Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

A afinidade é o fruto saboroso das afeições livres

 ***

O Evangelho e a afinidade espiritual…

 ***

“Está bem visto que aqui se trata de afeição real, de alma a alma, única que sobrevive à destruição do corpo, porquanto os seres que neste mundo se unem apenas pelos sentidos nenhum motivo têm para se procurarem no mundo dos Espíritos. Duráveis somente o são as afeições espirituais; as de natureza carnal se extinguem com a causa que lhes deu origem. Ora, semelhante causa não subsiste no mundo dos Espíritos, enquanto a alma existe sempre. No que concerne às pessoas que se unem exclusivamente por motivo de interesse, essas nada realmente são umas para as outras: a morte as separa na Terra e no céu. ”

 ***

O Evangelho Segundo o Espiritismo –

Capítulo IV, parte final do item 18.

 

“Ninguém foge aos princípios de causa e efeito, mas ninguém está privado da liberdade de renovar o próprio caminho, renovando a si mesmo.” André Luiz

 ***

As emoções que a afinidade se nos oferece, na verdade são como preces, que demoramos em descobrir seus sentidos plenos e incongruentes. Mesmo assim, suas linhas de expressão e manifesto são claras e distintas. É uma questão de observação isenta e desinteressada.

O fato de vibrarmos no mesmo diapasão emocional, moral e intelectual de pessoas que encontramos nos caminhos que o nosso destino percorre, não caracteriza em moldes inteligíveis as linhas dessa relação recém descoberta. O que se nos mostra a variedade em que se nos apresenta o reencontro.

Isso também põe por terra essa “lenda” que discorre sobre almas gêmeas, e que Emmanuel já se retratou á respeito, aconselhando-nos á acompanhar, no estudo e entendimento: Allan Kardec.

As relações amorosas, afetivas, filiais e amistosas, trazem em seu próprio arcabouço, o condão de nossas necessidades e aprendizados. E o vértice de abertura do leque relacional, não se prende as medidas humanas. Até por que na esteira das reencarnações, poderemos ou deveremos mudar os papéis de contato e envolvimento, visando ajustes e reconciliações; observando também apoio, ajuda e influências necessárias, para o melhor aproveitamento desses reencontros.

É claro que também, a intensidade, o encanto e a aversão são ingredientes preponderantes na receita existencial.

Condição essa que decorre naturalmente da nossa maturidade espiritual.

Como cantou o poeta neste mundo de provas e expiações: “A dor virou amiga da verdade/E o sonho inimigo da razão”(Diogo Nogueira)

A flor, pela própria ordem natural não se identifica e nem morre de amores pelo espinho, mas por impulso dadivoso, perfuma-o sem cerimônia sonhando com a lua e convive com o orvalho por espasmos de afinidade.

Um casal que vive ás voltas com a passionalidade, nos braços do ciúme e da insegurança, mergulha nos atritos, aos gritos de desequilíbrio e de dor, maquiando com a insatisfação seus anseios de amor, sem se dar conta de que, só a paciência e a perseverança são os antídotos da desordem emocional.

Assim, só o respeito e a liberdade de ser, sem se curvar e nem se impor, são os recursos utilizados naturalmente por aqueles que já se deram conta de que carências e subserviência são atalhos para o nada existencial.

Então configuram sua vida, seu destino e afazeres na pauta de responsabilidades próprias, buscando no companheiro ou companheira, a suplementação que lhes permitam compartilhar sem se anular.

Naquilo em se transcende, a afinidade acende os faróis da transcendentalidade e desperta-nos a sensibilidade para captarmos a presença e a influência de amores, amigos e afetos, que vivem sob outros tetos da erraticidade, de mundos espirituais, enfim em outras dimensões da vida. E que se nos dão guarida, proteção e consolo, orientação e corrigenda, na agenda das relações mediúnicas.

A afinidade é mesmo o fruto mais saboroso das afeições livres, que o amor sustenta e agasalha na oficina do tempo.

****

O reencontro é um ponto de luz que o passado não apaga.

O mesmo gosto, um detalhe qualquer parecido

Igual sentido e ideal compreendido

O amor que se divide em diversas facetas

Numa vida um amante, noutra um amigo

Por injunções se faz irmão, pai ou avô

E se passarmos ao feminino

Achamos uma equação de duas raízes

E a razão de todas as crises, o amor

Salutar remédio á combater o tédio e a solidão

Se manifesta em todas suas faces

Com classe ou silente

Semente de renovação e mudanças

Afim prolifera alegria e reencontros

Na pauta de corações saudáveis

E nos leva de ignóbeis á amoráveis

Pelas trilhas da evolução!   

*************************************************

Ademário da Silva * 17/fev./2010

 

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: