Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

‘Educação e função dos médiuns’…

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Nada verdadeiramente importante se adquire sem trabalho.

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Desde que, por um trabalho preparatório, as faculdades do médium adquirem certa flexibilidade, os resultados que se começam a obter são quase sempre devidos às relações estabelecidas com os elementos inferiores do mundo invisível./// Léon Denis

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Meus comentários:

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A inteligência do ser humano se educa pelos riscos que a experiência permite ao longo da caminhada evolutiva. A natureza é sábia, cria talentosa do Criador, com o intuito de amparar e propiciar aos seus filhos, recursos e condições que lhes permitam avançar pela seara das descobertas e conquistas, angariando á si o mérito dos passos e das mudanças…

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Se voltarmos no tempo e defrontarmos com o homem de Neandertal e o compararmos ao homem dos nossos dias, veremos o quanto avançamos no aprimoramento biológico, social e psicológico, o que nos garante uma sobrevida de maior qualidade e de melhor aproveitamento do tempo, no que tange ao desenvolvimento dos talentos que o Pai Todo Bondoso nos outorga. E a parábola do Mestre, aqui, nos dá a dimensão de acertos e desacertos… Com cinco talentos desenvolvemos a indústria, o comércio, a ambição, o egoísmo e a ganância…

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Com três talentos geramos a cultura, o poder e a religião…

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Com o talento da renovação desenvolvemos o medo, a desconfiança e a insegurança e o enterramos nos ermos do descompromisso, da irresponsabilidade e do ócio da desilusão com as palmas da irreflexão…

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Do Cristianismo descaracterizamos sua essência, acreditando que Jesus faria o salvamento nos moldes do comodismo humano, outra vez erramos…

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Ele, o Mestre prometeu e enviou o Consolador, já que a mediunidade fora inaugurada em “Os Atos dos Apóstolos”…, abrindo outros caminhos para novos entendimentos e ampliando-nos o conhecimento na ante sala da imortalidade.

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E sob as asas do bom senso e do caráter moral de Hipollite Léon Denizard Rivail, o nosso Allan Kardec, os princípios da luz foram semeados no útero atemporal da mediunidade, propiciando o nascimento sui generis da Doutrina dos Espíritos… Aliás, é através dela, mediunidade, que a luz do entendimento, do amor e do perdão, ressurge dos escombros das tarefas mal feitas…

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Principalmente por que a entendemos em três patamares de características diferentes entre si, mas com um objetivo único: a evolução do ser humano…

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Em “Os Atos dos Apóstolos” a revelação da sua existência, da sua força e de suas possibilidades.

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Na codificação da Doutrina dos Espíritos: a explicação dos seus valores, dos seus princípios, das suas leis, conotações e modalidades…

E o terceiro momento é o da educação da humanidade no prisma da sua própria espiritualidade e todas as conseqüências que daí advém…

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Se no primeiro momento a magia, a mitologia e o mediunismo tomam conta do pomar e do jardim de flores e frutos tão exóticos, o resultado só podia ser ao nível de crendices, rituais, medos e redutores psicológicos á embargar os passos da mediunidade…

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No segundo e grande momento, as mesas girantes abalam as verdades semideíticas das ciências e a mediunidade reverbera as luzes do amanhã, levando conflitos ás bases da religião constituída, que até então tentara se apoderar da consciência de individualidade, direito comum á todo ser vivo que pensa e se emociona, nas terras da matéria densa…

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Adentramos o portal do terceiro e não menos importante momento que é o da educação mediúnica e a função dos médiuns, ou seja, o que significa para nós a educação da mediunidade…

Kardec deixou as cartilhas básicas nas salas de aula do tempo, que são os centros espíritas…

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A boa mediunidade se forma lentamente, no estudo calmo, silencioso, recolhido, longe dos prazeres mundanos e do tumulto das paixões. Depois de um período de preparação e expectativa, o médium colhe o fruto de seus perseverantes esforços; recebe dos Espíritos elevados à consagração de suas faculdades, amadurecidas no santuário de sua alma, ao abrigo das sugestões do orgulho. Se guarda em seu coração a pureza de ato e de intenção, virá, com a assistência de seus guias, a se tornar cooperador utilíssimo na obra de regeneração que eles vêm realizando. Léon Denis

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A mediunidade é o negativo da foto que revela-nos a postura, a situação, as afinidades, os comprometimentos e principalmente as nossas necessidades…

Educá-la, realmente requer tempo, paciência e dedicação…

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O tempo poliniza seus segredos, aprimora os mecanismos, distingue tendências e emoldura afinidades…

