Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

O pensamento e as pessoas  e também a mediunidade…

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Sem noção de responsabilidade, sem devoção à prática do bem, sem amor ao estudo e sem esforço perseverante em nosso próprio burilamento moral, é impraticável a peregrinação libertadora para os Cimos da Vida.

André Luis é bastante claro para que nos alon­guemos em qualquer consideração.

Cada médium com a sua mente.

Cada mente com os seus raios, personalizando observações e Interpretações.

E, conforme os raios que arremessamos, er­guer-se-nos-á o domicilio espiritual na onda de pen­samentos a que nossas almas se afeiçoam.

Isso, em boa síntese, equivale ainda a repetir com Jesus:

—  A cada qual segundo suas obras.

EMMANUEL

Pedro Leopoldo, 3 de outubro de 1954.

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Francisco C. Xavier

(André Luiz)

Nos Domínios da Mediunidade

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Para começar, convidou-nos a ouvir um amigo que falaria sobre mediunidade a pequeno grupo de aprendizes encarnados e desencarnados, e em cuja palavra reconhecia oportunidade e valor.

Não nos fizemos de rogados ante a obsequiosa lembrança.

E, porque não havia tempo a perder, segui­mo-lo, prestamente.

Em vasto recinto do Ministério das Comuni­cações, fomos apresentados ao Instrutor Albério, que se dispunha a iniciar a palestra.

Tomamos lugar entre as dezenas de compa­nheiros que o seguiam, atentos, em muda expectação.

Como tantos outros orientadores que eu co­nhecia, Albério assomou à tribuna, sem cerimônia, qual se nos fora simples irmão, conversando co­nosco em tom fraternal.

— Meus amigos — falou, com segurança —, dando continuidade aos nossos estudos anteriores, precisamos considerar que a mente permanece na base de todos os fenômenos mediúnicos.

Não ignoramos que o Universo, a estender-se no Infinito, por milhões e milhões de sóis, é a ex­teriorização do Pensamento Divino, de cuja essên­cia partilhamos, em nossa condição de raios cons­cientes da Eterna Sabedoria, dentro do limite de nossa evolução espiritual.

Da superestrutura dos astros à infra-estrutura subatômica, tudo está mergulhado na substância viva da Mente de Deus, como os peixes e as plan­tas da água estão contidos no oceano imenso.

Filhos do Criador, d’Ele herdamos a faculdade de criar e desenvolver, nutrir e transformar.

Naturalmente circunscritos nas dimensões con­ceptuais em que nos encontramos, embora na in­significância de nossa posição comparada à glória dos Espíritos que já atingiram a angelitude, pode­mos arrojar de nós a energia atuante do próprio pensamento, estabelecendo, em torno de nossa in­dividualidade, o ambiente psíquico que nos é par­ticular.

Cada mundo possui o campo de tensão electro­magnética que lhe é próprio, no teor de força gravítica em que se equilibra, e cada alma se en­volve no circulo de forças vivas que lhe transpiram do «hálito» mental, na esfera de criaturas a que se imana, em obediência às suas necessidades de ajuste ou crescimento para a imortalidade.

Cada planeta revoluciona na órbita que lhe éassinalada pelas leis do equilíbrio, sem ultrapassar as linhas de gravitação que lhe dizem respeito, e cada consciência evolve no grupo espiritual a cuja movimentação se subordina.

Somos, pois, vastíssimo conjunto de Inteligên­cias, sintonizadas no mesmo padrão vibratório de percepção, integrando um Todo, constituído de al­guns bilhões de seres, que formam por assim dizer a Humanidade Terrestre.

Compondo, assim, apenas humilde família, no infinito concerto da vida cósmica, em que cada mundo guarda somente determinada família da Humanidade Universal, conhecemos, por enquanto, simplesmente as expressões da vida que nos fala mais de perto, limitados ao degrau de conhecimen­to que já escalamos.

Dependendo dos nossos semelhantes, em nossa trajetória para a vanguarda evolutiva, à maneira dos mundos que se deslocam no Espaço, influen­ciados pelos astros que os cercam, agimos e rea­gimos uns sobre os outros, através da energia mental em que nos renovamos constantemente, criando, alimentando e destruindo formas e situações, paisagens e coisas, na estruturação dos nos­sos destinos.

Nossa mente é, dessarte, um núcleo de forças inteligentes, gerando plasma sutil que, a exterio­rizar-se incessantemente de nós, oferece recursos de objetividade às figuras de nossa imaginação, sob o comando de nossos próprios desígnios.

