Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Sobre o Perispírito

Ver. Espírita – ano 1861 – junho

Ditado espontâneo a propósito de uma discussão que ocorrera, na Sociedade, sobre a natureza do Espírito e do Perispírito.

Médium Sr. A. Didier.

Segui com interesse a discussão que se desenvolveu há pouco e vos colocou num tão grande embaraço. Sim, faltam cor e forma às palavras para exprimir o perispírito e a sua verdadeira natureza; mas há uma coisa certa, é que o que uns chamam perispírito não é outra coisa senão o que outros chamam de envoltório fluídico, material. Quando se discutem semelhantes questões, não são as frases que é preciso procurar, são as palavras. Eu diria, para me fazer compreender de maneira mais lógica, que esse fluido é a perfectibilidade dos sentidos e a extensão da visão e das idéias; falo aqui dos Espíritos elevados. Quanto aos Espíritos inferiores, os fluidos terrestres são ainda completamente inerentes a eles; portanto, como vedes, é matéria; daí os sofrimentos da fome, do frio, etc., sofrimentos que não podem suportar os Espíritos superiores, tendo em vista que os fluidos terrestres estão depurados ao redor do pensamento, quer dizer, da alma. A alma, para o seu progresso, tem sempre necessidade de um agente; a alma sem agente nada é para vós, ou, melhor dizendo, não pode ser concebida por vós. O perispírito, para nós outros Espíritos errantes, é o agente pelo qual nos comunicamos convosco, seja indiretamente por vosso corpo ou vosso perispírito, seja diretamente pela vossa alma; daí as infinitas nuanças de médiuns e de comunicações.

Agora resta o ponto de vista científico, quer dizer, a própria essência do perispírito; isto é outro assunto. Compreendei, primeiro, moralmente; não resta mais que uma discussão sobre a natureza dos fluidos, o que é inexplicável no momento; a ciência não conhece bastante, mas a isso se chegará se a ciência quiser caminhar com o Espiritismo.

LAMENNAIS.

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Comentários:

“Eu diria, para me fazer compreender de maneira mais lógica, que esse fluido é a perfectibilidade dos sentidos e a extensão da visão e das idéias”; (LAMENNAIS.)

Estudar é descobrir…

“O perispírito é a perfeição dos sentidos e a extensão da visão e das idéias”

E poderemos acrescentar á essa definição de Lamennais, que ele o perispírito é também a extensão dos pensamentos e dos sentimentos…

Mergulhados na matéria pelas vias da reencarnação somos guiados pelas leis naturais ao vértice do esquecimento transitório afim de que nos esqueçamos de nós mesmos e de nosso passado e todas as suas conseqüências e implicações.

Na vida errátil ou de seres humanos desencarnados, a relação do espírito com a matéria quintessenciada, se dá por todos os seus “poros” de percepção, através de todo seu ser:

***

Livro dos Espíritos – cap. VI – Da vida Espírita

Percepções, sensações e sofrimentos dos Espíritos

237. Uma vez de volta ao mundo dos Espíritos, conserva a alma as percepções que tinha na Terra?

Sim, além de outras de que aí não dispunha, porque o corpo, qual véu sobre elas lançado, as obscurecia. A inteligência é um atributo, que tanto mais livremente se manifesta no Espírito, quanto menos entraves tenha que vencer.

238.  São ilimitadas as percepções e os conhecimentos dos  Espíritos?  Numa palavra: eles sabem tudo?

Quanto mais se aproximam da perfeição, tanto mais sabem.  Se são Espíritos superiores, sabem muito. Os Espíritos inferiores são mais ou menos ignorantes acerca de tudo.

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No homem, a visão se dá pelo funcionamento de um órgão  que  a  luz  impressiona.  Daí  se  segue  que,  não  havendo  luz,  o  homem  fica  na obscuridade. No Espírito, como a faculdade de ver constitui um atributo seu, abstração feita de qualquer agente exterior, a visão independe da luz (Veja-se: Ubiqüidade, n° 92.)

O homem é, portanto, formado de três partes essenciais:

1º – o corpo ou ser material, análogo ao dos animais e animado pelo mesmo princípio vital;

2º – a alma, Espírito encarnado que tem no corpo a sua habitação;

3º – o princípio intermediário, ou perispírito, substância semimaterial que serve de primeiro envoltório ao Espírito e liga a alma ao corpo. Tais, num fruto, o gérmen, o perisperma e a casca.

Reencarnado, ou seja, mergulhado na matéria o espírito se vê condicionado aos cinco sentidos que o corpo humano tem.

