Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Meu filho amado...

Uma afinidade em construção pelos vãos da imortalidade…

Vida minha amiga Vida!

Salve a vida e também o tempo

Salve a luz e a amizade

Salve os corações incrustados na mesma afinidade

Salve a mãe mediunidade e toda imortalidade!

Salve você Vida e amiga dos tempos já vividos e de agora como egrégora da eternidade.

Saiba que já não é como já não foi e também jamais será possível  te esquecer, pois que, qual tatuagem desenhada sob o calor do amor e da amizade no meu coração, tens a qualidade do giz que não se apaga e da raiz que quanto mais o tempo passa mais se aprofunda nas terras férteis da afinidade, que qual oásis, se mantém viva á despeito das areias escaldantes no entorno existencial…  

Eu estou numa transversal do tempo, assim como um garimpeiro surpreendido pela bateia em desgaste, que verifica que a mina, outrora abundante, mais parece um retrato cinzento das explorações febris e ambiciosas das medidas impermanentes…

***

Trago no momento a brasa das provações avermelhada pelos ventos das injunções do destino. Minha coluna enquanto alicerce das minhas andanças, ameaça-me os passos, que ora tem que ser mais cautelosos que a injunção da idade, á medir o espaço e a constatar solidez, para que o avanço não se prejudique pela impaciência ou a desarmonia…

O cadinho do destino se afunila e me põe mais próximo ás brasas das provações… Pensador e teimoso, não mais questiono, apenas ouço o silencio do universo qual rima que não encontra o seu eco, na concordância da impermanência… Sonho ainda como um celerado preso nas masmorras da impotência espiritual, posto que ninguém manipula impunemente os  corações e a consciência, sem que responda por seus efeitos diretamente das suas causas.

E assim como garimpeiro mergulhado no próprio interior, escavacando lascas de pedras semipreciosas, ou seja, meios valores, desgastados ainda pela fantasia de quem procura nos chãos a riqueza que mora nos céus… No caleidoscópio do tempo as conjunções parecem não combinar com o imaginado; peças outrora tão parecidas têm desgastadas suas linhas de congruência, seus ângulos complementares esqueceram a hipotenusa na equação das ilusões, fazendo ferver o destino num caldeirão que me parece não ter fundo.

***

Talvez, minha amiga, se fora um astrólogo, estivesse vendo linhas do ontem, perdidas numa manhã cinzenta, mas como a realidade da impermanência, não me deixa tempo á divagações, ouço uma canção dentro da própria alma, vazada em versos populares:

“Quando eu canto, é para aliviar meu pranto,

E o canto de quem tanto sofreu

Quando eu canto

Estou ouvindo a voz de um santo

Estou ajoelhando aos pés de Deus”  (João Nogueira)

Assim minha amiga: O tempo do coração não combina com o relógio da catedral; o mal, alucinado e de cabelos desgrenhados de braços dados com a sombra, zomba da paciência, por que doente em si mesmo, mas sai pelas ruas do destino semeando dor e sofrimento num momento de desaviso, sequestra o menino iludido nos desvãos da fantasia, e a vida parece agonia numa noite que se descasou com o dia…

O coração rasgado em cicatrizes que o tempo não sutura, por imperícia e desalento se me afigura um templo em ruínas, numa esquina da imortalidade, onde tantos saciam desejos, mas não enraízam vontades, e a verdade qual tempestade em aparente desgoverno ainda não tem termo de cessar…

Não minha amiga,… Não pense que reclamo ou clamo por soluções imediatistas;… “Vi a morte sem chorar/ E a morte e o destino  estavam fora de lugar/Eu vivo pra consertar!”… Outra vez a canção popular guiando-me os sentidos… Sei que talvez não entendas o meu protesto, mas há coisas na vida que só á Deus se confessa… A pressa e a lentidão perderam o juízo nos passos do tempo… O momento é de pura expiação…

***

Um bisturi de luz rasga as imperfeições da sombra e como num parto fórceps a dor vigia a vida como uma sentinela em feridas, pedindo ao Criador, talvez o impossível no momento, mas talvez também o renascimento de um amor que se atrofia nas garras do desequilíbrio, e então me agarro ás vibrações constantes no silêncio da minha vontade…

Sei que minha conversa parece um testamento, peço á Deus que me permita rasgá-la num encontro com novas alegrias, posto que a tristeza é apenas seriedade e reflexão, a oração não me responde, não por ser muda ou mesmo surda, apenas então somente por que as decisões embora sempre divinas, sejam lavradas pelo jugo leve e suave que o Mestre ensinou, e aí o acatamento se faz determinação dolorosa e silente nas pautas do destino…

Meu menino, ouro de quilate ainda imprevisto, mas gosto do meu coração atrevido que sempre acredita, desce a ladeira da desdita como quem desfila num carrossel de ilusões e fantasias… No final desse caminho encontra-se um divino pergaminho… Julgar ou condenar, á quem compete num mundo de provas e expiações… Que justiça humana é capaz de resolver os dramas de almas imortais…

***

Fica um gosto amargo de luz sem sabor por imprópria no momento… Frases indefinidas, concordâncias esquecidas, tipo em vez de reza uma praga que chaga o raciocínio e silencia um coração atormentado, que se fiou em frágeis cipós e não teve oportunidades, ou melhor, não as aproveitou pra reforçar os nós…

Talvez não se desfaça os laços e a praça familiar amanheça em festa, mas é apenas uma fresta ameaçada por estranhas sombras… A consciência ás vezes é faca de muitos gumes em mãos inábeis, mas sedentas de estranhas experiências, sendo elaborada na forja do egoísmo e do orgulho, então o chão fica cheio de pedregulhos dificultando o caminhar…

Poetas, escritores e filósofos se enroscam ainda nos ossos do tempo, mas as leis divinas e naturais explicam-nos, assim como aos ancestrais caminhos e posturas… Na clausura das reencarnações, sob os efeitos de causas e consequências, segue a alma o seu caminho, escondida nas conchas de si mesma ou andarilhando nos vagalhões da ilusão…

***

Pensadores espiritistas traçaram a rota das expiações e provas no capítulo da escala espírita, localizando-nos a dor e o sofrimento nos moldes da condição moral que nos engalana a alma ou deforma-nos a imagem em face das leis naturais, consoante nossa própria conduta…

Um filho é alma antiga que visita-nos o tempo em busca de si mesmo e de parceria emocional pra seguir seu caminho, mas como alertou Chico Xavier: “ Somos livres para decidirmos sobre nossos atos, embora nos tornemos escravos de suas consequências.”

Eis o que nos faz felizes ou desditosos neste tempo impermanente da reencarnação…

***

Ademário da Silva… Seu pai em muitas vidas pense nisso onde estiveres…

16/julho/2012

 

 

 

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Comentários em: "Vibrações necesssárias…" (1)

  1. ademario disse:

    Meu filho,…

    A tempestade já passou,
    Não espere o vento voltar,
    O mesmo pé que dança um samba trilha o caminho de volta
    O caminho que leva é o mesmo que traz
    Deus acende estrelas na noite pra iluminar nossos passos
    E quando o dia amanhece a prece é o compasso
    Quem acredita em Jesus, não teme as sombras,
    Mas também não desafia.
    Sabe andar dentro da noite,
    Mas tem preferência pelo dia…
    Volte que sua família te ama e quer te abraçar de novo,
    Apoiar-te e te ajudar a reencaminhar seu destino,
    Nós queremos fazer parte dessa sua vitória!
    Nossa casa, coração e almas estão abertos pra você!
    ***
    O pai pede á Deus e a Jesus todos os dias por sua volta!!!

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