Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Mudanças necessárias

Luzes para um novo tempo!!!

Ensaios

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O tempo caminhava no chão de si mesmo com aquela sua cara de mistério, silêncio e indiferença. Olhando todas as coisas e pessoas, e nada dizia se quer se estava certo ou errado… Isto é extremamente intrigante…  Dobrava pelos desvãos da cultura, pelos estranhos e esquisitos escrínios da ciência… Olhava por entre os pensamentos da religião e ficava intrigado com o modo de ver e explicar da filosofia…

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Às vezes, gerava uma sensação ilusória de que aguardava resultados, que esperava realizações; e tudo parecia fluir na maior harmonia no seio do povo… De outras, como se quisesse causar espécie parecia acelerar seus passos, e as pessoas ficavam aquém da linha do horizonte… E uma sensação de escassez de horas escorria pelos olhares, pelos pesares, pelos compromissos protelados e o distanciamento entre as criaturas tomava conta das emoções, causando decepções, frustrações e um vazio sem sentido, sem razão…

E a natureza ensinando que flor só se abre depois que a semente germina…

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Mas, o tempo tinha uma dificuldade. Escalar as escarpas formadas por erosões morais, exclusivistas, personalistas, nos tabuleiros religiosos… Ele avançava sobre a luz falsa da vaidade, revelando incongruências, discrepâncias e também apagava as idéias antigas, sementes carunchadas, das pretensões humanas; então parecia se esgotar na aplicação de tons que permitisse a criatura seguir seu ritmo, mesmo sabendo que isso seria inútil, mas Deus é extremamente misericordioso…

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E a filosofia se metendo a medir forças com o tempo, parecia pano puído nas janelas da vida. E as religiões então, que mal sabiam utilizá-la se perdiam em mesclados e rococós, quais crianças á tentar explicar hipotenusas. Mesmo assim o tempo seguia cadenciado, mas, como disse André Luiz, o desespero é a preguiça em movimento, e sobre os escombros de sua passagem ficavam o povo, a cultura, a ciência e a religião questionando o vazio e o inevitável…

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E vieram as páginas da história pintadas nas cores do orgulho de raça, nos tons de classes e subclasses sociais, como se isso resolvesse os problemas existenciais. Na antiguidade o primitivismo, filho único da ignorância mostrava já em seus movimentos, de como o futuro traria em nossos dias as características do passado como designer da teimosia e do comodismo, afinal o planeta era inexplorado e rico em possibilidade que alimentou inclusive, e fartamente, a mitologia, que depois mais tarde foi misturada as religiões, qual ingrediente de espanto e temor do desconhecido. Depois das eras da pedra lascada, do fogo e da pólvora, o homem parece ter despertado para as transformações que aconteceriam ao longo do tempo.

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E o tempo é literalmente longo. Filho, talvez o primogênito de Deus, capaz de em tudo se imiscuir e se fazer presente e parecer se fazer passado e futuro, e ainda de várias maneiras, do  tipo infância, juventude e longevidade, para a variante humana, o tempo mostra seus efeitos na evolução do ser. Caminhando pelo espaço sideral de braços dados com a imortalidade enquanto princípio evolutivo, o tempo não se emociona com o saber e muito menos a ignorância do ser, segue como se fora um vento fluídico afagando a vida e todas as suas composições…

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Diz-me um espírito amigo que pra “mexer no passado é preciso ter consciência do presente pra iluminar o futuro”. E fico á pensar com os meus botões que nem casa tem para morar, pois que entram pela porta da frente e saem instantaneamente pela porta de retaguarda, o tempo passa por nós ou nós é que passamos por ele. Criação Divina o tempo retrata todas as realidades humanas em seus passos evolutivos. Da invenção da roda até a informática, uma imensa esteira de conquistas, mas também de dores e sofrimentos, emoldurados por guerras, violências domésticas, religiosas, sexuais, insanos machismo, preconceitos de todos os naipes.

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Cadinho em efervescência...

A natureza ordena...

