Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

 

A adoção

A lei de justiça e igualdade mostra suas consequências mais profundas no seio das reencarnações. A família é um núcleo de aglutinação e também de reorganização de roteiros espirituais, individuais e coletivos… Como um posto avançado de aplicação e prática de conhecimentos e experiências conquistadas ao longo da longevidade espiritual de cada um.

Planos e compromissos, necessidades e aprendizados, provas e expiações são naturalmente agregados ao roteiro espiritual daquele que vai reencarnar, segundo objetivos e finalidades á serem alcançados por cada um de nós, na medida das forças e recursos levantados pela lei divina e natural ou pelos técnicos e responsáveis pelo encaminhamento de cada um ao útero da vida material…

Quando reencarnamos somos adotados por amigos espirituais que serão nossos pais; ou por desafetos que, por obediência á lei de afinidade serão os instrumentos da vida á nos forçar o desenvolvimento e ao reajuste, ao reparo e a reconciliação.

A adoção é um dos artigos mais importantes da lei de solidariedade expedida pelos nossos sentimentos através dos decretos do coração…

A afinidade moral e emocional nos projeta nos meios familiares e sociais que as nossas necessidades requerem, por isso ninguém está fora de lugar…

A adoção me parece uma lei da vida: a terra adota e acolhe a semente, rios e mares recolhem os peixes. Os céus e as árvores adotam as aves…

Os nossos corações adotam os filhos que são espíritos dos quais não mais nos lembramos… que podem ser afins ou desafetos…

E quando saímos do círculo familiar e buscamos na adoção o reencontro com almas afins que parecem ter perdido a nave da oportunidade, encontramos espíritos com potenciais á serem desenvolvidos e não crianças carentes.

Não devemos adotar uma criança por que entendemos que ela é carente, negra, órfã ou abandonada, pois corremos o risco de carregar nossa relação com os preconceitos condicionados por uma cultura vaidosa e orgulhosa, e com certeza, com esse comportamento deixaremos de enxergar talentos, recursos e possibilidades latentes nessa criança.

Olhar a vida, as pessoas e as relações com os olhos da imortalidade nos permitirá enxergamos espíritos e não corpos, estética moral e não padrões de beleza transitória. Não dividirmos o amor em padrão filial ou adotivo, por que o amor imutável, existe ou precisa se desenvolver…

Quem adota uma criança adota uma relação, um sentimento de descoberta, de fraternidade, de emoção espiritual de conviver com um outro ser, que parecia ter perdido a esperança. E se seremos a esperança não desapontemos. Pois que geramos na criança uma expectativa de igualdade e não de segregação emocional…

Adotar é aproveitar a oportunidade que a afinidade engendra, trazer pra nossa tenda mais um coração amigo…

Disse-nos Jesus: “Deixar vir á mim as criancinhas, pois delas serão os reinos dos céus”. O esquecimento do passado á emoldurar a inocência momentânea, traduzindo condição sine qua non como passaporte espiritual que permita-nos a entrada em mundos mais evoluídos…

Deixai vir a mim as crianças de pais que vivem juntos, e dos que não vivem, também dos que não podem criar e educar, independente da cor de suas peles. O que forma o caráter de uma criança é a educação e não seu biotipo genético…

Ademário da Silva **** 31/10/2009

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: