Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

A mediunidade

A mediunidade em sua essência e propósitos é uma luz no firmamento das consciências humanas, fonte de relações intermundos, entre o físico e o espiritual em moldes que a necessidade evolutiva, as prerrogativas condicionais e a misericórdia do Pai se nos abraça qual afago fluídico, balsâmico, curativo e orientador…

Se uma analogia podemos fazer, ela se comporta qual a água enquanto elemento universal, agente de solvência, por excelência, higiene, cura, transformação e ainda se presta a alimentação físio espiritual.

Sacia a sede, acalma, recompõe e adistringe, indo ao mais recôndito escaninho do ser vivo e pensante que já o somos na pauta de evolução á que estamos adstritos…

A água no conflito tempestuoso é energia em aparente descontrole em planos de danos e estragos. Na ansia pelo domínio de espaço a água, os raios e os ventos tomam acento na tribuna do próprio orgulho e geram tempestades, tornados, furacões e tsunamis, e aí sofrem os elementos que lhes estão sob o teto das pretensões e riscos, ou seja, vegetais, animais e populações urbanas ou citadinas…

Assim a mediunidade que se nos manterá a harmonia e os vínculos tarefeiros na pauta da disciplina á que estamos jungidos, no compromisso em estamos envolvidos por força de necessidade evolutiva. Ela mediunidade, se nos abrigará sob suas asas protetoras, fazendo eclodir de sua essência os recursos de relação á si pertinentes, tais como a intuição, a inspiração, a psicografia, audiência e visão, assim como os fenômenos de efeitos físicos em seu leque de ocorrências, potencialidade e teores.

E de conformidade nossos pendores e possibilidades ela se manifesta no prisma de nossas necessidades e recursos… Sua potência, tonalidade e teores revela o tamanho do projeto a ser realizado, portanto, quanto mais força mediunica maior é o trabalho a ser resolvido e por consequência, maior será o compromisso patenteado no plano espiritual…

Em matéria de mediunidade a tempestade é o arcabouço da obsessão, refletindo o emaranhado de culpas e ódios, de vinganças e desamor quais raios e ventos descontrolados soprando e despejando dardos á favor do desequilíbrio e da nossa derrota, assim como pontos perdidos para aquele que agride.

A água límpida revela a pureza da fonte, sua capacidade, possibilidades e intenções. Combina com os elementos vivos da natureza sem alterar-lhes o caráter. No entanto segue os caminhos que se lhe permitem abrir para os rios de renovação e entrega, acompanhando-lhes as sinuosidades, contornos e declives na pauta de intenções e objetivos traçados pela natureza. Assim também a mediunidade, contanto os espíritos não modificam o modo de ser e agir dos médiuns, orientando-lhes a lição á ser aprendida, induzindo-os ao bem e a tarefa por ser realizada sem descaracterizar-lhes a personalidade.

E mesmo depois de usada no atendimento dos reclamos e necessidades do ser vivente, a água descartada como inútil, carrega em seus braços fluidos os dejetos e impurezas que se nos conseguiu retirar. Imaginamos nessa comparação que no conflito mediúnico em que se conflagra a obsessão, que os detritos morais de vítima e algoz se drenam por sí no combate em que se configura, no desgaste que  ambos se consagram, na ânsia de vencerem um ao outro na pauta de ódio, orgulho e desamor quais forças negativas que são, aplicadas no intuito de ilusória solução.

Na esteira de compromissos assumidos ao longo do tempo de reencarnações necessárias á evolução, a nossa responsabilidade é única e inadiável, por quanto utilizamos de valiosissímos recursos emprestados aos corações amigos, formatados em molduras de pais, mães, parentes e amigos, protetores espirituais, orientadores, livros e mestres escolares que se dispoem á usar do próprio tempo á nosso favor. Isso dilata-nos  a responsabilidade na agenda de obrigações á que estamos vinculados por necessidades próprias. Somam-se nesta conta o contingente de necessitados, desorientados, zombeteiros tanto daqui quanto do além, que se enfileiram na porta das nossas atitudes e comportamentos ansiando por soluções e ou alívios que venham minorar-lhes as dores e aflições…

Assim a mediunidade que não é nenhum adorno á fulgurar em nossos traços fisinômicos, se faz em a sala de expectativas, de esperanças e sonhos de todos quantos possam alcançar os quintais de nossa atuação…

No celeiro de bençãos em as terras da reencarnação a mediunidade semeada germina no verão da consciência, posto que inseminada pela misericórdia de Um Pai Verdadeiro e Todo Bondoso, no chão das nossas necessidades. O que é preciso, o que se nos importa relembrar são os compromissos assumidos antes do embarque para a vida material. E aqui, como se nos alerta Telésforo em o livro “Os Mensageiros” psicografado pelo querido Chico Cândido, ditado por André Luiz, é manter em estado de alerta e consciência o compromisso assumido com os espíritos que se nos tutelaram o retorno, a causa libertária da Doutrina dos Espíritos, a vontade do Criador, para que nos libertemos das sombras de passados delituosos e possamos caminhar em direção á luz, sem o constrangimento da culpa ou do remorso, do serviço mal feito, da vida mal vivida; realmente voltarmos para um tempo de refazimento e redirecionamento do aprendizado e dos ideais…

Assim como o aprendizado escolar se nos configura a postura profissional, garantindo-nos sobrevivência e bem estar, e pelo nosso comportamento representamos a escola de origem, em se tratando de mediunidade estamos vinculados com certeza aos núcleos de aprendizados, que se nos preparam para o exercício da sensibilidade, da humildade, do amor ao próximo, do Evangelho de Jesus em moldes de respeitabilidade, responsabilidade e compromisso nas leiras de fraternidade e solidariedade em que nos situamos. Esse preparo ás vezes utilizam décadas de tempo á nosso favor, o que dilata a nossa responsabilidade com relação aos resultados obtidos, sejam positivos ou não…

A proteção espiritual não se calca em privilégios ou favores descabidos, mas se configura numa linha de intercâmbio moral, onde cada um oferece de sí para a construção do progresso coletivo. A parceria é filha do entendimento e da obrigação.

Por tanto cada um de nós, aqui ou acolá temos compromisso com a seara do Mestre, onde não existe facilidades pessoais. A oportunidade é sempre única em suas características e objetivos; pensemos em nosso retorno, no reencontro com esses amigos que ficaram a cabeceira do ventre que nos acolheu e que estarão em face da misericórdia que já caracteriza seus corações, a espera de nós, apreensivos ou alegres pelos resultados que já sabem que estamos alcançando…

Ademário da Silva…

SOESFALUZCA                   ****              28/junho/2009

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