Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Sei que morrer é assim!

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Ontem, menino travesso, no berço de Queluz

Hoje, maduro e ciente, meus passos pesados que o tempo outorga

Amanhã uma imagem fugaz, um silencio total, outros tempos atrás…

Já estou bem depois no espaço, um abraço que ficou no laço

O cansaço do corpo aos poucos sumiu

O retrato da vida sorriu quando a morte rimou o fim

***

E assim deixei o cenário transitório,… Silenciei…

E quando a cortina se abriu, o que o olho da alma viu

Sorriu… Amou… Agradeceu… Rendeu-se…

A cor, entretons e raiz, paisagens de luz sem verniz

E a dor que perdeu a memória, inglória e sem diretriz

Tão triste por me abandonar… E eu sorrindo e até bem feliz

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Estranhas idades fundidas no presente…

Lucidez estonteante a princípio beirando a vertigem

Fuligem de luzes coloridas inseminando sementes de vidas espocam alegres

Entregues a Lei Divina e Natural, simples e virgens, fecundam-se ao toque do amor Celestial…

E o amor silente e costureiro alinhavando túnicas de emoções aos sentidos atentos

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Meus pensamentos pulsando quais milhões de corações interligando obediência e resignação

Velozes como ventos tempestuosos e ás vezes serenos, permitindo enxergar terra, semente e raiz

Estrelas brincando no firmamento, iluminando a vida, a história e o tempo…

Detido entre o encanto e a alegria, descubro que não preciso falar…

Que a comunicação tem fonemas emocionais que não carecem de verbetes materiais  

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Como num sonho onde a vida em tudo se manifesta, livros vivos, jardins encantadores, pomares de frutas magnetizadas por ondas de solidariedade…

A fraternidade está nos olhares e nos gestos, me apresso em me identificar e percebo que muitos já me conhecem…

Do outro lado da vida humana a morte pode ser um nirvana, depende de cada um. De milhares por um, de um por milhares…

Os avatares sorrindo com suas imagens orbitando entre névoas de luz  

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A morte é vida para quem está de partida pra outra dimensão…

A dimensão da liberdade de ser, de estar presente ao inteiro

Subindo os degraus da consciência nas asas da maturidade

Saudade é túnica de quem fica na cripta da expectativa

Mas, quem parte também vai tê-la como estrela banhada por brumas

A convivência atesta o reencontro num ponto da imortalidade nas espirais do tempo

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Desabituar-se do transitório

Suspensório itinerante

Condicionamentos constantes

Acompanhar a intuição agora mais perto

Asserenar ansiedades, desvetir-se de vaidades e vibrar simplicidade

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Eis os tons do forasteiro espiritual, recém liberto do mundo material

É deixar que a vida aconteça tal como hálito Divino

Infante ou menino á carecer ainda de guia nas fraldas de um novo dia

Se por em meditação por pensamentos de gratidão

Por ter feito a travessia pra essa encantadora dimensão!

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Ademário da Silva @*@*@*@= 22/junho/2011

 

 

 

 

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