Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

BEM-AVENTURADOS OS QUE SÃO BRANDOS E PACÍFICOS

Injúrias e violências. –

Instruções dos Espíritos:

A afabilidade e a doçura. –

A paciência. –

Obediência e resignação.

 A cólera. 

Injúrias e violências 

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1. Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra. (S. MATEUS, cap. V, v. 4.)

2. Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. (Id., v. 9.)

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INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS

A afabilidade e a doçura

6. A benevolência para com os seus semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que lhe são as formas de manifestar-se. Entretanto, nem sempre há que fiar nas aparências. A educação e a frequentação do mundo podem dar ao homem o verniz dessas qualidades. Quantos há cuja fingida bonomia não passa de máscara para o exterior, de uma roupagem cujo talhe primoroso dissimula as deformidades interiores! O mundo está cheio dessas criaturas que têm nos lábios o sorriso e no coração o veneno; que são brandas, desde que nada as agaste, mas que mordem à menor contrariedade; cuja língua, de ouro quando falam pela frente, se muda em dardo peçonhento, quando estão por detrás.

A essa classe também pertencem esses homens, de exterior benigno, que, tiranos domésticos, fazem que suas famílias e seus subordinados lhes sofram o peso do orgulho e do despotismo, como a quererem desforrar-se do constrangimento que, fora de casa, se impõem a si mesmos. Não se atrevendo a usar de autoridade para com os estranhos, que os chamariam à ordem, acham que pelo menos devem fazer-se temidos daqueles que lhes não podem resistir.

Envaidecem-se de poderem dizer: “Aqui mando e sou obedecido”, sem lhes ocorrer que poderiam acrescentar: “E sou detestado.” Não basta que dos lábios manem leite e mel. Se o coração de modo algum lhes está associado, só há hipocrisia. Aquele cuja afabilidade e doçura não são fingidas nunca se desmente: é o mesmo, tanto em sociedade, como na intimidade. Esse, ao demais, sabe que se, pelas aparências, se consegue enganar os homens, a Deus ninguém engana. – Lázaro. (Paris, 1861.)

A paciência

7. A dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos; não vos aflijais, pois, quando sofrerdes; antes, bendizei de Deus onipotente que, pela dor, neste mundo, vos marcou para a glória no céu.

Sede pacientes. A paciência também é uma caridade e deveis praticar a lei de caridade ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil de todas. Outra há, porém, muito mais penosa e, conseguintemente, muito mais meritória: a de perdoarmos aos que Deus colocou em nosso caminho para serem instrumentos do nosso sofrer e para nos porem à prova a paciência.

A vida é difícil, bem o sei. Compõe-se de mil nadas, que são outras tantas picadas de alfinetes, mas que acabam por ferir. Se, porém, atentarmos nos deveres que nos são impostos, nas consolações e compensações que, por outro lado, recebemos, havemos de reconhecer que são as bênçãos muito mais numerosas do que as dores. O fardo parece menos pesado, quando se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a fronte.

Coragem, amigos! Tendes no Cristo o vosso modelo. Mais sofreu ele do que qualquer de vós e nada tinha de que se penitenciar, ao passo que vós tendes de expiar o vosso passado e de vos fortalecer para o futuro. Sede, pois, pacientes, sede cristãos. Essa palavra resume tudo. – Um Espírito amigo. (Havre, 1862.)

Obediência e resignação

8. A doutrina de Jesus ensina, em todos os seus pontos, a obediência e a resignação, duas virtudes companheiras da doçura e muito ativas, se bem os homens erradamente as confundam com a negação do sentimento e da vontade. A obediência é o consentimento da razão; a resignação é o consentimento do coração, forças ativas ambas, porquanto carregam o fardo das provações que a revolta insensata deixa cair. O pusilânime não pode ser resignado, do mesmo modo que o orgulhoso e o egoísta não podem ser obedientes. Jesus foi a encarnação dessas virtudes que a antiguidade material desprezava. Ele veio no momento em que a sociedade romana perecia nos desfalecimentos da corrupção. Veio fazer que, no seio da Humanidade deprimida, brilhassem os triunfos do sacrifico e da renúncia carnal.