Essa obliteração necessária e ditada pela lei do esquecimento que nos põe distante do passado espiritual e de outras vidas, para que o recomeço não seja obstado por lembranças inconvenientes e sofríveis, que nos fariam tropeçar nos próprios passos, em face das conseqüências que daí adviriam…

Seguindo o raciocínio de Lamennais que o fluido perispiritual e a perfeição dos sentidos, da visão e das idéias assim como dos pensamentos e sentimentos, entendemos por que Kardec afirma que a mediunidade varia do zero ao infinito, por que a sensibilidade do espírito encarnado (médium) se circunscreve á maior ou menor possibilidade expansiva de que se faça portador…

Na relação mediúnica a expansibilidade do perispírito é fundamental para que o instrumento mediúnico alcance as vibrações mentais do espírito comunicante. Por ser livre da injunção da matéria o espírito modula o seu pensamento segundo a dinâmica do meio ambiente original em que vive.

***

León Denis – livro No Invisível

O perispírito é um foco de energias.

O corpo fluídico não é somente um receptáculo de forças; é também o registro vivo em que se imprimem as imagens e lembranças: sensações, impressões e fatos, tudo aí se grava e fixa. Quando são muito fracas as condições de intensidade e duração, as impressões quase não atingem a nossa consciência; nem por isso deixam de ser registradas no perispírito, em que permanecem latentes.

As vibrações do perispírito se reduzem sob a pressão da carne; readquirem sua amplitude logo que o Espírito se desprende da matéria e reassume a liberdade. Sob a intensidade dessas vibrações, as impressões acumuladas no perispírito ressurgem.

E, por um efeito das mesmas causas, já desde esta vida o homem atrai as influências do Espaço, as irradiações etéreas ou os grosseiros eflúvios dos Espíritos de violência ou de desordem. Aí está a regra das manifestações espíritas; não é outra senão a própria lei das atrações e afinidades.

Todas as manifestações da Natureza e da vida se resumem em vibrações, mais ou menos rápidas e extensas, conforme as causas que as produzem. Tudo vibra no Universo: a luz, o som, o calor, a eletricidade, os raios químicos, os raios catódicos, as ondas hertzianas, etc., não são mais que diferentes modalidades de ondulação, graus sucessivos, que em seu conjunto constituem a escala ascensional das manifestações da energia.

Esses graus são muito afastados entre si. O som percorre 340 metros por segundo; a luz, no mesmo tempo, faz o percurso de 300.000 quilômetros; a eletricidade se propaga com uma rapidez que se nos afigura incalculável. Os nossos sentidos físicos, porém, não nos permitem perceber todos os modos de vibração. Sua impotência para dar uma impressão completa das forças da Natureza é um fato suficientemente conhecido para que tenhamos necessidade de insistir sobre esse ponto.

Só no domínio da óptica, sabemos que as ondas luminosas não nos impressionam a retina senão nos limites das sete cores, certas radiações solares escapam à nossa vista; chamam-se, por isso, raios obscuros.

Entre o limite dos sons, cujas vibrações alcançam de 24.000 a 60.000 por segundo, e a sensação de calor, que se mede por trilhões de vibrações, nada percebemos. O mesmo acontece entre a sensação de calor e de luz, que corresponde, na média, a 500 trilhões de vibrações por segundo. (34)

Ora, é o que precisamente se produz em nossas relações, com os Espíritos dos homens falecidos, em todos os casos em que é possível a um médium servir de intermediário entre as duas humanidades, visível e invisível. Nos fenômenos espíritas, dois mundos, cujas organizações e leis conhecidas são diferentes, entram em contacto, e assomando a essa linha divisória, a essa fronteira que os separava, mas que desaparece, o pensador ansioso vê desdobrarem-se perspectivas infinitas.

Acabamos de aludir ao papel dos médiuns. O médium é o agente indispensável, com cujo auxílio se produzem as manifestações do mundo invisível.

Assinalamos a impotência dos nossos sentidos, desde que são aplicados aos estudos dos fenômenos da vida. Nas ciências experimentais, não tardou a ser preciso recorrer a instrumentos para suprir essa deficiência do organismo humano e ampliar o nosso campo de observação.

É assim que o sensitivo hipnótico representa o instrumento que tem permitido sondar as profundezas ainda misteriosas do “eu humano”, o proceder a uma análise minuciosa de todos os modos de sensibilidade, de todos os aspectos da memória e da vontade.

O médium vem, por sua vez, desempenhar um papel essencial no estudo dos fenômenos espíritas. Participando simultaneamente, por seu invólucro fluídico, da vida do Espaço e, pelo corpo físico, da vida terrestre, é ele o intermediário obrigatório entre dois mundos.

