Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Reflexões…

Nesta minha caminhada de aprendizado sobre a luz espírita que tem por berço a mentalidade e a moral do grande Denizard Rivail, fui descobrindo correlações filosóficas, pedagógicas, didáticas a até religiosas, fazendo um encadeamento de luzes que mansamente desaguavam na Doutrina dos Espíritos Superiores. Por isso Kardec afirma exaustivamente que o Espiritismo não é religião da forma constituída como nós conhecemos. E que não se a compreende senão por exaustivo estudo, que não cabe em sistema de aprendizados intensivos ou do tipo supletivo, como quem deseja conhecer o oceano flutuando em sua superfície… Essa Doutrina é na verdade um lençol de luz a viajar na imensidão do Universo, colhendo por vibrações similares, as mentalidades afins, para que num ambiente de harmonia e paz desenvolvam as sementes de cultura espiritual, capazes de libertar a criatura terrena das masmorras da inércia existencial e dos aspectos sombrios, mas, necessários das provas e expiações…

É este é o processo pelo qual passou este planeta em sua caminhada, desde que saiu dos braços do Cristo, até os nossos dias. Pois que tudo, tanto matéria quanto espírito está sujeito e submetido á lei de evolução…

Os próprios arqueólogos descobriram que os Neandhertais, lá no período mais primitivo da nossa trajetória nesse mundão, já tinham noções de espiritualidade, em face dos fenômenos naturais eclodindo a todo momento e que eles desconheciam suas causas, por isso acreditam que uma força maior conduzia esses fenômenos.

Então, nestes dois milênios já vividos por nós, para não afundarmos muito no passado, conhecemos a comunidade essênica, que muitos, desavisadamente, entenderam que Jesus tinha aprendido alguma coisa com eles. Como se nesse planeta alguém existisse com essa capacidade.

Mas, que na verdade era a elite pensante da sociedade dos hebreus, comunidade já com entendimento espiritual aflorado e com possibilidades imensas de compreender Jesus. A história se nos mostra isso.

Depois nós tivemos grandes pensadores como: Jean Jacques Rousseau, Pestallozi, Hegel, John Houss (não sei essa é a escrita), a criação da Imprensa por Gutenberg. Tivemos a Renascença e o Iluminismo que serviu de berço ao Espiritismo. Alguns movimentos culturais provocaram mudanças, renovações e depois estagnaram. O Espiritismo tendo como berço o Iluminismo, também se apresenta como a grande oportunidade de reabertura e aprimoramento do pensamento humano. No dizer de Hegel, “a nova revolução copérnica”. Ou seja, é a revolução da religião constituída para a crença com conhecimento de causa em as leis naturais e divinas. Á partir da qual poderemos compreender o alcance histórico da lápis mediúnico e, também em horizontes nos levará a ótica espiritual, baseada e raciocinada no prisma espírita, caldeada e temperada por assim dizer no prisma da intuição enquanto via de luz ancestral a encimar nossos passos pelo tempo

Essa revolução no meu modo de entender é de usos e costumes, de posturas, de educação, de obediência as leis naturais; e tudo isso, visto e revisto nos lençóis da imortalidade. A grande finalidade dessa Doutrina é alcançar um grande n.º de consciências, já arroteadas para o plantio, e o que é fundamental estejam dispostas a nova semeadura, sem se ater as injunções de percurso. Descaracterizando esse religiosismo humano e buscando a cidadania universal, filhos das luzes que somos.

Há mais de duas décadas atrás tive um sonho que só me lembro do retorno, que me deixou deveras encantado. Eu caminho pelas estradas fluídicas, acompanhado de uma pessoa e discutíamos sobre a psique humana. E cada gesto, olhar ou postura dessa criatura me indicava o que eu tinha que fazer, olhar, me preocupar. De uma determinada distância que hoje não sei precisar, fui percebendo que adentrava a esfera terrestre, e num dado momento, mentalmente percebo que ela esta na eminência de estancar o passo. Acompanho sua atitude, para então perceber que pairávamos sobre esse planeta azul, extremamente lindo e divinamente em silêncio vibrei em agradecimento àquela oportunidade que fora dado à criatura tão desastrada e inepta como eu. Minha última fala em relação ao assunto que conversávamos, nunca mais esqueci. Entenda nunca mais como por enquanto. ‘A frase dizia o seguinte’: Lá na Terra, nesse prisma, nós aplicamos o Espiritismo. O que consegui entender é que havia sido levado para alguns aprendizados e rememoração do meu compromisso no campo da mediunidade e das reparações necessárias nas vias das relações humano-espirituais; e que conversávamos sobre psicologia de ordem transcendental…

