas que é outro tempo á requerer um novo modo de viver, de fazer, se relacionar, sentir e amar…

Como se houvesse um modo mais sutil de compreender e perdoar; que se pudesse cumprir o mandamento maior que ensinou o Mestre: “Ama ao teu próximo com á ti mesmo e ao Criador acima de suas próprias imperfeições”.  Sem reticências, vírgulas ou ponto final…

Acredita-se, sub-repticiamente que há uma luz mágica que á tudo transforma, reforma e restaura sem que o menor esforço seja exigido á qualquer um; como se Deus distribuísse prêmios inúteis á criaturas estáticas…

Na verdade somos nós que passamos por esse tempo que continua o mesmo na pauta das necessidades nossas de cada reencarnação. A evolução da arquitetura, do paisagismo, da cultura e da arte não altera a inflexibilidade do tempo; facilita os nossos passos ao seu redor…

As mulheres (graças á Deus!) continuam á preparar pessoas em seus ventres de amor e de luz…

Os homens continuam ambiciosos e sonhadores; ainda querem dominar o mundo, como se pudessem brincar de Deus…

A tecnologia deu velocidade á pressa e a pressa traçou caminhos nos labirintos da ansiedade, mas o tempo continua em seus passos, sem pressa, apenas fluindo, gota á gota a oportunidade que Deus esparge em nossas vidas…

Os calendários já somam tantos na esteira das nossas reencarnações, já foram alterados pelos ‘poderosos’ imperiais, que nem sabem a data do nascimento do Mestre Jesus.

O tempo pra nós ainda circula segundo nossas dores, cicatrizes das nossas imperfeições e mesmo assim já houve alguma evolução espiritual…

O tempo é o nosso juiz, revela nossos passos, nossas fotos e molduras na história das nossas vidas e com certeza não mora nos calendários humanos…

O tempo é na verdade a paciência Divina á esperar seus filhos vestidos com a toga da evolução, desenhados pela luz e decorados pelo amor vivenciado, principalmente pelo próximo…

Séculos recolhidos pelo tempo revelam o retrato da humanidade. Períodos antigos, medievais, modernos e pós modernos e as nossas dores são as mesmas,…

A fé titubeia nos passos da esperança por que o estudo é frágil… E a atitude é débil…

A religião não demonstrou ainda a religiosidade que devemos alcançar;… Assim como relacionar com os espíritos é confundido com a possibilidade de educação da própria espiritualidade…

E o tempo á tudo assiste, impassível e perplexo, os nossos passos incertos e medronhos, os nossos sonhos inadiáveis entregues ás mãos de Deus, como se Ele tivesse obrigação de fazer a nossa lição de casa…

Ele, o Criador, já nos Deus tudo, corpo, cérebro, membros superiores e inferiores, um conjunto de órgãos, olhos pra ver e mãos pra tocar e células trabalhadoras que sustentam nossa vida de passagem por esse mundão bonito e gostoso de viver.

Prestemos atenção às lições do tempo. Ele passa sem exigências descabidas, mas registra as nossas imagens pela vida…

A primeira infância é um primeiro preparo de liberdade depois de saídos do ventre da mulher gentil e adorável que chamamos : Mamãe!!!

A puberdade e a adolescência insinuam confusa liberdade em curso de afirmação espiritual e psicológica nos passos da individualidade…

E o tempo está ali, como cantou o Caetano Veloso: “Brincando ao redor do nosso destino”!

E chega a maturidade á brindar o nosso esforço nos processos de aprendizados legados pelos nossos pais e professores na escola da vida…

E o tempo sorrindo conosco na formação do nosso caráter e do nosso coração, incendiando nossa consciência da luz das nossas experiências existenciais…

Todos somos dependentes do tempo… Filhos dos seus laços pelos braços de Deus, adotados por Jesus quando semeou sua luz por esse mundo.

Agradeçamos ao Tempo, mas não nos prendamos em calendários, afinal somos imortais…

Não nos detenhamos nas dores e sofrimentos, nas decepções e frustrações, mas agradeçamos ao Pai Todo Bondoso ter criado o Tempo qual passarela da nossa evolução!

***

Ademário da Silva */*/*/* = 30/dezembro/2012…

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