Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Dor, bendita dor,…

Força intrínseca e silenciosa das mudanças e das transformações que o progresso exige…
Sem ti a evolução seria tardia, a liberdade chegaria atrasada no encontro com a luz e a verdade andaria sem rumo nos caminhos da desilusão, posto que a vaidade se faria com mais força na conduta humana…

Dor amiga e erosiva, cativa das minhas teimosias, cirurgia anímica á trazer de volta a saúde moral e espiritual… Sem você Dor, o amor seria um conto duendificado pelas fantasias dos homens desatentos, tu és o unguento depositado sobre as chagas da minha ilusão, do meu orgulho e egoísmo, qual atadura torniquete, lembrete constante dos meus desvarios…

Sei que a Harmonia e o Equilíbrio não requerem seus serviços, mas á desserviço de mim mesmo, te evoco á esmo em cada em cada pretensão, em cada vacilo, filho que me fiz da incongruência e da negligência, sinto-te em minhas entranhas como se de mim fizesses parte qual espada de Dâmocles a vigiar meus passos trôpegos nos descaminhos que sempre me obrigaram á mudar os rumos de condutas e atitudes, até alcançar a plenitude e te agradecer oh! Dor, por teres feito em chagas meu desvalor, higienizando a cripta da minha consciência.

E ao descobrir-te Dor, amiga e humilde e sempre presente, mensagem silenciosa orientada por Jesus á evocar-nos para os caminhos da Luz que Dele emana em profusas cachoeiras, fluídicas e misericordiosas, cicatrizando-nos o coração atormentado e desvalido, compreendi teu destino, tuas intenções e propósitos, o teu valor ainda inaceito por nós humanos lotados num mundo de provas e expiações, e hoje em alta velocidade transitiva que nos levara á regeneração…

Ao perceber a profundidade do teu compromisso e a grandeza da tua missão, chorei qual aluno repetente que num átimo de lucidez entende o trabalho do Mestre, mesmo sabendo agora do tempo que deixou esvair-se pelos desvãos da preguiça e da omissão…

Mesmo sabendo, Dor, que afoguei oportunidades tantas vezes nas sombras da revolta insana e infundada, que sempre o será… Mesmo ciente Dor, que o medo seria companheiro obsessivo da minha covardia e omissão e ainda traria o desequilíbrio e o questionamento inútil pra fazerem parceria nas minhas inseguranças, mesmo assim abriguei-os na esfera da inércia espiritual…

Olhando-te Dor, agora com os olhos embaçados pelas lágrimas do arrependimento de quem fez do tempo, fogo de artifício num circo de ilusões infantis, agradeço ao Mestre, a tua companhia constante nos horizontes da minha vida…

A dor é mesmo uma lei da natureza na medida em que compõe os processos de criação e recuperação… Está nos espasmos e contrações do parto; enquanto a mãe se estertora para além dos horizontes entre o equilíbrio e o desespero, medindo sua força de espírito na interação com a matéria que recria…

A criança, ou seja, o espírito reencarnante mesmo inconsciente viaja nos braços da evolução no seio da natureza, inconsciente das evoluções biológicas por que passará seu futuro instrumento de manifestação, viaja nos braços da vida á cavaleiro de novas esperanças e oportunidades, deslembrado das adversidades naturais da vida material…

Doe a separação pela própria reencarnação, posto que o regresso deixa aquém dos horizontes espirituais, laços e atividades, estudos, tarefas e aprendizados, amigos que são espelhos, ideais, amores e afetos, que ficam no stand up mediúnico á vigiar-nos os passos e a vibrar pelos sucessos…

Assim como também doerá às separações humanas pela morte, pelos abandonos, pelas injunções dos aprendizados necessários, posto que ninguém pertence a ninguém; todos nascemos sozinhos e desencarnamos sozinhos…
Assim a dor segundo as expectativas do Mestre Jesus, é pedagoga imortal nas salas de aulas do tempo na escola da vida…
Vai, dor irmã….

“E em meu nome ergue as minhas ovelhas. Chama-as a mim. Fala-lhes da paciência e da resignação, da coragem e bom ânimo.”
“Avança missionária. Longa, difícil e bela é a tua tarefa. Não mais seguirás a ira e o medo. Serás minha mensageira ao mundo desatento”… (Autor:
Redação do Momento Espírita com base no cap.32 do livro Crestomatia da imortalidade, por Espíritos diversos, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.)

Dor Amiga…
Agradeço-te Dor, o desconforto
Posto que, eu mesmo morto
Enterrando-me a mim nos campos da renovação
Pra surgir, Dor, como semente aberta agora em terra fértil
Aceitando agora Amiga Dor a tua presença
Qual sentença de evolução!!!
***
Ademário da Silva @@@@ 24/setembro/2011

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