Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Minha querida Taís

Eu quero te falar de saudades e da necessidade que tenho da sua amizade

Da vontade que tenho de ver sua luz se acender

De sentir ao vivo e a cores que o carinho que sei que me tens

E que é recíproco e verdadeiro, inteiro e real

Tão real que sinto falta de você

E que meus amigos espirituais são mais seus do que imaginas

E sabem de ti muito melhor do que eu

E me dizem agora que estais triste e amuada, ensimesmada, coberta de solidão planejada

Por que vos esquecestes de ti atendendo aos apelos do mundo

Valorizando aspectos fictícios, resquícios de ilusão transitória

Se enfronhaste no eu menor revivescendo dramas e dores

Como quem procura perfumes em flores arrancadas das hastes

Que empanas a própria beleza na aspereza de querer ser o que sonhas

Como quem apaga uma má escrita no papel e não a deleta da memória

Por ser esta inapagável

Acorda mulher, desperta a própria alma com a chama de seus talentos

E recria seus momentos, com ungüentos, com transgressão aplicada sobre o inútil

Olhe pra dentro de si, no espelho de outras possibilidades

Vestindo a túnica da coragem, da honestidade emocional e da certeza espiritual

Da qual ninguém foge, por que não há o que morre

Mas, há o que se nos socorre

A fala do amigo que compartilha

Paralelas trilhas do querer

A vibração da convivência

A tua presença é encanto e sentença de atitude

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Se eu desencarnar sem te ver sorrir e planejar, criar e realizar; com certeza do outro lado vou chegar me sentindo pela metade, qual ferramenta sem uso…

Mas, isso não é cobrança ou imposição. Até por que a sola dos pés conhece a sujeira do caminho e precisamos cuidar muito bem das sapatilhas da vida e do tempo, pra que elas não se desgastem em caminhos labirínticos…

Os amigos espirituais com certeza não vão meter o bedelho em sua integridade espiritual por respeito ao teu livre arbítrio e por educação também. Mas já se preocupam com essa fragilidade e essa vontade que tens de fugir, como se as fugas nos levassem á algum lugar.

Fugas não têm endereçamento postal e emocional que satisfaça as relações necessárias das quais temos, todos, necessidades existenciais…

Minha amiga eu te amo enquanto pessoa, enquanto espírito imortal e não sou pessoa de gabarito moral, imagine o amor que espíritos outros, amigos e lúcidos e mergulhados na luz têm por você…

Olhe á tua volta e verás com os olhos da alma o que te surpreende, o que espanta, mas, também o amor, a luz, a minha amizade e tudo o mais que pode te fazer reagir em benefício próprio…

Minha amiga…

A inconsciência momentânea vestida na lei do esquecimento não é punição ou imposição de um Pai desatencioso, mas, garantia de passe livre nos meandros da reencarnação, sem o constrangimento de lembranças desagradáveis, quais poeiras intoxicantes a empanar de sombras e odores nauseabundos os horizontes do nosso destino. E também não se nos revela os acertos e conquistas já alcançados, protegendo-nos de uma crise de vaidade injustificável que venha pôr a perder a balança de dividendos e royaltys, na contabilidade do tempo vivido e aplicado.

Viver intensamente é acreditar na solução, na realização sem medidas ou parâmetros transitórios e humanos e por isso perecíveis, retocáveis, também reversíveis, dado o desequilíbrio quase que rotineiro de nossas emoções enquanto sementes auto fecundantes dos nossos gestos e atitudes…

Escolarizados no transitório e efêmero rejeitamos a espiritualidade própria, por que nossos pensamentos e raciocínios e ideações não aceitam espontaneamente a subjetividade, a intuição, percepções fora do âmbito calculável. Enquadrado nesse saber horizontalizado, não buscamos como a gaivota do Fernão Capelo Gaivota, superar nossos limites e limitações.

Daí, criança que rejeita o chão atrofia os próprios passos e ainda perde o colo da mãe. Ficamos inertes no meio do nada que nos impomos só por capricho, orgulho ou vaidade. E vamos recolhendo lentamente o resultado dessa decisão, sem nos darmos conta do desabusado processo de isolamento e fuga que empreendemos, cientes, por conveniências, de que o mundo nos deve. Nossos pais então são inadimplentes, recalcitrantes, por não valorizarem nossos medos e covardias…

Estarmos de volta ao mundo das formas é oportunidade valiosa para resolvermos nossas incongruências e ângulos de oposição. E todos assumimos um compromisso, não aquele de cumprir uma missão, mas, o de solucionarmos nosso modo de ser e sentir, de fazer ou sorrir, de corrigirmos nossas vibrações assombradas, nossos gestos egoístas  e a fala distorcida.

Toda dor se desfaz pela ação do remédio compatível no seio do metabolismo orgânico. Mas, os remédios do espírito tem outras indicações e posologias, exigindo-nos como fator de cura equilíbrio na convalescência, disciplina e paciência para compreendermos o tempo da cura segundo as exigências da doença adquirida…

Por isso nesse vale de provas e expiações tudo parece tão lento e fastidioso. Pela lei de causas e efeitos nada se perde e nada permanece indeterminadamente do jeito que está. Principalmente e por que em desarmonia com a vida, com o tempo e com a lei divina e natural. Tudo e todos há de se modificar nos caminhos da evolução pra alcançar a luz, que faz viver o coração em liberdade, que enriquece e ilumina o pensamento , que educa e apascenta nossos gestos, enfim, que faz de nós pessoas melhores do que já somos…

O sábio não pensa somente no amanhã, ele resolve o agora, melhora o instante por saber que é a soma do tempo que nos tira do passado, carrega-nos pelo presente e abre as cortinas do futuro. O nosso movimento e modo de ser dentro do tempo indicam-nos o caminho, por isso fugas ou tomada de atalhos mais complicam que ajudam nas horas decisivas…

Por isso minha amiga enfrente as vicissitudes, as adversidades com um sorriso no canto dos lábios, ainda que não consigas descartar uma lágrima no canto do olho… Ela é a guia e o farol a te exigir os olhos á frente e ao alto, para que não se percas no caminho…

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Não me temas, podes falar comigo. Não guardo surpresas que possam te desagradar ou constranger…

Só reafirmo que mesmo que não queiras e isso te é um direito, vou seguir por essa imortalidade te amando e

Se não me responderes eu posto em meu blog sem tua autorização…….

Beijos fraternos…  Ademário – 23/maio/2009

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