O estudo, pois, da mediunidade prende-se intimamente a todos os problemas do Espiritismo; é mesmo a sua chave. O mais importante, no exame dos fenômenos, é distinguir a parte que é preciso atribuir ao organismo e à personalidade do médium e a que provém de uma intervenção estranha, e determinar em seguida a natureza dessa intervenção.

O Espírito, separado da matéria grosseira pela morte, não pode mais sobre ela agir; nem se manifestar na esfera humana sem o auxilio de uma força, de uma energia, que ele haure no organismo de um ser vivo. Toda pessoa suscetível de fornecer, de exteriorizar essa força, é apta para desempenhar um papel nas manifestações físicas. deslocação de objetos sem contacto, transportes, sons de pancadas, mesas giratórias, levitações, materializações. É essa a mais comum, a mais generalizada forma da mediunidade; não requer nenhum desenvolvimento intelectual, nem adiantamento moral. É uma simples propriedade fisiológica, observada em pessoas de todas as condições. Em todas as formas inferiores da mediunidade o indivíduo é comparável, quer a um acumulador de força, quer a um aparelho telegráfico ou telefônico, transmissor do pensamento do operador.

A mediunidade apresenta variedades quase infinitas, desde as mais vulgares formas até as mais sublimes manifestações. Nunca é idêntica em dois indivíduos, e se diversifica segundo os caracteres e os temperamentos. Em um grau superior, é como uma centelha do céu a dissipar as humanas tristezas e esclarecer as obscuridades que nos envolvem.

A mediunidade de efeitos físicos é geralmente utilizada por Espíritos de ordem vulgar. Requer continuo e atento exame. É pela mediunidade de efeitos intelectuais – inspiração escrita – que habitualmente nos são transmitidos os ensinos dos Espíritos elevados. Para produzir bons resultados, exige conhecimentos muito extensos. Quanto mais instruído e dotado de qualidades morais é o médium, maiores recursos facilita aos Espíritos. Em todos os casos, contudo, o indivíduo não é mais do que um instrumento; este, porém, deve ser apropriado à função de que é encarregado. Um artista, por mais hábil que seja, nunca poderá tirar de um instrumento incompleto mais que medíocre partido. O mesmo se dá com o Espírito em relação ao médium intuitivo, no qual um claro discernimento, uma lúcida inteligência, o saber mesmo, são condições essenciais.

Nessa ordem de manifestações, os invisíveis atuam sobre o intelecto do sensitivo e lhes projetam na esfera mental suas idéias…

Não procureis na mediunidade um objetivo de mera curiosidade ou de simples diversão; considerai-a de preferência um dom do Céu, uma coisa sagrada, que deveis utilizar com respeito, para o bem de vossos semelhantes.

A boa mediunidade se forma lentamente, no estudo calmo, silencioso, recolhido, longe dos prazeres mundanos e do tumulto das paixões. Depois de um período de preparação e expectativa, o médium colhe o fruto de seus perseverantes esforços; recebe dos Espíritos elevados à consagração de suas faculdades, amadurecidas no santuário de sua alma, ao abrigo das sugestões do orgulho. Se guarda em seu coração a pureza de ato e de intenção, virá, com a assistência de seus guias, a se tornar cooperador utilíssimo na obra de regeneração que eles vêm realizando.

Para comunicar conosco deverá o Espírito amortecer a intensidade de suas vibrações, ao mesmo tempo em que ativará as nossas. Nisso o pode o homem voluntariamente auxiliar; o ponto a atingir constitui para ele o estado de mediunidade.

Sabemos que a mediunidade, no maior número de suas aplicações, é a propriedade que têm alguns dentre nós de se exteriorizar em graus diversos, de se desprender do envoltório carnal e imprimir mais amplitude. a suas vibrações psíquicas. Por seu lado, o Espírito libertado pela morte se impregna de matéria sutil e atenua suas radiações próprias, a fim de entrar em uníssono com o médium.

Aqui se fazem necessários uns algarismos explicativos. Admitamos, a exemplo de alguns sábios, que sejam de 1.000 por segundo as vibrações normais do cérebro humano. No estado de “transe”, ou de desprendimento, o invólucro fluídico do médium vibra com maior intensidade, e suas radiações atingem a cifra de 1.500 por segundo. Se o Espírito, livre no espaço, vibra à razão de 2.000 no mesmo lapso de tempo, ser-lhe-á possível, por uma materialização parcial, baixar esse número a 1.500. Os dois organismos vibram então simpaticamente; podem estabelecer-se relações, e o ditado do Espírito será percebido e transmitido pelo médium em transe sonambúlico.