A idéia é um “ser” organizado por nosso es­pírito, a que o pensamento dá forma e ao qual a vontade imprime movimento e direção.

Do conjunto de nossas idéias resulta a nossa própria existência.

O orador fez pequeno intervalo que ninguém ousou interromper e prosseguiu comentando:

— Segundo é fácil de concluir, todos os seres vivos respiram na onda de psiquismo dinâmico que lhes é peculiar, dentro das dimensões que lhes são características ou na freqüência que lhes é própria. Esse psiquismo independe dos centros nervosos, de vez que, fluindo da mente, é ele que condiciona todos os fenômenos da vida orgânica em si mesma.

Examinando, pois, os valores anímicos como faculdades de comunicação entre os Espíritos, qual­quer que seja o plano em que se encontrem, não podemos perder de vista o mundo mental do agen­te e do recipiente, porqüanto, em qualquer posição mediúnica, a inteligência receptiva está sujeita às possibilidades e à coloração dos pensamentos em que vive, e a inteligência emissora jaz submetida aos limites e às interpretações dos pensamentos que é capaz de produzir.

Um hotentote desencarnado, em se comuni­cando com um sábio terrestre, ainda jungido ao envoltório físico, não lhe poderá oferecer noticias outras, além dos assuntos triviais em que se lhe desdobraram no mundo as experiências primitivis­tas, e um sábio, sem o indumento carnal, entrando em relação com o hotentote, ainda colado ao seu “habitat” africano, não conseguirá facultar-lhe co­operação imediata, senão no trabalho embrionário em que se lhe encravam os interesses mentais, como sejam o auxilio a um rebanho bovino ou a cura de males do corpo denso. Por isso mesmo, o ho­tentote não se sentiria feliz na companhia do sábio e o sábio, a seu turno, não se demoraria com o hotentote, por falta desse alimento quase imponderável a que podemos chamar vibrações com­pensadas.

É da Lei, que nossas maiores alegrias sejam recolhidas ao contacto daqueles que, em nos com­preendendo, permutam conosco valores mentais de qualidades idênticas aos nossos, assim como as árvores oferecem maior coeficiente de produção se colocadas entre companheiras da mesma espécie, com as quais trocam seus princípios germinativos.

Em mediunidade, portanto, não podemos olvi­dar o problema da sintonia.

Atraímos os Espíritos que se afinam conosco, tanto quanto somos por eles atraidos; e se é ver­dade que cada um de nós somente pode dar con­forme o que tem, é indiscutível que cada um recebe de acordo com aquilo que dá.

Achando-se a mente na base de todas as ma­nifestações mediúnicas, quaisquer que sejam os característicos em que se expressem, é imprescin­dível enriquecer o pensamento, incorporando-lhe os tesouros morais e culturais, os únicos que nos pos­sibilitam fixar a luz que jorra para nós, das Esfe­ras Mais Altas, através dos gênios da sabedoria e do amor que supervisionam nossas experiências.

Procederam acertadamente aqueles que com­pararam nosso mundo mental a um espelho.

Refletimos as imagens que nos cercam e arre­messamos na direção dos outros as imagens que criamos.

E, como não podemos fugir ao imperativo da atração, somente retrataremos a claridade e a beleza, se instalarmos a beleza e a claridade no espelho de nossa vida íntima.

Os reflexos mentais, segundo a sua natureza, favorecem-nos a estagnação ou nos impulsionam a jornada para a frente, porque cada criatura hu­mana vive no céu ou no inferno que edificou para si mesma, nas reentrâncias do coração e da cons­ciência, independentemente do corpo físico, porque, observando a vida em sua essência de eternidade gloriosa, a morte vale apenas como transição entre dois tipos da mesma experiência, no “hoje impe­recível”.

Vemos a mediunidade em todos os tempos e em todos os lugares da massa humana.

Missões santificantes e guerras destruidoras, tarefas nobres e obsessões pérfidas, guardam origem nos reflexos da mente individual ou coletiva, combinados com as forças sublimadas ou degra­dantes dos pensamentos de que se nutrem.

Saibamos, assim, cultivar a educação, aprimo­rando-nos cada dia.

Médiuns somos todos nós, nas linhas de ati­vidade em que nos situamos.

A força psíquica, nesse ou naquele teor de expressão, é peculiar a todos os seres, mas não existe aperfeiçoamento mediúnico sem acrisolamen­to da individualidade.

É contraproducente intensificar a movimenta­ção da energia sem disciplinar-lhe os impulsos.

