Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Minha amiga Mariney Lelis Trevisanuto…

Raios e relâmpagos riscam o azul do firmamento. A luz natural perde seus tons de transparência. Os animais se guardam em seus refúgios, os pássaros silenciam. Folhas e flores, troncos e gramíneas se intumescem aguardando a água que lhes insemina oportunidades de sobrevivência e perpetuação das espécies.

O silêncio na mata é oração de crédito de que amanhã tudo estará em paz e qualquer que seja o resultado, força e caminho serão encontrados pela disposição e fé…

No concerto da vida os fenômenos naturais que classificamos quais tragédias na verdade são movimentos renovadores que nos impulsionam ás mudanças necessárias…

Na orquestra da vida o Maestro Regente e Compositor é Deus, Pai e Criador.

A partitura é grafada em luz; a melodia é o silêncio da fé.

O compasso tem os tons do conhecimento e da experiência.

A canção é um tributo de amor e devoção ao Arquiteto do Universo.

A letra da qual emana a hosana espiritual é a doutrina dos Espíritos.

No que respeita á nós seres humanos a tangente de luz que nos obriga ao caminho não muda seu itinerário em face das condições em que nos encontramos. Aqui sentimos que a vida não se comove com nossos problemas e pode parecer cruel, mas assim não é, pois foi Deus quem engendrou as leis da natureza, então tudo está certo…

E assim sendo, onde a paz, o momento de descanso ou de lazer. Onde um tempo próprio em que desfrutemos de possibilidades próprias. Onde nos encontrar e resolver a equação  do destino, do ser e da dor, como nos ensina Léon Denis em seu livro que leva o mesmo nome…

Olhando o céu da vida carregado de nimbos, trovões e raios a tempestade eminente parece mais forte que a nossa inteligência, posto que muitos de nós lancemos mão de arquétipos atávicos, dormentes no seio das crendices e saímos á esconder espelhos e metais, rezando em voz alta como em antigas ladainhas, pedindo ao Pai uma trégua, uma treguinha só que seja…

Que a tempestade não deságüe

Que a dor não se intensifique

Que o sofrimento não nos encontre nem aos nossos

Que a separação possa ser remendada pelos fios de nossos remorsos

Que os tecidos puídos da amizade e das afeições filiais possam resistir um pouco mais…

E nos dê tempo para um último diálogo, quem sabe um abraço, talvez um beijo

Se possível pediremos perdão, nos retrataremos, mesmo sabendo o quão tardio isso ecoa

E tantos outros sentimentos medram em nossas mentes, culpando, apagando, corrigindo, e loucos sorrimos e choramos por que nos esfalfamos nas pedras da distância imposta pela nossa vida pessoal…

Queríamos que nada disto acontecesse sem que nos encontrássemos tão despreparados…

Uma coisa é saber, outra é corresponder á experiência que a vida exige. Não há teoria destituída de vivência que nos fortaleça neste momento…

O que precisamos compreender nesta hora de separação é por qual motivo choramos e sofremos… Isto entendido o que sobra é o efeito natural da lei de liberdade de ir e vir…

Reencarnar e desencarnar é inerente ao ser humano, característica do espírito imperfeito, carente de luz e amor que brotem de si mesmo…

Caminhos que percorremos sob a moldura da própria consciência, que serão tanto mais livres e iluminados, ou obstados por sombras e desafetos segundo a leveza e a honestidade das nossas relações existenciais…

Neste ponto a reflexão revela a coragem de não mais nos repetirmos em tão desencontrados sentimentos e situações…

O perdão á si mesmo e a consciência de imortalidade movimentam o pêndulo do tempo de compreensão da nossa própria capacidade, inteligência, grau de experiência e força de vontade de mudar os efeitos da dor em eflúvios de entendimento e lucidez…

Não se culpe e nem se condene. Não se permita alojar-se nas sombras da revolta ou da incompreensão…

Cada um de nós, como se nos ensina o poeta: “O meu canto é uma missão/Tem força de oração/E eu cumpro o meu dever! (João Nogueira)

Não sedimente dores sobre sofrimentos em seu coração

A lucidez é a vacina que ameniza os efeitos da adversidade

Quando alguém se afasta do alcance dos nossos olhos e silencia no ataúde é hora de adotarmos outra atitude…

O corpo silente e frio desobriga a alma de pagar o aluguel pelo tempo de uso. E esta em obediência á lei natural e divina, seguirá sua sina pisando sobre um chão mais leve, assim que se readaptar em seu mundo de origem…

E as nossas outras atitudes terão naturalmente o designer da fé que raciocina

Não mais aquela menina que se ajoelha e se espelha numa imagem

Mas, a mulher que adotou a coragem de continuar vivendo sob o manto da compreensão e do entendimento…

O Espiritismo nos ensina á pensar

Pensar com lucidez e sentimento

Cientes de que a vida aqui é só um momento

Espírita não diz adeus

Acena um até logo…

Que o Pai de Misericórdia ilumine os novos caminhos do seu pai:

Que Deus te abençoe e te dê forças nesta luta

Do amigo: Ademário da Silva

06/dez./2010

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