É essa harmonização das ondas vibratórias que imprime às vezes ao fenômeno das incorporações tamanha precisão e nitidez. Nos outros estados de mediunidade o pensamento do Espírito se poderá igualmente comunicar por vibrações correspondentes, posto que menos intensas que as vibrações iniciais, do mesmo modo que uma nota musical se repete, de oitava em oitava, desde a clave mais alta a mais baixa da vibração harmônica.

Os pensamentos de cólera e de ódio, as eternas súplicas de amor, o lamento do desgraçado, os gritos de paixão, os impulsos de entusiasmo, vão, pela imensidade a fora, referindo a todos a história de cada um e a história da Humanidade. As vibrações de cérebros pensantes, de homens ou de Espíritos, se cruzam e entrecruzam ao infinito, sem jamais se confundirem. Em torno de nós, por toda à parte, na atmosfera, rolam e passam, como torrentes incessantes, fluxos de idéias, ondas de pensamentos, que impressionam os sensitivos e são muitas vezes causa de perturbação e erro nas manifestações.

Com efeito, o que o cérebro humano emite sob forma de vibrações, o cérebro fluídico do Espírito projeta sob forma de ondas mais extensas, de radiações que vibram com mais largo e poderoso ritmo, por isso que as moléculas fluídicas, mais flexíveis, mais maleáveis que os átomos do cérebro físico, obedecem melhor à ação da vontade.

Entretanto esses cérebros, humanos e espirituais, encerram as mesmas energias. Ao passo que, porém, em nosso cérebro mortal essas energias dormitam ou vibram debilmente, nos Espíritos atingem o máximo de intensidade

A diferença dos estados se complica com a variedade das impressões.

a harmonia não se pode estabelecer entre eles senão quando se igualam suas ondas vibratórias, como acontece com os diapasões idênticos

É na combinação das forças psíquicas e dos pensamentos entre os médiuns e os experimentadores, de um lado, e entre estes e os Espíritos, do outro, que reside inteiramente à lei das manifestações.

Nas comunicações espíritas a dificuldade, portanto, consiste em harmonizar vibrações e pensamentos diferentes.

Um cérebro de lentas e débeis excitações não se pode harmonizar com outros cujos átomos são animados de um movimento vertiginoso.

Para comunicar conosco deverá o Espírito amortecer a intensidade de suas vibrações, ao mesmo tempo em que ativará as nossas. Nisso o pode o homem voluntariamente auxiliar; o ponto a atingir constitui para ele o estado de mediunidade.

Sabemos que a mediunidade, no maior número de suas aplicações, é a propriedade que têm alguns dentre nós de se exteriorizar em graus diversos, de se desprender do envoltório carnal e imprimir mais amplitude. a suas vibrações psíquicas. Por seu lado, o Espírito libertado pela morte se impregna de matéria sutil e atenua suas radiações próprias, a fim de entrar em uníssono com o médium.

Aqui se fazem necessários uns algarismos explicativos. Admitamos, a exemplo de alguns sábios, que sejam de 1.000 por segundo as vibrações normais do cérebro humano. No estado de “transe”, ou de desprendimento, o invólucro fluídico do médium vibra com maior intensidade, e suas radiações atingem a cifra de 1.500 por segundo. Se o Espírito, livre no espaço, vibra à razão de 2.000 no mesmo lapso de tempo, ser-lhe-á possível, por uma materialização parcial, baixar esse número a 1.500. Os dois organismos vibram então simpaticamente; podem estabelecer-se relações, e o ditado do Espírito será percebido e transmitido pelo médium em transe sonambúlico.

É essa harmonização das ondas vibratórias que imprime às vezes ao fenômeno das incorporações tamanha precisão e nitidez. Nos outros estados de mediunidade o pensamento do Espírito se poderá igualmente comunicar por vibrações correspondentes, posto que menos intensas que as vibrações iniciais, do mesmo modo que uma nota musical se repete, de oitava em oitava, desde a clave mais alta a mais baixa da vibração harmônica.

Os pensamentos de cólera e de ódio, as eternas súplicas de amor, o lamento do desgraçado, os gritos de paixão, os impulsos de entusiasmo, vão, pela imensidade a fora, referindo a todos a história de cada um e a história da Humanidade. As vibrações de cérebros pensantes, de homens ou de Espíritos, se cruzam e entrecruzam ao infinito, sem jamais se confundirem. Em torno de nós, por toda à parte, na atmosfera, rolam e passam, como torrentes incessantes, fluxos de idéias, ondas de pensamentos, que impressionam os sensitivos e são muitas vezes causa de perturbação e erro nas manifestações.