A criatura humana chega á acreditar que existe mal necessário no escapulário das crendices e manipulações que o sistema engendra…

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E o tempo enquanto personagem da vida assiste entristecido os desvarios humanos, mas como autentico falcão sobrevoa ás mazelas humanas, posto que os séculos se sucedem dando novas cores e tons ás relações do homem com as suas ambições, seus sonhos de Ícaro e Quixotes sob o manto das fantasias, das imposições, do cerceamento das liberdades todas, da deseducação dessas liberdades…

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E nos degraus do aprendizado espiritualista o tempo fica mais que estupefato, feito um sábio mudo, que sabe os versos, as rimas, o compasso e a composição, mas não dispõe da batuta pra reger a orquestra de aprendizes, e como mestre que houvera ensinado a matéria aos seus alunos quando verifica o índice de aproveitamento se vê acometido de uma crise de tristeza e decepção…

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E ainda assim o Grande Arquiteto do Universo permite ao tempo dosar a luz segundo as percepções humanas… E vieram os profetas, os alquimistas, as grandes civilizações, as escolas de iniciação (os Essênios, entre outros), astrônomos e matemáticos, Moisés, João Batista e Jesus o Cristo, John Huss, Buda, Crishna, Maomé, Pitágoras, Sócrates, Isaac Newton, Jean Jacques Rousseau, Pestalozzi, Allan Kardec, Blaise Pascal, Gandhi, Teresa de Calcutá, Chico Xavier, Camille Flammarion, Elisabeth D’Esperance, Yvonne do Amaral Pereira, Divaldo Pereira Franco, Victorien Sardou (médium clarividente que trabalhou com Kardec na codificação da Doutrina Espírita), Eurípedes Barsanulfo, Bozzano, Dellane, Douglas Holmes, Fredéric Méier, e tantos outros de igual importância no contexto da divulgação do ensinamento sobre a reencarnação, imortalidade, vida preexistente, relação do homem com os espíritos (mediunidade), que teve como desfecho principal a codificação do Espiritismo, com o lançamento de o Livro dos Espíritos em 18 de abril de 1857…

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E hoje o tempo, premido pela evolução envolve a criatura em suas mãos transformadoras, no caldo da transição, agitando-a em seus fenômenos erosivo-existenciais.

E seus passos são ouvidos nos mais recônditos escrínios do ser. E cada um ouve segundo o seu patamar de percepção, o seu estágio evolutivo, em resumo a sua condição moral…

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A ambição enquanto ferida aberta na consciência desvairada da criatura afogada nas ilusões da matéria, deixa em nossos dias as seqüelas do egoísmo e do orgulho. A natureza ferida em vida reage pra não morrer… A omissão, o descaso, a cegueira egoística, a ignorância e a deseducação; os desmando do poder transitório, e quase ninguém percebe que assim é… Sucedem-se reis, presidentes, ministros, caudilhos e ditadores na direção dos países e a crise continua a mesma. É miséria, analfabetismo, doenças e desempregos, a fortuna na mão de poucos e a adversidade abraçando á todos, posto que a fortuna administrada em parte pela vaidade e o egoísmo, gera na mesma direção do progresso a fome e a exclusão…

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E agora com os meus botões raciocinando pergunto ao tempo qual o tempo de paz? Qual é o tempo da liberdade espiritual de ser e de pensar?

Qual é o tempo de dividir e de distribuir de forma mais equitativa?

Qual é o tempo de “Amar ao próximo como á si mesmo e a Deus acima de qualquer ganho”?

Qual é tempo do forte ajudar o fraco pela interação de necessidades comuns? De o sábio ensinar ao iletrado esparzindo a luz pra que esta ilumine a vida?

Qual é o tempo de obedecer e resignar segundo a prescrição moral contida em o Evangelho segundo o Espiritismo?

A obediência ás Leis divinas e naturais…

E a resignação ante as provas e expiações…

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E o tempo me responde silente, altivo e determinado…

É o tempo da sua vez, da sua atitude, do seu amor…

Do seu feito, do seu gesto e do seu amor

É o tempo de agires…

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É o tempo da sua consciência sobre a própria imortalidade e responsabilidade sobre si mesmo, por que os ingredientes da transição já se engargalam no estreito espaço entre o fazer e o reparar…

É tempo de pagar os ceitis da obrigação de cada dívida contraída no ontem…

É tempo de equilíbrio na voz e na busca

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É tempo de fazer a fé raciocinar, de sair da sacristia, do terreiro e da “mesa” e fazer a gentileza de viver fraternalmente, solidariamente, de viver só com o que precisa, de respeitar a necessidade do próximo, de fazeres ao outros tudo que gostaria que os outros te fizessem…

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É tempo de ser feliz pelo viés da compreensão de que a felicidade é o resultado mais sutil de ser, de estar, de fazer, de criar, de modificar… De ajudar, interagir, amparar, de fazer o bem sem olhar á quem…

É tempo de fazer brilhar a assertiva de Jesus: Sois deuses, filhos da Luz Maior que o nosso Pai e Criador…

É tempo de fazer um tempo melhor do que o tempo que vivemos agora…

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Ademário da Silva ____ 19/março/2011

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