Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Beatriz

 

A filha da Sue-Ellen

A neta do Marcelo e da Geralda...

Beatriz já vem chegando

Pra cumprir o prometido

Vem trazendo na bagagem

De coragem o seu vestido

É um mimo conquistado

Pelas trilhas caminhadas

De avencas então bordado

A ponto luz então cerzido

Como flor que então se abre

Sob o sol de um novo tempo

Esparzindo seus perfumes

Sobre dores e sofrimentos

Que saudades da verseira

Lá terras tão mineiras

Outra vez em Vera Cruz

Pela França e por Angola

Tantos laços nesta história

Que um poema não traduz

Beatriz cantarolando

Em seus versos mais castiços

Um salgueiro repicando

Qual lamento de mestiço

Tal um fado tão antigo

Em Alfama repetido

De tão luso e rebatido

Em Angola requerido

Beatriz em seu vestido

Como um verso bem riscado

Revivido no estribilho

Pelo amor rebatizado

Vem cantando no caminho

O refrão do seu destino

Tenho amores, tenho amigos

Tenho afetos e versos ricos!

********************************************

(minha sobrinha Sue – Ellen engravidou novamente, quase agora, depois do Henrique e a Beatriz já vem chegando)

Beatriz é mesmo um fragmento do tempo enfeitada de luz e cicatrizada por dores e sofrimentos. Muito já superados pela paciência colada na consciência como se fora um emplastro medicamentoso e duradouro. Enquanto espírito imortal é dos tais que não se contentam com fronteiras, nem se prende á limites, mas já sabe que não deve se deixar descorar pelas sombras.

Já deu uma volta quase redonda nas próprias deficiências, cursou teimosia, mergulhou na magia, trocou a noite pelo dia, já morou em abadia.

Beatriz vem de dia, pois a luz já não lhe espanta, ao contrário lhe encanta. Deve chegar entre o Natal e o breve período de ano novo. De novo no mundo das formas. Entre necessidades e reformas traz a alegria como norma de expressão. Tem o coração experiente, cicatrizado nas andanças. Suas tranças hoje, ou melhor, daqui á pouco, será só um designer.

Mas, não traz uma paciência expectadora, inerte, sem tempero. Paciência é pingente de luz que carece continuado esmero. O brilho que a luz lhe confere é fruto de atitude e semeadura. Pedra dura de difícil trato. Diamante exigente no extrato para alcançar o tom geométrico.

Um sal de atitude

Um afagar de esperança

Chega como criança

Com resíduos de plenitude

Traz na bagagem não só um vestido

Há lhe conferir elegância

Mas, uma substância de ideal e enredo

Por isso não veio mais cedo

Pra chegar ao meio da canção

Por que conhece a dança, a letra e a melodia

Vem tecendo um recomeço

Traduzir dores em luz

Pra não fiar em magos e trevos

Confiando em que lhe espera

Quer contar os seus segredos!

Ademário da Silva **** 28/agosto*2009

 

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