Cada época é marcada, assim, com o cunho da virtude ou do vício que a tem de salvar ou perder. A virtude da vossa geração é a atividade intelectual; seu vicio é a indiferença moral. Digo, apenas, atividade, porque o gênio se eleva de repente e descobre, por si só, horizontes que a multidão somente mais tarde verá, enquanto que a atividade é a reunião dos esforços de todos para atingir um fim menos brilhante, mas que prova a elevação intelectual de uma época. Submetei-vos à impulsão que vimos dar aos vossos espíritos; obedecei à grande lei do progresso, que é a palavra da vossa geração. Ai do espírito preguiçoso, ai daquele que cerra o seu entendimento! Ai dele! Porquanto nós, que somos os guias da Humanidade em marcha, lhe aplicaremos o látego e lhe submeteremos a vontade rebelde, por meio da dupla ação do freio e da espora. Toda resistência orgulhosa terá de, cedo ou tarde, ser vencida. Bem-aventurados, no entanto, os que são brandos, pois prestarão dócil ouvido aos ensinos. -Lázaro. (Paris, 1863.)

 

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“A obediência é o consentimento da razão; a resignação é o consentimento do coração, forças ativas ambas, porquanto carregam o fardo das provações que a revolta insensata deixa cair”.

 

Minhas palavras no pincel…

 

“Bem aventurados os mansos e pacíficos, pois que possuirão á Terra”. (S. MATEUS, cap. V, v. 4.)

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Possuir a Terra não é se afundar nos mares de lama e sombra do materialismo insistente… Não é manter a postura ilusória de pseudo vítimas do sistema econômico, filosófico e religioso desgastado pelos desmandos e toda gama de desvarios e insanidades com que o poder transitório ainda ilude os desavisados…

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Possuir a Terra é tirá-la das garras das sombras da ambição desmedida que gera a violência e a miséria… (vide Obras Póstumas – Aristocracia moral)

 É compreender que a ‘obediência’ só humilha quem não compreende as razões do Criador, ou seja, aquele que pensa ainda com os falsos valores do orgulho e da vaidade…

Compreender com o consentimento da razão é raciocinar pelos prismas da fé e da economia existencial. É saber que quando o supérfluo de uns sustenta a vida de outros, o amor está mudo, a fraternidade esclerosada e distribuição dos bens deste mundo, sobre os quais ninguém tem propriedade, passa muito longe da igualdade e da solidariedade…

É pensar e viver com os olhos e a consciência nos efeitos das leis divinas e naturais, entre elas, á que se mostra no lastro das correções necessárias é a reencarnação que ordena e reordena as nossas necessidades evolutivas, á revelia de nossas tendências e arbítrios…

 

Resignar-se ante a Vontade do Criador é a sábia atitude de quem já pensa com amor, ou seja, ama com o pensamento e pensa com o coração…

Aquele que traz o coração marcado pelas cicatrizes do tempo consegue compreender a dor do próximo, com a grandeza de alma consciente de suas obrigações morais e espirituais na seara da imortalidade…

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Sabemos desde há muito tempo que o pensamento é uma força, segundo o próprio ensinamento do Mestre Jesus: “O Espírito sopra onde quer”.; e sendo assim podemos compreender com maior profundidade que o amor é realmente uma alavanca que tudo pode modificar e transformar segundo essa compreensão…

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O Evangelho segundo o Espiritismo nos dá todos os instrumentos de transformações compatíveis com uma nova era existencial…

 

A obediência que nos permite compreender a hierarquia evolutiva sem que permitamos que o orgulho e a vaidade sejam os entraves peculiares ao egoísmo, ainda em pauta nos nossos relacionamentos…

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A resignação que nos dá a medida real do nosso valor espiritual ante o infinito e a imortalidade, sem as maquiagens ilusórias do personalismo deseducado, pela ausência do amor ao próximo e a si mesmo como asseverou Jesus…

 

E temos ainda a afabilidade e a doçura enquanto característica de quem ama sem cobranças, de quem afaga sem preconceitos, de quem fala instruindo e respeita a condição do próximo…

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E como corolário destas tendências amoráveis encontramos a paciência como valor de quem compreende o tempo sem perder o passo evolutivo nos caminhos da vida…

Assim como a mãe que ama o filho deficiente ou criminoso, por sabê-lo espírito imortal preso ás mãos lodacentas das sombras transitórias da rebeldia ou das provações necessárias…

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Assim, são estas ferramentas, que usadas em favor do próximo, das comunidades, das cidades, dos países que nos permitirão possuir a Terra enquanto mundo de regeneração…

 

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Ademário da Silva

 

Que Deus nos abençoe á todos nesta tarefa de auto descobrimento espiritual…

 

1º de março de 2012

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