Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Nos caminhos do tempo!

Nos caminhos do tempo eu me vi semente

Procurando por terras que me pudessem germinar

E me perdi nas areias da ociosidade

E muito sofri tentando escalar as rochas da teimosia

Dormi sob pedras e me deixei levar por estranhas torrentes!

Quem me criou nunca me perdeu de suas vistas oniscientes

Mas eu não me achava nos caminhos repetidos

E continuava semente, agreste, hostil e egoísta

Mas a direção da vida está em mãos iluminadas

Que guiavam meus passos sem que eu me dese conta!

Pelos caminhos do tempo a luz é sempre explícita

Eu é que não a enxergava nos meus labirintos de medos

Nos meus abismos de valentia

De sabedoria eu só tinha arremedos

Na minha solidão agressiva eu continuava semente!

Semente do amor que é filho da luz

Fecundada no ventre da vida

E por teimosia eu paria feridas

E deseducado nas dores vestia-me de solidão

E a amizade na febre das minhas alucinações era uma utopia

E semente eu continuava na minha desvalia!

O orgulho me empanava a visão

O egoísmo fechava-me o coração

Até que cansado, os pés feridos, sentimentos doentes

Solucei por soluções, implorei por perdão, me comprometi por mudanças

Então senti um calor que me abraçava as entranhas da alma

Como criança dormi nos braços da terra

Perdi a consciência do eu egoísta

E na penumbra da solidão sonhei!

A terra que me servia de leito era o templo da consciência

O calor que sentia era o hálito do Pai que não nos deserda

Que me fez ver e entender que a dor que em mim doía

Era só a minha teimosia!

Que minhas feridas não era do atrito das pedras do caminho

Mas do fato de caminhar sozinho

Fechando os rios de luz do meu próprio coração

Não irrigava as flores do meu tempo e não lhe conhecia as cores e os seus aromas

Seus encantos e desenhos, seus engenhos de oração

Eu não os conhecia, pela minha própria solidão!

Enquanto semente eu não me sabia árvore

E nem sonhava com jardins ou pomares

E aí o relógio da imortalidade despertou

No quartinho acanhado da minha consciência

Então procurei me conhecer, me avaliar e me explorar

Descobrir meus talentos , meus momentos e o meu tempo

Discuti com a paixão e divorciei do egoísmo

E percebi que amar ao próximo é amar a mim mesmo

Pois somos filhos da mesma Luz e da mesma Sabedoria!

Ao invés de fugir da tentação, sofreei meus impulsos

Pra não impor meus desejos opiniões e vontades

Silenciei meu orgulho e desejei humildade

Humildade é ter consciência de si, resignando-se diante das adversidades, é a ciência da imortalidade

Quem se conhece não tem pressa de se apresentar

Compreendi minhas sombras, frutos da minha ociosidade

Busquei o Evangelho em seus versos de luz

No livro dos Espíritos a filosofia da alma

No livro dos Mèdiuns o acesso aos mundos da imortalidade

A ciência fluídica em a Gênese que me põe a levitar pelo universo

Na Codificação em fim, ás Tábuas da evolução!

Pisei em tantos templos quanto a minha ansiedade exigia

Os ventos da minha imperícia fustigaram meus castelos-lisonja

E me enxarquei de ilusões como se fosse da vaidade a esponja

Me curvei ante as tempestades do tempo

E rezei no altar das necessidades

Tomando ciência da vida encontrei os caminhos reais

Agradeci ao universo e seu Arquiteto

Do livre arbítrio fiz versos de paz e amizade!

Quem sabe a que veio se utiliza dos meios

E até fortuitas separações são lições de como andar consigo

No meio do mundo com os pés no deserto fica tão perto de sí

E junta suas forças, recursos e saudades e caminha pelas vias da mediunidade

Se faz sensitivo de olhos mais vivos, de coração atento

Canta contra o sofrimento, risca seus versos nas páginas do adverso

E no altar da consciência a oração é a ciência da religação!

Então, enquanto semente, agora obediente, tece seus planos de vida

Se auto germina em terras de suas conquistas

Abre o livro da vida e estuda nas páginas do tempo causas e efeitos

E se dá conta do que pode e deve

E aí reescreve a própria história respaldado na luz dessa Doutrina libertária!

E não chora mais ou reclama, apaga até as revoltas infundadas

A mediunidade enquanto sala de reencontros da imortalidade, se faz em divã da oportunidade

E os conselhos, orientações e avisos são os frutos mais vivos que tem a praticar

O estudo contudo é obrigação basilar

Aprendiz que se preza não reza sentado, tem olheiras e os pés cansados!

Mediunidade é parceria

Agora o confessionário é a consciência

Favores e privilégios

É que são os sacrilégios que a afinidade não conta

E desmonta de suas searas os ociosos

Dar o que tem é boa vontade

Multiplicar os próprios talentos é o trabalho que o Evangelho apregoa

É o que reforça as luzes da fraternidade

É o que mais precisa esse mundão de provas

Pois a expiação é contundente lição que se nos renova!

Agradecer ao Pai da vida com o suór do trabalho

Saciar minha sede nas gotas de orvalho

Se alimentar de luz pra tecer minhas vestes

E fazer do amor minhas preces!

Ademário da Silva = 22/nov./2008

Sociedade Espírita Facho de Luz e Caridade

SOESFALUZCA…

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