Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

A leveza e a sensualidade mais bonita

Beija-flor…

Canto natural

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O beija-flor, o sabiá e o uirapuru

Senhores cantantes no eco da mata

Eis que surge imponente á cantar

Um regente e alegre tuiuiú

O carvalho, a rosa e arnica

Banana nanica, São Tomé e prata

Sabores, perfumes e cantos

Saci Perêre, a curupira e o negrinho do pastoreio

A crendice e o medo no mesmo balaio

O riacho, o orvalho e a goteira

Na madrugada ensaiam o coral  

Estrela Dalva, Três Marias e tantas cadentes

Estrelas piscando pras flores no chão

E estas enviando perfumes, beleza e emoção

O cosmo reluzente, silente e em paz

A lua redonda nas grimpas, nas ondas do cosmo

Vestida de nuvens ou desnuda e brilhante

O seu semblante na rima que dá..!

Emocionante!

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No coração do poeta a saudade á cantar

No meio da noite o silêncio é paz pra meditar

A chuva caindo no meio do mato

O rio correndo no leito, as flores perfumam o peito

Das aves espalhando sementes da nova estação

Cachoeiras, cascatas e correntes de outra viração

Olho d’água, orvalho e sereno

O mundo é imenso e o tempo matéria quase pequeno

Oceanos e poços, riachos e lagos nos berços da terra

Lençóis freáticos em notas profundas

Partituras vivas de uma canção imortal

À noite virando do avesso o dia que há!

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O poeta abraça a saudade nos versos de cá

E conversa com o tempo sem se preocupar

Se o verbo concorda com o abstrato no ar

Se é futuro, passado ou presente

A prosa tem sempre um jeito de já

E cada rima que surge é um tom de cantar

E a melodia convida o verso pra dançar

E um poema risca seus pés pelo chão

Mostrando um modo novo de caminhar!

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Um beija-flor curioso acariciando as flores

O uirapuru encantado tecendo magia e lendas

E o sabiá atrevido entoando cantigas de amor

O tuiuiú matreiro cantando no livre terreiro

O vento ventando cantigas pra refrescar

Chamando garoas, chuvas e temporais

O canto da gralha, do galo e da sabiá

Chamando o companheiro pra procriar

Despertando o Brasil pras belezas que há…

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A coruja, o quero-quero e o carcará

O sabiá, o beija-flor e o uirapuru

O canário da terra, o bem-te-vi e o tisiu

Na orquestra da vida nos ensina a cantar

A lua vaidosa em passos sestrosos despedindo do dia

Os odores da mata, o perfume das flores e a água dos rios

Desenhando o silêncio e o escuro da noite

E num fenômeno de luz na madrugada fugaz

O dia ressurge anunciando a paz

A luz do sol acordando meu Brasil pra replantar

A riqueza que tirou das entranhas e fez

A natureza murchar, adoecer e desequilibrar!

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Ademário da Silva **** 13/dez/2009

A ave e a magia de sua lenda

 Essa também é fora de série...

 Corrupião um encanto fora de série…

 

 

 

 

 

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