Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

A lucidez espírita

A lucidez imortal, que o conhecimento sobre os efeitos da reencarnação em nossas vidas é o consolo previsto por Jesus, quando afirmou que no tempo vindouro, seus feitos, sua luz, suas atitudes e gestos, a sua fala e seus versos, seriam melhor esclarecidos pela terceira revelação, que Ele mesmo se incumbiria de nos enviar…

Hoje, ao estudarmos a Doutrina Espírita, em seu conteúdo de luz, vertida em suas páginas, conseguimos compreender a importância de um ensino deessa magnitude.

Uma mãe que se vai abatida pela exaustão da matéria, não se perde em as nuvens nebulosas de mistério, crendices ou folclores, que não equacionam, por suas insutentabilidades filosóficas e científicas, os dramas da separação propiciados constantemente pelo fenômeno da morte da corpo. O que muda é a dimensão espiritual em que palpita o coração dessa mãe, que foi em busca de si mesma no contexto da imortalidade.

Um filho, ainda em tenra idade, orfandado pela ausência paterna, mergulhada no seio de “sombras inexplicáveis”, que a morte parece tecer nas cortinas do esquecimento, que o tempo imediato impões, não fica literalmente destituído dos afagos e da ternura devida por esse pai.

A noite que nos põe em repouso o corpo, permite ao espírito deambular por dimensões quintessenciadas da matéria, em busca daquilo que se falta na transitoriedade desta vida humana. E tudo aquilo que chamamos de “sonhos”, se desdobra aos nossos olhos e sensores psíquicos e emotivos, em panoramas e paisagens da natureza ou tão urbanas quantos as daqui, apenas construídas em um outro teor de intesidade vital, que se nos locupletam de uma história de vida muito maior e mais profunda do que essa que vislumbramos por aqui.

Assim é que irmãos e irmãs,avós, noivos e noivas, amigos e amigas, mestres e escritores queridos, chorados copiosamentes na plataforma de desembarque, podemos afirmar, não se perdem dos nossos sentimentos e nem da nossa memória. A indumentária corpórea com a qual se manifestavam e os identificávamos, lenta e gradualmente, com o passar do tempo, podemos esquecer; mas, seus gestos, atitudes e sorrisos, o seu modo de ser, de pensar e principalmente o seu modo de nos amar, não!… não os esquecemos. Pois estes com que se perpetuam nas paredes da memória da nossa sensibilidade espiritual, emocional e moral…

Não há, na verdade, pois mais que teimem os opositores, uma solução de continuidade, algo como: eu deixo de ter ver agora por que a morte nos proíbe contatos e encontros, e, daqui um tempo qualquer, segundo a vontade da vida, nós, quem sabe, talvez, porém, todavia poderemos nos ver… Se o segredo for verdade, se ninguém estiver mentindo, ao menos os mais responsáveis, “os representantes de deus”, (e aqui com letra minúscula mesmo, pois deles não há…), pastores, padres e que tais, oráculos e gurus ou, qualquer tipo de pseuda representação. Se de tudo isso nada der errado, ‘talvez nos vejamos’……….

A mulher que, embalada nos primeiros sonhos nupciais e nos faustos das fantasias mulheris, sente no mais íntimo de si, um frêmito espiritual, que a natureza só permite a mulher sentir, mormente aquela que se põe nas fronteiras da maternidade. Logo após a relação sexual com o ser predileto do seu coração feminil, ela capta por espasmos de uma emoção sutilíssima em suas entranhas perispirituais por assim dizer, esse frêmito como se fora um alerta que a natureza espiritual aciona, conferindo-lhe o título de mãe. Que além das mutações corporais e metabólicas e as divisões celulares, um fenômeno de amor, de emoção espiritual, como que se fecunda conjuntamente no processo de invasão ovular que se opera, pelo esperma da satisfação afetiva enquanto resultado da conjunção amorosa entre a mulher e o homem.

Então, não é simplesmente “um serzinho” que se insinua na intimidade do seu corpo, mas, um espírito imortal que se desprende da outra dimensão existencial e a ela se liga para uma nova experiência de vida.

E o que ela não sabe, e o que não nos é permitido saber é: quanto tempo o “meu filho, ou filha” vai viver comigo? De onde vem? E como vem? E o mais importante, por que vem?

Então os sonhos da mãe amanhecem e anoitecem sendo tecidos por medos e inseguranças, desejos de saúde, fortuna e prazer, ou seja, possibilidades e conquistas a cria mais importante do mundo.

E não é que a vida tenha outros planos ou crueldades infernalizadas, mas é aquele ser, já tanto amado, é que traz no bojo da consciência, restrições corretivas e reparadoras, ou até mesmo, são os pais é que precisam de expiações de ‘mora’, calculados em outras vidas, por coeficientes de tíbias condutas, somando necessidades de reajustes nos braços de dolorosa prova.

Assim sendo não é a morte que apaga a vida, ou muito menos a vida que se ajoelha diante da morte em face de culpas ou pecados; mas, são as leis naturais e imutáveis de causas e efeitos, postas em movimento pela misericórdia Divina, que apenas nos colhem despreparados e desinformados quanto aos desígnios maiores, com os quais Deus nos abraça no momento da prova e do perdão.

Por ser espírito imortal, o direito de ir e vir sempre lhe será respeitado, por que simplesmente inalienável.

A morte não separa e nem apaga, apenas põe em outras plagas o ser que nos encanta o coração.

Se Deus assim decidiu nada nos abala, diminui ou deplora.

Então mãe, chore, mas não desespere ou desequilibre. Deus não erra, apenas descerra-nos a dor num confronto com a harmonia, para que os nossos dias ‘futuros’ tenham luzes mais reais…

É aqui, como em outros segmentos da vida imortal que a Doutrina Espírita se nos apura a lucidez existencial.

“Quem sabe a que veio não tem medo de voltar”.

O espírito recém reencarnado e que retorna dias, meses ou até poucos anos depois e pelas vielas secretas da morte, com certeza se beneficia e muito deste processo de resgates e reparos. E isso está naturalmente implícito nas leis de pluralidade das existências.

O que nos demonstra também a fragilidade e a transitoriedade da vida humana, que pela própria exaustão de órgãos e mecanismos fisiológicos funcionais, se nos põe na plataforma da despedida…

No prisma da lucidez espírita, ao buscarmos psicografias ou informações com espíritos desencarnados, devemos olhar a história de vida que nos envolve, por que assim entenderemos de modo lógico e não sentimentalista, ao prisma que se nos seja possível, o papel de cada um de nós, no grupo espiritual interligado entre duas dimensões da vida, das quais a mediunidade se faz estreita ponte de contato e de possíveis soluções…

Um filho que vem e não fica não significa pecado ou punição, mas lição de reparo que se nos põe na via da educação…

Educação nas relações, nas afeições, no modo de ser e sentir e no modo de pensar, falar, fazer e até criar…

Kardec nos alerta quanto a fé raciocinada exatamente para que a lucidez se nos aumente o discernimento diminuindo o sofrimento. O estudo qualificado da Doutrina Espírita dilata-nos o olhar e a percepção, configurando-nos a compreensão de que não somos presas de um tempo delimitado por movimentos de um planeta de provas e expiações, mas sim, cidadãos imortais e universais…

Ademário da Silva – 06/out./2008

Soc. Esp. Facho de Luz e Caridade

SOESFALUZCA

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