Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Menina, mulher e musa,… minha amiga é muito bom saber que você existe.

Eu não sei quase nada desta vida, mas do que sei gosto muito e me devoto, me preocupo e me esforço pra ver se consigo melhorar.

Mas, o que quero agora é falar contigo. Primeiro saber se me permites ser seu amigo, o que me faria demasiado grato á Deus por tão grandiosa dádiva. Então te falar algumas coisas meio espíritas, meio humanas, essas coisas que nos fazem pensar que o mais importante diamante que conseguimos garimpar na bateia do tempo somos nós mesmos.

Assim pensando te digo que o a tua certidão de nascimento é o passaporte transitório, feito especialmente pra você pisar nesse chão da vida humana, garantia de estágio e travessia que traz um carimbo de Deus e a sua assinatura imortal, suas digitais, aquelas dos pezinhos, atestando sua responsabilidade por sua própria vida. Que seus pais assinaram como co-responsáveis na parceria.

Que seus primeiros passos foram mesmo como um compasso de estranha melodia garantindo-lhe alegrias, mas traçando diretrizes por todos seus próximos dias, ensaiando posturas, tropeçando em agruras, demonstrando-lhes a cada tempo mudanças e outras necessidades á exigir-lhe novas habilidades, até que mais ninguém lhe oferecia privilégios, afinal de contas você já estava crescidinha, já sabia fazer tanta coisa sozinha, até já sonhava com o colégio, e isso não era um sacrilégio, pelo contrário era muito importante e necessário.

Então você foi pra escola pra perceber que agora, aprender, saber, entender e vencer cada série escolar dependia só de você. E a vida continuou a promover mudanças, tirou-lhe as tranças, sua carinha de criança começou a se modificar, E ás vezes a professora era mesmo uma ditadora. De mau humor só lhe dava um pequeno valor. Mas tudo era somado na sua conta, nota alta, nota pouca, aquela falta sem desculpa, afinal você não tinha culpa.

Mas todos sem exceção te responsabilizavam e pouco se importavam se doía, se você chorava, só te acusavam, te apontavam. Era um jeito estranho de educar, mas era só o que tinham pra te dar…

Saudades dos tempos de criança? É… Eles ficaram noutro tempo, quem sabe foi o vento que os escondeu e nem te avisou. Ah! Aquele vento que soprava teu rosto, que arrastava papéis, balançava as flores, trazia outros cheiros, secava a roupa no varal, esse vento agora era mal…

Parecia que o mundo, as pessoas e os acontecimentos conspiravam contra você. E quando chegou a puberdade então. Foi tanta confusão na sua cabeça, nos teus sentimentos. Essa tal de menstruação, que situação?!?!?. Mais essa agora!!! E quem te explicava e convencia era o dia á dia. Chegava à noite você se escondia no sono e sonhava com outro trono, que nunca aparecia.

E assim já parecia que o tempo se arrastava. Você fazia, quebrava, arrumava, estragava, o pai comprava, a mãe raiava e quase ninguém razão lhe dava. E o tempo ia cheio de preguiça buscar outros dias. E quando o pai dava bronca então. Parecia um trovão em noite de tempestade. Liberdade era brinquedo que não tinha.

E tudo isso era pra te educar, pra você virar gente. E o que é pior, virar gente grande, com poder de decisão, com diploma de primeiro e segundo grau, profissão pra trabalhar e não ganhar mal.

É só um modo estranho de nos preparar pra vida. É, mas, entre perdas e danos a gente sempre sai ganhando. Tem lugar pra se abrigar, almoçar, jantar e dormir, se banhar e se vestir, essas coisas.

Tudo isso pra te mostrar que a vida é sua. Você tem que aprender, saber, se virar e de preferência pro lado certo.

Hoje você tem diploma, carta de motorista, tem emprego e dificuldades a vista e em longo prazo.

Você tem que pensar por si, decidir por si, decifrar e resolver. Se não quiser chorar e sofrer. E isso ás vezes é tão complicado néeee…

E nem aparece um anjo alado, um ser dotado de soluções imediatas, dessas que não deixam vestígios, que não trazem perigo, que não destrói amigos, que não afasta namorados, que apaga encrencas, que às vezes aparecem em pencas naquele quartinho de dispensa da consciência.

É minha amiga, a vida parece uma encrenca viva que nem se comove, muito menos nos promove ao tempo da paz e da água fresca. E quanto mais o tempo passa mais parece que ela fica sem graça néee??????????

Esse montão de palavras pra te mostrar que a batata da vida está sempre na brasa, às vezes sem tempero, às vezes no desespero, às vezes traz um aguaceiro dentro da gente. Às vezes tem gosto de coisa boa como garoa num dia de sol, flor aberta e perfumosa. É mesmo como essência de Guernica, carvalho, rosa e arnica.

Tudo isso só pra te perguntar, você está bem?

O teu olho me pergunta

Sua boca silencia

Onde está sua alegria, onde moram os seus medos

Tu acreditas em teus enredos

Ou é estratégia de carência

Com que ciência é que tu pensas

Que emoção é que te rege

Ou é erege a tua crença

A religião que te prescreve

Te da conta da sentença

Ou só deita versículos

Nos aurículos de sua alma

E a felicidade é um ardil da longevidade

Ou uma ilusão de cada impulso

Talvez um recurso de aparência

Escondido num sorriso sem designer

O pensamento que se apaga no medo de não ser entendida!

Minha amiga tudo pode ser bem melhor sem ser dor ou sofrimento. Diz-me a intuição que o teu coração anda tão confuso que perdeu o fuso da alegria na agonia da entrega. Que você se nega e nem se identifica, que se apaga pra viver de nadas.