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A dedicação é a parte que ao médium compete se preocupar para encontrar o tom das amizades fluídicas no diapasão da responsabilidade, do estudo, da entrega, da pesquisa. Porta aberta e oportuna ao desenvolvimento do amor ao próximo, no exercício de doação de si, do esquecimento do ‘ego’. O aprendizado da leitura, escorrendo pelas bordas do pensamento dos mestres, colocando os seus pés no riacho, pra sentir os encantos que a brisa da luz se nos traz, tal qual um condicionador natural do ar, na renovação da ambiência mental do próprio médium… Que por seu lado não deve se preocupar com o tempo no sentido de alcançar resultados imediatos, até por que esses resultados não lhes pertencem, e os espíritos os ditarão quando o encontrarem maduro, preparado, silente e sereno e principalmente cônscio de que a tarefa de intercâmbio com o mundo dos pensamentos e das idéias requer parceria…

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E a paciência qual virtude de semente que aguarda a hora da germinação, enfrentando as intempéries do clima e as incertezas do amanhã, segura de que a natureza é antes de tudo mãe, que também aguarda dos filhos… respostas condizentes com as propostas da vida, ou seja, trabalho, florescências e frutescências que atendam aos necessitados do caminho…

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“Falamos de responsabilidade. É necessário insistir sobre esse ponto. Muitos médiuns procuram, no exercício de suas faculdades, satisfações de amor-próprio ou de interesse. Descuram de fazer intervir em sua obra esse sentimento grave, refletido, quase religioso, que é uma das condições de êxito. Esquecem muitas vezes que a mediunidade é um dos meios de ação por que se executa o plano divino, e que ele não tem o direito de utilizá-la ao sabor de sua fantasia”. Léon Denis

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Os conceitos desenvolvidos pelo mestre Denis, no livro “No Invisível” retratam a gama e a profundidade das responsabilidades exigidas no trato mediúnico, no que tange a educação e a função dos médiuns…

Entendemos á partir do estudo desse livro, antecedido de O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, que educar a mediunidade é educar o pensamento, a emoção, o bom senso e a razão, posto que essa relação se dá com os seres inteligentes de outras dimensões interexistenciais, que pela própria natureza de seus mundos, agem, pensam e sentem através de uma dinâmica, que os nossos limites sensoriais não nos permitem vislumbrá-la em seu todo…

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Quantas vezes, em sessões de estudo, temos ouvido dizerem os nossos guias: “Quando, do seio dos Espaços, vimos até vós, tudo se restringe, se amesquinha e se vai pouco a pouco retraindo. Lá, nas alturas, possuímos meios de ação que nem podeis compreender; esses meios se enfraquecem logo que entramos em relação com o ambiente humano.”

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Tanto que um desses grandes Espíritos baixa ao nosso nível e se demora em nossas obscuras regiões, logo o invade uma impressão de tristeza; ele sente como que uma depressão, uma diminuição de seus poderes e percepções. Só por um constante exercício da vontade, com o auxílio das forças magnéticas hauridas no Espaço, é que se habitua ao nosso mundo e nele cumpre as missões de que é encarregado.

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Não se deve esperar de tais Espíritos as provas banais, os testemunhos de identidade que tantos  experimentadores exigem; mas de nossos colóquios com eles se exala uma impressão de grandeza, de elevação moral, uma irradiação de pureza, de caridade, que sobre excederá todas as provas materiais e constituirá a melhor das demonstrações morais.

Léon Denis

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A mediunidade é semente

E a seara é a conduta

A paciência a semeadura

O silêncio a lavoura

E a colheita, só as mãos da amizade é que conseguem dar conta da tarefa…

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Fora das condições de elevação de pensamento, de moralidade e desinteresse, pode a mediunidade constituir-se um perigo; Léon Denis

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Em toda atividade humana o despreparo leva á inépcia e por conseqüência aos riscos e perigos que emanam do desconhecimento da matéria com a qual se lida, se envolve. Em mediunidade não pode e nem deve ser diferente, o conhecimento permite ao sensitivo crescer em observações e percepções das ocorrências, das quais é objeto direto…

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A fluídica, a fisiologia do perispírito, a velocidade do pensamento e a dinâmica existencial, os costumes sociais no mundo espiritual, a cultura e a religião são temas de estudo constante, a fim de que se familiarize com os modos de agir, pensar e sentir dos espíritos livres…

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Ao invés de se preocupar com nomes dos espíritos, aprender á identificá-los por suas vibrações no fluido cósmico, veículo único das manifestações luminíferas ou ensombradas destes seres.

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A mediunidade enquanto lei natural das relações interdimensionais no tempo e no espaço, atravessa o deserto solitário e escaldante sob o guante dos ideais intransferíveis, assim como as invernias de provações necessárias resguardada por protetores incansáveis na razão proporcional ao compromisso assumido por espíritos e médiuns.

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Portanto o trabalho de bosquejo, segundo as palavras de Léon Denis corre por conta, risco e responsabilidade do médium, que consegue enxergar nessa relação, janela oportuna e escancaradamente aberta aos horizontes imortais… Fazendo ponte entre a luz e a obrigação, entre o estudo e o esclarecimento e principalmente entre o amor e a caridade…

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Ademário da Silva @/@/@/ 12/12/2010

 

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