Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Mensurando o próprio destino...

Mensurando o próprio destino...

A paciência

“Nossa impaciência desequilibra os processos internos e externos da Natureza em nós. Atos e atitudes pacienciosas podem mudar nosso modo de ver e enfrentar conflitos. Lembremo-nos que todo problema contém em si mesmo a “semente da solução”.

(extraído do Livro: “Os prazeres da Alma”, ditado pelo espírito HAMMED e psicografado pelo médium Francisco do Espírito Santo Neto)

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Que serviu de base inspiradora para o texto que segue: …

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A paciência:

Um dos maiores segredos das forças evolutivas contidos na consciência é a paciência.

E a ótica que nos permite entrever essa potência (paciência) está na compreensão dos ciclos do tempo que propicia ao átomo carbônico diamantizar-se, utilizando o silêncio, a solidão enquanto componentes da paciência, quais fatores desencadeadores de transformação.

Não é de bom tom espiritual esperar como acontecimento a maturidade moral se instalar em nossa consciência, como se fora um fenômeno cósmico vindo de um tempo imensurável, inacessível e que ainda pudesse por si, mesmo ser calculado em forças inexistentes, tendo o poder de modificar-nos o panorama interior.

Há que buscar ao longo da vida as iguarias luminíferas que possam alimentar e fortalecer-nos a alma. Há que se garimpar nas experiências existenciais os ingredientes morais, com os quais adornar o caráter perfectível de que somos dotados e que individualiza-nos a personalidade.

Podemos regar com os suores da vontade viva e ativa, mais as lágrimas emotivas das descobertas e conquistas, o pomar e o jardim da construção espiritual da nossa individualidade.

A paciência é o alicerce da fé enquanto raciocínio subjetivo que engendra os próximos e mais seguros passos e ainda descondiciona e liberta nossa visão de mundo, da vida e do destino imortal, destituída de condimentos desnecessários ao sabor da luz.

Tal como a semente que se guarda na solidão do seio da terra e no silêncio da distância, a paciência permite-nos desenvolver os próprios recursos na busca dos sais do crescimento e da transformação. Alcançando o estágio avançado de germinação, florescência e frutescência, no reino livre da experimentação diversificada nos campos da reencarnação sucessiva, até que atinjamos maturidade psicológica.

Assim o espírito imortal que traz em latência os princípios vivos da luz, do amor e da liberdade de ser, caminha também no anonimato do aprendizado, até que se liberte da ganga do egoísmo e do orgulho, integrando-se á natureza da vida, suas implicâncias e conseqüências, nos moldes da simplicidade e da humildade conscientes.

“Cada consciência evolui por si.”, asseverou o Espírito da Verdade, ante os trabalhos da luz esclarecedora da Doutrina Espírita, á cento e cinqüenta e dois anos, quando da codificação e lapidação do diamante moral e espiritual que estudamos nos dias atuais.

Jesus, o Cristo, afirmou com a segurança de sua autoridade moral: “Sois deuses, e podereis fazer tanto quanto ou mais que Eu”.

Afirmativas de tal envergadura não são promessa, prêmios ou privilégios sacados da magia para acobertar a inércia. São a conscientização dos deveres e obrigações contidos na pauta de compromissos e tarefas para todos os espíritos em regime de evolução.

A paciência enquanto moldura da fé e da vontade, surge na tela da consciência, qual porta estreita, que rituais, ladainhas e crendices não alargam e muito menos facilitam-nos a passagem, por impossibilidade próprias.

A consciência é o celeiro de recursos que cada um de nós possuímos. Tais sementes são a luz, o amor, a força moral, o amor a si e ao próximo, a paciência, a humildade, a simplicidade, a afetividade e a liberdade e o trabalho de auto conhecimento e renovação, que nos levam ás esteiras da inteligência espiritual.

Semente silente

De amor e ciência

A dor paciência

E a paciência da dor

São forças em crise

Um curto circuito da paz pro amor

A paciência semente ciente da necessidade

Insemina a vontade

E fecunda a verdade

Nos caminhos da individual liberdade

Rima escondida na poesia do tempo

A paciência é fogo ungüento

Que á passos claros e lentos

Mistura os ingredientes da evolução

Nas oficinas da vida

Na panela de barro do coração!

Ademário da Silva *** SOESFALUZCA **** 29/agosto/2009

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