Hoje quando estudo Joanna de Angelis em sua profunda obra sobre a condição psicológica do ser em provas e expiações, entendo a minha necessidade de aprendizado pra saber falar, escrever, pensar,  compreender e até rimar alguns versos pela ótica espírita. E de como estamos vinculados, enquanto médiuns, á uma escola de origem, ou núcleo de aprendizado. O que me revela por si, a responsabilidade na qual estamos enfronhados e de todas as conseqüências que este vínculo se nos traz.

Joanna nos fala do “Eu Integral”, do Descobrimento de si mesmo” e os Espíritos superiores nos ensinaram que: “Cada consciência evolui por si mesmo” O Espírito da Verdade sentenciou: “Espíritas, amai-vos, eis o primeiro ensino; Instruí-vos, eis o segundo”.

E até hoje busco resposta que saciem minha alma, em tarefa tão complexa, que deduzo dessa conversa. Ao longo desse tempo, sempre que retomo o Livro dos Espíritos, Obras Póstumas, Revistas Espíritas e obras de André Luís, Joanna de Angelis, Hermínio C. Miranda, Herculano Pires e León Denis, essa expressão me toma a consciência, me preocupa, me judia, mas, eu não desvendei até agora.

Mas a mediunidade é mesmo assim, guarda em seu seio segredos vividos em outros tempos por cada um de nós. A afinidade enquanto moldura sensitiva de emoções e reencontros é porta de entrada á exigir discernimento, bom senso, não mais olho clínico, mas, perispiritico, afim de que nossa visão ampliada por recursos transcendentes, se nos permita enxergarmos o espírito e não apenas a pessoa atual e transitória. Sentirmos com mais certezas o nosso destino, as vias de tráfego existencial, amizades e parcerias, compromissos e necessidades. Quem se nos sopra nos tímpanos da consciência por detrás de uma cortina fluídica. Nossas tendências, costumes e manias, facilidades e ou dificuldades na pauta de  aprendizados com a vida…

E a sensibilidade é como um perfume etéreo á dedilhar-nos a capacidade e o talento, através da qual um maestro protetor arranja a musicalidade própria aos nossos sentidos e obrigações, trazendo tons e compassos na partitura de nossas necessidades…

A mediunidade é ferramenta de multiexpressão

Tendo em seu genoma a soma dos passos e das letras

Das vozes e grafias, poesias e estudos da verdade

O visgo dos laços em acordes de saudade

Em seus braços intuitivos o lenitivo das impressões

Nos mares da inspiração a tempestade e a calmaria da emoção

Na ponta do lápis o ápice da obrigação

E na boca do tempo o verbo oração

Nas folhas do pensamento afim a orientação, o ensino e o conselho

Espelho de amores e amizades

Ah! Mediunidade, iguaria de luz e compromisso á serviço de Jesus

Traduz-me o tempo como se eu vivesse pelo avesso

Desde o fim até o recomeço, mesmo no trecho em que me perdi

Então quando escrevo me atrevo a desvendar-te

Como se pudesse apor-te identidade na certidão da imortalidade

Como se nomes e feições deixassem impressões digitais

Nos anais transitórios da matéria

Mas, por isso não devo cansar-me

Sem antes alcançar-te os motivos no prisma da finalidade

Ah! Mediunidade seja comigo, abrigo das minhas necessidades

Seja com amor a flor a perfumar-me os gestos

No meio da noite ou no clarão do dia

Guia de amizades e protestos

Sol que todos os destinos alumiam…

Ademário da Silva – ****

SOESFALUZCA

07/agosto/2009

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