É perigoso possuir sem saber usar.

O espelho sepultado na lama não reflete o esplendor do Sol.

O lago agitado não retrata a imagem da es­trela que jas no infinito.

Elevemos nosso padrão de conhecimento pelo estudo bem conduzido e apuremos a qualidade de nossa emoção pelo exercício constante das virtudes superiores, se nos propomos recolher a mensagem das Grandes Almas.

Mediunidade não basta só por si.

       É imprescindível saber que tipo de onda men­tal assimilamos para conhecer da qualidade de nosso trabalho e ajuizar de nossa direção.

 

***

Palavras…

 

O pensamento é qual semente de luz incrustada nos escaninhos da consciência, demarcando a individualidade, a personalidade, a moralidade, a espiritualidade própria de cada ser imortal, onde quer que ele se manifeste, ou seja, na impermanência da matéria que rege a vida humana em mundos de provas e expiações tal como o planeta Terra, ou vivendo nas dimensões da matéria sutil, transitórios ou evolutidos adstritos aos sistemas solares em que estadiam por benevolência da ordem evolutiva…

Simples e ignorantes surgimos no cenário da vida empunhando a misericórdia do Pai e Criador como oportunidade milenar de crescimento, tendo como estrada de aprendizado a imortalidade e as reencarnações…

Nesta condição tudo em nós é latência

 O pensamento e a consciência

A virtude e a inocência

Recursos e talentos

A estrada do tempo vai revelar

As experiências terão como mestres

A dor, o sofrimento e as conquistas

***

A vida, o caminho e a verdade

Extratos da luz, do Pai a vontade…

 

É imprescindível saber que tipo de onda men­tal assimilamos para conhecer da qualidade de nosso trabalho e ajuizar de nossa direção.

 

O tempo será sempre o reflexo da luz no conta-gotas da vontade, da determinação, do esforço e do sacrifício, nos mecanismos de buscas em que nos envolvemos nas pautas do relacionamento, da caridade, do trabalho e do estudo, aplicados em nós mesmos, quais buris de lapidação na construção evolutiva em que nos achamos, seguindo o ensinamento do Mestre: “Vá e não peques mais.”

Outro Mestre de tão magnânima importa alertou: “Espíritas amai-vos, eis o primeiro ensino; “Instruí-vos” eis o segundo…

 

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Naturalmente circunscritos nas dimensões con­ceptuais em que nos encontramos, embora na in­significância de nossa posição comparada à glória dos Espíritos que já atingiram a angelitude, pode­mos arrojar de nós a energia atuante do próprio pensamento, estabelecendo, em torno de nossa in­dividualidade, o ambiente psíquico que nos é par­ticular.

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O pensamento é a identidade de cada um na razão e na emoção com que se ajusta na vida, no tempo e no espaço…

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Enquanto egoísta gera miséria e abandono

Pelo orgulho tem a prepotência por irmã

Se vaidoso lastima a simplicidade

Ao se arvorar superior sem a devida conquista tem o preconceito por pista de seus desagravos e discriminações…

Mas, quando compreensivo é antídoto contra a inimizade

Se amorável, emana silente o perdão enquanto impulso do coração atento…

Assim o pensamento é o próprio gesto do espírito que materializa suas vontades e ambições no seio do ambiente em que se manifeste.

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Nas relações humanas, amoráveis, afetivas, amistosas ou odientas se faz placenta á cultivar paz ou guerra, na esfera de contato e sensação, assim como na psicosfera da consciência é percepção moral de obrigações e responsabilidade, nas linhas da verdade que o amor constrói…

O pensamento é o impulso sutil da vontade que se realiza, nos gestos, nas agressões, nos abraços, no distanciamento e no perdão…

É pensando que semeamos e semeando sentimos; vibrações em permutas constantes se faz a ponte entre a dor e a prova ou horizonte que nos leva á luz dos ambientes celestes…

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Depende da prece, mas também do impulso

Se faz palavra de resignação e recato

Emanando o perfume dos amores de fato

O pensamento é pessoa desenhando o próprio ato!

O pensamento imagina, idealiza, raciocina e transmita

A pessoa aceita, acomoda, assimila e dissemina e realiza

A mediunidade é a conjunção sensitiva entre o pensamento, pessoa encarnada e o espírito livre

O médium pensa e o espírito configura

A afinidade fluídica ou moral é o circuito da comunicação

Falar, pensar e agir

Influenciar, aceitar e decidir

Eis os caminhos da relação!

T***

Ademário da Silva +=+= 06/11/2011

 

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