Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Como viver por si mesmo!!!

As carências, a dependência,  são na verdade falta de posicionamento

existencial. Falta de atitude própria com relação às necessidades reais de indivíduo, de pessoa, ou na verdade de espírito imortal.

No mundo que vivemos hoje, com o acesso quase que irrestrito as informações,ao noticiário, aos livros, revistas e a mídia computadorizada, depender das opiniões e posturas do próximo, sejam eles parentes ou não, é assumir um risco de ostracismo e inexistência emocional, social, amorosa e psicológica.

Desenvolvendo por isso as mais diversas etiologias psicossomáticas, que se nos põe a deriva a saúde espiritual.

Em o Livro dos Espíritos, os orientadores da evolução humana pelas vias do conhecimento e da compreensão das finalidades da vida, traçaram o roteiro fundamental: “Cada consciência evolui por si.” Isso não configura guerras ou disputas, dissensões e nem mesmo segregacionismos, no campo das relações humanas, em todos os níveis sociais, ou seja, ninguém tem que caminhar pelos canais estreitos do egoísmo e do individualismo pernicioso, até por que a interdependência existencial é uma lei natural, que permite o intercâmbio entre todos os seres humanos em níveis de aproveitamento generalizado, onde todos podem tirar proveito e aprendizado segundo suas necessidades mais prementes.

Entendemos que ao observamos a natureza da vida, podemos até nos

surpreendermos com certas realidades, que insistimos em não ver.

A necessidade, ou melhor, o imperativo natural de vida própria. Desde a mais tenra idade, ainda na vida intra uterina, a natureza nos mostra a razão da sobrevivência. Concebido nosso corpo na fecundação do óvulo feminino, via cópula sexual, o que ocorre depois é um processo de inter-relação entre a mãe que se faz nutriz pelas doações energéticas, através das vias celulares, e não simplesmente de dependência desse serzinho que se insinua nas entranhas femininas.

Movido por mecanismos, que são geridos pelo perfeito entrosamento entre as naturezas física e espiritual, as células se dividem e se multiplicam até a formação do feto, e este por sua vez atende as exigências da sobrevivência.

O espírito reencarnante por sua vez, lenta e gradualmente, esquece-se a si mesmo em obediência a lei de interação entre o elemento espiritual e o elemento material, e segue numa maratona de influenciação recíproca durante nove meses gestacionais.

Quando surge aos olhares humanos a natureza então integrada em seus dois valores fundamentais, já o tem dotado de recursos metabólicos, reflexivos, mecânicos, psicológicos que permitirão a continuação do seu caminhar em clima e disposição de desenvolvimento.

E como crisálida ainda se guarda no sono preservando e garantindo seu

desenvolvimento, longe das percepções óticas humanas. Assim não há neste período da nossa vida, apenas carência ou só dependência, mas é a natureza silenciosa em seu percurso de obediência e crescimento.

O que procuro afirmar neste raciocínio é que há uma divisão de tarefas

entre os responsáveis e os que estão em desenvolvimento. A mãe se guarda em repouso, resguardo e preocupações com o filho (a), que agita-lhe as entranhas,e o futuro reencarnado se vale desse período para tirar da natureza os recursos que precisa para viver no mundo das formas.

A bolsa uterina é nave de recolhimento e obtenção desses recursos

propiciatórios, oferecidos pela natureza que o Pai criou em nosso favor, afim de que desenvolvêssemos capacidade de manifestação inteligente, terna e fraterna no mundo físico. Procuremos entender também que as experiência de renascimento e desenlace são únicas para cada um de nós…

E vida adiante esse processo segue, nós é que vamos deixando de prestar atenção no fenômeno. Por isso não nos damos conta de que vivemos mais por nós mesmos do que no colo da dependência ou da carência.

“Cada consciência evolui por si”, é uma lei da natureza, e consciente ou não seguimos nos lençóis de seus mecanismos.

Assim é que no período de sono, nos momentos escolares, no aprendizado profissional e no ambiente de trabalho, estaremos enfrentando essas ocorrências por nós mesmos, claro consideradas pela proporção de nossa idade. Mas, esses momentos significam muito para nós libertação.

