Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Canção da madrugada

Uma canção falava no meio da madrugada

E o silêncio estremecia

Num cio tão sereno no seio da harmonia

Num clarão de um novo dia!

***

E o vento sussurrava os versos da Ave-Maria

E um salgueiro recitava seu choro de alegria!

***

No firmamento estrelas lentas mantinham-se quase acesas

Na fazenda a Baronesa despertava a vaidade

Na senzala entristecida negro afaga o seu tambor

A canção tão sorrateira veste a alma brasileira

Com um refrão mestiço de amor!

Ah! Mediunidade… sestrosa sensibilidade desperta-me impulsos de imortal memória…

***

Sestrosa lua impressionava o firmamento

A teimosia no refrão deste momento

E o sol um rei diamante

Pede a vez por seus instantes!

***

É um parto de luz que acende cores no tempo!

E o silêncio então se faz coração intuitivo

Canta a vida e reza a morte num verso intransitivo

Fala ao tempo e também a dor

Lembra a saudade e a distância

Lembra a infância e a mulher

E descobre rico segredo

***

Que o desamor só pede rima á quem tem medo de viver!

Uma flor então se abre e exala perfume no ambiente

Uirapuru de olhos acesos entoa linda melodia

No verão já quase outono to sem sono e consciente

Como luz que se desnuda o sol se esparrama pela vida

E desperta o bicho preguiça que come silente

***

E a vida segue em seu sonho e mistério

Dorme desnuda e tosca no minério

E dança tão linda nas cores dos vegetais

Movimenta-se inconsciente no dorso atrevido dos animais

Enquanto o homem ensaia os passos da evolução

A vida é segredo, é ciência e religião

Tem seus caminhos pelas provas e expiação

Sonhar com o futuro é dormir a noite que ainda não veio

Não sei por antecipação se o chão do amanhã é tão firme como o presente

O dia por si se basta, ensinou o Mestre Perfeito

“Nascer, morrer e renascer ainda” eis o caminho da evolução

E a canção da madrugada em seus versos silentes me permite ouvir as rimas de eterna melodia

Na memória do meu coração intuitivo as imagens do meu viver

Que o silêncio da madrugada, o brilho longínquo das estrelas e a lua cheia impregnada da luz do sol, não me deixam perder

Alma imortal,

No portal da vida, dobro a consciência em silêncio e gratidão ao Senhor da Vida e de toda Criação…

Ademário da Silva

18/maio/2010

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