Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

N’outra dimensão

***

Sonhei que a poesia me contava

Segredos de uma alma que há tempos eu não via

Chorei emocionado nos braços da saudade

Sorrindo pelas lágrimas de alegria  

***

Cantei uma canção então sem versos ou palavras

Rimei a emoção com a semente afinidade

Senti as vibrações da mãe mediunidade

Ouvi a voz do tempo presente no passado

Falava do futuro do agora iluminado

***

Revi minhas imagens que as mortes não esquecem

São tantas e imortais, tecidas de pragas e preces

Na minha indecisão entre o claro e o escuro

E mesmo assim a vida é um premio de paz e amor

***

Paisagens de luz em cores tão vivas e calmas,  

E minhas rimas reviam rezas e risos, semblantes e raivas,

Enredos e vidas, mortes sofridas, avanços e quedas,

Escolas e fugas, guerras e raças, templos e praças.

E aquelas paisagens como se fossem miragens do inconsciente  

***

E a poesia dizia que a vida não morre

A alma é quem corre do corpo que tomba

E se ergue no espaço sem dor ou cansaço

Depois que o tempo lhe abre as fronteiras da liberdade

***

Então a verdade é fruto na mesa do amor e da beleza

Que rimas e estrofes, compassos e acordes,

Caminhos de idas e vindas

Compõe-me o semblante de vibrações mais sutis

***

Então pude rever sem medo ou cismas, por todos os sentidos, 

A alma amiga que tutela meus passos por amor e amizade

Falava-me de coisas que a consciência humana não comporta

De leis da natureza espiritual que como escrínio imortal

Funde passado e presente ao futuro e os coloca numa página de eterna luz

Onde moram os nossos amores, nossos amigos, nossos afetos, a nossa história,

***

Assim como nossos erros e destemperos crassos, e

O enredo de nossas fantasias e ilusões, quedas e ascensões.

Raios repetidos em estranhas tempestades de amor e de saudade

Estrelas iluminando sensações livres de toques e carícias

Pensamentos antes das palavras e depois dos sentimentos

***

Almas vibrando fagulhas de emoções

Os meus sentidos dilatados á vertigem

Fuligens de sombras se desfazendo á partir de orações

Que brotam de dentro como sudorese em meio aos poros

Mas, o corpo cobra á alma o cotidiano,

E volto como pêndulo ao ponto inicial

É hora de despertar pelos cinco sentidos

Deixo de ouvir,/ Deixo de sentir e de pensar no seio da liberdade.

Mergulho no ostracismo que a matéria me esconde

***

Mas vai chegar o dia, com certeza a hora é certa.

Que os olhos da matéria então se calam

E a voz deixa de ouvir necessidades poucas

E rouca deixa de ver a fantasia e a ilusão

Que é viver neste mundo de prova e expiação!

***

Ademário da Silva = @@@ = 09/junho/2011

 

 

 

 

 

 

 

 

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