Nossos primeiros passos nos terreiros da infância indicam necessidade de ir por si mesmo. Passamos pelos estágios de 1º á 3º infância sob os olhares maternos, mas, os nossos olhos insistem em divisar horizontes que estão para lá do nosso alcance. Toda proibição ou cerceamento gera curiosidade e tentativa e vamos seguindo.

Chegamos à puberdade e a natureza biológica se nos mergulha num mar de conflitos hormonais, que nem sempre os pais conseguem explicar, envoltos que estão por direcionamentos culturais e sociais. Lá vamos nós sacarmos nossos medos e desvendarmos segredos, descobrirmos luzes que clareiam nossos passos.

É claro que a velocidade e a dinâmica de cada um facilita ou obsta

momentaneamente esses movimentos em busca de si no contexto social, humano e existencial.

A vida pela própria natureza dimensiona-se num movimento ascensional, mostrando-nos pra onde devemos ir. Como Kardec nos mostrou que é necessário olhar a natureza, colocar o olho e por o dedo, ou seja, experimentar. Dos escaninhos ovulares caminhamos até a velhice, a exaustão da matéria, pra embarcarmos de novo para a erraticidade.

Pais, mães e mestres, a parentela toda, os amigos, companheiros e parceiros de jornadas só podem cumprir o que vieram fazer em nosso destino, acompanhar,observar e permitir que nós outros tomemos decisões desde as menores as mais importantes em nossa vida, com o mínimo de interferência possível.

Assim podemos observar que a carência pode ser uma preguiça emocional, uma covardia contra si mesmo no alcance de recursos que nos atenda em nossas necessidades. Cada um a si se pertence. Não existem homens ideais no contexto conjugal que se apregoa, como não existe “a mulher da minha vida”. O que existe é a mulher que está comigo, o homem que me acompanha. Assim, ninguém vive as expensas do colo alheio, melhor achar o compasso dos próprios passos na direção da vida e dos posicionamentos que se fazem importantes para o crescimento individual.

A dependência entre os seres vivos tem os seus limites que se nos importa respeitarmos, a fim de que não tenhamos que enfrentar problemas desnecessários, juntando carga que pese em nossos ombros, obstando nossos passos.

Há que se questionar qual liberdade buscamos nós? Que felicidade pleiteamos no curso da vida? Se não aquela que está intrinsecamente em nosso interior.

Diz-se comumente que temos o direito de ir e vir. Vir de onde e ir pra onde, eis a questão.

Vir do mundo espiritual para a vida no mundo das formas. Ir para a

erraticidade, mergulhar numa outra dinâmica existencial, que por um tempo diminuto esquecemos. De preferência, voltarmos com menos problemas do que quando viemos, essa a grande tarefa…

Então carência e dependência não devem fazer parte do nosso vocabulário e sequer das nossas atitudes e comportamentos. Libertarmo-nos dos mecanismos inibidores, quais os citados acima, reconstruindo o próprio horizonte.

Abolirmos misticismos e condicionamentos de variados matizes, para alcançarmos o que admiramos no outro é preciso iniciar um trabalho de revalor de si mesmo.

Reforma íntima ou renovação de valores, não é fenômeno que surja nos céus do firmamento qual se fora tempestade atemporal e milagrosa, mas tarefa cotidiana que implica em sacrificar a sombra em benefício da luz. Afogar ilusões e vaidades num mar de simplicidade.

Ressentimentos e mágoas que se pode afogar na alegria de viver. Frustrações requerem outros sonhos e ideais e não lamentações.

Até por que tempestade, primeiro estraga, depois se nos obriga as renovações.

Então sigamos de olho em nós e no que podemos fazer em benefício próprio.

Por que se devemos esperar algo de alguém, esse Alguém é Deus, Pai, Amorável e Misericordioso, que já se nos vestiu nos mantos das oportunidades, com todos os recursos que precisamos. Só o que falta é a nossa atitude de nos libertamos de nossa antiguidade comportamental…

Ademário da Silva  =  01/agosto/2008

Soc. Esp. Facho de Luz e Caridade.  =

SOESFALUZCA!

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