Com efeito, o que o cérebro humano emite sob forma de vibrações, o cérebro fluídico do Espírito projeta sob forma de ondas mais extensas, de radiações que vibram com mais largo e poderoso ritmo, por isso que as moléculas fluídicas, mais flexíveis, mais maleáveis que os átomos do cérebro físico, obedecem melhor à ação da vontade.

Entretanto esses cérebros, humanos e espirituais, encerram as mesmas energias. Ao passo que, porém, em nosso cérebro mortal essas energias dormitam ou vibram debilmente, nos Espíritos atingem o máximo de intensidade

A diferença dos estados se complica com a variedade das impressões.

a harmonia não se pode estabelecer entre eles senão quando se igualam suas ondas vibratórias, como acontece com os diapasões idênticos

É na combinação das forças psíquicas e dos pensamentos entre os médiuns e os experimentadores, de um lado, e entre estes e os Espíritos, do outro, que reside inteiramente à lei das manifestações.

Nas comunicações espíritas a dificuldade, portanto, consiste em harmonizar vibrações e pensamentos diferentes.

Um cérebro de lentas e débeis excitações não se pode harmonizar com outros cujos átomos são animados de um movimento vertiginoso.

Vosso amigo invisível escuta os chamados que lhe dirigis e procura responder-vos.

Sabe que, para comunicar convosco, é preciso que vosso cérebro físico e o cérebro fluídico dele vibrem em uníssono.

Há, porém, tão grande variedade entre os cérebros como entre as vozes ou as fisionomias; identidade absoluta não existe.

Do conjunto dos estudos sobre as vibrações harmônicas dos cérebros uma comprovação resulta: é que, pela orientação e persistência de nossos pensamentos, podemos modificar as influências que nos rodeiam e entrar em relação com inteligências e forças similares. Esse fato não é unicamente exato a respeito dos sensitivos e dos médiuns; também se dá com todo ser pensante.

A lei das atrações é inelutável; tudo no homem lhe está submetido.

Depende do homem receber as mais diversas inspirações, desde as sublimes às mais grosseiras. O nosso estado mental é como uma brecha por onde amigos ou inimigos podem penetrar em nós. Os sensuais atraem Espíritos sensuais que se associam a seus atos e desejos e lhes aumentam a intensidade; os criminosos atraem violentos que os impelem cada vez mais longe na prática do mal. O inventor é auxiliado por investigadores do Além. O orador tem a percepção de imagens, que fixará em arroubos de eloqüência próprios a emocionar as multidões. O pensador, o músico, o poeta receberão as vibrações das esferas em que o verdadeiro e o belo constituem um objeto de culto; almas superiores e poderosas lhes transfundirão as opulências da inspiração, o sopro divino que acaricia as frontes sonhadoras e produz as maravilhas do gênio, do talento.

Assim, de um ao outro plano, responde o Espírito às solicitações do Espírito. Todos os planos espirituais se ligam entre si. Os instintos de ódio, de depravação e crueldade atraem os Espíritos do abismo. A frivolidade atrai os Espíritos levianos;

O estudo dos fenômenos é de importância capital, pois que nele é que se baseia inteiramente o Espiritismo. Muitas vezes, porém, a ausência de método, a falta de continuidade e direção nas experiências tornam estéreis a boa-vontade dos médiuns e as legítimas aspirações dos investigadores. A essas causas se devem atribuir os resultados pouco decisivos que tantas pessoas obtêm.

As faculdades mediúnicas, como todas as coisas, estão submetidas à lei de progressão e desenvolvimento.

A falta de benevolência, a critica exagerada, a malsinação sistemática podem, entretanto, desanimar o médium

Em lugar de estéreis críticas, mais vale, pelo concurso de boas-vontades reunidas, facilitar a tarefa do médium, formando em torno dele uma atmosfera de simpatia que lhe seja ao mesmo tempo sustentáculo, estímulo e proteção.

É indispensável submeter às produções mediúnicas a rigoroso exame e conduzir as investigações com espírito analítico sempre vigilante.

Mediunidade á ser cultivada precisa sempre da luz e do amor.

A luz que alimenta a faculdade

O amor que conduz os seus passos

Pelas senda da simplicidade, da humildade e

Do amor á si mesmo como ao próximo!

*********

Ademário da Silva *** 10/abril/2010

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Comentários em: "O perispírito, o pensamento e a mediunidade…" (1)

  1. ademario disse:

    Onde se lê Ver. Espírita…

    Leia-se por favor Revista Espírita – junho – 1861

    Abraços…

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