Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Amiga resposta

Bruna minha querida amiga…

A intimidade feminina é um templo natural onde se manifesta a vida. Portanto, todos nós, homens ou mulheres devemos ter para com essa intimidade o respeito proporcional á sua importância no concerto da vida.

O que já conversamos em outra oportunidade sobre o teu valor como pessoa e espírito imortal, volto a reiterar seus aspectos importantes na configuração dos teus relacionamentos. Você tem sim, direitos, de expor todo e qualquer ponto que discorde do entendimento do que seja um relacionamento á dois, por quanto sem saber inicialmente onde pode esse relacionamento chegar, necessário se faz toda cautela e respeito quanto aos sentimentos e emoções de ambos, no que se refere principalmente aos desejos de ordem íntima.

Principalmente por você não estar se sentindo bem. E se ele gosta de você tem por obrigação moral de te compreender e te dar o tempo necessário pra que se adapte á esse novo relacionamento, que se posicione emocionalmente e possam os dois se descobrirem em todos os sentidos que requer a vida…

Até por que minha querida, vens de um relacionamento um tanto quanto ainda mal resolvido em modo definitivo, e podes estar se cobrando ainda que inconscientemente sobre esse passado recente.

Então mesmo que ele queira se não é do seu pleno agrado, podes sim recusar. Por que não tens que fazer nada para agradar quem quer seja, pra esse alguém ser feliz e pra isso sufocar seus anseios, ou mesmo atropelar suas necessidades.

Todo relacionamentos em seu começo requer tempo de conhecimento, de leves contatos, de carinhos e respeito. Carícias são tratamentos que a maturidade permite pelas vias da confiança, do gostar; por que assim não há atropelos e nem mesmo desrespeito.

Tenho certeza que se conversares com ele obterás um bom resultado. Em caso contrário descobrirás o que ele pretende de ti. E se for só sexo, entendo que continuarás se sentindo mal. Um diálogo pode sim resolver esse impasse.

Outra vez te digo pense em si, ame a si, se respeite e valorize-se, só assim conseguirás o respeito e o amor que tu mereces… Não deixe ninguém invadir tua intimidade sem o consentimento acumpliciado dos teus desejos, dos teus sentimentos naturais e morais, senão o teu orgasmo se atrofia e você se sentirá meio que usada, e isso não é legal de maneira nenhuma.

O universo feminino é mesmo como luz coagulada guardando a vida em modo de pulsação, de esperanças, de sementes de oportunidades, tal a filogênese do amor em sua rede de expectativas existenciais tanto para ti enquanto mulher como para os futuros navegantes do teu útero, nos mares da reencarnação…

Um templo, capela Sistina de luz, amor e beleza, ovário, útero e vagina compõem a natureza física onde um orgasmo é simplesmente um espasmo de luz propiciando a vida. Como se fora um vulcão em modo de obediência divina, a menina vive e anda espargindo os recados da lei de atração, envolvendo em seu âmago o filho da terra, que ainda sabe e pensa em fazer guerra, esquecido de que “o amor vem sempre adiante de todas as guerras e/ uma mulher está sempre pronta a semear toda Terra de ponta a ponta”.

Então minha amiga dos terreiros imortais, os dias de hoje que parecem evolutidos, saídos do descontrole da educação familiar e da disciplina escolar, traduzem namoro como ficar, e aonde ninguém explica, colocam o casamento como simples experiência que se não der certo, todos tem direito á separação, e cada um recomeça por si em uma outra trilha, e ás vezes levando de troco pra casa dos pais um filho, ou filha e uma tremenda decepção á tiracolo…

Esses dias que parecem livres, portas escancaradas ao egoísmo, ao individualismo, trazem em seu bojo, crises, choros e prejuízos emocionais, e como dizia mamãe antigamente “todo cuidado é pouco”, amar, namorar, se casar e conviver é e sempre será um processo de descobertas cotidianas, em que a cama também serve de instrumento de repouso, pois que o relógio sempre cobrará o dia de amanhã.

E num relacionamento amoroso o respeito é que é gostoso, e a cumplicidade é asa da afinidade que nos permite voar sob os céus de outros ares. Ah! E a tal de responsabilidade que se nos parece, quando ainda na idade dos dezoito, indigesto e amanhecido biscoito a desarmonizar os mecanismos dos sonhos e fantasias, que são por si alegrias efêmeras do descompromisso.

Tudo é tão normal enquanto o limite controla, mas nada é natural quando o excesso apavora.

E também temos que pensar nessa palavra da moda que entra na roda de conversas e críticas, a afinidade, que em mais das vezes recebe um deixa isso pra lá, como solução de atropelo, e quem fica em pelos arrepiados de medo e frustração é a nossa emoção, o nosso sentimento, os nossos desejos, que extrapolam de ternos beijos, de simples planos e sonhos, numa barriga de sensações medronhas, á molhar suas fronhas na solidão de madrugadas silentes.

O medo do desconhecido na verdade se transforma no freio que detém o atrevido de ocasião…

E por que na adolescência não sabemos resolver os problemas que a vida se nos apresenta na placenta distraída, ‘invadida sem querer’, na busca de um prazer curioso, despretensioso, afinal todo mundo faz, já fez ou fará, por que não posso pisar nesse chão, mesmo sabendo-o minado por surpresas que podem ser desagradáveis…

E aí a mamãe mais antiga, diria como amiga, á filha desavisada e pouco contida: “A curiosidade matou o gato e te deixou um fato pra você criar, cuidar, educar e projetar pra vida, filha querida”

Eu sei que a maturidade é um “pergaminho” a ser conquistado na forja de experiências e provações, mas as nossas emoções devem e podem ser preservadas de escoriações desnecessárias, na medida em que usamos a cautela qual passo calculado, ensaiado e protegido por nossos ouvidos atentos, por nossos olhos abertos sobre o prisma do certo e do errado, que se nos é ensinado pela própria vida, desde que estejamos sempre no farol de observações, onde o aprendizado é nosso e a vitória sobre nós mesmo se faz certificado da inteligência e do prazer comedido, consentido sim, mas compartilhado em clima de amor e respeito…

Ame sempre, mas nunca se deixe desrespeitar pelo prazer do parceiro…

Beijos amigos e sinceros…

Também te amo bastante e ficaria muito triste se soubesse que estais sofrendo, ainda mais sem o merecer…

Ademário **** 05/maio/2009

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