Toda relação pra ser o que significa necessita ser parceria, cumplicidade, amizade e alegria.

Nos tons da imortalidade, a amizade, o amor e a afeição enquanto mecanismos da emoção de um espírito são páginas de suas experiências existenciais, que na medida em que ele avança na esteira da vida, em suas versões dimensionais, apresentam características adquiridas segundo o viés de manifestação consciente ou inconsciente, que se nos apresentam sua educação emocional, a qualidade dos seus sentimentos que são traduzidas em seus gestos em seu modo de ser, na sua maneira de se relacionar com as pessoas, considerando sempre ou ocasionalmente o respeito, a seriedade, a responsabilidade que nasce das relações humanas, engendrando momentos de alegria, felicidade e paz a si mesmo e aos que estão em seu derredor.

A intuição é a ferramenta primordial que a sensibilidade espiritual se nos agracia, para que possamos avaliar as nossas relações afetivas em todas as suas conseqüências e implicações.

Em nossas relações amorosas aqui na Terra ainda não sabemos utilizar esses instrumentos, por que pouco conhecemos a nossa própria potencialidade espiritual. Então deixamos ao instinto a responsabilidade; (se é que ele ás tem), de vibrar a sua instrumentação fisiológica sensorial e nos permitimos mergulhar no também desconhecido mar da libido, e ai confundir sensação e sentimento.

E como se ensina Emmanuel: “Amor é sentimento e sexo ferramenta de contato”.

O sexo tem uma importância grandiosa na relação homem e mulher, mas, o amor deve ser, ou pelo menos precisa ser o tecido de luz que se nos cobre a alma, os gestos, os pensamentos e todo nosso modo de ser.

Por que desconhecemos e muito os recursos que o espírito possui pra viver em todos os quadrantes emocionais que o envolve a vida, deixamos de entender e vivenciar o que realmente significa “afinidade” enquanto filha unigênita da intuição e da telepatia.

Como reconhecer amores, amigos e afetos na esteira da imortalidade, desprovidos desses recursos. É claro que vivemos sob as asas da Misericórdia Divina, e o que precisamos se nos alcança em medidas necessárias. Mas, se vivêssemos mais atentos a nossa própria espiritualidade, com certeza nossas decepções, nossos desenganos seriam bem menores. E por conseqüência nossa vida amorosa, nossas amizades teriam uma saúde moral mais duradoura, mais estável…

Por conseqüência também não seríamos pedra de tropeço amorosa na vida de ninguém. Por que acionaríamos em nosso interior os sensores da intuição, os sutis mecanismos da telepatia e a lei da afinidade nos permitiriam identificar nos escaninhos da consciência os nossos pares, nos caminhos do destino.

Ah! Eu não posso esquecer de te dizer que a afinidade e a intuição são recursos que utilizamos, enquanto inscientes da luz, na ambiência da sombra, em clima de desespero e teimosias; no meio da agonia do ‘eu’, sentados no colo da prepotência. E o que é pior, na ausência de auto-respeito, de amor por si mesmo, desse modo de viver a esmo como se a responsabilidade fosse alheia.

Quando delegamos ao próximo o direito e a obrigação de nos fazer felizes, ficamos sujeitos as sobras de emoções, migalhas de carinhos, restolhos de carícias, de conformidade com quem caminhamos…

Lembra o que disse o Mestre: Diga-me com tu andas e eu direi quem tu és!”. Se traduzirmos esse ensinamento podemos alcançar outros entendimentos, como por exemplo: Diga-me o que te emociona e eu direi como se manifesta o teu coração. Se com a firmeza de quem se conhece e se valoriza, ou, se ele bate no descompasso de fantasias e ilusões e desafina na desamornia entre o descaso imposto e a solidão dos seus planos.

Minha amiga, amar a si mesma na dinâmica em que compreendes o próximo é a tarefa de auto aprimoramento, que se nos compete realizar pelos lençóis do tempo, pelas ruas da vida em prol de nós mesmos.

Menina, mulher e musa não recuse a felicidade que Deus te atribui, pois que é a única que tem valor espiritual. Aqui neste celeiro de provas e expiações tudo é tão transitório, que guardar no peito o sonho de um amor ideal é correr o risco de frustrações desnecessárias e plenamente dispensáveis.

A liberdade de ser, de fazer, construir, se instruir, crescer espiritual e emocionalmente não passa por imitações ou, projeções de ego. ‘Cada consciência evolui por si’. Pais, mães, amigos, líderes e pensadores entre outros, são apenas espelhos transitórios onde se refletem identidades na medida dos aprendizados e experiências adquiridas, mas, a vida flui sempre sob a responsabilidade de cada um.

Almas gêmeas não existem no sentido literal de se bipartir um espírito, mas podemos alcançar por experiências comuns, níveis de identidade, de sentimento, conhecimento e sabedoria existencial com espíritos que buscam a mesma luz, a mesma paz, o mesmo amor e principalmente o mesmo ideal que nós.

Então minha filha menina, minha amiga mulher e minha musa sensível e protetora, seja o que Deus quer de ti, mas, não se perca por favores nos caminhos intrincados de emoções desavisadas só por que o seu companheiro homem não sabe da vida o valor de um coração feminino…

Até outro dia, por enquanto eu me guardo e espero sua resposta, dizendo o que pensas á respeito de tudo isso…

Ademário, um amigo incidental… 19/ 12/ 2008

Acréscimos digitados hoje… 28/dez./2008

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